Prefeitura instala lombofaixas na região Leste da cidade

A Prefeitura iniciou a construção de mais três lombofaixas na zona leste de São José dos Campos próximo a áreas escolares. A região já tem duas travessias elevadas em frente às escolas Professor Luis Leite (Galo Branco) e Rosa Tomita (Campos de São José II). Com as obras, cinco instituições de ensino na zona leste terão maior proteção para a travessia de estudantes e moradores.

A primeira travessia fica no cruzamento das ruas Ângelo Scarpel e Carlos Alberto Andrade, em frente à Escola Municipal Professor Antonio Palma Sobrinho, no Parque Nova Esperança. Essa obra deve estar concluída até esta sexta-feira (23).

No Jardim Ismênia, os trabalhos começaram nesta segunda-feira (19) em frente à Escola Municipal Ilga Pusplatais, entre as ruas Araguari e Uberlândia. No mesmo dia também foi iniciada a obra da travessia entre as ruas Enfermeiras e Tecelões, em frente à Escola Municipal Professor Hélio Augusto de Souza, no Jardim Valparaíba.

As travessias elevadas têm sido implantadas principalmente em áreas escolares e em ruas com grande volume de pedestres, que não sejam corredores de ônibus, nem vias de trânsito rápido.

Além da zona leste já foram implantadas cinco travessias elevadas na região central, nas ruas: Coronel José Monteiro, Rubião Júnior, Machado Sidney, Euclides Miragaia e José Alencar.

Na zona sul são oito lombofaixas: quatro delas no bairro Floradas de São José, nas ruas José Alves dos Santos (perto da ACM), Matias Peres (próximo ao Colégio Teófilo Rezende), Francisca Maria de Jesus e Tsunessaburo Makiguti, no Cephas.

As outras estão no bairro Chácaras Reunidas, em frente à Escola Estadual Elmano Ferreira Veloso, no Campo dos Alemães, área da Escola Municipal Álvaro Gonçalves; no D. Pedro, na Escola Municipal Therezinha do Menino Jesus Santos Nascimento e no Interlagos, em frente à Escola Municipal Professora Rute Nunes da Trindade.

Na zona norte, há uma travessia elevada em frente à Escola Municipal Ana Berling de Macedo, no bairro Alto da Ponte.

Prefeitura Municipal

Toda Região do Vale irá renovar o cartão dos SUS

Mais de 800 mil moradores de São José dos Campos e de Taubaté terão que fazer cadastro nas unidades de saúde para receber o novo cartão do SUS (Sistema Único de Saúde). A estimativa é das prefeituras, com base no número de usuários das redes públicas. A distribuição do cartão passou a ser exigida pelo governo federal, que condicionou a prestação do atendimento, desde exames a consultas, ao número do cartão.

Antes, ele só era exigido em procedimentos de alto custo, como transplantes e cirurgias neurológicas. Pela nova regra, repasses de recursos da União às prefeituras para custeio parcial do atendimento só serão realizados se o número do cartão for registrado na base federal de dados.

O objetivo do Ministério da Saúde é criar um banco de dados único dos usuários do SUS no país. A proposta de criação desse mapa da saúde passou às prefeituras a responsabilidade de emissão do cartão. Antes, os municípios emitiam um cartão provisório de papel e cabia ao ministério o envio do definitivo.

Apesar de trabalhosa, a medida é aprovada pelas prefeituras da região, que acreditam que o atendimento será agilizado e haverá mais transparência sobre a aplicação dos recursos destinados à saúde. Segundo a União, as informações poderão ser acessadas pelos profissionais de saúde, em qualquer unidade do país.

“A saúde vai ficar mais organizada. Acho importante todo mundo fazer esse cartão, inclusive, quem conta com convênios”, afirmou Pedro Cunha, coordenador do SUS em Taubaté. Segundo ele, o cartão é gratuito. “Basta o morador trazer RG, CPF, título de eleitor e comprovante de residência”, disse. O cartão é emitido no prédio da ouvidoria, no bairro Chácaras Pastorelli. “Cerca de 200 mil moradores de Taubaté usam a rede pública de saúde.

Em São José, deverão ser emitidos cerca de 600 mil novos cartões SUS. A prefeitura informou que a emissão deve começar no segundo semestre e faz um alerta: o cartão de papel, utilizado atualmente, será o suficiente para a prestação do atendimento até que os novos cartões sejam emitidos.

“Vamos distribuir esse cartão de forma gradativa nas unidades básicas de saúde. Quem for à UBS, irá receber o cartão novo, assim como quem precisar de uma segunda via. É importante ressaltar que o número de cadastro atual continua valendo”, disse Marcelo Augusto Ferreira, chefe da Divisão de Tecnologia em Informação da Secretaria de Saúde.

Segundo ele, outra vantagem do novo cartão é que, por ele ser de plástico, tem uma durabilidade maior. “Quem usa convênio também é importante ter o cartão”, afirmou. A Prefeitura de Jacareí ainda não definiu de que forma serão distribuídos os novos cartões nem o prazo. A Secretaria de Saúde da cidade informou que estuda qual é o melhor procedimento a ser adotado em Jacareí para o cadastramento dos moradores.

O Vale

Zona Leste da cidade perde Unidade para a Zona Sul

Recém inaugurada, a nova base do Corpo de Bombeiros da zona sul de São José já causa polêmica na cidade. O motivo é que a viatura de resgate que integra a base foi retirada da zona leste. Segundo Jamilton Pereira, presidente do SAB (Sociedade Amigos de Bairro) do Parque Novo Horizonte, os moradores daquela região já tinham essa preocupação.

“Nós tinhamos essa desconfiança de que a viatura iria para a nova base. Reclamamos e os bombeiros negaram a mudança. Mas ficamos sem”, afirmou Pereira. Segundo o major do Corpo de Bombeiros José Eduardo Stanelis a criação da base da zona sul faz parte de um plano de expansão e, por isso a viatura trocou de local.

“Como a zona sul tem 70% das ocorrências da cidade, nós fizemos um estudo e decidimos que a base da zona leste poderia ficar temporariamente sem a viatura”, disse.

“Ainda não temos uma data para que uma outra viatura seja colocada no local. Mas poderá ser um veículo novo”, disse o major. Ele garante que, mesmo temporariamente sem a viatura de resgate, a região estará coberta pela viatura da base da Vila Industrial.

Seguindo o plano de extensão promovido pelo Corpo de Bombeiros, está em estudo a implantação de uma nova base na zona norte da cidade. Segundo a secretária de Defesa do Cidadão, Marina de Oliveira, a intenção é conseguir uma área próxima à rodovia SP-50. A zona norte é a única ainda sem cobertura.

O Vale

O fim das sacolas plásticas gera polêmica na cidade

A polêmica sobre o fim das sacolas plásticas no comércio está longe do fim na região. Nem o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado na sexta-feira entre Procon, Ministério Público de São Paulo e representantes dos supermercados diminuiu as reclamações.

O acordo prevê que por 60 dias as lojas filiadas à Apas (Associação Paulista dos Supermercados) ficam obrigadas a fornecer aos clientes embalagem compatível com os produtos adquiridos, caso esses consumidores não possuam sacolas próprias.

Desta forma, se embalagens como caixas e sacolas de papel estiverem em falta, os supermercados deverão oferecer, sem custo, sacolas plásticas convencionais. A medida gerou confusão nos supermercados da região. Consumidores reclamam do preço cobrado pelas sacolas e o desconforto em carregar embalagens como caixas de papelão.

“Detesto andar com caixa na mão. Para quem tem que pegar ônibus, é um incômodo grande”, disse a empregada doméstica Maria Aparecida Nascimento, 30 anos, de São José, que pela comodidade no transporte público preferiu gastar R$ 0,19 em uma sacola biodegradável.

O preço das sacolas retornáveis foi outro ponto abordado pelo TAC. A partir de agora, as lojas deverão oferecer alternativas de sacola reutilizáveis com preço máximo de R$ 0,59. “É um absurdo. Os supermercados sempre disseram que o preço da sacola estava embutido no produto. Agora, com a mudança, quem paga essa diferença é o consumidor”, afirmou a comerciante Luiza Carvalho, 56 anos.

Durante a semana, as lojas estariam conseguindo oferecer caixas de papelão e outras opções. A falta de embalagens acontece aos finais de semana e datas próximas ao pagamento de salário. “No sábado, não havia caixa, nem sacola. Quem quisesse levar produto, tinha que pagar pela sacola ecológica, que não é nada barata. Hoje (ontem) há caixas, mas no final do dia quero ver se vai estar assim”, afirma a comerciante Leandra Silveira, 29 anos.

O Extra, supermercado em que Leandra foi no sábado, informou por meio de sua assessoria que prioriza a distribuição de caixas de papelão e que, em caso da falta da embalagem, oferece sacolas biodegradáveis gratuitamente.

O Procon salienta que o consumidor deve ter pelo menos uma opção para levar os produtos para casa. “O supermercado não pode, por exemplo, oferecer caixas de produtos de limpeza para que a pessoa coloque um alimento. Ela deve ter outra opção”, disse o diretor do Procon de São José, Sérgio Werneck.

No Procon das três maiores cidades da região, apenas uma queixa sobre falta de opções de embalagem foi formalizada após entrar em vigor o acordo para o fim das sacolas plásticas, em 25 de janeiro. “As pessoas reclamam, pedem informação, mas não levam essa reclamação adiante”, disse a diretora do Procon de Taubaté, Regina Pelúcio. O descumprimento do TAC pode acarretar em multa diária de R$ 25 mil.

 O Vale

Cartões eletrônicos foram emitidos por população

Em cinco dias de atendimento cerca de 200 cartões eletrônicos foram emitidos pelo trailer do Consórcio 123 na Estação de Conexão (ECO), no bairro Campos de São José, zona leste de São José dos Campos.

Essa foi a primeira vez que o serviço passou a ser prestado nos bairros. O trailer deve agora percorrer outras regiões para ampliar ainda mais o número de usuários do sistema, que tem atualmente cerca de 340 mil cartões emitidos.

Nesta segunda (23) e terça-feira (24), o trailer estará no bairro São João Bosco. Na quarta (25) e quinta-feira (26) o atendimento será no Bonsucesso, região norte do município.

A partir da próxima semana o serviço será prestado no Putim nos dias 30 e 31, na região sudeste, e no Interlagos dias 2 e 3 de fevereiro, na zona sul.

Para fazer o cartão eletrônico, o morador precisa apresentar RG, CPF e comprovante de endereço. O documento é emitido na hora. No caso de idosos e pessoas isentas, a emissão deve ser feita no Acesso Livre, que fica no Terminal Central (antiga Rodoviária Velha). Estudantes devem comparecer ao consórcio  na Avenida Rui Barbosa 15, no centro com ficha preenchida e carimbada pela escola.

O trailer do Consórcio 123 reúne as três empresas que operam o transporte coletivo na cidade. Somente com o cartão é possível fazer a integração nas linhas, ou seja, o passageiro pode ir de uma região a outra no mesmo sentido do deslocamento, no período de 2h, pagando apenas uma passagem.

Prefeitura Municipal

Previsão de chuva forte deixa região em alerta

A previsão de chuvas fortes até domingo e a condição do solo já encharcado colocaram as unidades da Defesa Civil em alerta máximo no Vale do Paraíba. Pelo menos seis cidades tiveram problemas nos últimos dois dias por conta das chuvas. Foram quedas de árvores, alagamentos e destelhamento de casas. Não houve vítimas e ninguém ficou desabrigado ou desalojado.

Em São José dos Campos, a chuva de quarta-feira à noite alagou ruas dos bairros Morumbi, Petrópolis e Bosque dos Eucaliptos. No Jardim das Indústrias, os moradores ficaram transtornados com a situação. “Estava em casa com meus filhos quando a água começou a entrar. Tive que tirar as crianças bem rápido, e fiquei com medo de perder os móveis e outras coisas da casa”, disse a diarista Edna Brito Aguiar, 33 anos.

Segundo o chefe da Defesa Civil na cidade, José Benedito da Silva, as galerias de águas pluviais do bairro não suportaram o grande volume de chuvas. A Secretaria de Obras informou que desde o ano passado existe um projeto para o bairro, que se tornou inviável pelo custo.

Segundo a pasta, foi definido junto ao Ministério Público contratação de um novo projeto para que os problemas da área sejam resolvidos de forma definitiva. Por meio de nota, a secretaria informou que a possibilidade de contratação do projeto será confirmada com o MP na próxima semana.

O acumulado de chuvas dos últimos três dias está baixo em São José, com 17,2 milímetros. Somente na zona sul, no bairro Colonial, ele já atingiu 80 mm. “Mesmo assim, ainda estamos em estado de atenção. Só ficamos em alerta quando passa dos 100 mm em três dias”, disse Silva. A Defesa Civil monitora as áreas de maior risco, que ficam na região sul, especialmente no Rio Comprido, além da zona norte da cidade.

As unidades da Defesa Civil de outras cidades também redobraram a atenção, como em Paraibuna, onde houve quedas de barreiras e deslizamentos de terra na zona rural.

Com a previsão do acúmulo de chuva até o fim do mês, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil reuniu coordenadores regionais e representantes de outros órgãos para alertar da importância dos planos preventivos e ações para evitar problema.

O Vale

Chuva causa prejuizo nas cidades da região

As fortes pancadas de chuva registradas essa semana têm provocado estragos nas cidades do Vale. Ontem, uma família ficou desalojada em Aparecida após um deslizamento de terra no bairro Itauguaçu. Importantes avenidas como a Padroeira do Brasil, ligação com Guará, e Júlio Prestes ficaram alagadas depois da forte chuva da noite de segunda-feira.

Em São José, duas árvores caíram na madrugada de ontem. Uma delas despencou em cima de um veículo na avenida Adhemar de Barros e prejudicou o trânsito no local ontem. A outra árvore caiu na SP-50 (Estrada Monteiro Lobato). De acordo com a Defesa Civil, ninguém ficou ferido.

A Defesa Civil de Guará informou que as chuvas de anteontem alagaram por cerca de três horas os bairros Tamandaré e Parque das Garças. O acumulado de chuva em Guará é o maior entre as cidade da região de 26.8 mm.

De acordo com o Cptec/Inpe (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) o acumulado de chuvas em São José é de 15.6 mm e em Aparecida de 21.1 mm. A previsão é que as chuvas continuem a atingir a região até o fim de semana. Entretanto, a expectativa de pancadas fortes ao longo de todo o dia mudou e agora as cidades devem ter pancadas apenas no final da tarde.

O meteorologista, Felipe Farias, disse que uma zona de convergência que atua no Vale do Paraíba deverá deixar os dias quentes e com chuva à noite. “As chuvas também virão acompanhadas de bastante vento e trovões”, afirmou.

Hoje, as temperaturas devem variar entre 18ºC  e 27ºC em São José e 22ºC e 28ºC no Litoral Norte. Nas cidades da Serra da Mantiqueira a variação será de 13ºC a 21ºC. Duas árvores caíram na madrugada de segunda-feira, uma deles despencou sobre um carro na avenida Adhemar de Barros e prejudicou o trânsito ao longo do dia de ontem

O Vale

Com o vestibulares, cidade atrae estudantes de fora

Com resultados expressivos em vestibulares e no Enem, cursinhos instalados em São José atraem cada vez mais estudantes de fora. No Poliedro, 70% dos 1.500 alunos matriculados em 2011 eram de outras cidades. Os ‘forasteiros’ também estão presentes em outras sistemas de ensino, como a rede COC e o Objetivo.

Na avenida Nelson D´Ávila, que abriga unidades destas três redes de ensino, a expansão dos cursinhos fomentou novos negócios na área de hospedagem e alimentação. Este mês, donos de pensões e ‘repúblicas’ estão à procura de novos moradores.

A comerciante Cristiane Maria dos Santos, 40 anos, é proprietária de uma hospedaria residencial para estudantes na avenida desde 2007. A hospedaria tem 27 vagas e emprega 7 pessoas. São oferecidas três refeições diárias e serviço completo de lavanderia. Os serviços são oficializados através de um contrato anual, assinado com os pais dos alunos. “Nós temos algumas regras, não é permitida a entrada de cigarros e bebidas alcoólicas e as visitas são só de familiares”, disse Cristiane.

Em uma planilha criada pela hospedaria, os estudantes anotam o local onde estão indo e o horário em que pretendem voltar. O estudante Rodrigo Jaccottet Freitas, 20 anos, é do Rio Grande do Sul e está na cidade desde 2009. Ele morou no alojamento oferecido pelo cursinho, mas prefere morar na hospedaria pela localização. “Não preciso me preocupar com os serviços domésticos e posso me dedicar aos estudos.”

A ‘república’ Faria Veronese abriga há seis anos estudantes de outras regiões da cidade, na rua Eugênio Bonadio.
Duas funcionárias são responsáveis pela organização, limpeza e alimentação na casa. Os quartos são individuais ou duplos e o valor da mensalidade varia de R$ 1.100 a R$ 1.300. São oferecidas três refeições e serviço de lavanderia.

Os proprietários são Solange Veronese, 43 anos, educadora, Eduardo Faria, 34 anos, ferramenteiro. “Ficamos muito satisfeitos, em participar deste momento tão importante na vida deles, muitos garotos que moraram aqui passaram no ITA”, afirma Solange.

O Poliedro oferece alojamento para 120 alunos no bairro São Judas Tadeu. Os moradores têm acompanhamento constante de profissionais, refeitório e transporte. “Temos experiência em trazer alunos de diversas regiões do país. Os pais mesmo longe podem acompanhar o desempenho dos filhos via internet” disse Marcelo Pelisson, coordenador da turma ITA.

O Vale

Ano começa com mais de mil vagas de empregos

O Vale do Paraíba vai começar o ano com 983 oportunidades de emprego para serem preenchidas. São vagas disponibilizadas pelo programa Emprega São Paulo, que agora é vinculado ao portal Mais Emprego, do Ministério do Trabalho.

A maioria das vagas é referente aos setores de serviços e de comércio, que demandam reforço com a chegada do período de férias. O Litoral Norte lidera o ranking do emprego, com 413 vagas. O destaque é Caraguatatuba, que busca preencher 291 postos.

Os profissionais mais requisitados são auxiliar de serviços de alimentação e arrumador de quarto. O proprietário do restaurante Orla, de Caraguatatuba, Bruno Dantas, 29 anos, disse que a rotatividade nos postos de trabalho durante a temporada é grande.

“Muita gente não aguenta o trabalho até o fim. A maioria dos lugares já reforçou o quadro de funcionários, mas sempre há necessidade de novas vagas”, disse ele. São José dos Campos possui 252 vagas a serem preenchidas em diversas áreas. Já Taubaté tem 48 postos e Jacareí, 67.

Quem foi procurar emprego nas agências de recursos humanos da cidade ontem se animou com as novas oportunidades. Os estudantes Felipe Souza e Amanda Ribeiro, ambos de 20 anos, de São José, estão à procura de emprego, mas reclamam do excesso de exigências dos patrões.

“O que mais dificulta é a necessidade de experiência. Como é que vou ter essa qualificação se não me dão uma chance?”, questionou Amanda, desempregada desde outubro, quando saiu do setor administrativo de uma imobiliária.

Já o último trabalho de Felipe foi em abril, em uma padaria. Apesar de ter cursos de especialização na área de engenharia elétrica, não consegue uma oportunidade no ramo. “Tenho que conseguir alguma coisa até o final de janeiro para continuar a pagar a faculdade”, disse o estudante de engenharia civil.

O processo para o preenchimento de algumas vagas já foi iniciado. Para cadastrar o currículo nos programas de recolocação profissional, os interessados devem entrar no site do Mais Emprego (veja quadro) ou procurar uma unidade do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador).

O Vale

5.000 mil vagas para estágios na região do Vale

O Ciee (Centro de Integração Empresa Escola) está disponibilizando 5.000 vagas de estágio em toda a região até fevereiro do ano que vem. No Estado são 40 mil vagas disponíveis. De olho nas oportunidades, muitos jovens já se preparam para encarar a maratona de entrevistas e concorrer a uma delas.

É o caso da Joseane Ribeiro Diniz, 21 anos, que está no 3º ano do curso de Relações Públicas da Unitau (Universidade de Taubaté). “Estou tentando uma vaga de estágio desde que entrei no curso, em 2009. Sempre procuro em sites de emprego e agências de RH da cidade. Minha área é muito disputada e oferece pouquíssimas vagas”, afirmou ela.

Preocupada em adquirir experiência e aperfeiçoar o currículo, ela se matriculou em um curso de inglês. “Era uma das exigências das empresas. Faço há um ano e meio, e estou tentando me aprimorar e adaptar a essas exigências”, disse.

A supervisora do Ciee de São José, Priscila Dalmas Higashi, disse que as carreiras que mais estão demandado candidatos são administração, ciências contábeis, economia e engenharias. Já as áreas que menos estão chamando os estudantes são nas áreas de saúde, turismo e comunicação. Segundo ela, não existe fórmula mágica para alcançar a vaga, mas algumas dicas sempre podem ajudar.

“O importante é o candidato falar a verdade nas informações que inclui no currículo, ter uma apresentação pessoal discreta e primar pelo cuidado com a linguagem utilizada na redação e na entrevista.” O estudante Delosmar Fernandes da Rocha Junior, 20 anos, do 3º ano do curso de engenharia ambiental e sanitária da Unitau, procura por um estágio há um ano.

Para ele, as vagas ainda são pouco divulgadas e, quando os estudantes ficam sabendo, os processos seletivos já passaram. “Além disso, em várias vagas as empresas já querem profissionais com experiência na área, o que é difícil pra quem ainda não teve a primeira oportunidade”, afirmou ele.

“Tenho preferência pelo ramo industrial, acho vasto e muito interessante. Tomara que dessa vez eu consiga alo pelo Ciee”, disse ele. De acordo com Priscila Dalmas, qualquer jovem a partir dos 16 anos pode ser contratado estagiário desde que esteja matriculado em uma instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação.

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