Cidade precisa de Doadoras de Leite para crianças

O estoque do Banco de Leite de São José dos Campos está com o nível baixo. Atualmente há cerca de 80 litros de leite armazenados, enquanto o ideal seria de 130 a 150 litros. A queda nas doações é típica no início do ano, quando há uma redução no número de doadoras por conta do período de férias. No entanto, até agora a doação não retomou o ritmo normal, causando preocupação.

O Banco de Leite de São José garante o aleitamento materno para todos os recém-nascidos da cidade, incluindo os internados em unidades neonatais, de hospitais públicos e privados da São José, e filhos de mães impossibilitadas de amamentar.

Para doar o leite, a mãe deve estar amamentando exclusivamente o bebê, ser saudável (com exames VDRL, HIV e hepatite B negativos), não usar álcool ou drogas ilícitas nem fumar ou fazer uso de medicamentos de uso contínuo. O cadastro é pelo telefone 3901-3507. Após o cadastramento, a doadora terá todas as orientações sobre coleta e armazenamento do leite e receberá os materiais necessários: gorro, máscara e frascos esterilizados. O leite é recolhido semanalmente.

Benefícios

O leite materno diminui a mortalidade infantil, acentua o desenvolvimento do bebê e o protege de alergia, diarreia, otite e doenças que a mãe já teve. Para a nutriz, a amamentação previne contra o câncer de mama e de ovário, estimula o vínculo afetivo entre ela e o filho, entre outras vantagens. Cada mulher contribui, por semana, com 5 a 10 litros. Um litro de leite é suficiente para atender 12 crianças, por um dia.

Doação de recipientes

Além da doação do leite materno, o Banco faz um apelo urgente para que as pessoas doem frascos de vidro com tampa plástica para o armazenamento e congelamento do leite, como vidros de maionese ou café solúvel, por exemplo. Sem eles não é possível guardar, nem coletar o leite. Afinal, o leite deve ficar no congelador e armazenado em um recipiente de vidro com tampa de plástico, pois a tampa de metal pode passar resíduos para o alimento.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 26/02/2013

Mulheres conquistam seu espaço no mercado segundo IBGE

Já foi a época que fazer carro ou avião era coisa de homem. De maneira mais delicada, mas não menos competente, as mulheres já conquistaram espaço e respeito no meio industrial da região. Hoje, a média de funcionárias mulheres em empresas da Região Metropolitana do Vale do Paraíba é de 15%. Trinta anos atrás esse número não passava de 5%. A prova do avanço do público feminino na indústria é a procura por cursos na área.

Há 20 anos na General Motors de São José, Ana Cláudia Barbosa, 42 anos, foi a segunda mulher na história da empresa na cidade a conquistar um cargo de supervisora. Atualmente, ela é gerente de produção de veículos e comanda uma equipe de 700 pessoas.

O ambiente dominado por homens não a incomoda, já que tem sido assim desde que ingressou na faculdade de engenharia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Guaratinguetá. “É uma troca muito boa. Tento agregar o raciocínio lógico e a praticidade do homem com a sensibilidade e argumentação da mulher.”

Na engenharia de produção, área tradicionalmente masculina, o destaque vai para Cristine Mendonça Bloch, 40 anos. Responsável pela engenharia de manufatura do projeto do KC-390 a maior aeronave que a Embraer terá colocado no ar e o principal produto na área de defesa, ela se sente desafiada.

“Me sinto super motivada e feliz em trabalhar em um programa importante não só para a Embraer, mas para o Brasil”, afirmou. Atualmente, ela comanda uma equipe de 160 pessoas, em que 20 são mulheres. “Nunca me senti estranha no ninho. Como minha equipe, quero ver esse avião voar, fazer parte disso.”

A gerente trabalha na Embraer em São José há 12 anos. Hoje, o número de mulheres engenheiras na Embraer se aproxima dos 10%. Já 23 anos atrás, quando Eliane Rodrigues de Moraes, 43 anos, entrou na Embraer, mulher era peça rara.

Eliane conta que no início o sonho de ter carteira de trabalho assinada pela Embraer era de sua mãe que levou seu currículo. Mas não demorou muito para que ela tivesse sonhos dentro da empresa. Passou de eletricista a supervisora de produção de aviões executivos.

“Eu adoro o que faço. É um orgulho. Consegui o respeito das pessoas e hoje discuto de igual para igual”, afirmou ela. Desafiada a conquistar ainda mais espaço, a supervisora estuda inglês e faz MBA em gestão empresarial.

A montadora de interiores, Ana Cláudia Xavier, 29 anos, é um exemplo de força de vontade. Ela sabia que para poder concorrer a uma vaga na Embraer, onde tanto queria trabalhar, precisaria estudar. Pesquisou, correu atrás, se formou no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e há cinco anos é funcionária da  companhia de aviação.

“É uma satisfação muito grande saber que o produto onde trabalhei está carregando tantas vidas disse ela.
Ana Cláudia pretende voar mais alto. Por isso não paro de estudar”, disse ela. Prestes a completar a maioridade como funcionária da GM, Juliana Matos passou de estagiária a gerente de controle de produção e tem que conciliar trabalho e família. “Antes, nascemos para ser mãe e dona de casa. Hoje, somos mãe, dona de casa e respeitadas no mundo dos negócios. Isso é o um diferencial de uma mulher que sai de casa para trabalhar.”

O número de mulheres na indústria da região vem crescendo a cada ano. Na Embraer, 14% dos funcionários são mulheres. A tendência é que esse número aumente, segundo Daniela Sena, diretora de Recursos Humanos. Isso porque o público feminino tem procurado mais por cursos de especialização de acordo com a necessidade de cada empresa, que absorve essa mão de obra.

“A mulher conquistou respeito pela sua competência e se destaca pelo lado mais humano que aliado ao negócio se posiciona bem estruturada no mercado de trabalho”, disse. Segundo Daniela, a mulher conquistou também o tratamento igualitário. Em São José, a Embraer tem cerca de 15 mil funcionários.

Na GM, 8% dos funcionários é mulher: 950 na produção e 900 na área administrativa. A atual presidente da empresa no Brasil é Grace Lieblein. Na planta da Argentina, com sede em Buenos Aires, a brasileira Isela Costantini comanda a montadora.

O Vale

Publicado em: 21/01/2013

Em Parceria, cidade tem cursos para forma Pedreiras

Vinte mulheres de São José dos Campos farão um curso gratuito para se tornar pedreiras assentadoras. As aulas começam amanhã e se estendem por quatro meses. Trata-se de uma iniciativa do Centro Dandara em parceria com a regional de São José do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e com o Senai.

As mulheres foram escolhidas de um grupo de 50 que fizeram uma prova seletiva. No total, o curso atraiu a inscrição de 152 mulheres. As aulas de qualificação na construção civil serão teóricas e práticas de segunda a quinta, das 18h30 às 21h30, na sede do Sinduscon, na região central de São José.

Nas sextas, as alunas terão uma qualificação social no centro Dandara, com orientação sobre direitos trabalhistas, gênero e assédio moral. “Queremos apoiar essas mulheres não só profissionalmente, mas de um forma completa”, disse Sandra Faria Batista, diretora executiva do Centro Dandara. “Já temos apoio para oferecer o curso no ano que vem para as outras mulheres que não foram selecionadas.”

Para o diretor regional do Sinduscon, José Luiz Botelho, o curso exclusivo para mulheres é inovador e pioneiro ao apostar na mão de obra feminina que, embora ainda seja pequena na construção civil, tem saldo positivo. “Todas as experiências com mulheres no canteiro de obras têm se mostrado altamente positivas. Elas são caprichosas, dedicadas e têm maior produtividade que os homens”, disse.

Mãe de três filhos, a cabeleireira e manicure Maria Bonfim, 45 anos, resolveu dar uma guinada na vida. Ela é uma das selecionadas para o curso de pedreira e espera ir ainda mais longe. “Sonho com a faculdade de engenharia”, contou. Com o aprendizado, ela disse que terminará a própria casa e depois ajudará os vizinhos, voluntariamente. “Esse curso é uma grande oportunidade em minha vida.”

O Vale

Cidade tem indice de alta em Cirurgias Plástica em São José

A procura por cirurgias plásticas aumenta durante os meses de junho e julho. Na região, clínicas em São José dos Campos e Taubaté chegam a dobrar o número de atendimentos realizados. Na Clínica Menezes, em Taubaté, em março de 2011 foram feitas 30 cirurgias plásticas. Em julho do mesmo ano, o número subiu para 67. Em 2012, já foram agendadas 30 cirurgias para este mês e 40 para julho.

Em São José dos Campos, a Clínica Citera, especializada em cirurgias plásticas derma-tológicas, realiza cerca de 40 cirurgias no mês de julho. Já em março, o número cai pela metade.

O frio e as férias escolares são os principais motivos pelo aumento da procura por plásticas entre junho e julho.
“É a alta temporada para as clínicas de cirurgias plásticas. A maior procura é de mulheres que tentam conciliar a cirurgia com as férias escolares dos filhos”, disse o João Carlos de Moura Menezes, membro da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

Há pacientes que preferem o frio para ajudar no processo pós-operatório. As baixas temperaturas facilitam o uso de cintas modeladoras. “A redução da temperatura também ajuda na cicatrização. Por ser inverno, o paciente tende a ficar mais de repouso e menos exposto ao sol. Além disso, o frio ajuda a reduzir o inchaço causado pela cirurgia”, afirmou Viviane Costa Manso, especialista em saúde da mulher e professora do departamento de dermatologia da Faculdade Anhanguera.

Na hora de programar uma plástica é necessário ter cuidado. A escolha de um bom profissional e o conhecimento dos resultados obtidos com a cirurgia são essenciais. “O paciente deve avaliar se a mudança que busca é realmente desejada e necessária. Em seguida precisa escolher um bom cirurgião para discutir com ele os riscos e benefícios esperados”, disse Aristides Palhares, cirurgião plástico e professor da faculdade de medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

A profissional de marketing digital Ticiane Toledo, 24 anos, de São José, aguarda ansiosamente pela sua cirurgia plástica, agendada no dia 4 de julho. Ela irá fazer uma mamoplastia de redução. “Terei que ficar dois meses com um sutiã modelador, o que no calor seria um grande desconforto. No verão poderei ir à praia”, disse.

Desde os 16 anos, Ticiane tem complexo com o tamanho das mamas. Com a operação, Ticiane busca uma melhor qualidade de vida. A cirurgia está avaliada em R$ 8,8 mil. “O pós-operatório será difícil. Ficarei cerca de 20 dias sem poder mover os braços”. A manicure Neusa do Santos Lopez, 39, de São José, vai fazer uma cirurgia para reduzir o abdômen. Ela escolheu julho para conciliar com as férias escolares dos três filhos.

O Vale

Construção Civil tem mulheres como destaque

O número de mulheres que se formou nos cursos de construção civil do Programa Gerando Oportunidades (Progeo), da Prefeitura de São José dos Campos, chamou a atenção durante a cerimônia de formatura, realizada na noite de quarta-feira (19), no plenário da Câmara Municipal.  Dos 688 formandos 60 eram mulheres.

O grupo de alunos recebeu o certificado de conclusão de curso nas áreas de armador de ferros, carpinteiro de estrutura de telhado, desenhista copista de edificações, instalador hidráulico, pedreiro assentador, pedreiro revestidor, pintor de obras e eletricista instalador residencial.

A construção civil, que geralmente requer esforço físico elevado e por isso é considerada uma área predominantemente masculina, tem atraído o sexo feminino. A ajudante Rosilene dos Santos, de 37 anos, trabalha em uma construtora há 11 anos. Começou como faxineira da empresa e posteriormente passou a limpar os apartamentos prontos para entrega. Foi quando seu chefe a chamou para fazer um teste de rejunte. Deu certo e hoje este é o trabalho dela.

“Para melhorar meu currículo fiz o curso de pedreiro revestidor, que gostei muito. Quero agora fazer outros cursos na área para ter a oportunidade de crescer profissionalmente”, disse Rosilene.

Opinião compartilhada pela oradora da turma, Adriana Gonçalves Moraes, que também se formou em pedreiro revestidor. Ela é polivante já que trabalha com decoração, culinária, fez a instalação elétrica da própria casa e o próximo passo é fazer um curso na área de telecomunicações.

A curiosidade levou a dona de casa Maria de Fátima dos Santos, 54 anos, a fazer o curso de pintor de obras. “Queria saber como era essa área e gostei. Vou correr atrás de um emprego.” Ela ainda brinca: “Se pintar, eu encaro”, referindo-se a uma oportunidade de trabalho na área.

Mas os homens também marcaram presença. O gesseiro Ricardo Fernandes Rocha, 25 anos, tem projetos futuros. “Eu optei por elétrica residencial porque vai agregar ao que faço hoje”. Já o inspetor de qualidade Bruno Eduardo dos Reis, 28 anos, não pretende mudar de área, mas fez o curso de pedreiro assentador porque gosta da profissão. “Já trabalhei como ajudante geral. Fiz mais por realização pessoal, vou trabalhar para mim.”

Prefeitura Municipal