Prefeitura realiza segunda etapa de ampliação de consulta

A Prefeitura de São José dos Campos realiza neste sábado (21), a partir das 7h, a primeira etapa do atendimento ampliado de consultas em 2012. O mutirão será no Hospital Municipal (Rua Saigiro Nakamura, 800), na Vila Industrial.

Nesta fase serão oferecidas 396 consultas dividas em cinco especialidades: ortopedia, dermatologia, otorrinolaringologia, urologia e gastroenterologia. As consultas serão apenas para os pacientes que foram previamente agendados. Quem foi chamado deve levar o cartão SUS, documento de identificação com foto e o encaminhamento. A recomendação é para que o paciente chegue 15 minutos antes do horário marcado.

Desde agosto do ano passado, já foram realizadas dez etapas desse tipo de atendimento com a oferta de 3.592 consultas. Porém houve um percentual de faltas: 36,6% das pessoas que foram convocadas não compareceram ao atendimento mesmo confirmando a presença por telefone. Quem falta, deve voltar a Unidade Básica de Saúde de referência e passar por uma nova avaliação médica.

Durante o atendimento ampliado, os pacientes têm exames e retorno com especialista marcado quando necessário. Para reduzir o tempo de espera em consultas com especialistas, a Prefeitura também vem reorganizando a rede de assistência, com protocolos bem definidos e gerenciados.

O volume de espera por consulta com especialista foi reduzido em 53% desde agosto de 2011, quando as medidas foram adotadas.

Prefeitura Municipal

Em menos de 24 horas, é cassada limitar do Pinheirinho

A sobrevida do acampamento sem-teto do Pinheirinho durou menos de 24 horas. Ontem à tarde, a Justiça Federal cassou a liminar expedida por ela própria que suspendia a reintegração de posse do terreno, localizado na zona sul de São José.

A desocupação do Pinheirinho foi determinada pela 6ª Vara Cível em julho do ano passado e seria cumprida no início da manhã de ontem. Menos de duas horas antes do início da operação, às 4h20, a juíza federal substituta Roberta Monza Chiari suspendeu a ordem para remoção das famílias, ressaltando o problema social que a medida geraria.

Mais tarde, o juiz titular da 3ª Vara Federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, cassou a liminar da magistrada, mantendo a reintegração de posse do Pinheirinho. Em seu despacho, ele argumentou que a Justiça Federal não tem competência para atuar no caso, uma vez que a área invadida não pertence à União o interesse do governo federal em comprar o terreno, manifestado oficialmente na semana passada, não seria suficiente para justificar a decisão.

A área do Pinheirinho mede de 1,3 milhão de metros quadrados (equivalente a 130 campos de futebol) e pertence à massa falida da empresa Selecta S/A. A gleba é ocupada pelo movimento sem-teto desde 2004. Cerca de 5.500 pessoas vivem no local.

Hoje, a juíza da 6ª Vara Cível, Márcia Faria Mathey Loureiro, deve retomar o planejamento com o comando da Polícia Militar para o cumprimento da reintegração de posse. Na semana passada, o governo federal se comprometeu a disponibilizar recursos para a desapropriação do Pinheirinho com a finalidade de transformar a ocupação em um bairro regularizado.

Foi elaborado um protocolo de intenções com a participação do governo do Estado, que desenvolveria os projetos de urbanização. Pela proposta, caberia à Prefeitura de São José garantir o congelamento da ocupação e, por meio de lei, transformar o acampamento em uma zona de interesse social a formaliza-ção do acordo ainda depende de uma resposta do prefeito Eduardo Cury (PSDB).

Com base nesse documento, a juíza federal substituta concedeu a liminar em favor dos sem-teto. Com é de praxe, as decisões em rito de urgência concedidas em plantões são analisadas por um juiz titular no dia seguinte. Para o juiz Carlos Alberto Antônio Júnior, “apenas haveria interesse da União se houvesse decreto expropria-tório federal para a área, posto que o imóvel é particular.”

Os advogados dos sem-teto prometem recorrer hoje ao TRF (Tribunal Regional Federal) contra a decisão.

A juíza da 6ª Vara Cível, Márcia Faria Mathey Loureiro, responsável pela ordem de reintegração de posse do Pinheirinho, disse que a Justiça Federal não tem legitimidade para interferir no caso. “Ela não tem competência funcional para revogar uma ordem dada pela Justiça Estadual, que não é só da 6ª Vara Cível, mas é uma ordem que vem sendo confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo”, afirmou.

“Essa medida reintegração apenas foi prorrogada um pouco mais, mas vai ser cumprida, exceto se houver uma modificação na decisão do Tribunal de Justiça, que eu cumpro e não discuto. Até o momento, nada disso aconteceu.”

Márcia também admite a possibilidade de suspender a ordem de desocupação caso a área seja desapropriada seja pela prefeitura, pelo governo do Estado ou pela União.

O Vale

Curso de Padaria Artesanal abre vagas na cidade

O Fundo Social de Solidariedade está com inscrições abertas para o curso de Padaria Artesanal. As inscrições devem ser feitas diretamente nos núcleos da Padaria e são gratuitas. O único requisito para se inscrever é ter idade mínima de 15 anos.

Os cursos disponíveis são de Padaria 1 com duração de 1 mês e meio (6 aulas), onde os participantes aprendem 20 receitas de pães caseiros mais simples; o curso de Padaria 2, também com duração de 1 mês e meio (6 aulas), oferece aos participantes 20 receitas de pães caseiros mais trabalhados como pão de soja e recheados, além de receitas de biscoitos e bolachas.

No Núcleo Campo dos Alemães (Rua Elpídio dos Santos, 60) são 80 vagas para o curso de  Padaria Artesanal 1 com início nos dias 6/02 das 13h às 16h; 7/02 das 8h às 11h; 8/02 das 13h às 16h e 9/02 das 13h às 16h. O telefone é o 3903-4238.

Para o curso de Padaria Artesanal 1 e 2, o Núcleo Jardim São José 2 (Rua Dr. Frederico Bianchi Filho, 161) serão 120 vagas com início nos dias: 7/02 das 8h às 11h ou das 13h às 16h; 8/02 das 8h às 11h ou das 13h às 16h; 9/02 das 8h às 11h; 10/02 das 8h às 11h ou das 13h às 16h; 11/02 das 8h às 11h.

Prefeitura Municipal

Fundo Social na cidade abre inscrições de cursos

O Fundo Social de Solidariedade abre a partir da segunda-feira (23) as inscrições para novos cursos do projeto de geração de renda Costurando o Futuro. Os interessados devem se inscrever pelo telefone (12) 3924.7369. Todos os cursos oferecidos pelo Fundo Social são gratuitos.

Os cursos serão realziados nos três núcleos do projeto Alto da Ponte, Campo dos Alemães e Jardim São José nas modalidades corte e costura iniciante, avançado moda infantil. No período da manhã as aulas serão das 8h às 11h e a tarde das 13h às 16h.

Agenda dos cursos

Núcleo Alto da Ponte – Turmas iniciando:
Dia 6/02, módulo avançado (manhã) e iniciante (tarde);
Dia 7/02 infantil (tarde).

Núcleo Campo dos Alemães – Turmas iniciando:
Dia 9/02, módulos avançado (manhã) e iniciante (tarde);
Dia 10/02 moda infantil (manhã).

Núcleo Jardim São José 2 – Turmas iniciando:
Dia 7/02 módulo moda infantil manhã;
Dia 8/02 módulo avançado (manhã) e iniciante (tarde).

Prefeitura Municipal

Jardim Cerejeria realiza o primeiro Ação Juventude do ano

O bairro Jardim Cerejeiras, na região leste, recebe neste sábado (21) a primeira edição do ano do programa Ação Juventude, desenvolvido pela Prefeitura de São José dos Campos. Com uma programação repleta de atrações, como basquete de rua e artes marciais, o evento será realizado das 13h às 18h no poliesportivo local (Rua Vinte e Três de Dezembro, 400).

Os participantes terão acesso a diversos serviços como cortes de cabelo, artesanato, esportes radicais, música eletrônica, Banda Gospel, MPB e muitas outras atividades, todas gratuitas. A empresa Tivit irá cadastrar jovens que queiram trabalhar como operador de telemarketing.

Haverá também aferição de pressão arterial, teste de glicemia, orientação nutricional e outros atendimentos na área da saúde. As crianças terão um espaço de recreação, com atividades orientadas por monitores.

Prefeitura Municipal

Mais de 55 família se transfere para apartamentos

A Prefeitura de São José dos Campos realizou no final de semana a mudança de 55 famílias, que viviam em áreas de risco, para os novos apartamentos no Parque Interlagos, região sul da cidade.

A ação foi coordenada pela Secretaria de Habitação. Os móveis e utensílios foram transportados por equipes da Secretaria de Serviços Municipais, formadas por 200 profissionais, que utilizaram 24 caminhões e duas retroescavadeiras. O transporte das famílias foi feito por 12 kombis.

Todas as construções que ficaram vazias e estavam condenadas pela Defesa Civil, por oferecer risco aos moradores, foram demolidas no mesmo dia.

O Conjunto do Parque Interlagos foi construído pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) em parceria com a Prefeitura de São José dos Campos. Tem 524 unidades, que estão sendo entregues para famílias que viviam em área de risco e para aquelas inscritas no Programa Habitacional e que foram escolhidas em sorteio.

Prefeitura Municipal

Câmara quer conceder auxilio moradia ao pinheirinho

Com a iminência da desocupação do acampamento sem-teto do Pinheirinho, a Câmara de São José dos Campos negocia com a prefeitura a concessão de aluguel social para as 1.704 famílias da ocupação. A meta é garantir assistência econômica para as famílias por até seis meses. O valor do benefício seria de R$ 500 por mês.

Se aprovado, o governo Eduardo Cury (PSDB) terá de desembolsar R$ 852 mil por mês com a distribuição do auxílio. A despesa total pode chegar a R$ 5,1 milhões durante os seis meses. De acordo com a Câmara, um projeto aprovado em outubro do ano passado garante a destinação de 200 aluguéis sociais para casos de emergência. A medida tinha o objetivo de garantir assistência a famílias atingidas por enchentes nos períodos de chuva.

A Câmara quer que o governo amplie essa cota e inclua as famílias do Pinheirinho que comprovadamente não tenham condições de se manter. “Meu desejo é que essas famílias permaneçam no Pinheirinho mas, caso a desocupação aconteça, elas precisam ter um apoio financeiro”, disse o vereador Luiz Mota (DEM).

O vereador Cristiano Pinto Ferreira (PV) também defendeu o aluguel social. “É um caminho. A prefeitura não pode retirar aquelas famílias do Pinheirinho e não oferecer nada a elas. Alguma coisa a prefeitura deve oferecer, porque essas famílias não podem ir para a rua.”

Para o vereador Tonhão Dutra (PT) o aluguel social não resolve o problema. “Meu desejo é que as famílias permaneçam na casa que construíram. No Rio Comprido, foi dado aluguel social por algum tempo e depois aquelas famílias foram abandonadas.”

O líder do Pinheirinho, Valdir Martins, o Marrom, disse que a Câmara deveria trabalhar pela manutenção das famílias, e não prevendo a desocupação da área. “Aluguel social não resolve o problema de moradia. Hoje a cidade nem teria 1.200 casas para alugar”, disse Marrom.

“O que se percebe é que a prefeitura trabalha sempre contra a população mais pobre”, acrescentou. Nenhum representante da prefeitura quis falar sobre o assunto ontem. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Desenvolvimento Social de São José informou que ainda não estudou a proposta formulada pela Câmara.

A pasta informou que, no momento, está centrando esforços no acolhimento das 1.704 famílias que deverão ser removidas do Pinheirinho.

O Vale

Inscrições abertas para cursos profissionalizantes

A Prefeitura de São José dos Campos está com inscrições abertas para cinco cursos profissionalizantes gratuitos: artesanato de Páscoa, delícia de Páscoa, eletricista instalador residencial, confecção feminina saia e calça, auxiliar administrativo e plano de negócios. As vagas são limitadas e serão preenchidas conforme a ordem de cadastramento e a escolaridade do candidato.

Os interessados devem se inscrever na Escola Municipal Flávio Berling de Macedo (Rua Paraná 111, Vila Maria) de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. É necessário apresentar o documento de identidade e ter idade acima de 16 anos. Quem preferir pode se cadastrar no mesmo horário pelo telefone 3909-1070 ou 3909-1072.

As aulas serão realizadas na Escola Municipal Flávio Berling de Macedo, Obra Social Nossa Senhora dos Pobres (Rua Aparecida Dalprat 247, Vista Verde) e no DCTA (Praça Eduardo Gomes 50, Vila das Acácias).

Consulte a tabela dos dias, horários e locais

Prefeitura Municipal

Com o vestibulares, cidade atrae estudantes de fora

Com resultados expressivos em vestibulares e no Enem, cursinhos instalados em São José atraem cada vez mais estudantes de fora. No Poliedro, 70% dos 1.500 alunos matriculados em 2011 eram de outras cidades. Os ‘forasteiros’ também estão presentes em outras sistemas de ensino, como a rede COC e o Objetivo.

Na avenida Nelson D´Ávila, que abriga unidades destas três redes de ensino, a expansão dos cursinhos fomentou novos negócios na área de hospedagem e alimentação. Este mês, donos de pensões e ‘repúblicas’ estão à procura de novos moradores.

A comerciante Cristiane Maria dos Santos, 40 anos, é proprietária de uma hospedaria residencial para estudantes na avenida desde 2007. A hospedaria tem 27 vagas e emprega 7 pessoas. São oferecidas três refeições diárias e serviço completo de lavanderia. Os serviços são oficializados através de um contrato anual, assinado com os pais dos alunos. “Nós temos algumas regras, não é permitida a entrada de cigarros e bebidas alcoólicas e as visitas são só de familiares”, disse Cristiane.

Em uma planilha criada pela hospedaria, os estudantes anotam o local onde estão indo e o horário em que pretendem voltar. O estudante Rodrigo Jaccottet Freitas, 20 anos, é do Rio Grande do Sul e está na cidade desde 2009. Ele morou no alojamento oferecido pelo cursinho, mas prefere morar na hospedaria pela localização. “Não preciso me preocupar com os serviços domésticos e posso me dedicar aos estudos.”

A ‘república’ Faria Veronese abriga há seis anos estudantes de outras regiões da cidade, na rua Eugênio Bonadio.
Duas funcionárias são responsáveis pela organização, limpeza e alimentação na casa. Os quartos são individuais ou duplos e o valor da mensalidade varia de R$ 1.100 a R$ 1.300. São oferecidas três refeições e serviço de lavanderia.

Os proprietários são Solange Veronese, 43 anos, educadora, Eduardo Faria, 34 anos, ferramenteiro. “Ficamos muito satisfeitos, em participar deste momento tão importante na vida deles, muitos garotos que moraram aqui passaram no ITA”, afirma Solange.

O Poliedro oferece alojamento para 120 alunos no bairro São Judas Tadeu. Os moradores têm acompanhamento constante de profissionais, refeitório e transporte. “Temos experiência em trazer alunos de diversas regiões do país. Os pais mesmo longe podem acompanhar o desempenho dos filhos via internet” disse Marcelo Pelisson, coordenador da turma ITA.

O Vale

Aumento de 100% na fila para casa própria na cidade

Mais 1.634 famílias devem entrar na fila de espera por uma moradia em São José dos Campos com o cumprimento da ordem de reintegração de posse no acampamento sem-teto do Pinheirinho, zona sul da cidade. Com elas, a fila deverá reunir quase 28 mil pessoas, segundo números da prefeitura, ou beirar os 32 mil inscritos, conforme levantamento paralelo do PT.

Considerando o índice oficial, 28 mil pessoas na fila por uma moradia representam um aumento de 100% no acumulado dos quatro governos tucanos em São José Emanuel Fernandes, de 1997 a 2004, e Eduardo Cury, de 2005 a 2012.

Em 1997, primeiro ano de mandato do ex-prefeito Emanuel Fernandes, a fila reunia 14 mil inscritos. De lá para cá, a média de casas populares construídas no município foi de 387 por ano. O número de moradias construídas no período não seria suficiente nem mesmo para atender a fila existente no começo da ‘era tucana’.

Existente desde 2004, o acampamento sem-teto do Pinheirinho reúne hoje 1.704 famílias. Segundo a Prefeitura de São José, apenas 70 delas estão inscritas nos programas habitacionais da cidade, esperando por uma casa.

Na última semana, O VALE pediu uma avaliação ao governo Eduardo Cury sobre o aumento que a fila da moradia no município sofrerá com o cumprimento da ordem de reintegração de posse do Pinheirinho. A administração municipal disse que só se pronunciaria sobre o assunto posteriormente, pois no momento estava concentrada em oferecer condições de atender emergencialmente os desabrigados, conforme solicitação da Justiça.

Para o governo tucano, o tamanho da fila de espera pela casa própria na cidade é resultante da falta de políticas habitacionais das gestões anteriores.

O Vale