Associação de Feirantes querem Feira Noturna na cidade

A Associação dos Feirantes de São José dos Campos iniciou a entrega de um documento com 13 propostas aos candidatos a prefeito defendendo mais segurança e visibilidade e melhor logística às feiras livres no município. Espécie de carta-compromisso da categoria, que reúne 302 feirantes, o documento foi entregue aos candidatos Carlinhos Almeida (PT) e Alexandre Blanco (PSDB), que já visitaram a sede da entidade, no Bosque dos Eucaliptos, zona sul.

Os demais candidatos Antonio Alwan (PSB), Gilberto Silvério (PSOL), Cristiano Ferreira (PV), Ernesto Gradella (PSTU) e Fabrício Correia (PSDC) também estão sendo convidados para receber as propostas. “Queremos um compromisso dos candidatos para manter e ampliar as medidas que já existem e criar coisas novas para melhorar a vida dos feirantes e dos clientes”, disse Maria Albuquerque, presidente da Associação dos Feirantes, que tem 235 sócios.

Entre as principais propostas da entidade estão a criação de quatro feiras noturnas em São José, instalação de câmeras de vigilância nas feiras e colocação de portais, nos bairros, divulgando os locais que recebem as feiras livres.

A associação defende ainda liberação de estacionamento nas ruas próximas às feiras, banheiros para clientes e proteção para os feirantes. “Sempre tivemos uma boa relação com a prefeitura e acho que isso vai continuar com o próximo prefeito”, afirmou Maria. Na avaliação do arquiteto e urbanista Flávio Mourão, as feiras devem ser incentivadas pelo próximo prefeito, em razão do aspecto cultural e da tradição desse tipo de comércio.

Blanco disse que é favorável à proposta das feiras noturnas e que discutirá outros pontos em uma segunda reunião com a associação. “Vou marcar um encontro com mais feirantes para debater as propostas. Há coisas que talvez não sejam viáveis.”

Carlinhos disse que é favorável à proposta de feira noturna e sugeriu sistema de segurança com monitoramento e guarda municipal. “Vamos apoiar o feirante produtor, incentivando feirantes a se tornarem agricultores e vice e versa.” Alwan disse que irá marcar uma reunião com os feirantes e que apoia as ideias deles. “Feira livre tem que ser defendida e incentivada na cidade.” Os demais candidatos informaram que também se reunirão com a categoria.

O Vale

Oficina sobre ciclo junino é tema de Grupo Piraquara

O Grupo Piraquara, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), em parceria com o Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), realiza no dia 4 de julho, às 19h, uma oficina sobre o Ciclo Junino. A atividade é aberta ao público e acontece no Espaço Piraquara, na sede da FCCR, sob coordenação do músico, ator e pesquisador de folclore Inimar dos Reis. O tema é Folias e Folguedos do Brasil: Ciclo Junino. Não é preciso se inscrever, é só chegar e participar.

A oficina faz parte das vivências realizadas pelo Grupo Piraquara e têm relação com as manifestações dos ciclos da cultura popular. Este ano, já foram promovidas as vivências do Carnaval (janeiro e fevereiro) e da Quaresma/Semana Santa (março e abril). No final do ano, a vivência estará voltada para o Ciclo Natalino.

“Nossa intenção é estimular o conhecimento sobre festas tradicionais locais e da cultura regional, proporcionando experiência corporal e estética da manifestação popular. O público poderá vivenciar por meio de músicas e danças tradicionais folclóricas brasileiras as festas e folguedos que ocorrem no Ciclo Junino”, enfatiza Inimar dos Reis.

A atividade terá duração de 1h30 e o pesquisador estará acompanhado dos músicos Joselito Ribeiro de Macedo (sanfona), Cesar de Azevedo (percussão) e Cícero Gomes da Silva (violão).

Perfil

Inimar dos Reis é natural de Jequitinhonha (MG), e iniciou sua careira no circo e teatro. Participou de vários encontros culturais e festivais de música em Minas Gerais e São Paulo, e também atuou em cinema e fez apresentações em TV. É artista e produtor do Grupo Folias e Folguedos, que apresenta teatro popular e shows interativos.

Serviço: Espaço Piraquara (sede da FCCR) – Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade, Santana. Informações: 3924-7357.

Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Trilha é criada por grupo para incentivo a pratica de Exercícios

Após a febre dos passeios noturnos de bicicleta pela cidade, um outro hobby ganha força em São José dos Campos: a trilha. A moda da vez está sendo difundida por um grupo de 100 servidores da prefeitura batizado de ‘a tribo’ que faz passeios mensais a pé para desvendar a cidade.

Além de descobrir uma São José que passa despercebida no dia-a-dia, os adeptos garantem que o exercício, somado ao contato direto com a natureza, faz bem para a mente e para a saúde. A ‘Tribo dos Servidores’ é um grupo fechado de funcionários da administração municipal, que tem novos passeios agendados para os dias 2 e 16 de junho.

Para difundir o hobby, a proposta da prefeitura é que a partir de junho seja publicado no site oficial o percurso das trilhas realizadas pelo grupo. O objetivo é incentivar a prática de exercícios físicos entre a população e incentivar que novas ‘faces’ de São José seja conhecida pelos moradores.

Além do percurso, o guia das trilhas vai informar ainda o tempo que leva para percorrer cada trajeto e qual é o nível da dificuldade do passeio. O nível é definido pela extensão do trajeto e seu traçado, por exemplo, se é plano ou repleto de subidas e decidas. A definição será dada pela servidora Maria Rita Avellar, assessora de Projetos Especiais da Secretaria de Administração, que faz todas as trilhas antes de ir com o grupo de servidores da prefeitura.

“Tudo começou no ano passado durante a elaboração do nosso programa de qualidade de vida. Na época, comecei a reunir ideias para incentivar novos hábitos saudáveis entre os servidores e acabei descobrindo que muitas pessoas adoram fazer trilha”, afirmou. Segundo ela, além de São José ter uma vasta área verde e rural, o distrito de São Francisco Xavier também é uma ótima opção para a prática de trilhas.

“A trilha é um esporte que movimenta o corpo e alimenta o espírito. Conhecer novos lugares, ampliar seu conhecimento geográfico e andar na natureza é uma maneira de relaxar a alma”, disse Maria. Em São José, entre os passeios mais utilizados estão os arredores do Parque da Cidade, o Bairro do Guirra e o Horto Florestal, ambos na zona norte.

Avaliação. Quem já aderiu à nova febre recomenda. Entre as vantagens mais citadas está ainda a possibilidade de conversar com amigos durante o passeio e superar desafios. “O que mais me encanta quando faço uma trilha é a sensação de ultrapassar meus limites. No final de todo passeio eu penso que nunca mais vou voltar, mas quando chega o próximo eu sempre sou a primeira a me inscrever”, afirmou a servidora Luciana Almeida Tonino, 40 anos.

Segundo ela, não é preciso fazer nenhum investimento para fazer uma trilha. “É importante comprar pelo menos um bom tênis”, afirmou. Tarcísio Porsílio dos Santos, 46 anos, é um dos guias da “Tribo dos Servidores’ e é um apaixonado por trilhas.
“Depois que começamos a fazer trilha percebemos como conhecemos pouco a nossa própria cidade e é muito legal ter a chance de conhecer novos lugares”, afirmou.

O Vale

Duplicação da Tamoios tem grupo definido

O Consórcio Encalço S/A Paulista apresentou a melhor proposta comercial para a obra de duplicação da rodovia dos Tamoios, no valor global de R$ 557,4 milhões para executar os dois lotes do projeto. A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) publicou ontem a relação com a classificação das melhores propostas comerciais para as obras de duplicação do trecho de planalto da estrada.

Para o lote 1, o Consórcio Encalço ofertou valor de R$ 279,1 milhões. Para o lote 2, R$ 278,3 milhões. A quantia, em relação ao valor de referência para as obras de engenharia, no valor de R$ 821 milhões, representa uma redução de R$ 264 milhões e deságio de 32% para cada um dos lotes, segundo informou a Dersa.

O lote 1 compreende o trecho entre o km 11,5, em São José dos Campos, ao km 35, em Paraibuna. O lote 2 compreende o trecho entre os km 35,8 e 60,48, ainda em Paraibuna. A Dersa informou que nos próximos dias fará a análise das propostas apresentadas, verificando os valores descritos nas planilhas de custo.

Com o resultado final do certame e divulgado os vencedores, a previsão é que as obras sejam iniciadas na última semana deste mês. A previsão é que as obras de duplicação levem cerca de 20 meses, até dezembro de 2013, para conclusão.

O processo lici- tatório para a duplicação da rodovia foi lançado em setembro do ano passado. No total, 17 empresas foram habilitadas para apresentar propostas. Oito dos concorrentes organizaram-se em consórcios de duas empresas cada um e outros nove concorreram isoladamente.

A Dersa recebeu 26 propostas para as obras. A empresa publicou ontem também resultados de licitações para a contratação de empresas e ou consórcios para supervisão das obras de duplicação e para a de serviços técnicos de consultoria especializada para apoio à Supervisão Ambiental das obras.

O prefeito de Caçapava e presidente do Codivap (Consórcio de prefeitos da região), Carlos Vilela (PSD), disse que a duplicação da Tamoios é uma obra aguardada há muito tempo pela região. “Com certeza, todas as cidades do Vale serão beneficiadas, pois o acesso ao Litoral Norte será facilitado”, disse.

Vilela afirmou que agora o Estado deve também voltar sua atenção para melhoria no trecho litorâneo. Para o prefeito de Paraibuna, Antonio de Barros (DEM), as obras de duplicação da Tamoios deve aquecer a economia do município. “Ela vai gerar emprego, impostos e aquecer o setor imobiliário”, disse Barros.

O Vale

Inscrições abertas para Grupo de Projeto Estética na cidade

O Grupo Piraquara, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), está com inscrições abertas para compor o Grupo de Projeção Estética até o próximo dia 14. A participação é gratuita e não há limites de idade, bastando comparecer aos ensaios que ocorrem as quartas e quintas-feira, das 18h30 às 21h30, no Espaço Piraquara na sede da FCCR (Avenida Olivo Gomes, Parque da Cidade), em Santana.

Para se inscrever, são necessários apenas dados pessoais como nome, RG, CPF e telefone. Os interessados podem fazer a inscrição pelo telefone 3924-7357, pelo e-mail produçã[email protected] ou ainda pessoalmente, no Espaço Piraquara, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

Com o grupo composto, serão formados os núcleos de música, teatro, dança e cantos populares, para divulgação do folclore nacional e regional, por meio de apresentações artísticas. Para participar não é necessário conhecimento prévio sobre folclore ou cultura popular.

A temática dos ensaios das apresentações irá acompanhar cada um dos ciclos de manifestações da cultura popular, comemorados durante o ano, como o ciclo do Carnaval, da Semana Santa, o período Junino e ainda o de Natal.

Grupo Piraquara

Gerido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), o Piraquara foi criado em 1988 pela FCCR e é responsável por várias atividades voltadas para a valorização da cultura popular por meio da troca de conhecimento e experiências entre especialistas e membros do grupo. Além disso, são realizadas oficinas, workshops, encontros e outras atividades.

O objetivo do Piraquara é o de realizar pesquisas sobre as manifestações espontâneas da cultura popular joseense, por meio de ações educativas e ensaios abertos envolvendo: música, dança e teatro e tendo como conceito principal a utilização de linguagens do folclore.

Mais informações sobre o Grupo Piraquara pelo telefone: (12) 3924-7318.

Prefeitura Municipal

Cine Teatro será preservado por grupo na cidade

Integrantes do grupo ‘Cultura em Movimento’, de São José, questionam a consulta pública da prefeitura para coletar propostas para o futuro do prédio do Cine Teatro Benedito Alves da Silva. Em ofício encaminhado ao Ministério Público, assinado por cinco integrantes do movimento, o grupo questiona o edital com a alegação de que não estaria devidamente clara a destinação do imóvel para atividades de cunho cultural.

Na avaliação do grupo, o fato de a consulta pública sugerir a possibilidade de o local abrigar restaurante e ou bar noturno “descaracterizaria o cine teatro, que é um patrimônio tombado”. Outro questionamento dos integrantes do movimento cultural é o fato de que a prefeitura não teria observado a Lei Orgânica do Município, que prevê a realização de audiências públicas “em atos que envolvam a conservação ou a modificação do patrimônio histórico, arquitetônico, artístico ou cultural do município”.

O grupo pede para o Ministério Público averiguar essas questões. O documento foi encaminhado à 7ªPromotoria de Justiça, que tem como titular a promotora Ana Chami, que acompanha o processo de destinação do cine teatro. “A nossa intenção é garantir a preservação do cine teatro, que é um bem preservado, e evitar uma eventual descaracterização do imóvel”, afirmou o professor e ambientalista José Moraes, um dos co-autores do documento.

A promotora Ana Chami afirmou que ainda não leu o ofício do grupo. Ela relatou que no ano passado já havia feito uma série de recomendações à prefeitura sobre o processo de preservação e destinação do cine teatro. “Vamos acompanhar, mas cabe ao Executivo definir o melhor uso para o imóvel”, afirmou a representante do MP.

A consulta pública foi lançada pela prefeitura em parceria com o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), em fevereiro. Pelo menos nove propostas foram apresentadas para uso e destinação do cine teatro, segundo o Ipplan.

A concessão do imóvel à iniciativa privada é uma das ações do programa Centro Vivo, de revitalização da região. A intenção da prefeitura é que o teatro seja chamariz para atrair público noturno para o centro da cidade. O Ipplan informou que desconhece o pedido do grupo.

O Vale

Reunião para atrair novos Patrocinadores para o Teatrão

O grupo de investidores interessado em explorar o complexo do Teatrão prometeu ontem ajudar o São José Esporte Clube a sair da crise caso o negócio envolvendo o centro poliesportivo se concretize.

Além de investimentos na ordem de R$ 7,5 milhões para a recuperação do complexo, a Associação Desportiva Atletas de Cristo ofereceu apoio jurídico ao clube para resolver uma série de pendências judiciais e trabalhistas e um plano de ação para atrair patrocinadores.

“Iremos oferecer assessoria jurídica gratuita ao São José para negociação das dívidas existentes e de processos jurídicos em andamento”, disse o tesoureiro da entidade, Abdo Calil, durante apresentação do projeto a vereadores, em encontro realizado na Câmara.

Segundo ele, o grupo também poderia ajudar o clube a atrair patrocinadores. “Já existem empresas interessadas em patrocinar o time.” O Teatrão foi construído pela prefeitura e cedido ao São José em 1981. O arrendamento do complexo depende de uma mudança na legislação municipal.

Vereadores questionaram o valor do aluguel oferecido pela entidade para explorar o Teatrão, de R$ 30 mil por mês. Os parlamentares cobraram um repasse mensal maior para ajudar o time de futebol. “Esse valor, para a realidade do São José, é quase nada”, disse o vereador Valdir Alvarenga (PSB). Calil retrucou afirmando que o objetivo do grupo é arrendar o complexo e explorá-lo comercialmente, e não investir no futebol.

O tesoureiro disse também que devem ser considerados os custos mensais de manutenção do complexo, que ultrapassariam R$ 220 mil por mês. Os custos chegariam a R$ 3 milhões por ano. A entidade afirmou já ter R$ 7,5 milhões em caixa para iniciar as obras de reforma do complexo esportivo. E que cerca de R$ 300 mil já foram gastos com a contratação de engenheiros e arquitetos para a reconstituir a planta do complexo e elaborar os projetos de recuperação.

Os investimentos poderiam ser ampliados caso o prazo de concessão salte de 30 para 50 anos, com a construção de um hotel cinco estrelas e um centro de treinamento. O grupo espera obter retornos financeiros com a transação após 22 anos. Eles apostam na atração de 25 mil sócios para utilizar o parque aquático e os campos de futebol e na locação do ginásio, salas e estacionamento. O vereador Robertinho da Padaria (PPS), presidente do São José, defendeu a proposta do grupo, alegando que o

Teatrão é hoje uma “propriedade particular”. “O grupo está aqui para esclarecer dúvidas. Essa proposta dá ao clube a possibilidade de recuperar sua estrutura e renegociar com a Justiça nossas dívidas. Queremos o nome do São José limpo.”

O Vale

Hospital Municipal forma novo grupo de residentes

Um grupo de 23 residentes se formou na terça-feira (31) pelo programa de residência do Hospital Municipal de São José dos Campos.

Quatro médicos se especializaram em anestesiologia, cinco em cirurgia geral, cinco em clínica médica, um em neurocirurgia, quatro em ginecologia e obstetrícia e quatro em pediatria.Uma nova turma de médicos recém-formados vai iniciar a residência em março. O programa de residência do Hospital Municipal já formou 125 médicos. A primeira turma foi aberta em 2000.

Prefeitura Municipal

Novo grupo do Vale defini novo hospital na região

Secretários municipais de saúde da microrregião de São José dos Campos definiram o perfil assistencial do Hospital Regional que o Estado irá construir na cidade. O novo HR prestará atendimentos de alta e média complexidades em ortopedia, neurocirurgia e cirurgias eletivas em geral.

O perfil foi definido em conjunto com a Diretoria Regional de Saúde Estadual, sediada em Taubaté. “O próximo passo agora, para fechar o estudo do novo Hospital Regional, será definir o número de leitos”, disse o secretário municipal de Saúde de São José, Danilo Stanzani.

A expectativa dos secretários é que o HR de São José tenha até 150 leitos. O hospital vai atender à microrregião formada pelas cidades de Jacareí, Santa Branca, Igaratá, Caçapava, Monteiro Lobato, Jambeiro e Paraibuna, além de São José dos Campos.

A microrregião abriga uma população de 975 mil habitantes. São José é a maior cidade, com 636 mil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com Stanzani, o hospital também terá uma unidade de cirurgia ambulatorial. “Os pacientes são atendidos e liberados no mesmo dia”, afirmou.

A diretora regional de Saúde do Estado, Sandra Tutihashi, explicou que o HR será “portas fechadas”, ou seja, não atenderá emergências. “O atendimento de emergências permanecerá sob a responsabilidade dos municípios.” Segundo ela, até o começo de fevereiro será concluído o estudo de demanda da nova unidade hospitalar.

O HR será construído em uma área de 16,5 mil metros quadrados, no Jardim Satélite, região sul da cidade. O terreno está em fase final de avaliação pelos técnicos da Secretaria Estadual de Saúde. Para Stanzani, um equipamento desse porte não custaria menos de R$ 17 milhões.

Para a diretora de Atenção à Saúde de Caçapava, Maria Aparecida de Lima Graciano, o HR vai melhorar a eficiência no atendimento hospitalar, principalmente de alta complexidade.

“Os pequenos e médios municípios não têm condições de prestar assistência em alta complexidade e o HR vai suprir essa lacuna”, afirmou. Na avaliação da diretora, ortopedia de alta complexidade é um dos setores que mais necessita de atenção. “Vai ser um ganho importante para toda a região”, disse.

Para o prefeito de Jacareí, Hamilton Ribeiro Mota (PT), o HR vai reorganizar o atendimento hospitalar na microrregião de São José. “O atendimento hoje, de certa forma, já é compartilhado entre os municípios e o HR deve dar um novo perfil no compartilhamento do atendimento hospitalar”, disse.

De acordo com o secretário de Saúde de São José, a intenção é modificar o sistema de prestação de serviços existente hoje para evitar duplicidade de atendimento na rede pública e conveniada. O plano é que haverá uma distribuição de atendimento por especialidades entre os hospitais públicos e conveniados da microrregião.

O Vale

Prefeitura compra ações do Grupo Sabesp

A Prefeitura de São José dos Campos firmou contrato com o BB Banco de Investimentos S/A para comprar ações da Sabesp (Compania de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

O BB é uma instituição vinculada ao Banco do Brasil e atua no mercado financeiro e de investimentos. O banco tem a responsabilidade de converter R$ 63 milhões que a prefeitura recebeu da Sabesp em ações da empresa.

Esse valor será corrigido pelo IPC-Fipe (Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas). O BB Banco de Investimentos S/A tem prazo de 12 meses para executar a operação financeira, segundo informou Patrícia Loboda, assessora da Secretaria da Fazenda.

Segundo ela, a instituição verificará qual o melhor momento para efetuar a compra das ações e também administrar a aplicação dos papéis. Em 2008, a prefeitura renovou, por 30 anos, o contrato com a Sabesp para a empresa permanecer como operadora do sistema de saneamento básico do município.

Em contrapartida, a companhia deve pagar ao Tesouro Municipal R$ 159 milhões em quatro parcelas em um prazo de sete anos. Esse recurso, pelo contrato, deve ser investido pelo município na compra de ações da empresa.

A primeira parcela, no valor de R$ 2 9 milhões (já corrigida monetariamente), foi paga em dezembro de 2010. A segunda parcela, no valor de R$ 46,7 milhões (também já corrigida), foi depositada no mês passado.  O BB foi contratado para gerenciar esses valores. Para isso, receberá uma taxa de administração.

A terceira parcela será paga em 2013 e a quarta parcela em 2015, segundo informou a assessora da Fazenda. Para administrar as parcelas restantes, a prefeitura deve contratar uma nova instituição financeira. Para continuar operando o sistema de água e esgoto de São José, a Sabesp se comprometeu a investir R$ 243 milhões na cidade, além de 5% do faturamento anual. A empresa assumiu o serviço em São José em 1976.

O Vale