São José é o 7ª no ranking dos 100 melhores em saneamento

São José dos Campos ocupa a sétima posição no novo ranking do Instituto Trata Brasil, feito com base em informações do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento). Em apenas um ano, o município progrediu da 21ª posição, em 2010, para a sétima, em 2011, segundo o estudo. O levantamento mostra a situação do saneamento básico das 100 maiores cidades do Brasil. Nelas vivem 40% da população, isto é, 78 milhões de brasileiros. O estudo levou em conta a população total atendida com água tratada e com rede de esgoto, o tratamento de esgoto por água consumida, o índice total de perda de água tratada, a tarifa média praticada nos serviços, além do volume de investimentos em relação à geração de caixa dos sistemas.

Segundo a Secretaria de Obras de São José dos Campos, é provável que a cidade apresente hoje cenário ainda melhor do que o divulgado pelo estudo. “O SNIS trabalha com dados de dois anos atrás. O resultado deve ser ampliado, porque hoje já existe investimentos de R$ 80 milhões na cidade para elevar para 99% o percentual de tratamento de esgoto”, informou a Secretaria de Obras. Segundo o levantamento, o índice de tratamento de esgoto em São José era de 95,88% em 2011. Na 16ª posição do levantamento está Taubaté. Para o secretário de Serviços Públicos da Prefeitura de Taubaté Alexandre Magno Borges, a cidade também pode alcançar um posto mais alto. “Temos uma expectativa grande de que na pesquisa de 2014 já tenhamos condição de estar entre as dez melhores cidades do Brasil”, afirma. Taubaté está prestes a renovar o contrato com a Sabesp por mais 30 anos e estima investimento de R$ 20 milhões no tratamento do esgoto.

“O importante é estar entre as 20 primeiras colocadas, que têm indicadores positivos no tratamento de esgoto. São José está à frente de Curitiba, que é referência em termos de gestão, e a expectativa é que esteja no topo do próximo ranking”, disse o superintendente de Negócios da Sabesp no Vale do Paraíba, Oto Elias Pinto. A Secretaria de Obras de São José e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) se reuniram anteontem para criar uma agenda de encontros para discutir a revisão do contrato entre a prefeitura e a concessionária no município.

De acordo com a pasta, a primeira reunião oficial para debater as propostas e modificações para o contrato será feita no dia 30 deste mês. O documento tem validade de 30 anos. O contrato assinado entre prefeitura e Sabesp foi firmado em 2008 e deveria ser examinado de novo em 2012, porém, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Obras, o documento não foi revisto pela gestão anterior. Segundo a Secretaria de Obras, o contrato está em vigor sob os mesmos moldes estabelecidos em 2008. As discussões terão como base os itens apontados pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado), que devem ser reavaliados e aprimorados. Um deles é o serviço de tapa-buraco feito pela concessionária, considerado falho.

De acordo com o superintendente de Negócios da Sabesp no Vale do Paraíba, Oto Elias Pinto, ainda não há nenhuma modificação anunciada no contrato mas a concessionária deve cumprir as metas já estabelecidas. “Até 2014, 100% do esgoto de São José deve estar tratado”, disse. Outra meta diz respeito à instalação de rede de esgoto na região leste da cidade. “Se o Ministério Público definir que os bairros podem ser regularizados, a Sabesp vai atuar na realização da estrutura”, afirmou.

FONTE: Ana Lígia Dal Bello – O Vale

Carlinhos utiliza 8 remanescentes da gestão Angela

Não foi só o PT que voltou à Prefeitura de São José dos Campos após 16 anos de hegemonia do PSDB. Apenas nove meses após assumir o comando do Paço, Carlinhos Almeida (PT) já está utilizando pelo menos oito remanescentes da administração da petista Angela Guadagnin (1993-96) em cargos de primeiro e segundo escalões. Durante a campanha eleitoral do ano passado, Carlinhos evitou responder questionamentos sobre eventuais semelhanças de sua gestão, caso fosse eleito, com a de sua correligionária. Nas poucas vezes em que falou sobre o assunto, prometeu um governo de novidades, garantindo que iria governar “com as melhores cabeças de São José”.

O motivo para não se atrelar à gestão anterior do PT na cidade é que o governo Angela sempre foi um problema para o partido, já que terminou mal avaliado pela população. Como consequência, o PT amargou 16 anos de ausência do Paço, período em que teve que amargar a hegemonia do PSDB com dois governos Emanuel Fernandes e duas gestões Eduardo Cury. O caso mais emblemático de reaproveitamento de quadros petistas é o médico Paulo Roitberg. Após ser chefe de gabinete de Carlinhos até o meio deste ano, ele é hoje secretário de Saúde, mesma função que exerceu na gestão Angela. Outro remanescente é Dalton Ferracioli, que assumiu recentemente a Secretaria de Obras. No governo Angela, ele foi diretor de pavimentação e também diretor de Obras.

Os atuais secretários Célio Chaves (Educação), José Walter Pontes (Fazenda) e José Roberto Fernandes (Comunicação) também atuaram na gestão de Angela, que hoje é vereadora e líder do PT na Câmara. O grupo que voltou ao Paço é composto ainda por Luiz Carlos de Lima (chefe de Gabinete de Carlinhos), Sílvia Satto (auditora-geral da prefeitura) e Luiz Antônio Tararan, que está trabalhando como assessor especial de Carlinhos. Por meio da assessoria, a Secretaria de Governo informou que os remanescentes do governo Angela foram convidados para trabalhar no governo Carlinhos porque possuem experiência e competência.

O vereador oposicionista Fernando Petiti (PSDB) criticou o reaproveitamento de integrantes da gestão anterior do PT. “A julgar por estes remanescentes do governo Angela Guadagnin, o prefeito Carlinhos Almeida não está cumprindo a promessa que fez na campanha eleitoral do ano passado de governar com as melhores cabeças de São José”, afirmou o tucano. “Algumas destas pessoas, como é o caso do Dalton Ferracioli e da Sílvia Satto, que estiveram envolvidos em polêmicas e não tiveram bom desempenho no governo da Angela”, completou. O professor de ciências políticas da Unitau (Universidade de Taubaté) José Maurício Cardoso Rêgo acredita que o grupo que voltou ao Paço será cobrado pela população devido ao histórico negativo da gestão anterior do PT.

“São José mudou muito desde o governo Angela. Hoje o grau de exigência da população é muito maior e estes secretários não poderão cometer eventuais falhas de 16 anos atrás. Caso contrário, colocarão em risco o próprio projeto de reeleição do Carlinhos para 2014”, afirmou o especialista. Já o presidente do PT de São José, Giba Ribeiro, rebateu as críticas e garantiu confiar nos remanescentes do governo Angela. “São companheiros gabaritados e competentes e que ajudarão muito o Carlinhos em seu governo. Com a passagem pelo governo Angela e por outras administrações pelo país afora, estes companheiros estão hoje ainda mais capacitados para fazer um bom trabalho em prol de São José.”

FONTE: Cláudio César de Souza – O Vale

Sob críticas, prefeitura reduz a fiscalização nos corredores

Às vésperas da audiência pública que vai discutir o funcionamento dos corredores de ônibus em São José dos Campos, os agentes de trânsito da prefeitura desapareceram das ruas e avenidas onde o sistema foi implantado. O ‘sumiço’ dos ‘marronzinhos’ acontece quase um mês após o início da fiscalização e da aplicação de multas aos motoristas que invadem as faixas destinadas aos coletivos. Os corredores de ônibus foram implantados em 12 vias da região central de São José no dia 27 de julho, com o objetivo de diminuir em até 30% o tempo de percurso dos ônibus do transporte coletivo. A medida, porém, dividiu opiniões. O sistema será discutido hoje em audiência pública na Câmara, a partir das 18h, com a presença do secretário de Transportes Wagner Balieiro.

O VALE percorreu ontem à tarde as avenidas São José, Francisco José Longo, João Guilhermino e Adhemar de Barros e não encontrou nenhum agente de trânsito. A cobrança começou no dia 16 de setembro, 50 dias após a implantação dos corredores. Até o final do mês passado, agentes de trânsito da prefeitura vinham aplicando uma média de 40 multas por dia por desrespeito às faixas preferenciais e exclusivas. A avenida Adhemar de Barros é a campeã no número de multas. Vereadores defendem a suspensão das multas para que os motoristas tenham um período maior de adaptação. “Acho que a prefeitura deveria anistiar as multas dos motoristas punidos na Adhemar de Barros porque lá é um ponto muito confuso. Com a audiência, podemos ter sugestões para mudanças ali”, disse Valdir Alvarenga (PSB), aliado do prefeito Carlinhos Almeida (PT) na Câmara.

O Ministério Público também questiona a implantação dos corredores. Um inquérito civil aberto em julho questiona o governo do PT por não ter realizado audiências públicas preliminares só depois desses questionamentos é que a prefeitura tomou a iniciativa de improvisar a consulta. “Foi feito tudo muito rápido, e sem avisar a população. Acho que essa audiência só está acontecendo por causa dos questionamentos do MP”, afirmou o vereador Fernando Petiti (PSDB), da oposição.
“Inicialmente, as multas deveriam ser educativas, para alertar o motorista onde ele está errando, e não para cobrar. É preciso uma fase de adaptação”, completou. Em nota, a secretaria de Transportes informou que a fiscalização dos corredores continua sendo feita pelos 80 agentes de trânsito, que alternam os pontos de fiscalização durante o dia.

A audiência pública sobre os corredores acontecerá a partir das 18h na Câmara. O secretário de Transportes Wagner Balieiro abrirá o debate, apresentando dados do sistema. Depois, os moradores presentes poderão apresentar suas sugestões e críticas. “Temos que ouvir os números da prefeitura”, disse a presidente da Casa, Amélia Naomi (PT). A estreia da enquete digital ‘Voz do Povo’, lançada ontem no site de O VALE, recebeu 230 votos de internautas até as 18h. Eles opinaram sobre os corredores exclusivos de ônibus de São José. A pesquisa, que fica no ar até a próxima semana, pode ser acessada por um banner na página inicial do site.

A maioria dos internautas desaprovou os corredores. Foram 114 votos contra (49,56%) ante 106 a favor (46,10%). Dez responderam com a opção “não sei” (4,34%). Cada opinião pode ser visualizada no mapa de São José. A ferramenta vincula o voto ao bairro informado pelo internauta, permitindo uma leitura “geográfica” do resultado. “A estreia foi bastante positiva”, disse o editor-chefe de O VALE, Hélcio Costa. Para ele, os votos e os comentários feitos por leitores-internautas comprovam a boa receptividade ao sistema. “Usaremos a tecnologia para outras pesquisas, de vários assuntos e em cidades diferentes”, afirmou Costa.

No site de O VALE, leitores aprovaram a plataforma, desenvolvida pela empresa americana Esri e fornecida pela Imagem, de São José. “Como geógrafo, posso afirmar que é uma excelente ferramenta a favor da sociedade”, escreveu Sandro Mafra. Em nota, o secretário de Transportes Wagner Balieiro disse que “iniciativas que possibilitam uma maior participação da população sempre contribuem”.

Aberto edital para convênio com entidades de assistência social

A Prefeitura de São José dos Campos abriu edital para as entidades interessadas em celebrar convênio para financiamento de serviços, programas e projetos na rede de assistência social em 2014. Atualmente, o convênio da Prefeitura com as entidades sociais beneficia diretamente mais de 20 mil famílias em situação de vulnerabilidade social.

A Prefeitura financiará projetos e serviços na rede de assistência social básica e especial de média e alta complexidade, voltados a idosos, criança e adolescente, pessoas com deficiência, mulheres vítimas de violência, famílias e população em situação de rua.

As propostas apresentadas serão analisadas pela equipe técnica da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS) e depois apresentadas para deliberação do Conselho Municipal de Assistência Social, até 31 de outubro de 2013. A prestação do serviço conveniado deverá ser gratuita à família inserida na meta conveniada. Para pleitear o convênio, as entidades deverão apresentar toda a documentação exigida pela Prefeitura. As propostas deverão ser protocoladas diretamente na SDS, no 5º andar do Paço Municipal.

Prefeitura fortalece atendimento na Saúde e projeta novo concurso

Além da medida, está sendo elaborado o edital de um novo concurso público para a contratação de médicos especialistas. A previsão é que certame seja aberto no próximo mês. A Prefeitura de São José dos Campos concluiu o recadastramento dos médicos e, com base nas informações obtidas, várias medidas já foram tomadas para redistribuir os profissionais e otimizar a mão de obra existente, com o objetivo de minimizar o déficit de médicos na rede de saúde do município. Além dessas medidas, está sendo elaborado o edital de um novo concurso público para a contratação de médicos especialistas. A previsão é que o concurso seja aberto no próximo mês.

“Ainda estamos definindo o número de vagas e para quais especialidades serão abertas as vagas. O déficit de médicos é um problema sério que está sendo enfrentado com total prioridade”, disse o secretário de Saúde. A primeira medida resultante do recadastramento foi a transferência de 20 profissionais que deixaram funções administrativas na Secretaria de Saúde e voltaram para o atendimento. Se somadas as cargas horárias de todos os profissionais, o resultado foi um ganho de 568 horas semanais de atendimento à população. Além disso, quatro ortopedistas que trabalhavam exclusivamente no Hospital Clínicas Sul e estavam subaproveitados, agora dedicam seis horas do expediente para o atendimento de consultas, o que corresponde a cerca de 380 pacientes atendidos por semana. Uma medida necessária e urgente, já que a ortopedia é uma das especialidades com maior demanda na rede municipal de saúde.

A transferência de médicos do Hospital Municipal para a rede de saúde foi outra medida adotada. A ideia é que os profissionais passem a atender os pacientes das UPAs e do Hospital Clínicas Sul. Posteriormente, deverão compor a equipe da UPA do Putim, que deve ser inaugurada no início do próximo ano. O recadastramento revelou que há hoje 29 médicos de carreira alocados no Hospital Municipal. Juntos, eles têm 728 horas de atendimento semanal (27 médicos de 24h/semana e dois médicos de 40h/semana). Uma reunião com os profissionais deve ocorrer nesta quinta-feira (10) para discutir como serão absorvidos. Num primeiro momento, a Secretaria de Saúde deverá trazer apenas os médicos emergencistas e cirurgiões. Posteriormente, os médicos que atuam em UTIs.

A previsão é que os médicos já estejam trabalhando na rede a partir do dia 1º de novembro. Segundo o secretário de saúde, a reorganização ainda não terminou. Estudos estão sendo feitos para minimizar o déficit de profissionais e novos remanejamentos poderão ocorrer. “Também vamos distribuir os médicos de modo que profissionais com duas matrículas não atuem apenas em uma unidade. Porque quando o profissional sai de férias, há maior dificuldade para repor essa mão de obra”, disse o secretário. O recadastramento também apontou que dez médicos estão afastados do trabalho, com licença sem vencimentos: sete deles retornam até abril de 2014, um volta em maio de 2015 e outros dois não tem data definida para retorno às atividades. Além disso, a rede tem quatro médicos em trabalhos adaptados.

Prefeitura planeja construir 4.000 casas na região do Cajuru

A Prefeitura de São José dos Campos planeja firmar contratos até o final de 2014 para a construção de 4.000 moradias populares na região do bairro Cajuru, na zona leste. Segundo o governo Carlinhos Almeida (PT), as futuras unidades serão destinadas a famílias de baixa renda (que vivem com até três salários mínimos por mês). Hoje, às 9h30, o prefeito assina contrato para a construção de 544 apartamentos na região serão 144 unidades no Residencial Campos de São José 2, com investimento de R$ 13,8 milhões, e outras 400 nos conjuntos Colinas 1 e 2, com aporte de R$ 38,3 milhões. Segundo o secretário de Habitação de São José, Miguel Sampaio, a região do Cajuru foi escolhida para concentrar os novos empreendimentos por exigir um investimento mais baixo para compra de áreas e também por ser região “em desenvolvimento”.

“O valor investido em cada unidade nessa região é de R$ 96 mil. Na região central, você não consegue terrenos que viabilizem esse valor. Além disso, a região do Cajuru, que engloba vários bairros ao lado, também está em franco desenvolvimento”, afirmou. Os empreendimentos serão viabilizados pelo programa Minha Casa, Minha Vida, com recursos do governo do Estado. A escolha da região para os novos investimentos foi questionada por vereadores da oposição. Fernando Petiti (PSDB) acredita que a construção das casas populares em áreas muito afastadas da região central pode causar problemas por não apresentarem a estrutura necessária para atender os novos moradores. “Questionamos a possível falta de estrutura, justamente no bairro Cajuru. Ao meu ver, tem que ser tomado um cuidado para que não seja construído um conjunto habitacional e só depois se perceba que é necessário gastar com a construção de escola ou posto médico”, afirmou.

O secretário de Habitação, porém, garante que a região apresenta condições para receber as moradias. “Antes de ser assinado ou sinalizada a construção dessas moradias populares, a Caixa pede uma análise de impacto para a área para saber se há essa estrutura. Além disso, 6% do valor da obra pode ser investido nas obras de adequação”, disse Sampaio, que revelou algumas obras que já estão sendo realizadas no local. “Lá no Cajuru está saindo uma obra para a conclusão da rede de esgoto. Essa obra vai ser concluída antes mesmo da construção das moradias, que está prevista para ser entregue no final do ano que vem”, completou o secretário.

O pacote que será assinado hoje por Carlinhos prevê a construção de 1.564 casas populares com recursos do Estado e do governo federal. Segundo a prefeitura, o investimento é de aproximadamente R$ 150 milhões (sendo R$ 118,8 milhões do governo federal e R$ 31,2 milhões do governo estadual). Além do Cajuru, as moradias serão construídas nos bairros Novo Horizonte, também na zona leste, e no Limoeiro, zona oeste. As unidades residenciais terão de 48,8 a 49,5 metros quadrados e terão janelas e portas adaptadas para portadores de deficiência física. A meta do governo Carlinhos Almeida é contratar 8.000 moradias até 2016.

A construção de 4.000 novas moradias populares na região do Cajuru, na zona leste de São José, exigirá a construção de novos corredores viários no local. A opinião é de Ronaldo Garcia, engenheiro e especialista em transportes. Segundo ele, o único acesso ao bairro, a avenida Pedro Friggi, já está sobrecarregado. “Atualmente, passam pela Pedro Friggi carros que vão para os bairros daquela região e também caminhões que saem da Revap [Refinaria Henrique Lage]. E isso complica muito o trânsito ali”, alertou o engenheiro. Para Garcia, a solução seria a construção de uma via alternativa para desafogar a Pedro Friggi.

“Com esta nova via, o tráfego de caminhões poderia ser jogado para ela, deixando a via principal apenas para carros. Assim, o trânsito fluiria por aproximadamente cinco anos”, disse Garcia. No governo Eduardo Cury (PSDB), a prefeitura iniciou projeto para a criação de uma estrada que ligaria a zona leste à rodovia dos Tamoios, passando pela região do Cajuru.

22 Etecs da região estão com inscrições abertas para vestibulinho

As Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) abriram inscrições para o Vestibulinho do primeiro semestre de 2014. Serão oferecidas 88.743 mil vagas, sendo 61 mil para o curso Técnico, 16.113 para o Técnico integrado ao Médio e 11.630 para o Ensino Médio. A RM Vale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) tem 22 Etecs. As inscrições vão até as 15h do dia 24 de outubro e devem ser feitas pela internet, no site oficial do Vestibulinho. A taxa é no valor de R$ 25,00 e a confirmação da inscrição será enviada ao candidato, por email, em até dez dias após o pagamento da tarifa. A prova será realizada no dia 1º de dezembro.

Os interessados pelas vagas do Ensino Médio e do Ensino Técnico Integrado ao Médio devem ter concluído o Ensino Fundamental nas modalidades regular, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou ter feito o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Para os candidatos que pretendem fazer o Ensino Técnico, é preciso ter concluído o Ensino Médio ou estar, pelo menos, no 2º ano. O candidato que concluiu ou está cursando o ensino de EJA ou o Encceja deve apresentar o certificado de conclusão do Ensino Médio, declaração de que está matriculado (a partir do 2º semestre), ou ter dois certificados de aprovação em áreas de estudos da EJA ou ainda um boletim de aprovação do Encceja em duas áreas de estudos avaliadas.

Candidatos com deficiências que necessitem de condições especiais para fazer a prova devem fazer uma indicação na ficha de inscrição eletrônica e será necessária a apresentação de laudo médico.

Etec de São José dos Campos – Extensão EE Prof. José Vieira Macedo – Jd. Satelite – São José dos Campos

Administração – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas
Programa Vence de forma única: Ensino Técnico e Ensino Médio na Escola Estadual.
Contabilidade
Período: Noite – 40 vagas
Para o Curso de Técnico em Contabilidade a certificação, a partir de 02/06/2015, não prevê a obtenção de registro de Conselho da categoria da classe, conforme o disposto na Lei nº 12.249/10, que alterou o Decreto-Lei nº 9295, de 27 de maio de 1946, artigo 12, parágrafo segundo.
Contabilidade [acesso as vagas remanescentes]
Período: Noite
Para o Curso de Técnico em Contabilidade a certificação, a partir de 02/06/2015, não prevê a obtenção de registro de Conselho da categoria da classe
Logística [acesso as vagas remanescentes]
Período: Noite
Logística
Período: Noite – 40 vagas
Marketing
Período: Noite – 40 vagas
Marketing – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas

Etec de São José dos Campos – Extensão EE Profª Elídia Tedesco de Oliveira – Conjunto Residencial Galo Branco – São José dos Campos

•Administração
Período: Noite – 40 vagas
•Secretariado – (EaD – Telecurso Tec)
Período: Terças e quintas – noite – 40 vagas

Etec de São José dos Campos – Extensão EE Profª Maria Aparecida Veríssimo Madureira Ramos – Jd. das Indústrias – São José dos Campos

•Administração – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas
•Serviços Jurídicos – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas

Etec de São José dos Campos – Pq. Residencial Aquarius – São José dos Campos

•Administração
Período: Tarde – 40 vagas
•Administração [acesso as vagas remanescentes]
Período: Tarde
Período: Noite
•Administração
Período: Noite – 40 vagas
•Administração – (EaD – Telecurso Tec)
Período: Sábados pela manhã – 40 vagas
•Automação Industrial
Período: Noite – 40 vagas
•Automação Industrial – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas
•Comércio – (EaD – Telecurso Tec)
Período: Sábados pela manhã – 40 vagas
•Ensino Médio
Período: Manhã – 40 vagas
•Informática [acesso as vagas remanescentes]
Período: Tarde
•Informática
Período: Tarde – 40 vagas
Período: Noite – 40 vagas
•Informática [acesso as vagas remanescentes]
Período: Noite
•Informática para Internet – Integrado ao Ensino Médio
Período: Integral – 40 vagas
•Secretariado – (EaD – Telecurso Tec)
Período: Sábados pela manhã – 40 vagas

Etec de São José dos Campos – Extensão EMEF Irmã Irene Alves Lopes “Irmã Zoé”. – Paraibuna

•Administração [acesso as vagas remanescentes]
Período: Noite

Hospital Regional fica pronto em três anos e terá certificação internacional

O Hospital Regional de São José dos Campos terá certificação nacional e internacional. O anúncio foi feito ontem pelo governo do Estado de São Paulo, que vai construir a unidade. O hospital vai levar três anos para ficar pronto. O anúncio foi feito na cerimônia de lançamento pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) do edital de concorrência internacional de PPP (Parceria Público Privada) para a construção do novo HR da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. O Estado irá construir mais dois hospitais por meio de PPP. Um em Sorocaba e outro em São Paulo.

Segundo o governador, a previsão é que o vencedor da licitação seja conhecido no dia 25 de novembro. “Devemos assinar o contrato para a construção dos hospitais até o dia 20 de dezembro”, afirmou Alckmin, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes. O governador disse que a expectativa é que o novo Hospital Regional possa ser concluído antes do prazo previsto. “Embora o prazo seja de três anos, acreditamos que podemos fazer em um ano e meio”, disse Alckmin. A empresa ou consórcio que vencer a licitação será responsável pela construção e pela gestão dos serviços não clínicos do HR de São José.

O Estado vai bancar 60% dos custos e o vencedor da licitação, o restante. O contrato da parceria é por prazo de 20 anos e estão previstos a obra civil e os projetos, equipamentos médicos e mobiliários, tecnologia da informação, instrumentação cirúrgica e transporte e outros serviços, como limpeza e manutenção. O atendimento ambulatorial, médico e clínico será gerenciado por uma OS (Organização Social), que será contratada por licitação. O secretário Estadual de Saúde, David Uip, anunciou que os três hospitais terão Certificação de Qualidade Nacional e Internacional.
“Isso representa que as unidades terão que prestar serviços de excelência e de extrema qualidade. Hoje apenas cinco hospitais no país possuem essa certificação”, afirmou.

O secretário destacou que as novas unidades hospitalares representarão um ganho de qualidade e modernidade no atendimento oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) à população. No caso do HR de São José dos Campos, Uip relatou que foram identificados gargalos em alguns setores que a unidade irá atender. “Identificamos alguns gargalos: terapia intensiva, ortopedia e traumatologia, cirurgia vascular e neurocirurgia”, afirmou o secretário. Ele frisou que a intenção é diminuir as filas que existem. “Pretendemos que cada um dos hospitais consiga resolver problemas de média e alta complexidade”, destacou. O Hospital Regional de São José dos Campos vai ter 178 leitos, sendo 44 de UTI (Unidade Terapia Intensiva), seis salas de cirurgia, serviço de urgência e emergência, serviço de diagnóstico por imagem e atendimento ambulatorial. O investimento previsto pelo Estado para a construção do HR de São José é de cerca de R$ 217,1 milhões.

A unidade será construída em uma área de 10 mil metros quadrados, na avenida Goiânia, no Parque Industrial, região sul. O terreno foi doado pelo município. O secretário de Saúde de São José dos Campos, Paulo Roitberg, considerou positivo a decisão do Estado de exigir Certificação de Qualidade para o novo Hospital Regional. “É importante porque garante a prestação de bons serviços à população”, disse. O secretário de Saúde de São José dos Campos, Paulo Roitberg, disse ontem que o município vai conversar com o Estado para tentar ser o gestor da central de regulação do HR. A central é quem avalia e encaminha pacientes para atendimento no hospital. “Antes de ser encaminhado para o HR, os pacientes vão passar pela rede básica dos municípios”.

Com rombo de R$ 27 mi, governo corta hora extra

Com a previsão de fechar o ano com um rombo orçamentário de R$ 27 milhões, a Secretaria de Saúde de São José dos Campos começou a adotar medidas para reduzir custos, segundo ela, sem afetar serviços. O secretário de Saúde, Paulo Roitberg, disse ontem que uma das medidas do pacote de contenção de gast os é a redução de horas extras. A medida é polêmica e já provoca mal-estar entre os funcionários, principalmente no grupo formado por enfermeiros, assistentes de enfermagem e até médicos. “Sei que há descontentamento e preocupação. Estamos conversando com cada servidor”, afirmou Roitberg.

A pasta possui quase 3.000 funcionários. Os enfermeiros padrão e assistentes de enfermagem somam 1.126 profissionais. A secretaria conta no momento com 634 médicos. A média mensal de gastos com pagamento de horas extras é de aproximadamente R$ 1,2 milhão. “Queremos baixar essa média para R$ 900 mil”, afirmou o secretário. Este ano, o pico de horas extras realizadas pelos funcionários da pasta ocorreu em maio, com total de 44.921. A explicação da secretaria é que foi um mês atípico, pontuado pelas campanhas de vacinação e também pela adequação da nova carga horária dos enfermeiros padrão e assistentes de enfermagem que no ano passado foi reduzida de 40 horas para 30 horas semanais. A última etapa da adequação aconteceu em maio. “Contratamos mais 50 profissionais de enfermagem e estamos readequando os horários de trabalho”, afirmou.

Em julho, a pasta registrou total de 15.528 horas extras. Em agosto, 12.936. Embora tenha reduzido, o volume de horas extras é considerado alto pela secretaria. Segundo o secretário, o rombo orçamentário da pasta representa 67,5% do déficit orçamentário geral do município previsto para este ano, de cerca de R$ 40 milhões. “A meta é zerar o nosso déficit”, declarou. Outra medida do pacote é a revisão de contratos e novos credenciamentos para a contratação de prestadores de serviços. Roitberg afirmou que todos os contratos estão sendo revistos e os prestadores que não têm cumprido as regras estão sendo multados. “Já assinei multa de até R$ 4.000 para prestador de serviço”, pontuou. Na mira da pasta estão laboratórios e clínicas que realizam exames para a secretaria. O secretário relatou que foram abertos processos de credenciamento de prestadores de serviços para aumentar a oferta de concorrentes e reduzir preços.

O Sindicato dos Servidores Municipais defende a realização de concurso público para a contratação de mais funcionários e a revisão dos salários dos profissionais. “O funcionário faz hora extra para complementar o seu salário. Defendemos melhoria no valor dos salários para que o servidor não faça hora extra”, disse Zelita Ramos, diretora da entidade.

Macas lotam salão e corredor do HM de São José

Mais de 60 pacientes passaram a noite de terça para quarta-feira em macas dispostas em um salão e em corredores do Hospital Municipal, em São José. Pacientes identificaram 63 macas no local nesse período. De acordo com informações de pacientes e funcionários que não quiseram se identificar, o salão ficou completamente lotado de macas. Não havia nenhum tipo de separação entre os pacientes. Segundo uma pessoa que trabalha no local e que não quis ser identificada, não é raro ver pessoas distribuídas em macas no HM. “Ontem (anteontem) mesmo, vimos uma senhora ser atendida e ficar aguardando em uma cadeira de plástico. O salão, onde são colocadas essas macas, não tem capacidade suficiente para comportar toda essa demanda”, disse.

De acordo com Marcos Antônio da Silva, diretor-clínico do Hospital Municipal, as segundas e terças-feiras são os dias em que o Hospital Municipal mais recebe pacientes. “Não sei explicar o motivo, mas esses dois dias são os mais movimentados. Porém isso de fato acontece. Eu estive lá e constatei esse grande número de pessoas no local”, afirmou o diretor-clínico. Silva explicou que, no período da manhã de ontem, parte das pessoas já tinha recebido alta ou então sido internadas, desocupando as macas do primeiro atendimento. “As pessoas que estavam nas macas estavam esperando uma internação ou então a alta. Às vezes é complicado dar alta para as pessoas durante a madrugada, porque ela não tem condução para voltar para casa e tem que esperar”, explicou Silva.

Na última semana, foi anunciada uma obra na antiga UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da unidade para a criação de mais 30 leitos. O objetivo é reduzir a necessidade do uso de macas, aumentando o conforto e melhorando a distribuição do espaço no hospital. Porém, a conclusão da obra dos novos leitos está prevista para o final do ano. Até lá, o problema pode se repetir. “A ideia é comportar essas pessoas nesses leitos.”