A partir de hoje começa venda de passagens pela Internet

A Prefeitura de São José dos Campos cumpre mais uma etapa das melhorias previstas para o sistema do transporte público. Nesta quinta-feira (28), os usuários (pessoa física) do sistema de transporte coletivo de São José dos Campos passam a ter como opção de compra dos créditos de passagens a internet. O benefício, que antes era reservado para as empresas, agora será garantido para os usuários do passe comum que possuem o cartão eletrônico do consórcio 123.

A venda de crédito para pessoa física pela internet faz parte do pacote de melhorias previsto para o sistema de transporte público e tem como foco melhorar a qualidade do serviço para o usuário. Entre as ações também estão previstas a renovação da frota, aumentando a capacidade em 10%; a chegada dos articulados para a cidade melhorando o conforto das linhas mais utilizadas; a implantação dos corredores de ônibus que irá diminuir o tempo de viagem e o bilhete único que chega novembro.

Para utilizar o serviço, o usuário precisa se cadastrar no site da recarga on-line e seguir as instruções que são disponibilizadas pelo sistema. A Prefeitura também preparou um passo a passo para orientar o público sobre como fazer a compra pela internet.

Após efetuar o cadastro, o usuário receberá um login e senha. A partir deste ponto, ele estará autorizado a comprar as passagens. O valor mínimo é de um único passe (R$ 3,30) e, o máximo, de R$ 500. Faça o cadastro acessando a página do Consórcio 123. A forma de pagamento fica a critério do usuário, pode ser boleto bancário (que é gerado na hora) ou on-line.

Após a finalização da compra, os créditos serão disponibilizados no cartão do usuário depois de três dias o prazo se refere ao período de crédito no banco e registro no sistema do transporte coletivo. A validação será feita no próprio ônibus, quando o passageiro passar pela catraca. Também é possível validar os créditos nos pontos de venda do consórcio 123.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 28/02/2013

Transporte Coletivo da cidade sofre com super lotação

O relógio aponta 17h30 e os circulares que passam pela região central de São José não atendem a demanda de passageiros. São 386 veículos divididos em 102 linhas com a missão de transportar diariamente mais de 260 mil pessoas.

Oswaldo Lopes Batista mora no Campo dos Alemães e todos os dias enfrenta a guerra do transporte público. Ele deixa o trabalho às 17h15 e até sua casa o trabalhador enfrenta a maratona de 40 minutos de aperto no meio de cotoveladas. “É todo o dia assim. Estou até acostumado sei que isso nunca vai mudar, entra governo sai governo e quem sofre é o trabalhador”, afirma.

O frentista Hélio Oliveira, que também utiliza diariamente o serviço sentido Campos dos Alemães concorda.
“O serviço é complicado, ou você sai mais cedo, ou você espera até o as 20h para ir para casa. Nesse horário (17h30) não tem jeito sempre está lotado”, disse Oliveira.

A reportagem de O VALE utilizou durante dois dias nos principais ônibus que fazem a rota centro – zona leste e centro – zona sul. “É comum trafegarmos com mais de 100 pessoas dentro dos coletivos, enquanto a capacidade máxima não deveria passar dos 90 passageiros”, diz um cobrador que não quis ser identificado.

O Vale

Publicado em: 27/02/2013

Frota de Transporte Público recebe 15 novos ônibus

A Prefeitura de São José dos Campos recebeu nesta sexta-feira (22) mais 15 ônibus dos 40 previstos para renovação da frota de 386 veículos do transporte coletivo do município. Este é o segundo lote da renovação, que vem sendo executada pela empresa Expresso Maringá, que no começo do mês apresentou o primeiro lote com 14 ônibus. A renovação deve ser concluída até o mês de março, quando o sistema terá a capacidade ampliada em 10%.

Conforme a previsão contratual, as empresas devem garantir a renovação da frota a cada cinco anos. O processo, no entanto, foi agilizado para garantir o conforto e melhoria da qualidade dos serviços prestados aos usuários. Hoje, a Expresso Maringá opera com uma frota de 121 carros, a SCS Brasil está com 134 e a Saens Pena 131.

Os novos veículos, como no primeiro lote, são equipados com a tecnologia Blue Tech 5, que otimiza a combustão no motor e trata os gases nocivos ao meio ambiente antes de serem expelidos – reduzindo em até 20% a emissão de gases poluentes. A renovação de parte da frota é um dos pontos da política permanente de melhorias do sistema, que tem o objetivo de oferecer cada vez mais conforto e qualidade ao usuário.

Entre outras medidas previstas estão:

  • implantação do Bilhete Único até novembro;
  • comercialização de passagens pela internet para pessoa física;
  • volta da circulação de nove ônibus articulados até o mês de maio
  • limpeza e melhoria da iluminação dos mais de 2.300 pontos de ônibus da cidade.

A Secretaria de Transportes também estuda a implantação do projeto de corredores específicos aos ônibus, que criará faixas exclusivas de circulação e aumentará a fluidez no trânsito.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 25/02/2013

Pedido de redução de tarifa de ônibus é ignorada

A Justiça de São José rejeitou ontem o pedido da Defensoria Pública de suspender o reajuste de 17,86% na tarifa do transporte coletivo urbano da cidade, implementado no último dia 11. Com o aumento, a passagem saltou de R$ 2,80 para R$ 3,30.

O defensor público Jairo Salvador havia ingressado com a ação cautelar quatro dias depois do aumento. Ele alegou que o reajuste foi concedido sem participação dos usuários, violando a legislação, além de não ter sido realizada qualquer auditoria no sistema de transporte.

Em sua decisão, no entanto, o juiz titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de São José, Luiz Guilherme Cursino de Moura Santos, diz que “o certame licitatório da concessão do serviço público de transporte coletivo foi precedido de audiência pública realizada em 19 de dezembro de 2006”.

O texto afirma ainda que “a comunidade joseense teve oportunidade, então, de participar da discussão da fixação da tarifa inicial de concessão, bem como dos critérios de revisão e reajuste, que vieram a ser estabelecidos em contrato”. O defensor Jairo Salvador não foi encontrado ontem, pois estava cumprindo compromissos em São Paulo. Ele deverá recorrer da decisão.

MP. Na decisão, a Justiça afirma que encaminhou a ação para análise do Ministério Público de São José que, no entanto, não deu seu parecer sobre o caso. “De toda feita, não há nulidade pelo fato do Ministério Público, ao qual foi dada vista dos autos, não ter se pronunciado expressamente sobre o pedido liminar”, diz o juiz Moura Santos.

Segundo a decisão, a ação teria sido recusada por uma das Promotorias, sob alegação de que não competia a ela tratar da questão. A assessoria do MP foi procurada, mas não respondeu. Por meio de nota, a Secretaria de Transportes informou que todos os cálculos e contratos que determinaram a nova tarifa de R$ 3,30 são públicos e estão disponíveis no site da prefeitura e na própria secretaria.

Diz o texto: “ao longo do ano, independente da atual legislação, serão tomadas medidas que garantam a participação da população nos debates sobre transporte coletivo, incluindo auditorias e futuras discussões de tarifa”.

A Justiça fixou prazo de 20 dias para que a administração municipal conteste a decisão. O grupo de jovens que já realizou três protestos contra o reajuste na passagem da cidade promete novas manifestações, porém ainda sem data. Após decidir pela manutenção da ECO (Estação de Conexão de Ônibus), do Campos de São José, na zona leste, a prefeitura iniciou ontem uma pesquisa junto aos usuários. A intenção é ouvir 3.000 pessoas sobre possíveis mudanças no local, que é alvo de críticas. A pesquisa vai até amanhã.

O Vale

Publicado em: 21/02/2013

Prefeitura não considera aumento indevido de passagem

Os usuários do transporte coletivo de São José dos Campos que recarregaram o cartão até o último domingo ainda estão pagando R$ 2,80 na tarifa, apesar do leitor magnético apontar R$ 3,30 no momento em que eles passam pela catraca eletrônica.

A informação é da Secretaria de Transportes, que ontem apresentou a O VALE os extratos dos cartões de alguns passageiros para comprovar que as cobranças têm sido feitas com base no valor antigo para todos os passageiros que compraram créditos antes da vigência do reajuste.

Segundo a assessoria da pasta, apenas a indicação de valor na catraca eletrônica é que está incorreta. O aparelho seria programado sempre para exibir somente um valor no caso, os R$ 3,30 atuais. Nem a prefeitura, nem o Consórcio 123 (formado pelas três empresas operadoras do transporte coletivo) comunicaram com antecedência que isso poderia acontecer. Com o problema, para saber se o desconto foi correto é necessário subtrair o valor da tarifa pelo saldo do cartão este sim apresentado de forma precisa, segundo o governo.

A Secretaria de Transportes montou uma verdadeira operação de guerra para rebater as queixas feitas por usuários à imprensa desde a última segunda-feira, quando entrou em vigor o reajuste. Em pleno feriado de Carnaval, assessores da pasta fizeram uma lista com os nomes de todos os passageiros ouvidos por O VALE e por emissoras de TV, e de posse desses dados tiraram extratos dos cartões para provar que a cobrança da tarifa estava ocorrendo com base no valor antigo.

A prefeitura ainda telefonou aos usuários para dar satisfações sobre o ocorrido. A Avetep (Associação das Empresas de Transporte do Vale do Paraíba) confirmou que os cartões recarregados antes do reajuste terão a tarifa de R$ 2,80 cobrada até o fim dos créditos. Já o equipamento responsável pela leitura dos cartões só informa uma única tarifa padrão.

A situação ainda confunde muita gente. “A gente não tem como ficar fazendo conta. Tinha de mostrar o valor correto”, disse Suellen de Souza, 26 anos. A analista de Recursos Humanos Flávia Lúcia, 37 anos, disse que vai aguardar o fim do mês para ter certeza de que o desconto foi correto.

“Vou esperar pra ver se foi tudo certo quando eu for fazer a recarga novamente”, disse. A prefeitura orienta os usuários a procurar o Consórcio 123 (avenida Rui Barbosa, 15) ou ligar para o 0800-772-7730 (ligação gratuita) para esclarecer eventuais dúvidas sobre a cobrança da tarifa.

O Vale

Publicado em: 14/02/2013

Nova tarifa de ônibus já está em vigor na cidade

No segundo dia de vigência da tarifa de R$ 3,30 no transporte público de São José, usuários continuaram enfrentando problemas e reclamando que o desconto do cartão eletrônico foi feito com base no novo valor e não no antigo, de R$ 2,80.

A Secretaria de Transportes havia prometido que a cobrança de R$ 2,80 seria feita até que se esgotassem os créditos dos cartões carregados antes do reajuste, que foi de 17,86%. Porém, não é o que tem sido relatado pela maioria dos passageiros ouvidos pelo O VALEnos últimos dois dias. Como é o caso da estudante Bruna Caianne dos Santos, 18 anos.

Às 14h57 de ontem, ela embarcou em frente ao Parque Santos Dumont, região central, no ônibus que faz a linha 317-Campos dos Alemães (zona sul). Dentro do coletivo, ela confirmou o desconto de R$ 3,30 no cartão. Moradora do bairro de Santana, na zona norte, Bruna já havia utilizado momentos antes a linha 105-Freitas (zona norte) e relatado a mesma cobrança indevida. “A recarga foi feita na sexta-feira e estão cobrando R$ 3,30.”

O VALE acompanhou outros usuários com o problema, como a hoteleira Eliana Aparecida, 42 anos, que utilizou a linha 307-Morumbi (zona sul), às 15h de ontem, e a repositora Suellen de Souza, 26 anos, que chegou a questionar a cobradora do ônibus sobre o erro. “A cobradora disse que não tinha como controlar o sistema”, afirmou. A cobrança indevida foi feita na linha 115-Altos de Santana (zona norte).

No último sábado, O VALE mostrou que os usuários do transporte público enfrentaram filas por mais de duas horas na sede do Consórcio 123 (formado pelas três empresas operadoras de ônibus), na região central de São José, para fazer a recarga dos cartões com o uso da tarifa antiga até o fim dos créditos. Também ontem, O VALE ouviu usuários que relataram terem sido cobrados no valor antigo. “Nesses dois dias foi cobrado R$ 2,80. Não tive problemas”, disse Adriano Alexandre, 31 anos, que usou a linha 206-B-Santa Inês (zona leste).

Em nota, a assessoria da Secretaria de Transportes voltou a afirmar que os usuários que carregaram os cartões eletrônicos antes do dia 11 terão creditados o valor de R$ 2,80. Porém, a secretaria alega que “até o momento não identificou nenhum caso de cobrança indevida nos sistemas”, diz a nota.

Nos casos em que houver diferença na tarifa cobrada, a prefeitura orienta o usuário a procurar o Consórcio 123, na avenida Rui Barbosa, 15, ou ligar para o 0800-772-7730 para que seja feito o ressarcimento dos valores. É necessário informar o número do cartão.

Na nota encaminhada à imprensa no último dia 1º, em que informava o reajuste de 17,86% na tarifa, a assessoria da Prefeitura de São José afirmava que “a tarifa para os domingos e feriados seria de R$ 2,80”. O mesmo texto, porém, se contradiz no final e informa que somente aos domingos o valor é de R$ 2,80. O comunicado, inclusive, permanece publicado no site da prefeitura.

Só aos domingos. Corrigindo o comunicado do dia 1º, a assessoria da Secretaria de Transportes informou ontem, em nota, que “em relação ao dia de hoje (ontem), feriado de Carnaval, a pasta esclarece que o valor correto da tarifa é de R$ 3,30, uma vez que a tarifa de R$2,80 é aplicada aos domingos e não em feriados. Ainda esta semana, a Justiça deve analisar o reajuste tarifário em São José.

O Vale

Publicado em: 13/02/2013

Hoje tarifa de ônibus fica mais cara para moradores da cidade

Superlotação nos horários de pico, linhas e horários insuficientes nos bairros da periferia e um sistema de integração que restringe a circulação dos usuários de ônibus. Esta é a realidade do transporte coletivo urbano em São José dos Campos, que passa a operar a partir desta segunda-feira com uma tarifa de R$ 3,30.

O reajuste de 17,86%, autorizado pela prefeitura no último dia 2, coloca em evidência, novamente, as falhas do sistema e as dificuldades do Poder Público de oferecer um transporte de qualidade à população. O VALE acompanhou na última semana o dia-a-dia de passageiros que dependem das linhas mais prejudicadas pela superlotação e escassez de ônibus no horários de pico.

Diante das falhas dos sistema, algumas pessoas levam até duas horas no trajeto entre a casa e o trabalho ou a escola. Muitos terão de rever os gastos no orçamento com o aumento de custo da passagem. O VALE percorreu de ônibus duas das linhas com mais reclamações dos usuários: Novo Horizonte (leste) e Jardim Colonial (sul). Os coletivos que fazem o trajeto costumam trafegar superlotados nos fins de tarde e começo de noite quando muita gente sai do trabalho enquanto outros vão à escola.

“Já vi pessoas sentadas na escada perto da porta do ônibus porque não tinha lugar nem pra ficar em pé”, disse o garçom Felipe Rúbio, 18 anos. Rúbio mora no Novo Horizonte e trabalha na região central. Segundo ele, é no horário de pico que a situação fica crítica. “Tem dias que o ônibus passa tão lotado quem dá pra entrar, tem de esperar o próximo”, afirmou.

Usuário diário da linha Centro-Colonial, o operador de supermercado Naassom Francisco de Souza, 22 anos, já espera um salário menor a partir do próximo mês. “A empresa paga o cartão, mas acho que agora o desconto vai ser maior.” O VALE acompanhou Souza em sua volta para casa segundo ele, quase sempre sofrida. “O ônibus está sempre lotado, hoje até que está um pouco melhor. Tô até estranhando.”

O custo-benefício do transporte coletivo é a maior queixa dos usuários. Para eles, pagar R$ 0,50 a mais não compensa o desconforto diário. “Esse aumento é um absurdo e a qualidade do serviço é ruim. Estou grávida e quase sempre fico em pé no ônibus”, disse a auxiliar administrativo Elisângela da Silva, 27 anos.

O universitário Wellington Felipe, 21 anos, diz que não tem o benefício da meia passagem de estudante porque é pesquisador. “O aumento vai impactar bastante o orçamento. Além disso, onde moro, no Jardim Oriente (sul), os ônibus levam uma hora para passar.”

A prefeitura promete melhorias futuras no sistema, como: Bilhete Único (que permite ao usuário ir a qualquer ponto da cidade usando quantos ônibus quiser no período de 2h); abertura de licitação, em maio, para construção do embarque de passageiros nos corredores de ônibus; inclusão de nove ônibus articulados, até maio, e substituição, ainda em fevereiro, de 40 ônibus da frota atual por coletivos novos.

O Vale

Publicado em: 11/02/2013

Com Tecnologia Ambiental, cidade recebe novos ônibus

A Prefeitura de São José dos Campos deu início à substituição de 40 ônibus da frota que atualmente serve o sistema de transporte coletivo do município. Nesta quarta-feira (6), a Secretaria de Transportes acompanhou a entrega de 14 novos carros, que fazem parte do primeiro lote da renovação.

Quando o processo for finalizado, até o mês de março, o sistema terá sua capacidade de oferta ampliada em 10%. A entrega dos novos veículos estava prevista em contrato. O processo, no entanto, foi agilizado para garantir o conforto e melhoria da qualidade dos serviços prestados aos usuários.

Os novos veículos são equipados com a tecnologia Blue Tech 5, que otimiza a combustão no motor e trata os gases nocivos ao meio ambiente antes de serem expelidos – reduzindo em até 20% a emissão de gases poluentes. Os novos carros serão operados pela empresa Expresso Maringá.

Mais qualidade

A renovação de parte da frota é um dos pontos da política permanente de melhorias do sistema, que tem o objetivo de oferecer cada vez mais conforto e qualidade ao usuário.

Entre outras medidas previstas estão:

  • implantação do Bilhete Único até novembro;
  • comercialização de passagens pela internet para pessoa física;
  • volta da circulação de nove ônibus articulados até o mês de maio
  • limpeza e melhoria da iluminação dos mais de 2.300 pontos de ônibus da cidade.

A Secretaria de Transportes também estuda a implantação do projeto de corredores específicos aos ônibus, que criará faixas exclusivas de circulação e aumentará a fluidez no trânsito.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 07/02/2013

Nova Tarifa de ônibus garante investimento de R$28 Milhões

O reajuste de 17,86% na tarifa de ônibus urbano de São José dos Campos vai proporcionar uma arrecadação de pelo menos R$ 28,054 milhões a mais por ano às empresas que operam o sistema. O aumento elevará a tarifa de R$ 2,80 para R$ 3,30 a partir da próxima segunda-feira.

O cálculo feito por O VALE, a partir de dados fornecidos pela Secretaria de Transportes, toma como base o total de passageiros transportados no ano passado pelas três concessionárias do transporte coletivo: 83,271 milhões.  Com o aumento de R$ 0,50 na tarifa, a arrecadação a mais seria de R$ 41, 635 milhões. No entanto, descontado o grupo de usuários que não paga a tarifa, que representa uma média de 32,62% do total de passageiros, chega-se aos R$ 28,054 milhões.

Vereadores do bloco governista avaliam que é um montante elevado e que as operadoras precisam investir no sistema. “As empresas precisam dar contrapartidas, porque o aumento concedido pela prefeitura é salgado para a população”, disse Walter Hayashi (PSB). Para Luiz Mota (DEM), o governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT) precisa mostrar para a população a necessidade do reajuste, que, na sua avaliação, “foi alto”. “Acho que poderia ser menor. Cabe ao governo explicar e justificar o reajuste para a população”, declarou.

Em nota, o secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse que é compreensível a preocupação de parlamentares aliados. “É importante ressaltar que o cálculo precisa considerar a variação de preços dos insumos e salários, a variação dos dados de produção e oferta e o impacto da criação, alteração e extinção de encargos, exceto os impostos sobre a renda”, declarou o secretário.

“Compreendemos a preocupação da bancada sobre os investimentos e reforçamos que, além dos benefícios anunciados para o sistema, a qualidade do serviço e a sua confiabilidade é uma prioridade da Secretaria de Transportes.” Ontem, a Secretaria de Transportes anunciou o início da troca de parte da frota da Expresso Maringá, prevista inicialmente para março.

Foram entregues 14 novos ônibus de um total de 40 que fazem parte do primeiro lote da renovação. O anúncio do governo é uma medida para tentar minimizar o impacto negativo do aumento. O consultor da Avetep (Associação Valeparaibana de Empresas de Transporte de Passageiros), Rubens Fernandes, disse que as empresas não podem trabalhar com prejuízos. “A tarifa está congelada há dois anos, mas os custos não”, afirmou.

O Vale

Publicado em: 07/02/2013

Defensoria da cidade entra com recurso á tarifa de ônibus

A Defensoria Pública Estadual ingressou ontem na Justiça com medida cautelar, com pedido de liminar, para tentar barrar o aumento de 17,86% na tarifa de ônibus urbano de São José dos Campos, que passará de R$ 2,80 para R$ 3,30 a partir de 11 de fevereiro, segunda-feira de Carnaval.

A ação foi protocolada na 2ª Vara da Fazenda Pública. O defensor público, Jairo dos Santos, informou que a revisão da tarifa do transporte público feita pela prefeitura contraria a legislação em vigor, em especial a Lei Orgânica do Município e a Lei Complementar 307/2006, que trata da concessão do sistema do transporte público no município.

O defensor apresentou como argumentos para tentar barrar o aumento o fato de a prefeitura ter revisado a tarifa sem uma “rígida auditoria sobre os dados operacionais informados pelas próprias concessionárias, principais interessadas no reajuste”, e sem a participação dos usuários em comissão para acompanhar a auditagem e fiscalização do sistema.

Não houve participação dos usuários na definição dos reajustes ou revisões de tarifas, não obstante haja garantia expressa da participação da população, de acordo com a legislação em vigor”, afirma o defensor. No pedido de liminar, o defensor pedta na 2ª Vara da Fazenda Pública, com o mesmo questionamento. A ee a suspensão da vigência da nova tarifa até o julgamento da ação civil pública que tramixpectativa do defensor é que a Justiça se pronuncie sobre o pedido de liminar em cerca de 48 horas.

“Não somos contra reajuste de tarifa, porque pode prejudicar as empresas. No caso atual, não se trata de reajuste, mas de uma revisão da tarifa, que deve levar em conta outros parâmetros”, declarou. Ele ressaltou que, se considerados os estudos realizados pela prefeitura com base na regra do cálculo do reajuste da tarifa, o valor da passagem passaria para R$ 2,84. “O grande desafio é fixar uma tarifa justa que garanta a continuidade do serviço público concedido, sem inviabilizar seu pagamento pelo usuário”, frisa o defensor.

O Vale

Publicado em: 06/02/2013