Crise no Transporte Público na cidade é sobre as Vans Alternativas

As empresas de ônibus de São José dos Campos entraram com uma ação na Justiça pedindo o fim do transporte alternativo na cidade. Elas alegam que, com base nos contratos de concessão firmados em 2008, durante o governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB), têm direito à exclusividade na exploração do serviço de transporte coletivo, o que tornaria ilegal a atuação dos perueiros. A ação movida pelas empresas de ônibus corre na 1ª Vara da Fazenda Pública, que negou em caráter liminar o pedido das empresas e deu prazo de 60 dias para que a prefeitura se manifeste sobre o assunto. A assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes informou que a prefeitura já foi notificada da ação, mas não comentaria o assunto ontem com O VALE. O transporte alternativo de São José é regulamentado por uma lei municipal de 1994 e hoje é operado por 80 vans. A Associação do Transporte Alternativo informou ontem que só vai se pronunciar após ter acesso ao teor do pedido.

Segundo a assessoria de imprensa das concessionárias CS Brasil, Expresso Maringá e Saens Peña, a ação das empresas pretende “coibir a atuação de vans que passaram a operar ilegalmente no município após a conclusão dos processos licitatórios que outorgaram as concessões do serviço público”. Em seu despacho, publicado no último dia 1º, o juiz Silvio José Pinheiro dos Santos, disse que “os agentes de transporte que as empresas pretendem tirar de circulação os chamados ‘alternativos’ ou ‘perueiros’ não são os clandestinos, mas aqueles que contam com permissão/autorização para exercício de sua atividade”. O vereador Luiz Mota (DEM), membro da Comissão de Transportes da Câmara, disse que é contrário ao pedido das empresas.“Sou contrário à retirada das vans, pois elas já operavam quando as atuais empresas chegaram na cidade. As empresas deveriam se preocupar em prestar um serviço de melhor qualidade à população”, disse o parlamentar.

O vereador Fernando Petiti (PSDB) estranhou o pedido das empresas e disse que elas “já ganharam diversos benefícios da prefeitura e, agora, querem tirar o transporte que todo mundo sabe que é organizado”. “O pedido das empresas é um fato estranho”, afirmou. A Prefeitura de São José realiza no próximo domingo um plebiscito sobre o futuro da ECO (Estação de Conexão) do Campos de São José, na zona leste da cidade. Segundo a Secretaria de Transportes, os moradores da região vão decidir se o terminal alvo de críticas desde sua construção, durante o governo Eduardo Cury deve ser mantido ou desativado. A votação será feita por meio de cédulas que serão distribuídas em oito pontos da região, entre escolas e igrejas, das 9h às 17h.

Poderão votar pessoas maiores de 16 anos que morem ou sejam donas de imóveis nos bairros Campos de São José, Mariana 1 e 2, Santa Cecilia 1 e 2, Cajuru, Pousada do Vale, Serrote, Jardim Helena e Monterrey. Todos deverão levar documento com foto e comprovante de endereço. As empresas de ônibus de São José, entraram com uma ação Justiça para acabar com a concorrência do transporte alternativo. Elas alegam que as vans passaram a operar ilegalmente na cidade, após o processo de concorrência no setor, realizado em 2008.

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais com candidatos

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos, teve 12 candidatos inscritos no processo para concorrer ao cargo de diretor. Destes, 9 são funcionários ativos do instituto. O balanço das inscrições foi divulgado ontem pelo comitê de buscas constituído pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para gerenciar o processo de escolha do novo diretor da instituição.

As inscrições de interessados foram abertas em outubro e deveriam ter sido encerradas no dia 14 de novembro. No entanto, o MCTI optou por prorrogar o prazo até o dia 30 de novembro para possibilitar o surgimento de mais interessados. No primeiro prazo, seis pessoas se inscreveram.

Na próxima semana, começa a segunda fase do processo de seleção, que acontecerá no Inpe. Na terça-feira, o comitê vai se reunir com os funcionários do instituto para saber as expectativas da comunidade sobre o novo diretor. No mesmo dia, os candidatos irão apresentar suas propostas ao comitê.

No dia seguinte, em encontros reservados, os membros do comitê irão entrevistar os concorrentes ao cargo. A previsão é que antes do Natal o comitê encaminhará a lista tríplice para o ministro Aloizio Mercadante, que escolherá o novo diretor para o mandato de quatro anos. O atual diretor, Gilberto Câmara, renunciou ao cargo. Ele teria ainda quase dois anos de mandato.

Câmara, que administra o Inpe pelo segundo mandato consecutivo, desistiu com a alegação de que não conseguiu resolver um dos principais gargalos do Inpe a recomposição do quadro de pessoal. A instituição enfrenta redução de servidores especializados por fuga e aposentadorias de profissionais qualificados, mas não consegue autorização do governo federal para abrir concurso público.

Também teria pesado na sua decisão o projeto de fusão do Inpe com a AEB (Agência Espacial Brasileira) para a criação de uma nova agência espacial nacional. Inicialmente, Câmara apoiou a iniciativa, mas recuou porque a proposta não prosperou no Inpe.

O Vale

Atuação na Vant

A Flight Technologies, instalada no Parque Tecnológico, foi selecionada pelo Exército para o desenvolvimento de tecnologia voltada para o Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado). A empresa ficará responsável pelo treinamento dos militares na operação do sistema VT-15,desenvolvido e entregue no ano passado.

Em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), este projeto deu origem à família de produtos da empresa denominada Horus 200. Os veículos podem voar até 10 horas, com um alcance de até 120 km.

A contratação da empresa foi feita por meio do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e os valores do contrato não foram divulgados. O desenvolvimento dos Vants vem ganhando destaque recentemente. A expectativa é que o Exército Brasileiro possa utilizar o aparelho para o controle das fronteiras do País no combate ao tráfico e contrabando de drogas.

Outra utilidade do veículo pode ser a fiscalização de favelas e pontos fechados de florestas brasileiras. A expectativa é que até o fim do ano os aparelhos comecem a entrar em funcionamento no país.

Em 2006, uma versão mais barata da aeronave, de fabricação nacional, foi utilizada pela Marinha em ações no Haiti. Outra preocupação do governo é contar com a tecnologia antes da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016 para dar mais segurança aos eventos.

A empresa já participou de outros projetos do Ministério da Defesa, como o Projeto Vant Acauã, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

A partir de 2007, a Flight Technologies implementou uma estratégia de negócios voltada para o desenvolvimento e a comercialização de produtos destinados aos sistemas dos veículos não tripulados.

O que é?
O Vant tem como objetivo observar, com radares e câmeras, áreas fechadas

Utilidade
Governo pretende utilizar Vant no controle do contrabando e tráfico de drogas na fronteira do Brasil; tecnologia pode ser usada no monitoramento de favelas

Capacidade
Os veículos podem voar até 10 horas, com um alcance de até 120 km

Fonte: O Vale