Para reforça segurança, Fórum receberá policiamento particular

Os Fóruns Criminais de São José, Taubaté e Jacareí receberam ontem reforço na segurança, com a implantação de guarda terceirizada armada e instalação de detectores de metais. Por determinação do Tribunal de Justiça do Estado, a medida foi adotada nos fóruns das 39 cidades de São Paulo onde há maior fluxo de pessoas e maior número de processos.

O reforço da segurança foi antecipado, já que estava programado para o próximo dia 15. Em São José, teve início duas semanas após tiroteio que terminou com a morte de duas pessoas. Na cidade, dez agentes armados começaram a atuar ontem no Fórum, somando-se aos dois policiais militares que já estavam trabalhando no local desde os homicídios do último dia 18.

O registro da presença de funcionários, advogados e policiais não fardados é outra novidade implementada ontem. Os dois detectores de metais continuam funcionando, sendo um para autoridades e outro para os cidadãos comuns.
O VALE esteve ontem no prédio da Vara da Família, que fica na Avenida Adhemar de Barros, na região central, e constatou que o local segue com o detector de metal desligado e sem policiamento.

A direção do Fórum havia prometido que o novo sistema de segurança seria implantado em todas as unidades. O diretor do Fórum e responsável pelas varas, José Loureiro Sobrinho, não quis comentar o assunto ontem. O Tribunal de Justiça de São Paulo também não informou quanto foi gasto no novo sistema de segurança.

Os Fóruns Criminal e Cível de Taubaté contam desde ontem com nove guardas armados e detectores de metais em funcionamento. Dois dos agentes estão no Fórum Criminal, na região central, onde um cartaz na entrada orienta a pessoa a apresentar documento com foto.

Por meio de nota, o TJ informou que todos os Fóruns do estado passarão a ter sistema de monitoramento por câmeras. Além disso, as armas de crimes serão guardadas na Polícia Militar e, após o encerramento do processo, deverão ser destruídas.

O Vale

Segurança continua comprometida no Fórum da cidade

Os dois detectores de metal do Fórum de São José dos Campos só estarão em funcionamento simultâneo a partir desta quinta-feira. A informação foi dada por servidores do local na tarde de ontem, quando técnicos de manutenção faziam a calibragem no aparelho defeituoso. Até por volta das 16h, quando o O VALE esteve no local, o equipamento não havia sido consertado.

Hoje, a triagem de quem entrava no prédio foi feita da mesma forma que ocorre desde a reabertura do espaço na última segunda-feira: retirada de objetos metais dos bolsos por parte de advogados e funcionários e passagem pelo único detector em uso apenas por cidadãos comuns.

Ontem foi o terceiro dia das novas medidas de segurança adotadas após o tiroteio que matou duas pessoas no Fórum há uma semana. A Polícia Militar e a Guarda Municipal continuaram fazendo a vigilância dentro do saguão. Do lado de fora, agentes de trânsito fiscalizavam o estacionamento privativo para pessoas credenciadas em frente ao prédio.

Com o defeito em um dos detectores de metal e apenas um em uso, a fila única gerou protestos de funcionários do Fórum na última segunda-feira. Quem voltava do horário de almoço, não queria se submeter à fila novamente. Esse foi o motivo para que o sistema fosse alterado. Ao invés de fila e detector, advogados e servidores do Fórum apenas deixam objetos de metal numa caixa para logo em seguida pegar de volta. A promessa agora é que o detector para funcionários e advogados esteja ligado amanhã.

O Vale

Imagem: R7

Fórum de seu segundo dia de fila para poder entrar

Pelo segundo dia consecutivo, o público enfrentou ontem filas e confusão para entrar no Fórum de São José dos Campos. A promessa de que os dois detectores de metal estariam funcionando ontem não foi cumprida. No segundo dia das novas medidas de segurança adotadas após o tiroteio que matou duas pessoas no prédio há uma semana, somente o cidadão comum era submetido ao único aparelho ligado.

Advogados e funcionários do prédio passavam apenas por uma triagem, com a retirada de pertences de metal de bolsas. A Polícia Militar e a Guarda Municipal continuavam fazendo a vigilância dentro do saguão. Por volta das 12h30, quando o Fórum foi aberto ao público, cerca de 40 pessoas fazia fila em frente ao prédio número menor que o verificado na segunda-feira. Mesmo assim, as reclamações persistiram. “A gente paga imposto e tem que passar por isso”, disse o motorista Juliano Diniz Souza, 35 anos.

Enquanto o cidadão comum tinha que se submeter ao detector de metal, e à consequente fila, advogados e funcionários seguiam caminho mais tranquilo, sem enfrentar filas. “O povo reclama demais, a troco de nada”, disse o advogado André Luiz Martins, 40 anos, dono do carro que foi alvejado por três balas no dia do tiroteio. “Eu poderia entrar com uma ação contra o Estado, mas deixa para lá.”

O diretor do Fórum, José Loureiro Sobrinho, foi procurado durante toda a tarde e início de noite de ontem por O VALE, mas não retornou às ligações. Quando o novo sistema de segurança do prédio foi implantado e um dos detectores apresentou defeito na tarde de segunda-feira, Loureiro disse que no dia seguinte o problema estaria solucionado.

Segundo informações de funcionários, ele esteve ontem ocupado em reuniões e também visitando o novo prédio do Fórum, no Jardim Aquarius, zona oeste. O local tem previsão de ser inaugurado em 9 de novembro. Com o defeito em um dos detectores de metal e apenas um em uso, a fila única gerou protestos de funcionários do Fórum na última segunda-feira. Quem voltava do horário de almoço, não queria se submeter à fila novamente. Esse foi o motivo para que o sistema fosse alterado.

Ao invés de fila e detector, advogados e servidores do Fórum apenas deixam objetos de metal numa caixa para logo em seguida pegar de volta. O sistema é parecido com as portas giratórias de bancos, só que sem porta ou invólucro de acrílico para armazenar objetos. “É um constrangimento para o profissional”, disse um advogado que preferiu não se identificar. Segundo relatos de servidores do Fórum, um técnico do Tribunal de Justiça do Estado iria ao local ontem para calibrar o detector defeituoso, para hoje, talvez, ele ser finalmente ligado.

Junto com o improviso na revista, o que não mudou também foi a presença de dois policiais militares e dois guardas municipais dentro do Fórum. Os guardas estão orientados a usar detectores portáteis para checar os objetos em caso de necessidade quando o detector apita por duas vezes, por exemplo. Em se mantendo o sinal de metais, a pessoa é levada para uma sala reservada, onde passa por uma revista feita por um policial militar. A PM disse que, se houver necessidade, reforçará a segurança do lado de fora do Fórum.

O Vale

Com improviso na segurança, Fórum reabre as portas

A reabertura do Fórum de São José após o tiroteio que matou duas pessoas na última quarta-feira foi marcada ontem por confusão e improvisação no novo sistema de segurança do prédio. A promessa de que os dois detectores de metais estariam em funcionamento, um para os cidadãos e outro para advogados e funcionários do prédio, não foi cumprida. Apenas um aparelho ficou ligado durante todo o dia.

O diretor do Fórum, José Loureiro Sobrinho, afirmou que hoje o problema já estará solucionado. “Vamos mandar calibrar o detector. Estava havendo interferência de um no outro.” Os usuários do prédio reclamaram principalmente das longas filas e da falta de segurança do lado de fora.

Os servidores do Fórum que já haviam passado pelo detector no período da manhã não quiseram se submeter ao aparelho novamente à tarde em razão da longa fila com o início do horário de atendimento à população. “Já passei pelo detector de manhã e querem que eu passe de novo. É brincadeira. Os caras não se prepararam direito”, disse um funcionário, que preferiu não se identificar.

Em virtude das reclamações, à tarde apenas uma revista manual começou a ser feita nos servidores e advogados, enquanto o público continuou sendo submetido ao detector de metais. “Isto aqui está um inferno. Estou com criança de colo e tendo de esperar no sol”, disse a dona de casa Renata Cristina Lopes, 28 anos.

A segurança foi reforçada no Fórum ontem com a presença de dois policiais militares (sendo uma mulher) e dois guardas municipais, além de servidores do Tribunal de Justiça do Estado. Do lado de fora, no entanto, não havia presença policial permanente.

“Estou na fila há 15 minutos e aqui fora não tem segurança”, disse o vigilante Emanuel dos Santos Lima, 27 anos.
A Polícia Militar disse que, se houver necessidade, reforçará a segurança do lado de fora do Fórum.

Apenas veículos oficiais e de funcionários devidamente credenciados podem estacionar nas vagas em frente ao prédio. Os agentes de trânsito foram orientados a permanecer no local o dia todo. Apenas um condutor foi multado ontem em frente ao Fórum.

O Vale

Repercurssão das mortes do Fórum, OAB entra em Protesto

A morte do advogado José Aparecido Ferraz Barbosa provocou um efeito-cascata entre advogados e entidades que reúnem profissionais do Direito em São José. Eles começam hoje uma série de protestos e reivindicações para evitar que outra tragédia aconteça nas dependências do Fórum.

Na parte da manhã, às 10h, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José faz um ato público na frente do prédio do Fórum. Eles usarão o microfone, faixas e cartazes para mobilizar a categoria e exigir que o Fórum seja fechado até que a segurança esteja garantida. Além disso, um abaixo-assinado colherá adesões de advogados para tornar obrigatório o uso de portas giratórias nos fóruns, com detectores de metais.

“O ato lembrará o dr. Ferraz Barbosa advogado após ser baleado no Fórum e, ao mesmo tempo, convocará o poder público para garantir a segurança no prédio”, explicou Júlio Rocha, presidente da OAB de São José. Para ele, a situação chegou ao ponto máximo de exaustão com a morte de um profissional, em plena casa da Justiça, e durante o exercício da atividade.

“A situação do Fórum é extremamente precária e os funcionários estão indignados com essa condição.”
Rocha disse ainda que o ato será uma maneira de acender o pavio da sociedade para a briga pelo novo prédio do Fórum. Ele defende que a inauguração seja antecipada.

“Não existe essa história de que não dá para antecipar a inauguração. Se a sociedade pressionar, vai ter que dar”, afirmou. Na manhã de ontem, antes que o Fórum abrisse apenas para funcionários o expediente foi suspenso pelo Tribunal de Justiça às 11h30, funcionários da casa deram-se as mãos na frente do prédio e rezaram pelo advogado morto.

Eles também ‘abraçaram’ simbolicamente o Fórum e pediram mais segurança. Na opinião de Gustavo Vantine, diretor-presidente da Aavale (Associação dos Advogados do Vale do Paraíba), a morte do advogado reveste-se de cores absurdas e lamentáveis que mancham a advocacia da região.

“Temos uma vida ceifada por inoperância do poder público. É uma situação absurda. Os representantes da população têm que ser cobrados. Vamos cobrar explicações severas desse caso”, afirmou. Luiz Carlos Pêgas, presidente da Associação dos Advogados de São José dos Campos, considerou o assassinato de Barbosa não só fruto da violência, mas do “descaso das autoridades na segurança de todos os que frequentam aquela repartição pública”.

Presidente da comissão de Segurança Pública da OAB de São José, Alexandre de Oliveira Campos chamou o episódio de “fato gravíssimo” e que deve provocar “a tomada de medidas pelo Judiciário”.  Todos os representantes de classe concordam que o atraso na construção do novo prédio do Fórum, no Jardim Aquarius, região oeste de São José, contribui para a sensação de insegurança.

As obras começaram em 2005 e tiveram sucessivos problemas nos serviços, com abandono de construtoras, mudanças de projeto e encarecimento das obras. O prédio que deveria ter sido aberto em 2007, teve cinco inaugurações adiadas. A data marcada é 9 de novembro.

O Vale

Fórum da cidade ficará fechado até melhoria na Segurança

Após a tragédia que terminou com duas mortes, o Fórum de São José vai ficar fechado até segunda-feira para que a segurança do prédio seja reforçada. Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e agentes de trânsito foram convocados para tentar garantir a paz no local.

Ontem, funcionários chegaram a entrar para o trabalho, mas, pouco depois, por ordem do Tribunal de Justiça de São Paulo, o Fórum fechou as portas ainda no período da manhã, um dia após um homem processado por ameaçar a ex-namorada invadir o prédio e disparar contra ela e o advogado dela.

“Não dá mais para improvisar na segurança”, admitiu o juiz José Loureiro Sobrinho, diretor do Fórum, que só ontem falou sobre o caso. Ele lamentou a morte do advogado José Aparecido Ferraz Barbosa, 62 anos, que não resistiu ao tiro e morreu no Hospital Municipal. O corpo dele foi enterrado ontem.

“Foi a crônica de uma morte anunciada. Demorou até para acontecer. A segurança do prédio é extremamente precária e seria uma irresponsabilidade reabrir sem garantias mínimas”, afirmou Sobrinho, que pediu ajuda da PM e da prefeitura.

Em reuniões no final da tarde de ontem, o juiz acertou o apoio. A PM vai ceder pelo menos dois homens para operar o detector de metais, sem uso por falta de funcionários, e a prefeitura irá apoiar com guardas municipais e agentes de trânsito.

Desde 2006, o prédio do Fórum é alvo de violência. Naquele ano, uma bomba foi deixada no local e precisou ser desativada pelo esquadrão antibombas da PM. No ano passado, bandidos invadiram o prédio e levaram 200 armas de processos criminais.

O tiroteio de anteontem, que deixou duas pessoas mortas e duas feridas, foi o ápice de uma ‘tragédia anunciada’, como frisaram o próprio diretor do Fórum e entidades que reclamam do atraso nas obras do novo prédio, no Jardim Aquarius. Adiada pela quinta vez, a inauguração está marcada para 9 de novembro.

“Há 12 anos, mais ou menos, um advogado foi morto após ganhar um processo. Ele foi baleado no estacionamento do Fórum, depois de sair da audiência. Essa violência é um absurdo e não pode mais ser tolerada”, disse Júlio Rocha, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José, que pediu o fechamento do prédio até que haja garantia de segurança.

Advogados, juízes e representantes de entidades concordam que a situação só vai melhorar quando o novo prédio for ocupado. Até lá, as medidas de segurança serão uma espécie de paliativo para o risco de novos atos de violência. Como lembrou a coordenadora da ONG SOS Mulher, Maria Cláudia Botelho da Luz, que atende mulheres vítimas de violência, os bandidos que não sabiam que a segurança é frágil, estão sabendo agora.

Entidades que reúnem advogados de São José pediram o fechamento do prédio do Fórum da cidade, na região central, até que medidas de segurança sejam tomadas pelo Tribunal de Justiça. Para eles, o ideal é antecipar a inauguração do novo prédio, marcada para 9 de novembro, e reformar o prédio velho. Hoje, eles fazem um ato público para protestar.

Após assumir a Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo, em janeiro deste ano, o desembargador Ivan Sartori colocou a segurança de prédios de Fóruns como prioridade para os investimentos. Em nota divulgada ontem, ele lamentou a morte do advogado em São José e reafirmou o compromisso de dotar o novo prédio de equipamentos de segurança.

O Vale

Novo Fórum da cidade terá inauguração adiada

Com entrega prevista inicialmente para hoje, as obras do novo Fórum de São José, no Jardim Aquarius, não terminaram e a inauguração foi adiada para o dia 9 de novembro. As obras tiveram início em março de 2005. É a quinta vez que a entrega do prédio é adiada. A nova data foi confirmada ontem pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Segundo o desembargador do TJ, Paulo Ayrosa, o prazo extra de quatro meses é necessário em razão de atrasos em licitações na área de informática e mobiliário. De acordo com o magistrado, é preciso mobiliar e instalar o serviço de informática para que o Fórum possa ser aberto e funcionar plenamente.

“Estávamos certos de que a inauguração aconteceria em julho, depois pensamos em setembro, mas as licitações e uma impugnação retardaram nossas expectativas. Essa nova data é um aguardo factível.” Segundo Ayrosa, as duas licitações já foram concluídas e o funcionamento pleno do novo edifício depende da conclusão desses serviços.

A estimativa é que até o momento o TJ tenha investido R$ 10 milhões com as licitações e adequações no prédio.
Desfalques. Mesmo com o novo atraso, o prédio deverá ser entregue sem ar condicionado e o sistema de vigilância externa, que ainda é negociado com a prefeitura de São José.

“Sem informática, mobiliário e telefonia não dá para sobreviver. Agora, o ar condicionado é muito caro e ficará para depois”, disse Ayrosa. A instalação do ar condicionado deve custar R$ 4 milhões. A novela da construção do prédio teve início em 2005 e foi marcada por abandonos de empreiteiras e alterações no projeto original. As obras consumiram mais de R$ 30 milhões de um orçamento inicial de R$ 4,6 milhões.

A secretária de Obras de São José, Flávia Pitombo, negou qualquer relação com os novos atrasos. Segundo ela, as obras previstas em contrato foram entregues no dia 25 de novembro.

Para o vereador Wagner Balieiro (PT), a prefeitura também falhou ao iniciar uma obra de grande porte sem um projeto executivo. “A obra começou sem projeto executivo. E a medida que foi acontecendo ocorreram várias alterações no projeto, itens e materiais. Isso contribuiu para o atraso e também para o aumento no valor da obra”, disse. Estudo do PT apontou mais de 1.400 alterações na obra.

O Vale

Fórum de campanhas eleitorais é realizado na cidade

Uma campanha com candidatos e eleitores preparados, cientes de suas responsabilidades e obrigações. Com esse foco, O VALE realiza amanhã o “Fórum Eleições 2012 – Legislação, Campanha e Voto”. O evento, aberto ao público, tem o objetivo de preparar os candidatos a vereador e prefeito a expor melhor seus projetos, de forma mais clara e objetiva, auxiliando o eleitor a fazer uma escolha consciente nas urnas.

O fórum também abordará a legislação eleitoral, esclarecendo pontos polêmicos como Lei da Ficha Limpa (quem se enquadra) e prestação de contas (como deve ser feita e como pode ser acompanhada pelo eleitor). Dentro desse contexto de regras eleitorais, serão oferecidas informações para que o eleitor possa entender como fiscalizar os candidatos e denunciar irregularidades à Justiça Eleitoral.

O evento acontece a partir das 14h no auditório da Faculdade de Direito da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), na Praça Cândido Dias Castejón, no centro de São José. A entrada é franca, mas o número de participantes será limitado pela capacidade do auditório, de 500 lugares. Interessados podem reservar lugares com antecedência.

O “Fórum Eleições 2012” é uma iniciativa da APJ (Associação Paulista de Jornais), da Rede Paulista de Jornais e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José. Apoiam o evento a Aavale (Associação dos Advogados do Vale do Paraíba) e da própria Univap. Presidente da APJ, Renato Delicato Zaiden, explicou que a ideia do fórum é “mobilizar a sociedade para um debate tão vital e importante como as eleições”.

“A APJ tem focado um jornalismo próximo ao cidadão, para que possamos exercitar a cidadania através da política. Quanto mais você antecipar o debate político, quanto mais você aproximar o público das luzes da redação, mais você atinge a sociedade”, disse.

“Outro ponto é levar aos candidatos um ponto de vista atualizado do que o eleitor espera do político, e também atualizar os conhecimentos da legislação, que passou por mudanças, prestando um serviço”, acrescentou. O presidente da OAB de São José, Julio Aparecido Costa Rocha, disse que é a partir de eventos como o fórum que o país terá “uma população melhor informada, com preocupação ética mais séria”.

“Assim teremos força para combater comportamentos desonestos. A sociedade vai expelir da política as pessoas com tais comportamentos.” O “Fórum Eleições 2012” contará com as participações do consultor em Marketing Político Marco Iten e do especialista em Direito Eleitoral Anderson Pomini.

“A ideia é justamente fazer um debate sobre as regras eleitorais para 2012, o que é permitido, o que não é. Também vamos discutir o papel das redes sociais”, disse Rocha. Palestrante no fórum, Iten afirmou que a classe política de hoje precisa buscar uma melhor apresentação à sociedade. “Não adianta só prometer.

O político deve se aproximar às reais demandas, ele tem que se qualificar”, disse. “O cidadão está descrente, não vê com bons olhos a classe política. É disso que vou tratar, da necessidade de um bom planejamento.”

O Vale

Fórum Tecnologico Empresarial na cidade

Os desafios da Região Metropolitana frente aos Circuitos Turísticos e a Copa do Mundo é o tema do II Fórum Tecnológico Empresarial do Codivap Turismo que será realizado nesta quinta-feira (10), às 14h, no Parque Tecnológico de São José dos Campos (Rodovia Presidente Dutra, Km 137,8), no distrito Eugênio de Melo.

O evento é voltado para prefeituras; estudantes; universidades; imprensa; autoridades; entidades do setor; trade turístico (hotéis, bares, restaurantes, pousadas) entre outros profissionais da área. O objetivo é debater três temas: turismo na Região Metropolitana; as oportunidades de emprego e negócios; e o desenvolvimento econômico da região com a Copa do Mundo. Os assuntos serão apresentados em três palestras:

1ª palestra:
O turismo no contexto da Região Metropolitana.
Palestrante: Wanilson Fickert – Secretaria de Turismo do Governo do Estado de São Paulo.

2ª palestra:
Oportunidades de emprego e negócios com o Turismo Receptivo e a importância da qualificação.
Palestrante: Zélia Chagas – Convetion Visitors Bureau de Taubaté
Case: Maria Carolina Cunha – Consultora de Viagens e sócia-proprietária da Agência de São José dos Campos, Chevere Turismo

3ª palestra:
O desenvolvimento econômico da Região Metropolitana com a Copa do Mundo.
Palestrante: Bruno Omori – presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP).

RMVale

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVale) foi criada pela lei complementar estadual 1.166, de 9 de janeiro de 2012 e é uma das qautro resiões metropolitanos do estado de São Paulo. É formada pela união de 39 municípios agrupados em cinco sub-regiões.

No dia 23 de abril, foi eleito o conselho da RM Vale onde foram abertas as primeiras discussões, entre elas o Rio Paraíba, a Serra da Mantiqueira, e a mobilidade de saúde com atendimento regional.

Prefeitura Municipal

Em Julho novo Forum sera inaugurado na cidade

O drama e a novela estão perto do fim. Em construção há 7 anos, o novo Fórum de São José dos Campos teve a data de inauguração marcada pelo Tribunal de Justiça: 5 de julho de 2012. A solenidade foi confirmada pelo presidente do TJ, Ivan Sartori, que reuniu-se anteontem com o diretor do Fórum, José Loureiro Sobrinho, e o desembargador Luiz Fernando Salles Rossi, coordenador da circunscrição de São José dos Campos.

Segundo Loureiro Sobrinho, a inauguração será na parte da manhã. No período da tarde, Sartori faz a primeira reunião de trabalho do novo prédio. Ele vai receber todos os juízes do Vale do Paraíba para saber deles as demandas da região. Loureiro Sobrinho comemorou a decisão. “Não é boato, mas fato. Nem pedido ou uma espécie de pré-agenda. Já está confirmada a inauguração do novo Fórum. É oficial”, afirmou

A novela da construção do prédio chega ao fim depois de, pelo menos, cinco anos de atraso e dois abandonos de empreiteiras. No período, a data de conclusão foi alterada cinco vezes. As obras consumiram mais de R$ 30 milhões de um orçamento inicial de R$ 4,6 milhões. A Secretaria de Estado da Justiça arcou com 84% do total.

Bem maior do que o projeto original, que previa um prédio de 6.000 metros quadrados, o Fórum será entregue à população com três prédios que somam 19 mil m² de área construída, em 22 mil m² de terreno. O espaço abrigará todas as unidades do Judiciário espalhadas pela cidade, totalizando 22 varas. Mais de 500 funcionários e 30 juízes vão trabalhar no prédio.

No atual prédio do Fórum de São José, na região central, funcionarão os cartórios eleitorais e um centro de atendimento ao cidadão, com serviços de conciliação e resolução de conflitos. Até a inauguração, porém, há ainda muito trabalho. Segundo Sobrinho, deverão ser instalados o cabeamento e os computadores e feitos ajustes nos gabinetes. Faltará apenas o sistema de ar-condicionado.

“A previsão é de que até outubro o sistema de ar esteja totalmente instalado”, disse o diretor do Fórum. Para o desembargador Salles Rossi, a inauguração coroa o trabalho de Sobrinho à frente do Fórum. “Ele foi incansável na busca para a conclusão do prédio. Ganham também a população, os juízes, funcionários e advogados com o espaço adequado para o trabalho.”

O Vale