Instituto Inpe deve gerar mais de 400 empregos na cidade

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) pretende gerar, até 2016, cerca de 400 novos empregos em São José. A perspectiva é do diretor do Instituto, Leonel Perondi, e foi revelada ontem durante a comemoração dos 25 anos do LIT (Laboratório de Integração e Testes), na sede do Inpe.

Segundo ele, a previsão orçamentária para 2013 deverá ser de R$ 200 milhões, repetindo o valor deste ano. “O valor é suficiente. Para o que está previsto para o ano que vem é suficiente”, disse o diretor. Ainda de acordo com ele, os projetos para 2013 são a continuidade do Cbers-3, a construção do Cbers-4, que deve ser feita logo após o lançamento de seu antecessor, o programa Amazônia e a proposta de um satélite internacional como o Sabiá-Mar, em parceria com a Argentina.

Para 2013, Perondi vai priorizar o término de projetos em andamento. “É preciso ter eficácia. As missões com atraso precisam ter resultados. É necessário esforço de todos nós”, afirmou. Uma das prioridades do novo diretor do Inpe é gerar empregos.

Segundo ele, o instituto corre o risco de perder 40% do quadro atual até 2016. Hoje, o Inpe tem cerca de 1.100 servidores. “Boa parte deste número deverá se aposentar. É preciso renovar porque poderemos enfrentar grandes dificuldades”, afirmou.

Previsto para ser lançado em órbita primeiramente em 2007 e depois em novembro deste ano, o Cbers-3 continua em fase de testes. A expectativa de Perondi é lançá-lo até o fim do primeiro semestre de 2013. “Não podemos falar em atraso. É preciso entender que, uma vez em órbita, não há como repará-lo. É preciso ter garantia, confiança e os requisitos necessários para voos”, disse Perondi.

O LIT é o único laboratório do Hemisfério Sul capaz de integrar e realizar testes completos de satélites e seus subsistemas. Para o diretor, o LIT é fundamental no programa espacial. O laboratório conta com cerca de 60 servidores.

No local, são feitos testes de qualificação e certificação, desde antenas, veículos de grande porte até atender às necessidades de vários programas na área espacial como a série Cbers, do VLS, veículo lançador de satélites do Brasil; do HSB, carga útil meteorológica desenvolvida para equipar um satélite da Nasa, entre outros.

O Vale

Publicado em: 04/12/2012

Instituto do Inpe abre concurso na cidade

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgou anteontem os inscritos para o concurso de nível superior da carreira de pesquisador: 128 candidatos concorrem a 17 vagas. São 15 especialidades diferentes para o cargo de pesquisador da Carreira de Pesquisa em Ciência e Tecnologia. Dez vagas serão para São José dos Campos, cinco para Cachoeira Paulista, uma para Natal (RN) e uma para Belém.

Os salários variam entre R$ 6.936,07 a R$ 11.205,36, com jornada de 40h semanais. A prova escrita está prevista para às 9h dos dias 27 e 28 de agosto, nos locais para as quais as vagas estão destinadas. A data será confirmada no site do Inpe e a divulgação será dia 31 de agosto.

Os aprovados nessa etapa realizarão uma prova oral entre os dias 18 e 21 de setembro. Os candidatos ainda serão submetidos a uma análise de títulos e currículos. A divulgação do resultado está prevista para 27 de setembro. O Inpe ainda disponibiliza 62 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior. Os salários variam de 4.266,68 a R$ 12.685,16. Os interessados tem até o dia 9 de agosto para se inscreverem nas unidades do Inpe em São José, Cachoeira Paulista, Cuiabá (MT) e Alcântara (MA).

O Vale

Fusão entre o Inpe e o AEB é questionada na cidade

Em debate realizado na tarde de ontem, o SindCT (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacia) formalizou uma carta para ser entregue a presidente Dilme Roussef pedindo transparência na decisão de subordinar o Inpe à AEB (Agência Espacial Brasileira).

A carta chegará à presidente por intermédio do deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), que estava presente no debate. O sindicato se reuniu para discutir a proposta do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, em subordinar o Inpe à AEB. Hoje, o instituto responde ao próprio ministério de Raupp.

O sindicato cobra que o ministro apresente a proposta e depois debata com os servidores. Segundo o SindCT, o ministro está trabalhando em uma medida provisória sem antes discutir com os trabalhadores do Inpe.

O Vale

Curso sobre Tecnologia Espacial é oferecido pelo Inpe

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) de São José dos Campos realiza até o próximo dia 26 de julho o curso de inverno “Introdução às Tecnologias Espaciais”, com a participação de alunos de diversas universidades brasileiras. A atividade começou no último dia 10 e envolve todas as fases de desenvolvimento de um satélite, desde a concepção do projeto até sua operação em órbita.

Entre os participantes, estão estudantes da UFABC, UFMG, UFSC, UnB, Unicamp, Unifesp, Univap, USP, entre outras instituições brasileiras, e alunos do próprio Inpe –terceirizados, bolsistas e pós-graduandos. Eles assistem a palestras e fazem um breve estágio técnico com os especialistas do instituto.

Segundo Wilson Yamaguti, engenheiro do Inpe e um dos responsáveis pelo curso de inverno, o site do instituto recebeu 125 inscrições de estudantes universitários vindos de fora. “A demanda é grande. Inclusive nos pedem a criação de um curso de verão, mas isso está fora de cogitação agora pela falta de tempo e espaço para locação”, disse.

As palestras vão até hoje, com visitas aos laboratórios ocorrendo em paralelo. Na próxima semana, a última de curso, acontece um estágio técnico com os especialistas do Inpe. Os graduandos vêm principalmente da área de exatas, como engenharia elétrica, física, matemática e química. “Demos preferência a quem tem melhor histórico escolar”, explicou Yamaguti.

Oferecido de forma gratuita, o curso de inverno é realizado anualmente pela Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial do Inpe. Um dos objetivos é despertar nos alunos vocações e o interesse pelas oportunidades de mestrado, doutorado oferecidas pelo Instituto. Também são vários os cursos de pós-graduação: astrofísica, engenharia e tecnologia espaciais, geofísica espacial, computação aplicada, meteorologia, sensoriamento remoto e ciência do sistema terrestre.

A especialização e o prosseguimento na área de tecnologia espacial é ponto comum entre os participantes do evento. “Vou concorrer a uma bolsa e tentar fazer pós-graduação, quero me tornar um pesquisador”, disse Quenaz da Cruz Eller, 31 anos, morador de Jacareí, que frequenta o penúltimo ano de engenharia da computação na Unip (Universidade Paulista).

A programação de 2012 do curso de inverno do Inpe foi reestruturada de forma a cobrir praticamente todos os itens relacionados aos sistemas e tecnologias espaciais. O cronograma de atividades é composto por 37 palestras e 4 visitas ao Miniob-servatório Astronômico, Centro de Visitantes, LIT (Laboratório de Integração e Testes) e o CRC (Centro de Rastreio e Controle).

A programação completa está disponível no site do Inpe na Internet: www.inpe.br.

O INPE está prestes a colocar mais um satélite em órbita, o CBERS-3. O lançamento é previsto para o fim do ano. Em Beijing, na China, são feitos os últimos testes. O satélite é o 4º desenvolvido em parceria com os chineses, o que garante aos 2 países o domínio mundial da tecnologia para observação da Terra.

O Vale

Instituto do Inpe lança satélite na China este ano

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação trabalha com a expectativa de lançamento do satélite Cbers-3 entre novembro e dezembro deste ano. O ministro Marco Antonio Raupp disse na semana passada, em entrevista à ‘Voz do Brasil’, programa de rádio do governo federal, que “estamos com a excelente expectativa que a gente possa fazer esse lançamento entre o dia 20 de novembro e 10 de dezembro deste ano”.

O Cbers-3 é resultado da parceria espacial entre Brasil e China estabelecida em 1988 para construção e lançamento de satélites de recursos terrestres. O Cbers-3 é o substituto do Cbers 2-B, que operou até 2010, segundo informa o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José.

A previsão era lançar o satélite até outubro, mas ocorreram atrasos no projeto. O ministro frisou que o governo federal investiu mais de R$ 300 milhões no projeto. “Nós contratamos mais de R$ 300 milhões diretamente na indústria nacional para o desenvolvimento desse projeto, o que significa capacitação dessa indústria numa área bastante sofisticada do ponto de vista tecnológico”, afirmou.

De acordo com o SindCt (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial), a data mencionada pelo ministro ainda está dentro da chamada ‘janela de lançamento’. “O pessoal do setor de engenharia do Inpe avalia que o lançamento do Cbers-3 até o dia 10 de dezembro atende ao cronograma do projeto”, disse Gino Genaro, diretor sindical.

Na semana passada, especialistas do Inpe e da Cast (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial) concluíram mais uma etapa dos preparativos para o lançamento do satélite, que ocorrerá na China. Foram realizadas atividades de balanceamento e medidas de propriedades de massa do satélite.

O Cbers-3 deve passar ainda por testes de vibração acústica e senoidal. O ministro Raupp esteve ontem na unidade do Inpe de Cachoeira Paulista, onde visitou o Laboratório de Propulsão e Combustão. Durante a visita, o ministro se encontrou com representantes do SindCT, que ontem promoveram manifestação em frente ao Inpe, em São José, por aumento salarial.

A entidade pediu apoio de Raupp às negociações com o governo federal que ocorrerão hoje. Hoje, o sindicato promove manifestação em frente à portaria principal do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial).

O Vale

Contratos do Inpe serão investigado pelo Ministério Público

O Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual abriram procedimentos administrativos para apurar suspeitas de irregularidades em contratos firmados entre o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a Funcate (Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais).

O MPF apura suspeitas de ‘Caixa 2’ e o pagamento indevido de mão de obra com verbas públicas. Já o MPE apura a suspeita de concessão ilegal de bolsas a servidores do Inpe. Os dois procedimentos administrativos foram motivados pelas reportagens “Suspeita de Caixa 2 no Inpe é alvo de investigação do TCU” e “Funcate pagou bolsas do Inpe por 4 anos”, publicadas com exclusividade pelo O VALE em maio.

O procurador da União Angelo Augusto Costa, de São José dos Campos, não quis falar sobre o procedimento administrativo, que está previsto para ser concluído em setembro e pode ser convertido em inquérito.  Em seu despacho, ele diz que, ‘se verdadeiras’, as informações reveladas pelo O VALE são graves e merecem apuração.

A reportagem revelou que o TCU (Tribunal de Contas da União) abriu um processo em março para investigar a possível existência de um Caixa 2 (não contabilização em sistemas do governo de verbas geradas pelo uso de equipamentos e instalações públicas) e o pagamento irregular de mão de obra e de funcionários da Funcate. O processo foi aberto após uma auditoria realizada pelo TCU no Inpe em 2011.

O procurador Angelo Costa já solicitou a cópia integral do processo ao TCU. A promotora Ana Cristina Chami, curadora das Fundações em São José, disse que pediu à Funcate a relação das bolsas concedidas pela fundação nos últimos cinco anos.

“A reportagem diz que as bolsas estavam sendo usadas indevidamente para beneficiar servidores comissionados e isso não pode acontecer. Vou analisar as informações e, se forem constatadas as irregularidades, vou instaurar inquérito civil”, disse Ana Chami. A Funcate e o Inpe negam as irregularidades e afirmam que vão prestar os esclarecimentos ao MP.

O Vale

Sátelite fabricado no Inpe tem fase de teste concluída

Especialistas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José, e da Cast (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial) concluíram mais uma etapa do satélite sino-brasileiro, Cbers-3, que será lançado no final do ano, na China.

Os especialistas terminaram as atividades de balanceamento e medidas de propriedades de massa do satélite.
Segundo o Inpe, o balanceamento é realizado para atender aos requisitos de posição de centro de gravidade estabelecidos pelo veículo lançador e pelo subsistema de controle de atitude e órbita.

O conhecimento preciso das propriedades de massa do satélite é fundamental para o correto desempenho desse subsistema. Em seguida, o Cbers-3 deve passar pelos testes de vibração acústica e senoidal. O satélite é o quarto desenvolvido pelo Programa Cbers, parceria com a China que garantiu a ambos os países o domínio da tecnologia do sensoriamento remoto para observação da Terra.

Neste ano começaram a ser enviados à China os equipamentos desenvolvidos pela indústria brasileira para que, junto aos chineses, fossem instalados na estrutura do Cbers-3 para realização dos testes que antecedem o seu lançamento. Essas atividades são fundamentais para demonstrar o bom funcionamento em condições ambientais semelhantes ao lançamento e órbita e identificar e corrigir eventuais problemas.

O Vale

Em meio a crise salarial, Inpe também ameaça paralisar

Servidores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) ameaçam paralisar suas atividades hoje em busca de reajuste salarial para a categoria. Uma assembleia será realizada em frente ao instituto, às 8h30, com o SindCT (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial).

A categoria reclama que está sem reajuste há três anos. Uma reunião agendada com o Ministério do Planejamento para discutir o assunto, previamente agendada para anteontem, foi desmarcada pelo governo federal, o que motivou a ação do sindicato.

“Se não tivermos uma reação, é esquecer reajuste por mais um ano”, disse o presidente do SindCT, Ivanil Barbosa. Atualmente, o teto da categoria é de R$ 17 mil, contabilizando o adicional para doutores. Sem o benefício, o teto é de cerca e R$ 8.000. A intenção do sindicato é elevar esse teto para R$ 22 mil e transformar o atual teto em piso.

“O que estamos buscando não é nenhum absurdo. Queremos o reposicionamento da carreira no mesmo patamar das outras categorias consideradas estratégicas”, disse o presidente do SindCT. Barbosa também lembra que outras categorias federais já conseguiram negociar reajuste, como a classe dos professores federais.

“Vamos buscar unificar as campanhas”, disse o sindicalista. Uma outra reunião entre SindCT e Ministério do Planejamento está marcada para o próximo dia 17. Além da busca por reajuste salarial, a categoria quer aumentar o quadro de servidores dos institutos de pesquisa do país em geral. O Inpe já tem aprovada a realização de um concurso público para o preenchimento de 107 vagas, número considerado insuficiente pelo sindicato.

A preocupação é quanto ao alto índice de aposentadoria dos servidores. O diretor do Inpe, Leonel Perondi, em viagem à China nesta semana, também defende a ampliação do quadro de servidores. Em sua posse, no início do mês passado, Perondi disse ser necessária a contratação de 200 a 300 pessoas nos próximos dois ou três anos.

O Vale

Concruso aberto para contratação de funcionários no Inpe

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) lançou ontem dois editais para contratar 107 funcionários. Do total de vagas, 83 são para trabalhar na região: 52 na unidade de São José dos Campos e 31 em Cachoeira Paulista.

O MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) também vai contratar 482 funcionários. Quatro dessas vagas serão para trabalhar em São José. Nos três editais dois do Inpe e um do MCT, os cargos são para nível médio, intermediário e superior, em carreiras como pesquisador em Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Tecnológico e Gestão. Pode-se ler e abaixar os documentos no site do Inpe (www.inpe.br).

O primeiro edital é para 17 pesquisadores (10 em São José e 5 em Cachoeira) com nível superior e salário entre R$ 6.936,07 e R$ 11.205,36. O prazo de inscrição é de 2 a 31 de julho, com taxa de R$ 150. As provas serão em 27 e 28 de agosto.

O segundo edital é para Desenvolvimento Tecnológico, nível superior e médio, com 62 vagas, sendo 22 para São José e 26 para Cachoeira. A inscrição vai de 5 de julho a 9 de agosto, com taxas de R$ 60, R$ 110 e R$ 180, dependendo do cargo. O salário varia entre R$ 2.504,68 e R$ 12.685,16. A data da prova é 16 de setembro.

O edital do MCT prevê 510 vagas, sendo 28 para o Inpe, na carreira de Gestão (nível superior e intermediário). A inscrição vai de 29 de junho a 18 de julho no site da Cespe (www.cespe.unb.br). A taxa custa R$ 64 e R$ 87. O salário vai de R$ 1.885,33 a R$ 9.157,15. A prova será em 26 de agosto.

Segundo os pesquisadores do Inpe Antonio Padilha e Nélia Leite, membros da comissão do concurso, as provas podem ser adiadas caso não haja pelo menos um candidato a mais para o número de vagas de cada carreira. “Além disso, quem for aprovado passa por um estágio probatório de três anos, para só depois ser efetivado como funcionário”, disse Padilha.

Na avaliação de Fernando Morais, vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Ciência e Tecnologia, o Inpe precisa contratar 800 funcionários até 2014. “Senão, corre o risco de ter que parar projetos.”

O Vale

INPE teme migração de técnicos para Visiona na cidade

Em meio ao esforço do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para reforçar seu quadro de servidores, a criação da Visiona, responsável por desenvolver o satélite geoestacionário brasileiro, pode representar um novo ‘golpe’ ao instituto: a migração de profissionais para a iniciativa privada.

O temor dentro do Inpe é de que a Visiona, uma ‘joint-venture’ entre Embraer e Telebras, não tenha outro lugar para selecionar os profissionais que formarão sua equipe, senão o Inpe. “Não são muitos os profissionais com esse nível de capacitação no mercado”, afirmou o presidente do SindCT (Sindicato Nacional dos Servidores Federais em Ciência e Tecnologia), Ivanil Barbosa.

Para ele, dois tipos de profissionais podem preferir o salário da iniciativa privada. “Temos servidores que já têm possibilidade de se aposentar mas que continuam no instituto. Eles não têm nada a perder e poderiam se aposentar e acumular a oportunidade de receber um bom salário da iniciativa privada”, disse Barbosa.

Outro grupo é formado por servidores mais jovens que, por lei, têm direito a pedir afastamento não remunerado por dois anos. O tempo seria suficiente para atuar no primeiro projeto da Visiona, uma vez que o primeiro satélite geoestacionário do país tem previsão para ser lançado em meados de 2014.

“Temos essa enorme apreensão. Certamente, vamos ver isso (migração) acontecer”, afirmou o sindicalista.  O VALE solicitou uma entrevista com o presidente da Visiona, Nelson Salgado, para falar sobre o processo de formação da equipe, no entanto, não obteve retorno.

O efetivo da empresa não deverá ser grande. Inicialmente, os engenheiros e pesquisadores serão responsáveis por fazer a integração de componentes que não possuem fabricação nacional para a montagem do satélite. A participação do Inpe ficaria restrita ao recebimento de transferência de tecnologia dos parceiros selecionados pela Visiona.

Durante a posse do diretor do Inpe, Leonel Perondi, no início do mês, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, admitiu que a participação do Inpe no desenvolvimento do satélite seria pequena, mas salientou que a partir dos lançamentos futuros, essa participação aumentaria.

“Inpe a AEB (Agência Espacial Brasileira) farão papel de transferir tecnologia desse primeiro satélite para empresas brasileiras. Já no segundo satélite, teremos maior participação. Com o sucesso desse lançamento, a base Alcântara e do projeto Cyclone, poderemos avançar”, disse Raupp.

Para o satélite de 2014, a estimativa é que de 20% a 30% dos componentes sejam nacionais, índice que terá que subir, segundo Raupp, até 100% ao longo dos lançamentos futuros. O próximo satélite geoestacionário tem previsão de lançamento para 2019. Procurado, Perondi preferiu não comentar o assunto.

O SindCT não acredita na transferência de tecnologia e afirma que a comunidade científica se sentiu abandonada com a criação da ‘joint-venture’. “A impressão é de que o Inpe não foi capaz de fazer o satélite e agora tiveram que contratar a Embraer para faze-lo. Talvez pela proximidade da data do lançamento, o governo tenha adotado essa postura de preferir comprar do que desenvolver”, disse Barbosa.

A Visiona foi criada oficialmente no final de maio, após a aprovação da criação da empresa pelos conselhos administrativos de Embraer e Telebras. Atualmente, a empresa seleciona a equipe que atuará no projeto, sediado nas dependências do Parque Tecnológico de São José.

O Vale