A Casa dos Mortos

[sinopse datas=”true” imprensa=”2″ elenco=”Maria Bello, Frank Grillo, Cody Horn, Dustin Milligan, Megan Park, Scott Mechlowicz, Aaron Yoo, Ashton Leigh” direcao=”Will Canon” genero=”Terror” duracao=”90 min.” distribuicao=”Paris Filmes” classificacao=”14 Anos”]

Um massacre acontece numa casa abandonada deixando cinco estudantes mortos. Um policial (Frank Grillo) e uma psicóloga (Maria Bello) vão investigar o caso, que ocorreu enquanto os jovens tentavam evocar fantasmas.

Prefeito Carlinhos declara luto oficial de três dias na cidade

O prefeito de São José dos Campos decretou luto oficial de três dias na cidade, a partir deste domingo (10), pela morte da arquiteta Juana Blanco Gomez, de 61 anos, que foi secretária de Educação, de Transportes, de Governo e chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal. Com a medida, as bandeiras deverão permanecer a meio mastro em todos os prédios públicos municipais da cidade.

Juana faleceu na manhã deste sábado (9), vítima de câncer no pulmão, descoberto há dois anos. Desde o início da semana, quando a doença se agravou, ela estava internada no hospital Santos Dumont, em São José dos Campos. Nascida em Salamanca (Espanha), Juana veio para o Brasil ainda criança. Ela deixa três filhos.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 11/03/2013

Cidade tem institutos projetados por Niemeyer

O arquiteto Oscar Niemeyer, que morreu nesta quarta-feira (5), aos 104 anos, fez o projeto dos dois principais institutos do país ligados a ciência e tecnologia aeronáutica – ambos estão instalados em São José dos Campos (SP) há mais de 60 anos.

Ele projetou parte dos prédios do atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), considerada uma das principais universidades de engenharia do mundo.

Os prédios – que chamam atenção pela simplicidade além da iluminação e ventilação naturais – sofreram poucas mudanças desde a sua construção e estão em processo de tombamento pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“Temos muito orgulho e honra de ter refererências das obras de Niemeyer no DCTA e no ITA. Acreditamos que o tombamento é uma forma de garantir legalmente que as obras dele serão preservadas”, afirmou ao G1 a tenente do DCTA Gabrielli Dalavechia.

O Iphan informou que as obras de Niemeyer já são consideradas patrimônios provisórios e que o processo de tombamento – que envolve mais de 24 obras em todo país –  não tem prazo para ser concluído. O estudo teve início em 2007.

História
A concorrência para construção do DCTA,  na época Centro Técnico Aeroespacial (CTA), foi aberta pelo governo no final da década de 40 como primeiro passo no objetivo de  criar uma indústria nacional de aviação.  A disputa para escolha do projeto foi fechada, de acordo com as regras definidas na época, e o escritório de Niemeyer venceu a concorrência entre cinco projetos apresentados para desenhar o complexo.

Dois anos após o concurso e com a posse do presidente Eurico Gaspar Dutra, houve um problema político: Niemeyer, um comunista, não poderia ficar à frente de um projeto da Aeronáutica. A solução para manter os projetos foi contratar outro escritório de arquitetos onde trabalhava Rosendo Mourão, ex-estagiário de Niemeyer.

“Eu tinha carta branca para fazer o que eu quisesse, porque os militares confiavam em mim e até preferiam quando eu não pedia ajuda a Niemeyer. Mas, por respeito a ele, segui todo o projeto à risca. Ele era uma pessoa muito boa. Me ensinou muita coisa”, disse Rosendo ao G1. Segundo ele, Niemeyer era acessível e brincalhão. “Às vezes ele dormia na minha casa em São José para explicar mais sobre a obra do DCTA, escondido, com medo de ser preso pelos militares”, disse.

Prédios
Segundo o DCTA, entre os principais projetos do arquiteto estão o complexo do ITA, o Túnel de Vento do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Laboratório de Aerodinâmica, alojamento de estudantes e a moradia dos militares.

“O projeto do CTA foi um laboratório para Niemeyer construir anos depois Brasília, que segue o mesmo conceito de cidade-jardim, ou seja, os edifícios são projetados para estar em harmonia com a natureza e tudo que ela oferece. O interessante é que ele pensou tudo isso na década de 40, quando o conceito de sustentabilidade ainda não existia”, disse ao G1 Ademir Pereira dos Santos, de 49 anos, professor de História e Teoria da Arquitetura da Universidade de Taubaté (Unitau).

O prédio que mais chama a atenção e foi apelidado de ‘Elefante Branco’ pelos moradores é o hangar utilizado pelos alunos de engenharia do ITA. Grande e com uma forma curiosa e cobertura de arcos de concreto, o prédio fui projetado, segundo historiadores, para permitir a entrada e saída de caminhões, máquinas e aeronaves.  “O partido foi explorar as características estruturais do arco para se obter o maior vão livre possível, no sentido vertical e horizontal”, diz Ademir em seu livro ‘Arquitetura Industrial’.
Mudanças

Nos últimos 50 anos, as residências e alojamentos foram os que mais passaram por reformas, segundo o DCTA, que informou também que faz o possível para não alterar os projetos originais elaborados por Niemeyer. “Os traços das fachadas desses edíficios marcam muito a linha e estilo seguidos pelo Niemeyer. É uma visão interessante e diferente para a época”, afirmou ao G1 o historiador Donato Ribeiro, de 57 anos.

G1 (Vnews)

Publicado em: 06/12/2012

Repercurssão das mortes do Fórum, OAB entra em Protesto

A morte do advogado José Aparecido Ferraz Barbosa provocou um efeito-cascata entre advogados e entidades que reúnem profissionais do Direito em São José. Eles começam hoje uma série de protestos e reivindicações para evitar que outra tragédia aconteça nas dependências do Fórum.

Na parte da manhã, às 10h, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José faz um ato público na frente do prédio do Fórum. Eles usarão o microfone, faixas e cartazes para mobilizar a categoria e exigir que o Fórum seja fechado até que a segurança esteja garantida. Além disso, um abaixo-assinado colherá adesões de advogados para tornar obrigatório o uso de portas giratórias nos fóruns, com detectores de metais.

“O ato lembrará o dr. Ferraz Barbosa advogado após ser baleado no Fórum e, ao mesmo tempo, convocará o poder público para garantir a segurança no prédio”, explicou Júlio Rocha, presidente da OAB de São José. Para ele, a situação chegou ao ponto máximo de exaustão com a morte de um profissional, em plena casa da Justiça, e durante o exercício da atividade.

“A situação do Fórum é extremamente precária e os funcionários estão indignados com essa condição.”
Rocha disse ainda que o ato será uma maneira de acender o pavio da sociedade para a briga pelo novo prédio do Fórum. Ele defende que a inauguração seja antecipada.

“Não existe essa história de que não dá para antecipar a inauguração. Se a sociedade pressionar, vai ter que dar”, afirmou. Na manhã de ontem, antes que o Fórum abrisse apenas para funcionários o expediente foi suspenso pelo Tribunal de Justiça às 11h30, funcionários da casa deram-se as mãos na frente do prédio e rezaram pelo advogado morto.

Eles também ‘abraçaram’ simbolicamente o Fórum e pediram mais segurança. Na opinião de Gustavo Vantine, diretor-presidente da Aavale (Associação dos Advogados do Vale do Paraíba), a morte do advogado reveste-se de cores absurdas e lamentáveis que mancham a advocacia da região.

“Temos uma vida ceifada por inoperância do poder público. É uma situação absurda. Os representantes da população têm que ser cobrados. Vamos cobrar explicações severas desse caso”, afirmou. Luiz Carlos Pêgas, presidente da Associação dos Advogados de São José dos Campos, considerou o assassinato de Barbosa não só fruto da violência, mas do “descaso das autoridades na segurança de todos os que frequentam aquela repartição pública”.

Presidente da comissão de Segurança Pública da OAB de São José, Alexandre de Oliveira Campos chamou o episódio de “fato gravíssimo” e que deve provocar “a tomada de medidas pelo Judiciário”.  Todos os representantes de classe concordam que o atraso na construção do novo prédio do Fórum, no Jardim Aquarius, região oeste de São José, contribui para a sensação de insegurança.

As obras começaram em 2005 e tiveram sucessivos problemas nos serviços, com abandono de construtoras, mudanças de projeto e encarecimento das obras. O prédio que deveria ter sido aberto em 2007, teve cinco inaugurações adiadas. A data marcada é 9 de novembro.

O Vale