Revap atraem moradores com mais de 800 vagas de empregos

Cerca de 30 empresas prestadoras de serviço para a Petrobras contratarão 452 trabalhadores para a manutenção da Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos. Só serão aceitos homens com mais de 18 anos e com experiência mínima de seis meses em refinaria. Os candidatos têm que se cadastrar no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) de São José, na rua Pedro Ernesto, 111, na Vila Sanches, região central. A seleção, que será feita pelas empresas, ocorrerá entre os dias 16 e 19 de agosto. Cada candidato cadastrado recebe uma carta indicando dia, horário e local da entrevista de seleção. Para cada vaga, em média, estão sendo encaminhados dois candidatos com o perfil desejado pelas empresas.

Segundo o PAT, o cadastro começou a ser feito na última sexta-feira, mas o movimento cresceu a partir de ontem, com mais de 800 pessoas procurando o serviço. Um deles é o desempregado Benedito Aparecido Ribeiro, 57 anos, de Jacareí, que procura trabalho como caldeireiro e montador. Ele saiu do PAT ontem satisfeito com a entrevista marcada para a próxima sexta-feira. Está confiante em conseguir o emprego. “Tenho 11 anos de experiência em refinaria e acho que consigo o emprego. Todo mundo quer ir para a Revap”, afirmou ele.

Quem quiser concorrer à uma vaga, tem que levar ao PAT os seguintes documentos: Carteira de Trabalho, RG, CPF e PIS ativo, todos originais. O serviço atende de segunda à sexta, das 8h às 17h. “É positivo para a cidade a oferta de vagas na Revap”, disse Miranda Ueb, secretário de Relações do Trabalho. A Petrobras vai gastar R$ 300 milhões para a manutenção de todo o parque industrial na refinaria de São José. Os trabalhos começarão em setembro, quando haverá a paralisação da Revap. “É uma parada programada, todas unidades fazem a cada seis anos, cada uma no seu tempo”, disse Elza Kallas, gerente-geral da Revap. “É apenas uma manutenção para que a unidade volte a sua condição original, até para aguentar mais seis anos de produção.” Além disso, segundo a empresa, serão investidos R$ 100 milhões para melhorar a eficiência dos processos produtivos na refinaria.

Com o investimento, estima-se que haja um aumento na produção de querosene de aviação (QAV), carro-chefe da unidade em São José. “São alguns gargalos que temos no processo. Resolvidos, vão permitir que a gente produza mais, principalmente querosene”, afirmou Elza. São produzidos 6.000 metros cúbicos por dia de querosene na Revap. Com o investimento, a Petrobras espera elevar este valor em 600 metros cúbicos. Em fevereiro deste ano, a Secretaria de Relações do Trabalho de São José negociou com a Revap e o Sindicato da Construção Civil a contratação de trabalhadores da cidade para as obras na refinaria, incluindo a manutenção. Segundo o secretário Miranda Ueb, chegou-se a um percentual de 60% de aproveitamento de trabalhadores de São José e da região. “A Petrobras se comprometeu a orientar as empresas contratadas a cumprir o acordo”, afirmou Ueb. Marcelo Rodolfo da Costa, presidente do sindicato, disse que a cidade não tem falta de mão de obra. “A Petrobras qualificou mais de 7.000 trabalhadores nos últimos tempos por meio da Revap.”

Valor da Gasolina tem grande variação na cidade

O preço do litro da gasolina varia R$ 0,48 em São José dos Campos e lidera o ranking do combustível na Região Metropolitana do Vale do Paraíba. O levantamento foi feito entre 4 e 10 de agosto e divulgado ontem pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), que pesquisou 178 postos em 11 cidades. Em 46 estabelecimentos de São José, o preço do litro da gasolina oscilou entre R$ 2,469 e R$ 2,949, diferença de R$ 0,48, a maior da região. Taubaté aparece em segundo lugar, com 19 postos pesquisados. Neles, a ANP encontrou a gasolina vendida entre R$ 2,499 e R$ 2,899, diferença de R$ 0,40. O preço mais caro da gasolina foi registrado em Ubatuba e Campos do Jordão, com R$ 2,999 o litro. Em São José, o valor ficou um pouco abaixo: R$ 2,949, mas a cidade também ficou com o valor mais barato, de R$ 2,469.

De acordo com o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), o preço cobrado nos postos depende da distribuidora e se o estabelecimento opera de forma independente ou ligado a alguma empresa. Normalmente, segundo o sindicato, os postos de “bandeira”, ou seja, que vendem apenas o combustível de determinada distribuidora, têm os preços mais altos. “O jeito é andar de olho nos preços e fazer a pesquisa”, disse Arnaldo Pereira, 52 anos, professor de São José. “Faz muita diferença esses R$ 0,48 no final do mês, quando se gasta até três tanques”.

PREÇO DA GASOLINA

  • São José dos Campos
  • Postos pesquisados: 46
  • Período: 4 a 10 de agosto
  • Valor mínimo: R$ 2,469
  • Valor máximo: R$ 2,949
  • Diferença: R$ 0,48

Crise no Transporte Público na cidade é sobre as Vans Alternativas

As empresas de ônibus de São José dos Campos entraram com uma ação na Justiça pedindo o fim do transporte alternativo na cidade. Elas alegam que, com base nos contratos de concessão firmados em 2008, durante o governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB), têm direito à exclusividade na exploração do serviço de transporte coletivo, o que tornaria ilegal a atuação dos perueiros. A ação movida pelas empresas de ônibus corre na 1ª Vara da Fazenda Pública, que negou em caráter liminar o pedido das empresas e deu prazo de 60 dias para que a prefeitura se manifeste sobre o assunto. A assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes informou que a prefeitura já foi notificada da ação, mas não comentaria o assunto ontem com O VALE. O transporte alternativo de São José é regulamentado por uma lei municipal de 1994 e hoje é operado por 80 vans. A Associação do Transporte Alternativo informou ontem que só vai se pronunciar após ter acesso ao teor do pedido.

Segundo a assessoria de imprensa das concessionárias CS Brasil, Expresso Maringá e Saens Peña, a ação das empresas pretende “coibir a atuação de vans que passaram a operar ilegalmente no município após a conclusão dos processos licitatórios que outorgaram as concessões do serviço público”. Em seu despacho, publicado no último dia 1º, o juiz Silvio José Pinheiro dos Santos, disse que “os agentes de transporte que as empresas pretendem tirar de circulação os chamados ‘alternativos’ ou ‘perueiros’ não são os clandestinos, mas aqueles que contam com permissão/autorização para exercício de sua atividade”. O vereador Luiz Mota (DEM), membro da Comissão de Transportes da Câmara, disse que é contrário ao pedido das empresas.“Sou contrário à retirada das vans, pois elas já operavam quando as atuais empresas chegaram na cidade. As empresas deveriam se preocupar em prestar um serviço de melhor qualidade à população”, disse o parlamentar.

O vereador Fernando Petiti (PSDB) estranhou o pedido das empresas e disse que elas “já ganharam diversos benefícios da prefeitura e, agora, querem tirar o transporte que todo mundo sabe que é organizado”. “O pedido das empresas é um fato estranho”, afirmou. A Prefeitura de São José realiza no próximo domingo um plebiscito sobre o futuro da ECO (Estação de Conexão) do Campos de São José, na zona leste da cidade. Segundo a Secretaria de Transportes, os moradores da região vão decidir se o terminal alvo de críticas desde sua construção, durante o governo Eduardo Cury deve ser mantido ou desativado. A votação será feita por meio de cédulas que serão distribuídas em oito pontos da região, entre escolas e igrejas, das 9h às 17h.

Poderão votar pessoas maiores de 16 anos que morem ou sejam donas de imóveis nos bairros Campos de São José, Mariana 1 e 2, Santa Cecilia 1 e 2, Cajuru, Pousada do Vale, Serrote, Jardim Helena e Monterrey. Todos deverão levar documento com foto e comprovante de endereço. As empresas de ônibus de São José, entraram com uma ação Justiça para acabar com a concorrência do transporte alternativo. Elas alegam que as vans passaram a operar ilegalmente na cidade, após o processo de concorrência no setor, realizado em 2008.

Cidade tem operação Cata-treco neste sábado na cidade

Os caminhões do Cata-Treco vão percorrer mais sete bairros de São José dos Campos neste sábado (17), das 8h às 16h. A operação, realizada pela Secretaria de Serviços Municipais (SSM), será realizada no Vale dos Pinheiros; Parque Martim Cererê; Jardim Colorado; Águas da Prata; Vila Zizinha; Jardim União e Jardim Santo Onofre. A recomendação para que os objetos sejam colocados nas calçadas até as 8h, antes do caminhão passar. Na operação do sábado (10), as equipes da SSM recolheram em diversas regiões, aproximadamente 31 toneladas de materiais. Desde o início das operações, em maio passado, foram recolhidas 667 toneladas de restos de móveis, eletrodomésticos e pneus velhos.

Outra opção para quem precisa descartar móveis, eletrodomésticos e pequenos resíduos de construção são os Postos de Entrega Voluntária, os PEV’s. A cidade tem 11 postos, que funcionam todos os dias.  A entrega desses materiais de pequenos geradores é gratuita. Além da destinação correta de cada material (gesso, madeira, óleo de cozinha, etc), a reciclagem dos produtos ajuda na renda dos cooperados da Futura, que coordenam os postos.

“Fiz uma pequena reforma na minha casa e nem precisei alugar uma caçamba porque o resíduo era muito pouco. Levei o resto de piso até o PEV do Jardim Satélite. Fui muito bem atendida e ainda economizei o valor do aluguel da caçamba”, explicou a auxiliar de tesouraria Elisângela Mendes, que aprovou os trabalhos dos PEV’s.  Para saber sobre os endereços e os horários de atendimento dos PEV’s ligue 156 ou acesse o portal da Prefeitura.

Escola Marta Abib será de tempo integral na cidade

Com a maioria de 57% dos votos, um plebiscito entre 135 pais e responsáveis pelos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professora Marta Abib Castanho, no Jardim Satélite, região sul de São José, decidiu pela continuidade do tempo integral na unidade. A votação, realizada no sábado (10), foi organizada pelo Conselho de Escola. A escola foi municipalizada em 2012 passado atendendo alunos do 1º ao 5º ano. No início do ano, a Secretaria de Educação foi procurada por um grupo representando um número significativo de pais que solicitaram a ampliação da escola para os anos finais (do 6ª ao 9º).  A equipe da Secretaria avaliou a possibilidade e verificou que a escola não tem condições estruturais de ampliar e continuar oferecendo o sistema integral ao mesmo tempo para esta unidade em questão. Desde então, o assunto foi debatido com os próprios pais durante reuniões até a votação.

Para o secretário de Educação, Célio Chaves, o plebiscito foi uma forma democrática de se resolver uma questão polêmica entre os próprios pais. “A comunidade pode decidir democraticamente e cabe agora a Secretaria apoiar da melhor forma o que foi decidido”, disse o secretário.

Entenda o plebiscito

Os pais puderam votar entre duas propostas: a ampliação, com o 6º ano já a partir de 2014 e e assim progressivamente, ano a ano, até o 9º, implicando na redução da jornada integral também progressivamente até 2018 (quando passaria assim a atender do 1º ao 9º ano exclusivamente em período parcial); ou por continuar tudo como é atualmente, ou seja, do 1º ao 5º ano em tempo integral. O Conselho de Escola, responsável pela organização do plebiscito, é formado por 21 membros, entre professores, alunos e equipes técnica e auxiliar. A escola tem 297 alunos matriculados.

O resultado, apurado pela equipe logo após o término, foi de um total de 135 votos: 77 favoráveis à continuidade do tempo integral, 57 pela ampliação dos anos finais e um voto em branco. Ao todo, a Secretaria de Educação tem oito escolas em tempo integral, que atendem juntas cerca de 3 mil alunos. A intenção da pasta é ampliar o período integral, inclusive com parcerias que estão sendo estudadas com a Fundhas.

Prefeitura ganha auditor de cirurgias para Hospitais

A Prefeitura de São José dos Campos nomeou ontem um auditor geral na Secretaria de Saúde para acompanhar os contratos realizados com os hospitais credenciados e tentar agilizar as cirurgias e consultas médicas do mutirão da pasta. O médico Carlos Armanda Silva, que trabalha na rede municipal há 29 anos, será o responsável por intermediar os contratos e resolver as dificuldades para a realização dos procedimentos, informou a assessoria de imprensa da pasta. Dados do relatório DataSUS (Banco de Dados do Sistema Único de Saúde), divulgados domingo pelo O VALE, mostram que nos seis primeiros meses deste ano, no governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT), foram realizadas 14.522 intervenções de saúde, contra 17.394, no mesmo período de 2012,quando a cidade foi administrada pelo ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB). O secretário de Saúde, Paulo Roitberg, informou que foram mais 310 cirurgias feitas pela Santa Casa e pelo GACC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer), que não estão contabilizados no relatório, somando 14.832 intervenções.

A realização dos mutirões de saúde foi promessa de campanha, do então candidato Carlinhos Almeida. Em abril, a prefeitura assinou contrato de cerca de R$ 3,6 milhões, com a Santa Casa, Hospital Pio 12, GAAC e Antoninho da Rocha Marmo, para a realização de 2.307 cirurgias e 23.154 consultas e exames. A Saúde iniciou ontem o recadastramento de todos os médicos da rede, para planejar as próximas contratações. “Queremos saber onde exatamente estão os médicos da rede pública e como estão distribuídos. Com isso, poderemos fazer uma redistribuição dos profissionais para otimizar a mão de obra existente e tentar minimizar o déficit de médicos em unidades com maior demanda”, disse o secretário de Saúde.

Prédio de Obras tem estrutura ameaçada na cidade

A Defesa Civil de São José dos Campos emitiu um laudo apontando falhas e comprometimento na estrutura de um prédio residencial de quatro andares na Vila Cristina, na zona norte da cidade. Segundo o laudo emitido em 29 de julho último, as caixas de inspeção de esgoto e de gordura apresentam vazamento, com as tubulações rompidas, causando buracos que ameaçam a estrutura do prédio. O edifício possui 14 apartamentos. O VALE constatou ontem que o prédio possui buracos abertos para a tentativa de escoar a água que está debaixo do edifício construído há sete anos pela Zanini Engenharia, a mesma empresa vencedora da licitação para reforma do estádio Martins Pereira. As obras no estádio estão estimadas em R$ 12,3 milhões.

A síndica responsável pelo Residencial Pouso Alegre, Maria Claudete Goulart Silva, 58 anos, disse que um encanador foi contratado no início de julho para verificar a causa do mau cheiro que vinha de sob o piso externo do térreo. “Neste dia, já havia um buraco com enorme extensão, adentrando assim por sob o piso do apartamento. Quando ele tirou a pequena calçada para poder avaliar o dano, imediatamente transbordou o esgoto”, disse. Segundo ela, a Sabesp foi acionada para drenar a tubulação da rua e, depois de feito o serviço, o esgoto continuou escoando por debaixo do prédio. “O encanador abriu as caixas na lateral do prédio e percebeu que a rede estava rompida. Como se não bastasse, a tubulação das caixas de gordura também estavam rompidas, causando assim escoamento de toda sujeira sob o prédio.”

A síndica explicou que a construtora Zanini foi acionada e que um representante da empresa reconheceu que houve erro na execução da rede de esgoto e que acompanharia os reparos. “Chamei a Defesa Civil para avaliar os riscos que os moradores estavam correndo e um laudo técnico foi emitido. Contratamos também engenheiro perito para fazer laudo minucioso da situação do prédio.” Cansado do ‘jogo de empurra’ da construtora, o representante comercial Jefferson Santos, 35 anos, já colocou o seu apartamento à venda. “O chão da sala do meu apartamento pode cair a qualquer momento, sem considerar os muros com rachaduras. É um absurdo o que fizeram com os moradores. É uma vergonha essa construtora ser a responsável pela reforma de nosso estádio”, disse Santos.

A Zanini Engenharia, empresa responsável pela construção do edifício Pouso Alegre, nega que a estrutura do prédio esteja comprometida. Em nota, o diretor Alessandro Zanini disse que esteve no local há 15 dias e constatou que o problema tratava-se de caixa de esgoto que teve o fundo quebrado há meses. “Um encanador esteve no local fazendo os reparos. Orientei que após os reparos deveria ser feita a compactação para preenchimento dos buracos”, diz o trecho da nota. Segundo Zanini, até o momento os moradores não entraram em contato. “O laudo da Defesa Civil somente afirma o que já foi dito. Inclusive sugere que as caixas sejam limpas”. Sobre a escolha da empresa para obras do Martins Pereira, a Prefeitura de São José informou que foi exigida capacitação técnica mínima necessária para a realização do serviço. “A empresa vencedora foi aquela que atendeu todos requisitos e ofereceu menor preço. Não pesa contra a empresa vencedora da licitação qualquer impedimento legal de contratar com o poder público”.

Leilão de Concesso de Trem Bala, é adiada pela 3°

O governo adiou pela terceira vez uma licitação para a concessão do Trem-Bala ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. A concorrência que definiria o fornecedor dos equipamentos e operador da concessão estava marcada para a próxima sexta-feira. Essa etapa do projeto agora não tem mais prazo para ser realizada. Segundo o ministro dos Transportes, Cesar Borges, o adiamento será por pelo menos um ano. “Não vamos parar o projeto”, disse o ministro. Segundo ele, outras etapas do projeto, como a contratação dos projetos executivos, continuarão a ser realizados. Como foi apenas um adiamento, e não o cancelamento do leilão, provavelmente as regras

A decisão tomada pela presidente Dilma Rousseff foi anunciada por Cesar Borges e pelo presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística), Bernardo Figueiredo. Segundo Figueiredo, a data de início das operações do TAV não muda porque a segunda fase do leilão, que irá definir as empresas responsáveis pela infraestrutura do projeto, está mantida para o início de 2015, mesmo com o adiamento da primeira fase, que irá contratar o operador do Trem-Bala, a tecnologia e os equipamentos. O governo temia que a licitação pudesse não ter interessados ou ter apenas um grupo, formado por empresas francesas. Empresas da Espanha e da Alemanha pediram o adiamento do leilão para ter tempo de entrar no negócio. Na primeira tentativa de leiloar o Trem-Bala, em 2010, o governo fez dois adiamentos do prazo de entrega de propostas para dar mais tempos às companhias para formar grupos e entrar na concorrência. Pouco adiantou: o leilão realizado em julho de 2011 acabou sem interessados.

Após esse fracasso, o governo refez o projeto dividindo-o em duas licitações: uma para fornecimento de equipamentos e operação e outra para construção da linha e estações. Essa era uma sugestão das empresas de fornecimento de equipamentos, entre elas espanholas, japonesas, francesas e alemãs, que informavam ao governo que entrariam no negócio caso ele fosse separado da parte de construção. O leilão marcado para sexta-feira seria para escolher o fornecedor e operador e estava marcado desde dezembro do ano passado. Mesmo assim, as empresas da Espanha enviaram duas cartas ao governo pedindo o adiamento.

Prefeitura entrega nova escola no Jardim República

A manhã deste sábado (10) foi de comemoração para a comunidade do Jardim República, na zona sul de São José. Os moradores festejaram a concretização de um sonho com a entrega da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professor Hélio Walter Bevilacqua. A solenidade, que teve a presença do prefeito, reuniu mais de 400 pessoas. Em clima de festa, com direito a apresentações culturais do Coral Maestoso do projeto Arte Viva, formado por alunos da EMEF Professora Maria Amélia Wakamatsu, e de um grupo de alunos da nova escola, a solenidade reuniu secretários, vereadores, demais autoridades e convidados.

O educador Hélio Walter Bevilacqua, que dá nome à escola, foi lembrado e elogiado pelas autoridades presentes. Momentos de emoção para os familiares, como o filho Joaquim Vicente Ferreira Bevilacqua, ex-prefeito de São José. O prefeito fez questão de ressaltar a importância da comunidade escolar. “Além do prédio, a escola é feita, sobretudo, de gente. E de nada valeria esse prédio lindo sem as pessoas, como os professores e alunos”, disse ele. “Todo investimento na Educação sempre vale a pena”, acrescentou. O secretário de Educação destacou a importância das parcerias com o Governo do Estado caso desta escola, que é um convênio entre Prefeitura e Estado por meio da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). “A rede pública em São José é compartilhada entre Estado e Município e vamos continuar investindo nas parcerias e convênios, trabalhando firme em prol da qualidade do ensino”, disse.

As aulas na unidade começaram no dia 1º de agosto, para cerca de 500 alunos. A escola possui 12 salas de aula, quadra, laboratório de informática, sala de leitura e sala do grêmio. Vai atender inicialmente cerca de 500 alunos do 1º ao 8º ano do Ensino Fundamental, que efetuaram as matrículas entre os dias 29 e 31 de julho. Para o 9º ano, as vagas serão abertas no final deste ano.

Mais perto, mais qualidade de vida

A escola é uma reivindicação antiga dos moradores do Jardim República.  Para a maioria dos pais, o melhor benefício está em poder colocar os filhos numa escola pertinho de casa. É o caso da costureira Severina Maria da Silva Messias, 37 anos, mãe de dois alunos da nova escola: Larissa, 12 anos, e Lara, 7 anos.  “Faço alguns consertos de roupa em casa e antes perdia muito tempo levando elas para escola, agora com o tempo que sobra eu posso pegar mais roupas e ganhar um pouco mais”, disse. A dona de casa Valdelina Pereira da Costa, 32 anos, também está comemorando as vantagens de ter as filhas estudando mais perto de casa: Débora, 11 anos, e Ana Clara, 6 anos. “Só falta agora a Letícia, de 5 anos, que está na pré-escola”, disse a mãe, que consegue ver a escola da janela da sua casa.

Prefeitura tem campanha para evitar poluição visual na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos fechou o cerco aos ‘cartazeiros’ para impedir a colagem de propagandas e cartazes em postes de energia, pontos de ônibus e prédios públicos e punir os responsáveis pela poluição visual da cidade. A medida foi adotada há cerca de 10 dias e agora quem for flagrado cometendo a infração será advertido e intimado a reparar o dano no prazo de até cinco dias. A informação é do secretário de Defesa do Cidadão, José Luís Nunes, baseada na Lei Municipal 6.871, de 2005, que trata sobre a proteção de bens públicos contra a ação de pichadores e cartazeiros. “Uma parte da equipe de fiscalização de posturas foi designada para trabalhar apenas com este problema. É um alerta que estamos fazendo para a comunidade, pois isso é ilegal e não pode ser feito em São José”, disse José Luís.

Segundo ele, caso o infrator não atenda as exigências da notificação será aplicada uma multa que varia de R$ 200 a R$ 2.000, conforme a gravidade da infração. “Ampliamos esta fiscalização, pois percebemos que nos últimos meses este tipo de ação cresceu muito na cidade. Não consigo entender o motivo de levar as pessoas a causarem tanta poluição visual.” Segundo dados da secretaria, hoje a média de autuações sobre este tipo de infração chega a 15 casos por dia. São os mais diversos tipos de cartazes, entre eles ‘procura-se cachorrinho’, ‘vende-se lindos poodles’, ‘vendas de cachorros’ e ‘feira do biscuit’, entre outros. Os bairros da zona sul e a região central são as áreas que mais concentram ocorrências do tipo, principalmente nas vias de grande movimentação de pessoas como avenidas Andrômeda, Cidade Jardim e Adhemar de Barros. “Geralmente há telefones, endereços e dados dos responsáveis e com base nestas informações vamos atrás do infrator, que tem até cinco dias para retirar o material”, afirmou

O aviso será encaminhado pela Fiscalização à pessoa ou empresa identificada no material ou pintura e o pagamento da multa não exime o infrator de reparar o dano cometido. “A lei se aplica também a menores de idade, que devem ter um representante legal, caso sejam responsabilizados”, disse José Luís. São considerados bens públicos edifícios, postes, caixas de correio, orelhões, cabines telefônicas, abrigos de ônibus, lixeiras, placas de trânsito, parques e quadras de esportes, esculturas, murais e monumentos, passeios públicos, árvores, viadutos e pontes. A lei, no entanto, não se aplica a manifestações esportivas e religiosas.