Alto indice de Exportação em São José dos Campos

As exportações de São José dos Campos aumentaram 60% em abril deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, com um volume total de US$ 606,6 milhões. Em abril de 2011 os produtos exportados somaram US$ 378,6 milhões. Os dados são Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados nesta sexta-feira (18).

No acumulado de 2012, as exportações do município somam US$ 1,75 bilhão, ultrapassando em quase 25% o desempenho do primeiro quadrimestre do ano passado, que foi de US$ 1,4 bilhão. De janeiro a abril, o saldo da balança comercial acumula superávit de US$ 582,7 milhões.

Entre os principais setores, destaque para a indústria aeroespacial, responsável por 72% do volume exportado pela cidade (US$ 1,23 bilhão) no primeiro quadrimestre do ano. O setor automotivo e de autopeças exportou US$ 189,2 milhões (10,5% do total exportado),  enquanto a exportação de equipamentos de transmissão para telefonia celular totalizou US$ 21,4 milhões.

Desde setembro de 2011, o município se mantém na segunda posição no ranking nacional dos maiores exportadores de produtos industrializados, atrás de São Paulo e à frente de São Bernardo do Campo. Outras cidades que tiveram maior volume de exportações não se destacam como São José dos Campos na produção de bens de alto valor agregado, pois participam do mercado internacional apenas com a venda de matérias primas, principalmente minérios, ou possuem portos onde são embarcados os produtos para o exterior.

A lista dos principais produtos exportados pelas empresas do município é formada por aviões, veículos, equipamentos de transmissão de telefonia celular, peças para aviões, helicópteros, autopeças e produtos médicos. O principal bloco de países importadores é constituído por China (US$ 308,5 milhões), Estados Unidos (US$ 297,9 milhões), Argentina (US$ 163,3 milhões), Itália (US$ 143,3 milhões), Países Baixos (US$ 114,8 milhões) e México (US$ 113,9 milhões).

Prefeitura de São José

Atletas de Capoeira, vão para os EUA

Aviões, carros e capoeiristas. Nem só as indústrias e a alta tecnologia levam o nome do Vale do Paraíba para o exterior. Cada vez mais, uma atividade esportiva que já foi considerada desordem ganha o mundo e chama a atenção dos estrangeiros. Na região, a capoeira se tornou produto de exportação.

Centenas de capoeiristas do Vale percorrem o mundo abrindo academias e se apresentando em shows, programas de TV e filmes. Eles levam o gingado da capoeira e encantam os estrangeiros, que também visitam a região para conhecer a cultura dos capoeiristas direto da fonte.

Mas nem sempre foi assim. A capoeira já foi considerada atividade de bandidos e punida até com a morte. Ela chegou ao Brasil com os escravos africanos trazidos para a então colônia portuguesa entre os séculos 16 e 19. Era o meio de defesa deles e a tentativa de manter a cultura nativa.

Misturando diversas manifestações folclóricas africanas, a capoeira foi “gestada na África e parida no Brasil”, como resume José Antônio dos Santos de Almeida, 54 anos, o mestre Zé Antônio, do grupo Cordão de Ouro, de Guaratinguetá. Para ele, mais do que uma luta, a capoeira é uma “filosofia de vida, capaz de unir arte, dança e atividade esportiva e harmonizar corpo e mente”.

Começo.Desde os pioneiros baianos Vicente Ferreira Pastinha (1889-1981), o mestre Pastinha, e Manoel dos Reis Machado (1900-1974), o mestre Bimba, que chegaram a sofrer com a perseguição policial nas primeiras décadas do século 20, a capoeira vem rompendo fronteiras e derrubando preconceitos.

“A polícia perseguia um capoeirista como se persegue um cão danado”, narra Bimba nas páginas de ‘Conversando sobre capoeira’ (1996), livro de Esdras Magalhães dos Santos, 84 anos, o mestre Damião, tenente reformado das Forças Aéreas, advogado e um dos precursores da capoeira em São Paulo.

Ele veio da Bahia para São José dos Campos e tornou-se uma referência no Vale. Para ele, embora a capoeira seja uma só, ela tem diversas variações, desde a luta agressiva até o bailado alegre e descontraído que encanta os estrangeiros. “Pode jogar mais bravo ou para se deleitar”, explica.

Tradição. Com turnês anuais por diversos países da Europa e nos Estados Unidos, mestre Zé Antônio e o irmão Ponciano Almeida, trouxeram para Guará o Cordão de Ouro de mestre Suassuna, de São Paulo, em 1974. Desde então, vêm formando uma legião de professores que se espalha pelo mundo.

Atualmente em turnê pelos EUA, Everaldo Bispo de Souza, 59 anos, o mestre Lobão, celebra 41 anos de história da primeira academia de capoeira do Vale, a Besouro Mangangá, que ajudou a montar em São José, em 1971, com Damião e seu filho, Esdras Filho.

“O Vale tem excelentes mestres, mas temos que trabalhar com muita responsabilidade para que tenhamos capoeiristas de excelente qualidade. Aí sim estaremos bem representados lá fora”, afirma Lobão.

O Vale

Exportação na cidade tem alto indice neste mês de março

As exportações de São José dos Campos aumentaram 13,46% em março deste ano em comparação com o mesmo mês do ano passado, com um volume total de US$ 621,8 milhões. Em março de 2011 o volume exportado foi de US$ 548,1 milhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados nesta segunda-feira (23).

No acumulado de 2012, as exportações do município somam US$ 1,15 bilhão, ultrapassando em 11,94% o desempenho do primeiro trimestre do ano passado, que foi de US$ 1,02 bilhão. De janeiro a março, o saldo da balança comercial acumula superávit de US$ 298,4 milhões.

Entre os principais setores, destaque para a indústria aeroespacial, responsável por quase 70% do volume exportado pela cidade (US$ 797,7 milhões) no total acumulado do primeiro trimestre do ano. Outros destaques do trimestre foram os setores: automotivo e autopeças, com volume de US$ 152,3 milhões e de equipamentos de transmissão para telefonia celular, com US$ 13,8 milhões.

Desde setembro de 2011, o município se mantém na segunda posição no ranking nacional dos maiores exportadores de produtos industrializados, atrás apenas de São Paulo e à frente de São Bernardo do Campo. Outras cidades que tiveram maior volume de exportações não se destacam, como São José dos Campos, na produção de bens de alto valor agregado e participam do mercado internacional apenas com a venda de matérias primas, principalmente minérios, ou possuem portos onde são embarcados os produtos para o exterior.

A lista dos principais produtos exportados pelas empresas do município é liderada por aviões; veículos; equipamentos de transmissão de telefonia celular; peças para aviões; helicópteros; autopeças e produtos médicos. O principal bloco de países importadores é formado por Estados Unidos, China, Argentina, Itália, México e Irlanda.

Prefeitura Municipal

Crise não abala o indice de exportação na cidade

As cidades exportadoras do Vale do Paraíba começaram o ano com um volume de vendas ao exterior maior do que em 2011. No primeiro bimestre do ano, as exportações subiram 10% em São José dos Campos e 17% em Taubaté, em relação ao mesmo período do ano passado.

Os setores aeronáutico e automotivo foram os responsáveis pelo crescimento do montante vendido ao exterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgados ontem.

Em São José, os principais destinos da exportação foram os Estados Unidos e a China, graças a negócios da Embraer. O valor vendido ao exterior nos dois primeiros meses do ano, US$ 528 milhões, surpreendeu a liderança empresarial da cidade.

“Estou surpreso. Como (a exportação) pode aumentar tanto se a indústria está devagar, com produção em baixa”, questionou o diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes.

Por outro lado, a Argentina, principal destino das exportações do município em 2011, registrou neste bimestre queda de 64% nas encomendas ao Brasil, resultado do embargo de autopeças promovido pela presidente argentina Cristina Kirchner no início de fevereiro.

“Por isso é que estão tentando mudar essa situação em São Paulo (sede do Ciesp). Enquanto não resolver esse problema, o negócio vai ficar desta maneira”, disse Fernandes. Em Taubaté, o montante exportado no primeiro bimestre do ano foi de US$ 202 milhões.

Segundo o diretor regional do Ciesp de Taubaté, Fábio Duarte, a indústria automobilística da cidade, representada por Ford e Volkswagen, tem conseguido se sobressair do momento de retração na atividade industrial por contratos já assinados.

“Tão logo novos contratos entrem em negociação é que teremos o maior impacto nas exportações. (Ford e Volks aumentaram as exportações) porque estão utilizando contratos anteriores à crise”, disse. Apesar de queda de 3% no volume exportado no bimestre em relação a 2011, a Argentina continua sendo o principal destino das vendas ao exterior de Taubaté, seguida de perto pelo México (veja quadro nesta página).

A crise na LG Electronics, por sua vez, foi sentida no balanço do MDIC. Na comparação entre o primeiro bimestre deste ano com o de 2011, o volume de produtos de telefonia móvel exportado caiu 97%.

Desde o início da queda na produção da fabricante com unidade em Taubaté, mais de 500 pessoas foram demitidas na LG. A crise também atingiu a cadeia produtiva da empresa, com mais de 700 cortes, segundo dados do Ciesp.

“A situação (da LG) deve melhorar um pouco em março. Temos informação de que há novos contratos e alguns trabalhadores estão fazendo hora extra. Por isso, alguns demitidos devem ser recontratados por já serem funcionários treinados”, disse Duarte.

O Vale

São José dos Campos tem aumento de 10% nas exportações

São José dos Campos encerrou o ano de 2011 com aumento de 10,84% no volume de exportações em relação a 2010, totalizando US$ 5,787 bilhões. As importações somaram US$ 3,563 bilhões e o saldo da balança comercial foi de US$ 2,224 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados nesta semana, em Brasília.

Entre as principais empresas exportadoras, destaque para a Embraer, responsável por mais de 70% do volume exportado pela cidade. Em 2011, a empresa vendeu US$ 4,1 bilhões (cerca de R$ 7,3 bilhões) ao exterior, 6% a mais que em 2010. Outros destaques foram as empresas General Motors e Ericsson, com volume de exportações 16% e 169% maior que em 2010.

Com o desempenho, o município se mantém na segunda posição no ranking nacional dos maiores exportadores de produtos industrializados, atrás apenas de São Paulo e à frente de São Bernardo do Campo. Outras cidades que tiveram maior volume de exportações não se destacam como São José dos Campos na produção de bens de alto valor agregado, pois participam do mercado internacional apenas com a venda de matérias primas, principalmente minérios, ou possuem portos onde são embarcados os produtos para o exterior.

A lista dos principais produtos exportados pelas empresas do município é liderada por aviões; veículos; equipamentos para telefonia celular; peças para aviões; helicópteros; autopeças e produtos médicos. O principal bloco de países importadores é formado por Argentina, Estados Unidos, China, Alemanha, Reino Unido e México.

Indicadores

O Produto Interno Bruto (PIB) de São José dos Campos alcançou R$ 22,018 bilhões em 2009, segundo relatório divulgado em dezembro passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O montante representa um aumento de 6,27% em relação a 2008, quando o PIB registrado foi de R$ 20,718 bilhões. O resultado coloca São José dos Campos em destaque entre os municípios brasileiros que mostraram crescimento do PIB em 2009 em relação a 2008, subindo da 21ª para a 19ª colocação no ranking dos maiores PIBs do país. No estado, o município manteve o oitavo lugar.

Outro indicador que apresentou crescimento foi o PIB per capita, que passou de R$ 34.007,00 em 2008 para R$ 35.751,06 em 2009. O PIB per capita é a soma dos salários de toda a população dividida pelo número de habitantes e ajuda a indicar o grau de desenvolvimento econômico de um país, região ou município.

Segundo o IBGE, São José dos Campos ocupa o terceiro lugar na geração do valor adicionado industrial do Estado de São Paulo com R$ 9.998,95 bilhões e integra o grupo dos cinco municípios paulistas responsáveis por 40% da geração do valor adicionado industrial do Estado, um dos componentes formadores do PIB, que é o total de bens e serviços produzidos em uma determinada região.

Prefeitura Municipal

U$ 536 milhões é o número de exportação de novembro

As exportações de São José dos Campos chegaram a US$ 536 milhões em novembro, mantendo-se estáveis em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com os dados divulgados na sexta-feira (16) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O total exportado no mês passado foi US$ 6,66 milhões a mais do que o alcançado em outubro.

No acumulado do ano, as exportações do município somam US$ 4,86 bilhões, 11,3% a mais do que no mesmo período em 2010 (US$ 4,36 bilhões). De janeiro a novembro, o saldo da balança comercial acumula superávit de US$ 278,9 milhões.

Com esse resultado, a cidade se mantém na segunda posição no ranking dos maiores exportadores de produtos industrializados, atrás apenas de São Paulo e à frente de São Bernardo do Campo. Outras cidades que tiveram maior volume não têm na pauta de exportações itens de alto valor agregado e participam do mercado internacional somente com a venda de matérias-primas, principalmente minérios, ou têm portos onde são embarcadas as mercadorias para o exterior.

A lista dos principais produtos exportados pelas empresas de São José é liderada por aviões, veículos, equipamentos de transmissão de telefonia celular, peças para aeronaves, autopeças e produtos médicos. O principal bloco de países importadores é formado por Argentina, Estados Unidos, China, Alemanha, Reino Unido e México.

Prefeitura Municipal

Balanço positivo nas exportações em São José

As exportações de São José dos Campos cresceram 34% em outubro em relação ao mesmo mês de 2010. Em outubro deste ano, a cidade exportou US$ 529,4 milhões contra os US$ 393 milhões de outubro de 2010. Na comparação mês a mês, houve queda de 3% em relação a setembro de 2011.

As vendas da Embraer ‘salvaram’ o desempenho da cidade, a única dos três maiores municípios do Vale a registrar, em outubro, desempenho melhor que em 2010.

O setor aeronáutico representa mais de 60% do montante exportado por São José. Além de aeronaves prontas, o município envia para o exterior componentes de aviões, como trens de pouso e fuselagem. “A Embraer define a balança comercial da cidade. O avião é, talvez, o produto de maior valor agregado do país”, afirmou o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes.

O setor de estação base para telefonia, liderado pela Ericsson, também registra bons números em 2011. O volume de exportações na área acumula crescimento de 241% de janeiro a outubro desse ano, em relação aos dez primeiros meses de 2010.

Outro setor com representatividade nas exportações de São José é o automotivo, encabeçado pela cadeia produtiva da General Motors. A recessão nas vendas freou as exportações. Ainda assim, o segmento já vendeu para o exterior o equivalente a R$ 956 milhões.

O economista do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-sociais) da Universidade de Taubaté Edson Trajano avalia que a crise econômica na Europa acaba influenciando na desaceleração do montante exportado no ano.

“Na Europa não há previsão de recuperação mais sustentável nos próximos dois anos. Todos os projetos são de longo e médio prazos. Para que São José volte a exportar o que exportava em 2007, o mercado internacional tem que melhorar”, disse Trajano.

Os países do Mercosul, em especial a Argentina, são o principal destino dos produtos exportados por São José, com 26% do total. A União Europeia, principal destino em 2010, ocupa o segundo lugar, com 21% das exportações. Os Estados Unidos respondem por 16% do total.

São José

Exportações em outubro 2011: US$ 529,4 milhões
Outubro 2010: US$ 393 milhões
Acumulado no ano: US$ 4,3 bilhões
Melhores setores: aeronaves, componentes de aviões e estação base para telefonia celular

O Vale