Cidade recebe jovens que participam do JMJ Rio 2013

Elas são jovens, alegres e encantadoras. Quando falam de Deus, os olhos se enchem de um brilho especial. Assim são as jovens que vieram do Gabão um país africano com cerca de 1,4 milhão de habitantes que chegaram na última semana a São José dos Campos, para participar da Semana Missionária. O Brasil vai receber 100 gaboneses, dos quais 45 ficarão em São José. No total, serão 1.500 jovens, de 10 países, que participarão da Semana Missionária. O evento começou ontem e vai até o próximo dia 22.

A semana serve como uma preparação para os jovens peregrinos (pessoas que saem dos seus países em missão para orar) que vão participar da Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro. Em São José, os peregrinos estão sendo hospedados por 700 famílias voluntárias, que se cadastraram nas paróquias para receber os visitantes estrangeiros. No grupo que veio do Gabão, há médica, nutricionista, policial civil, universitária e outros profissionais liberais. Elas falam francês, mas para o casal José Benedito Ferreira e Maria Rita Ferreira, da paróquia Santa Terezinha, que está hospedando duas jovens, isso não foi problema. “Nós estamos nos entendendo bem, com gestos, palavras de outros idiomas e, principalmente, com o coração”, afirmaram.

O acolhimento das famílias foi o que mais chamou a atenção da universitária Marlene Fróideval, 24 anos. “Estou surpresa e muito agradecida com o carinho das famílias”, disse ela em francês, traduzido pela irmã missionária que acompanha o grupo, Sonia de Fátima Batagin. A nutricionista Ippolite Tchoumgo, 34 anos, veio para participar da Jornada Mundial da Juventude pela primeira vez. Ela disse que o que vai levar do contato que teve com as famílias foi a alegria da igreja. “A participação na igreja é espetacular, muito viva. No Gabão, os jovens também participam ativamente da vida da igreja. O que sustenta e dá força para a juventude é a presença de muitos padres jovens que acolhem e escutam as pessoas desesperadas”, disse Ippolite.

Na sexta-feira, as famílias hospedeiras levaram as gabonesas para dar uma volta no Vale Sul Shopping. Além de ver as lojas, elas saborearam o açaí, apresentado às jovens pelo padre Edinei Evaldo Batista, da paróquia Santa Terezinha, que também está hospedando peregrinos. Cada paróquia terá uma programação especial para os jovens. A coordenadora de setor, Maria José Barbosa, da igreja São Judas Tadeu, no Jardim Paulista, está hospedando duas jovens da República Dominicana: Elizabeth Jimenez, 27, engenheira Industrial, e Francine Perez, 20, advogada. Ela reservou um quarto para as jovens e disse que “está muito feliz com as meninas que transmitem a presença de Deus”. A paróquia vai receber 184 jovens da Venezuela e República Dominicana.

As Dioceses de São José dos Campos e Taubaté e a Arquidiocese de Aparecida terão cerca de 4.300 peregrinos participando da Semana Missionária. Todos os jovens ficarão hospedados em casas de famílias voluntárias que participam da igreja e se cadastraram para receber os visitantes.
Em Aparecida, os organizadores distribuíram um kit de línguas, com palavras básicas do inglês e espanhol, para as famílias se entenderem. A Jornada Mundial da Juventude será realizada pela primeira vez no Brasil. O evento foi criado em 1984, pelo papa João Paulo 2º para reunir jovens do mundo todo para orar. A jornada será a primeira viagem do papa Francisco para um grande evento. No dia 24, o pontífice irá a Aparecida, rezar uma missa no Santuário Nacional.

Tarifa é reduzida mais problemas continuam na cidade

A tarifa de R$ 3 que é cobrada atualmente para andar de ônibus em São José dos Campos não condiz com o serviço oferecido. Essa é a opinião de usuários que precisam todos os dias do transporte público para chegar ao trabalho, andando em veículos superlotados isso quando conseguem embarcar. Na sexta-feira, a reportagem de O VALE embarcou com dificuldades, às 7h40, na linha 311, que liga o Campo dos Alemães ao Jardim Aquarius. Essa linha é muito utilizada por empregadas domésticas que moram na região sul e trabalham na região oeste, área nobre.

Quem consegue entrar no ônibus precisa “se apertar” para que o motorista consiga fechar a porta. Muitas pessoas não conseguem atravessar a catraca e tem que passar o dinheiro, de mão em mão, até chegar ao cobrador para pagar a passagem e poder descer pela porta da frente. “Todo o dia é a mesma coisa das 6h30até às 8h30. É gente em cima do motorista, do cobrador”, reclama a auxiliar de serviços gerais Lúcia Aparecida, que sai do Campo dos Alemães para trabalhar no Carrefour.

A doméstica Maria de Fátima Alves Moreira faz coro às reclamações e diz que “pagar esse preço de tarifa para andar apertado, não dá”. “A prefeitura precisa melhor o serviço, colocar mais ônibus, ter mais horários e baixar a passagem”, afirma. No ônibus, há uma placa pequena que informa que a capacidade do veículo é de 40 passageiros sentados e 45 em pé. Mas a realidade é bem diferente. O motorista vai parando de ponto em ponto, pedindo para as pessoas se apertarem e enchendo o ônibus além da lotação máxima para conseguir carregar o maior número de pessoas que esperam nos pontos. “A gente já chega cansada para trabalhar”, completa Maria de Fátima. Do Jardim Aquarius, a reportagem foi de ônibus até a Eco (Estação de Conexão) do bairro Campos de São José, na zona leste, bastante criticada pelos usuários.

Na avenida Francisco José Longo, embarcou na linha 341B a auxiliar de limpeza Alexandra Campos. Ela conta que “de manhã e no final da tarde, é uma luta conseguir entrar no ônibus”. O estudante Lucas Fernando, que também mora no Campos de São José, participou na quinta-feira do protesto organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) para reivindicar melhorias para o transporte. “A Eco é desorganizada, os ônibus demoram e as linhas são mal distribuídas para atender os bairros da região. Acho que a passagem está muito cara para um serviço que não é bom”, afirmou. O aposentado Francisco Amorin, que estava na Eco esperando um ônibus para ir até o Santa Cecília 2, diz que “não está certo” São José ter o mesmo preço da passagem de São Paulo. “A cidade é menor, a gente anda menos e tem que pagar o mesmo preço.”

Por meio de sua assessoria de imprensa, o secretário municipal de Transportes, Wagner Balieiro, informou que compreende as críticas da população, “considerando que o sistema de transporte da cidade estava há muito abandonado”. “Nossa primeira ação ao assumir a Secretaria foi priorizar o transporte público, e acreditamos que em breve a população vai sentir a qualidade do sistema”, declarou. Ao anunciar a redução da tarifa de R$ 3,20 para R$ 3, no último dia 20, Balieiro chegou a colocar em dúvida os investimentos e melhorias programados para o setor. A prefeitura ainda está estudando o impacto que a redução da passagem causou no sistema. Neste ano, entraram em operação 51 novos ônibus da CS Brasil e 40 da Expresso Maringá. O processo de concorrência no transporte público, realizado em 2008, determina que as empresas concessionárias devem que renovar a frota a cada cinco anos. A prefeitura também está implantando corredores exclusivos de ônibus na cidade.

O Movimento Passe Livre vai panfletar hoje na Feira do Jardim Colonial em busca de mais adesões à causa que defendem: a redução da tarifa de ônibus de R$ 3 para R$ 2,80. Ontem à tarde, o movimento fez uma reunião aberta no Parque Santos Dumont para avaliar os três atos realizaram nessas últimas semanas e preparar o próximo ato, agendado para terça-feira. Dessa vez, a Guarda Municipal não fechou o parque para impedir que eles fizessem a reunião, como aconteceu no último dia 14, quando o MPL tentou usar o local para organizar o primeiro ato.

Cerca de 70 pessoas participaram da reunião. Eles avaliaram a questão do vandalismo, como conseguir que mais pessoas participem do movimento e que novas ações deve ser feitas para a redução da tarifa. Nos três atos, o MPL fez com que o comércio do centro da cidade fechasse as portas mais cedo, com medo de vandalismo. Eles também pararam a via Dutra, principal rodovia do país, por cerca de dez horas, nos três atos.

Circuito Dia a Dia para Idosos no Sesc

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Circuito Dia A Dia

A postura ao deslocar, sentar, levantar, agachar, desviar, equilibrar e segurar objetos com firmeza será evidenciada neste circuito de forma dinâmica, com intuito de prevenir quedas e evitar acidentes nas atividades diárias. Espaço Corpo e Arte. 20 vagas. 60 anos.

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Mais Informações:

 SESC São José dos Campos

Dia(s) 28/06
Sexta, às 13h30.
Grátis
Entrega de senhas no local com 15 minutos de antecedência.

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Rotina dos moradores do Jardim Aquarius muda na cidade

A transferência do Fórum de São José dos Campos para o Jardim Aquarius, na zona oeste, mudou a rotina de moradores e comerciantes locais. Acostumados ao clima tranquilo da região, eles agora convivem com um cenário totalmente oposto.

Desde a abertura do prédio na última segunda-feira, ruas antes quase desertas agora ficam lotadas de pessoas e veículos circulando durante todo o dia. Em uma semana, já aconteceu quase tudo: carros rodando na contra-mão e estacionando em local proibido, roubo de moto, briga entre advogados em via pública, entre outras situações relatadas por moradores.

Eles demonstram preocupação com a situação e pedem ações da prefeitura. Como é proibido parar o veículo no estacionamento dentro do Fórum exclusivo para funcionários, juízes e promotores, advogados e público em geral disputam ‘à tapa’ as poucas vagas nas ruas próximas ao prédio. Na última quinta-feira, quase houve briga real. Segundo comerciantes da rua Adalbert Bogsan a única com vagas disponíveis ao redor do Fórum, dois advogados tentavam estacionar numa das 27 vagas da via, sendo que um deles estava com o carro na contra-mão.

“O motorista entrou no sentido contrário já embicando para estacionar, quando veio o outro e obstruiu a passagem. Um deles saiu do carro e quase foi atropelado duas vezes pelo outro motorista”, disse o comerciante Vitor Júnior, 30 anos. “Se você ficar aqui na rua vai ver os carros entrando na contra-mão toda hora e em alta velocidade. Um marronzinho aqui iria aplicar umas 20 multas por dia”, disse Miguel Ângelo, 37 anos, sócio de Júnior em um salão de beleza.

Além das 27 vagas de carros, sendo 3 para idosos e 2 para deficientes, a rua Adalbert Bogsan conta com 20 espaços reservados para motos. O problema é a demanda. Estima-se que circulem diariamente pelo Fórum de São José cerca de 4.000 pessoas. Resultado: ruas lotadas e alvo potencial de criminosos. Na terça-feira, um dia após a abertura, uma moto foi furtada em frente ao prédio.

O crime ocorreu na avenida Salmão. “Parei a moto na rua e quando voltei, 20 minutos depois, ela não estava mais lá. Se não pode parar nem dentro do Fórum nem na porta, podiam pelo menos criar estacionamentos privados aqui”, disse o auxiliar administrativa Ronaldo de Souza, 47 anos.

No entorno do Fórum a parada de veículos é proibida por ser considerada ‘área de segurança’. Faltam estacionamentos privados na região. Devido à reclamação de moradores, a Secretaria de Transportes de São José informou que vai intensificar a fiscalização no entorno do Fórum.

Segundo a assessoria da pasta, os agentes de trânsito que fazem ronda no Jardim Aquarius ficarão atentos à movimentação naquela região, em especial na rua Adalbert Bogsan. Desde quinta-feira, os agentes deixaram de ficar de prontidão em frente ao Fórum.

O Vale

Publicado em: 14/01/2013

Rotina das Missas na cidade são alteradas devido á Gripe

A Diocese de São José dos Campos determinou mudanças na rotina das missas para prevenir o contágio da gripe suína após a cidade, que há dois anos não registrava casos, confirmar duas mortes em decorrência de complicações da doença, causada pelo vírus Influenza A H1N1.

Desde a semana passada, estão vetados nas celebrações nas paróquias o ‘abraço da paz’ e dar as mãos durante a oração do ‘Pai Nosso’. Além disso, a hóstia não será mais entregue por via oral. Além de São José, a Diocese engloba ainda Jacareí, Santa Branca, Igaratá, Monteiro Lobato e Paraibuna.

As medidas valem para todas as 294 capelas e 43 paróquias e afetam cerca de 100 mil fiéis que frequentam as missas semanalmente. “Nós avisamos nas missas sobre estes novos procedimentos e a reação foi normal. Os fiéis até acham interessante essa medida de prevenção”, disse o padre Thiago Domiciano Dias, da paróquia Nossa Senhora de Fátima, no bairro Altos de Santana, zona norte.

Depois de não registrar nenhum caso da doença em 2010 e 2011, São José já contabiliza neste ano três casos confirmados, com duas mortes nos últimos 30 dias. Na avaliação de profissionais da saúde, a falta de casos na região nos últimos dois anos prejudicou a prevenção da doença.

Para eles, os moradores ‘baixaram a guarda’ para o problema depois que se ‘esqueceram’ da epidemia de 2009, que registrou mais de 100 casos e 7 mortes nas três principais cidades do Vale. Na época, a Diocese de São José já havia adotado medidas semelhantes para prevenir o contágio por meio de contato entre os fiéis.

Em Taubaté, onde a Diocese também engloba as cidades de Caçapava, Pinda, Tremembé, Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí, Santo Antônio do Pinhal, Natividade da Serra, Redenção da Serra e São Luís do Paraitinga, não houve nenhuma orientação para procedimento semelhante nas missas.

Na cidade, há três casos confirmados e uma vítima fatal suspeita, de uma mulher de 39 anos que morreu no dia 12 após dar entrada no Pronto-Socorro com sintomas da doença. A confirmação só será possível após o exame no Instituto Adolfo Lutz. Em Jacareí, são dois casos suspeitos.

O Vale

Bairros vizinhos mudam suas rotinas por medo

A possível reintegração de posse da área do acampamento sem-teto do Pinheirinho, na zona sul de São José, gerou pânico na vizinhança. Em bairros como o Campo dos Alemães e o Residencial União, os moradores temem que o confronto entre os sem-teto e a Polícia Militar extrapole os muros da ocupação, onde vivem hoje cerca de 5.500 pessoas.

“Tenho medo que o pior aconteça”, disse a dona-de-casa Cristina Santos, 42 anos, que tem pais e sobrinhos vivendo como vizinhos ao acampamento. “O melhor é ficar dentro de casa e com os portões trancados. Não sabemos em que situação essas famílias irão deixar o local.”

Muitos vizinhos do acampamento não deixam mais os carros nas ruas, e comerciantes planejam baixar as portas dos seus pontos em caso de conflito. “Pedi aos meus clientes não deixarem o carro parado aqui em frente”, disse Valdemir Oswaldo, 48 anos, dono de uma funilaria.

“A gente tem medo que grupos de vândalos coloquem fogo nos carros dos clientes como forma de protesto.” Ele lembrou que os constantes protestos dos sem-teto tem deixado toda a região em clima de guerra. “A gente se sente amedrontado a cada manifestação. Ontem o trânsito foi interditado. Temos medo de que alguns grupos saiam quebrando tudo pela frente.”

No Residencial União, a situação não é diferente. Comércios estão baixando as portas mais cedo. “Sabemos que haverá confronto e já estamos fechando mais cedo”, disse o Carlos Andrade, 22 anos, que teme pelo comércio de sua família e também pela vida dos próprios moradores do acampamento.

“A gente espera que nada de ruim aconteça. Tem gente boa lá dentro. Alguns já trabalharam com a gente, mas é preciso resolver essa situação.” Na manhã de ontem, os sem-teto bloquearam a avenida do Imperador, no Campo dos Alemães, em frente ao Pinheirinho, por cerca de duas horas entre às 9h50 e às 11h45, horário em que foi realizada uma assembleia.

Com o uso de pedras e um caminhão, a via sentido bairro foi totalmente bloqueada levando os motoristas a buscarem um trajeto alternativo, inclusive os ônibus públicos. Lideranças sem-teto reconheceram o clima de terror na vizinhança. Mas afirmaram que as famílias do Pinheirinho também estão com medo.

“Todos estão com medo dessa carnificina. É uma insanidade uma desocupação como essa porque essas 9 mil pessoas irão ficar no entorno desses bairros sem ter onde morar”, disse o advogado dos sem-teto, Antonio Donizete Ferreira.

Para o líder dos sem-teto, Valdir Martins, o Marrom, o clima de terror não foi gerado pelo Pinheirinho, mas pela prefeitura, “que se recusa a colaborar para que o local se transforme em um bairro”.

O Vale