Jovens atendidos pelo Francisca Júlia se formam em curso de informática

 

Formatura dos jovens atendidos pelo Projeto Vida Nova acontece na próxima sexta-feira (06/12) às 14 horas. Por meio do Projeto Vida Nova, desenvolvido em parceria pela Escola Técnica Professor Everardo Passos – ETEP e pelo hospital psiquiátrico Francisca Júlia, doze jovens atendidos pela instituição de saúde estão se formando no curso básico de introdução a informática.

Segundo o diretor do Hospital Francisca Júlia, Luiz Carlos Peagno, esta iniciativa é muito importante para a inserção social destes jovens e é uma forma de quebrar um paradigma. “Por meio destes trabalhos eles demonstram que conseguem interagir de forma saudável e são criativos. Esta oportunidade auxilia na superação das dificuldades causadas por seus problemas”, afirma.

Essa é a terceira turma formada por meio da parceria entre a ETEP e o Francisca Júlia. “Esse projeto foi possível graças à dedicação dos professores e dos estagiários Luiz Eduardo Teixeira Junior e Vinícius Leal. Para nós é uma grande alegria contribuir com a melhora destes jovens, oferecendo a eles o ensino de qualidade que já é tradição na ETEP”, afirma a coordenadora dos Cursos Técnicos da ETEP, Tânia Campos

Durante a cerimônia de formatura os alunos apresentarão os trabalhos de conclusão do curso, desenvolvidos durante as aulas. São apresentações de Power Point, planilhas de Excel, documentos de Word e desenhos do Fireworks. “Eles escolheram temas de suas preferências que demonstrarão que estão atualizados e têm competência para seguir neste segmento de informação que é o mundo virtual”, explica Tânia.

Enade reprova 63 de 91 cursos da região avaliados em prova

O Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de 2012 considerou insatisfatórios 63 de 91 cursos de graduação superior avaliados em faculdades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Divulgado anteontem pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura), o resultado do Enade 2012 considerou 28 cursos satisfatórios entre o total analisado na região. O índice monitora a qualidade dos cursos de graduação e divide as instituições universidades, faculdades e centros universitários por totais que vão de 0 a 5 pontos (Conceito Enade). Avaliações abaixo de três são consideradas insatisfatórias pelo MEC, que aplica o exame em estudantes concluintes do ensino superior.

Em 2012, fizeram a prova 469.478 alunos de 7.228 cursos de todo o país, nas áreas de Humanas e Tecnologia, pertencentes a 1.646 instituições de educação superior brasileiras. A prova teve 20,1% de abstenção em todo o país 587.351 estudantes estavam habilitados e inscritos. De acordo com o MEC, a nota real do Enade é composta de números fracionados. As instituições de ensino, contudo, recebem um número inteiro e aproximado conforme tabela usada pelo Ministério. Segundo o MEC, cerca de 30% dos cursos analisados ficaram abaixo da média considerada aceitável no Conceito Enade.

Na região, o índice é mais do que o dobro da média nacional. Foram considerados insatisfatórios 69,23% dos cursos avaliados. Cinco das faculdades com mais alunos na região tiveram cursos reprovados: Univap (Universidade do Vale do Paraíba), Unitau (Universidade de Taubaté), Unip (Universidade Paulista), Fatec (Faculdade de Tecnologia) e Faculdades Anhanguera. As universidades minimizaram a nota dada pelo Enade (leia texto nesta página). O Conceito Enade é o principal indicador do IGC (Índice Geral de Cursos) do MEC, que será divulgado no final de outubro, segundo o Ministério.

Os cursos com os piores resultados na região foram Administração, Ciências Contábeis, Direito e Tecnologia em Logística. De 19 cursos de Administração avaliados, 16 foram considerados insatisfatórios, segundo os critérios do Enade. Em Direito, foram cinco de oito. Tecnologia em Logística teve 7 cursos insatisfatórios de 9 avaliados. Ciências Contábeis ficou com 6 de 9 cursos avaliados pelas provas. Para Mauro Castilho, doutor em História da Educação pela PUC (Pontifícia Universidade Católica), o Enade é um importante referencial. Sobre o resultado negativo na região, ele disse que não se pode generalizar. “Podemos incorrer em erros de avaliação”. Castilho acredita que a política de “massificação” do ensino superior “tende a prejudicar a qualidade dos cursos”, com faculdades colocando até 100 alunos em uma sala de aula. “Essa realidade é absolutamente inaceitável”, afirmou o professor.

O sistema de notas usado pelo MEC para compor o índice do Enade provoca avaliações conflitantes de um mesmo curso. A assessoria do MEC explicou que a nota real é dada com o número fracionado, isto é, com duas casas depois da vírgula. Mas a nota enviada às instituições é aproximada e inteira, sem vírgula. Um curso pode ir de 1,98 para 3. As universidades e faculdades da região minimizaram o índice dado pelo Enade 2012, que considerou insatisfatórios 63 de 91 cursos avaliados.

Para as instituições, a nota não é a única na avaliação do ensino superior no país. Em nota, a Unitau disse que “o exame é um dos indicadores da qualidade do ensino, mas não é o único e não reflete, necessariamente, a realidade do curso”. Os motivos seriam “o preparo e a disposição do aluno para a prova, que podem ser determinantes para o resultado”. Também em nota, a Univap informou que está remodelando o curso de Ciências Contábeis, que não abre vagas desde 2010. Os demais cursos, segundo a instituição, receberam notas 3 e 4 do MEC. Representantes das demais faculdades não foram localizados ontem.

ITA tem atividades paralisadas para reivindicar melhorias

Pela primeira vez na história do ITA (Instituto Tecnoló-gico de Aeronáutica) após regime militar, os alunos da entidade paralisaram as atividades em protesto contra a qualidade de ensino. A paralisação foi realizada ontem, das 8h às 12h, e contou com a adesão de 90% dos alunos e professores, segundo informou o presidente do CASD Centro Acadêmico Santos Dumont, Marcus Gualberto Ganter de Moura. O ITA possui cerca de 600 alunos e 150 professores em São José dos Campos. A paralisação de ontem foi aprovada em assembleia geral extraordinária do CASD, realizada na semana passada entre os alunos. Os alunos não participaram das atividades e apresentaram aos professores os pedidos de melhorias no ensino.

O presidente do Centro Acadêmico disse que os alunos estão desmotivados com o ensino oferecido pelo ITA. “Nós queremos que melhorem a didática de ensino, permitindo que os alunos realmente aprendam engenharia”, disse Ganter a O VALE. Em texto divulgado pelo CASD, os alunos afirmam que “são diversos os problemas que freiam a instituição e a mantém presa ao passado e a impedem de ser na prática, e não apenas na reputação, uma instituição de verdadeira excelência”, segundo texto da nota. O texto afirma também que “dentre os problemas está um sistema de avaliação coercivo, que, devido a regras e amarrações nas normas do ITA, cria um ambiente propício para abuso de poder, prática de injustiça e terror psicológico de professores para com alunos. Os alunos do ITA pedem a volta do Sistema de Aconselhamento (que existe no MIT), considerado fundamental na formação dos engenheiros e mais transparência na divulgação das notas.

“O ITA está com o programa de expansão, que prevê a duplicação do número de vagas. e outras inovações. O modelo atual possui falhas que queremos corrigir em conjunto com a administração, o quanto antes. Se não, passaremos de 600 alunos, para 1200 desmotivados”, disse Ganter. O reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, disse que a instituição está aberta ao diálogo com os alunos e que há o interesse das duas partes em buscar a qualidade de ensino na instituição. O ITA foi criado em 1950, para ser um centro de excelência universitária aeroespacial. A entidade está sob a responsabilidade direta do Comaer (Comando da Aeronáutica).

A instituição tem um dos vestibulares mais difíceis do país. Os cursos oferecidos são de engenharia-aeronáutica, eletrônica, mecânica- aeronáutica, civil- aeronáutica, computação e aeroespacial. Para o vestibular 2014, o ITA aumentou de 130 para 180 o número de vagas oferecidas. Serão 170 vagas para civis e 10 para militares. O reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, negou ontem ações coercitivas da direção sobre os alunos e disse que há um diálogo maduro entre as partes. Ele não considerou o protesto como uma paralisação, mas sim como uma reunião onde alunos e professores puderam expor seu pontos de vista para buscar a melhoria da qualidade de ensino.

O reitor disse que convidou os professores para participar da reunião com os alunos. “Acho que foi um agenda positiva. O que os alunos querem é o que nós queremos, ou seja, discutir mecanismos que busquem o avanço institucional, buscando a melhoria do ensino”, afirmou. Segundo Pacheco, o ITA é uma escola mais rigorosa do que as demais, que exige um rendimento muito alto dos alunos. “Algumas medidas que os alunos reivindicaram são difíceis de serem feitas, como a demissão de professores. As decisões tem que ser bem ponderadas, respeitando a tradição do ITA e suas peculiaridades”, disse o reitor. Para buscar as melhorias de ensino no ITA, foi formada uma comissão entre alunos, professores e direção.

Qualidade de ensino da Faculdade é apontada por Reitor

Um ano após assumir o comando da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), o reitor Jair Cândido de Melo, 73 anos, aponta a melhoria da qualidade do ensino e o resgate da credibilidade da instituição como suas principais conquistas. Na próxima quinta-feira, ele completa o primeiro de seus quatro anos de mandato, em processo que consolidou o fim da ‘Era Gargione’ na universidade, que possui unidades em São José, Jacareí, Campos do Jordão e Caçapava.

O professor Baptista Gargione Filho, 79 anos, dirigiu a Univap por 20 anos de 1991, ano em que ela foi criada, até novembro de 2011, quando foi demitido do quadro de funcionários. Ele também presidiu a FVE (Fundação Valeparaibana de Ensino), mantenedora da Univap, por 30 anos de 1981 a 2011. Durante este período, Gargione se envolveu em diversas polêmicas, chegando a ser alvo de um processo na Justiça decorrente de denúncias de nepotismo e corrupção o processo foi arquivado por falta de provas.

Para impedir novas perpetuações no poder, o Ministério Público conduziu um processo que resultou na mudança do estatuto da FVE e na troca do reitor da universidade, que agora só pode ser reeleito uma única vez. “O que me deixa mais feliz é ver que neste um ano voltou o entusiasmo dos alunos e professores. Acho que conseguimos conquistar o coração das pessoas. A Univap não tem só um dono. Ela só tem sentido se servir a coletividade”, disse Jair Melo.

Segundo o reitor, neste primeiro ano de mandato houve melhoria significativa na aproximação com a comunidade e na qualidade do ensino na instituição. Ele cita como exemplos medidas como o aumento de 3 para 4 horas na carga mínima de aulas por dia, o reforço de aulas de matemática e português para recém-aprovados no vestibular e a ampliação da capacitação de professores através de cursos.

“Quando assumi, fui taxativo. A melhoria do ensino é prioridade e por isto adotamos estas medidas. Não temos que fazer a história do passado e, sim, preparar os homens e mulheres do futuro.” Feliz com as conquistas, ele reconhece que ainda há muito a fazer. “Temos que aprimorar as mudanças, até porque a imagem da Univap ficou muito desgastada junto à comunidade. Quando aparecia na mídia, era quase sempre com notícias negativas. Vivemos novo tempo.”

Alunos da Univap consultados por O VALE reconhecem o esforço do reitor Jair Cândido de Melo para alavancar a instituição, mas continuam cobrando melhorias no ensino e no setor de pesquisa. “Houve avanços em relação à época do Gargione [Baptista, ex-reitor], mas ainda é muita propaganda e pouca prática”, disse Guilherme Tarquínio, que cursa o 5º ano de direito e é membro da Comissão Pró-DCE (Diretório Central dos Estudantes).

Segundo ele, a partir de amanhã começarão a ser recolhidas adesões por meio de abaixo-assinados em todos os cursos com pedido de melhorias para os alunos e professores. “Quando o reitor assumiu há um ano, foram prometidas melhorias nas bibliotecas, no sistema de internet e nas pesquisas. Como isto não foi feito, vamos voltar a passar o abaixo-assinados nos cursos e protocolar de novo esses pedidos de melhorias na reitoria”, afirmou Tarquínio.

Segundo ele, o grande mérito de Melo em seu primeiro ano de gestão à frente da Univap foi a ampliação do diálogo com os alunos. “Não resta dúvida de que hoje temos muito mais acesso ao reitor, ao pessoal da Secretaria-Geral e aos diretores do que na época do Gargione. Mas o que queremos mesmo é a melhoria efetiva na qualidade do ensino. Vamos continuar cobrando.”

O Vale

Publicado em: 15/04/2013

Escolas Municipais realizam evento com os Alunos

Alunos e professores da rede municipal de ensino deram início nessa segunda-feira (8), a mais uma mostra artística de trabalhos desenvolvidos por meio do Programa Arte Viva. Denominada Semana Viva Arte, o evento reúne apresentações de teatro e dança durante o dia e música à noite, tendo como palco o Cine Santana, região norte de São José dos Campos.

Até esta quinta-feira (11), de 16 a 19 e no próximo dia 23, os grupos de dança e teatro das escolas municipais de Ensino Fundamental fazem revezamento durante as manhãs e tardes. À noite é a vez dos corais, das flautas e bandas. Durante esse mesmo período, haverá uma exposição de telas e figurinos criados pelos estudantes no Shopping Faro, que fica na Rua Sebastião Húmel, no centro da cidade.

O “Arte Viva” desenvolve atividades que contribuem para a formação integral do aluno, ao propiciar o autoconhecimento e ao elevar a autoestima pela descoberta e valorização das diferentes aptidões. Criado em 2009 com o objetivo de unificar os projetos extracurriculares já existentes, o programa atinge hoje mais de 2 mil alunos do Ensino Fundamental regular e EJA (Educação de Jovens e Adultos). Além coral, teatro, flauta, pintura em tela e dança, iniciativa abrange banda marcial e fanfarra e, a partir deste ano, desenho de figurino e percussão.

Prefeitura Municipal de São José
Imagem: Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 10/10/2012

Supletivos para concluir o Ensino Fundamental e Médio

Quem não completou os estudos no Ensino Fundamental e Médio tem uma chance de conseguir o diploma. Estão abertas as inscrições para os exames supletivos para o Ensino Fundamental e Médio. O objetivo é possibilitar a jovens e adultos que estão fora da escola ou da idade regular de ensino a possibilidade de obter a certificação escolar.

Os interessados devem consultar o regulamento e efetuar a inscrição, até as 18h do próximo dia 27, no Portal da Secretaria da Educação (www.educacao.sp.gov.br). O candidato deverá preencher todos os dados pessoais exigidos e indicar o nível que pretende concluir (Ensino Fundamental ou Ensino Médio). As provas serão realizadas em 28 de outubro.

Para as provas do Ensino Fundamental, podem se inscrever candidatos com idade mínima de 15 anos completos ou a completar até a data da avaliação. No caso do Ensino Médio, é preciso ter mais de 18 anos de idade. Detentos também podem participar.

Neste ano, o exame será dividido em uma redação e quatro provas objetivas, conforme o nível de ensino. Para o Ensino Fundamental, a avaliação irá exigir do aluno conhecimentos em língua portuguesa, inglês, arte e educação física; matemática; história e geografia; e ciências da natureza.

Já para os alunos do Ensino Médio, as questões serão sobre língua portuguesa, inglês ou espanhol, arte e educação física; química, física e biologia; matemática; ehistória, geografia, filosofia e sociologia. Não há limite para as inscrições, a prova será realizada para todos os interessados. Na última edição deste exame, em 2009, cerca de 130 mil pessoas participaram das provas Quem for aprovado vai precisar apenas de um documento com foto para retirar o certificado.

O aluno que ainda tiver dúvidas do exame pode se informar na Central de Atendimento da Secretaria da Educação, no telefone 0800 770 0012, ou na Diretoria de Ensino da sua cidade. Em Taubaté, a Diretoria fica na Praça 8 de maio, 28, no Centro.

G1

Escola de ensino Aeroespacial ficará pronto apenas em 2014

O centro de capacitação aeronáutica e de defesa do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) que será instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos vai demandar investimento de R$ 84 milhões e será inaugurado em 2014.

Conforme antecipado ontem por O VALE, a unidade vai oferecer 5.800 vagas por ano, sendo 5.000 em cursos gratuitos voltados para a qualificação e aprendizagem. As demais vagas serão para ensino superior e destinadas por cursos tecnólogos, com mensalidade de R$ 650. No entanto, haverá condições especiais para alunos de baixa renda.

Ontem, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo, o presidente estadual do Senai, Paulo Skaf, assinou parceria com o governo francês para auxiliar na formalização da grade curricular e estrutura da unidade, que terá 21 mil metros de área construída.

O acordo envolveu empresas do setor aeroespacial francês, entre elas a Dassault, que concorre com a sueca Saab e a norte-americana Boeing no fornecimento de caças à Força Aérea Brasileira pelo programa F-X2, e a Thales, líder mundial em tecnologia para o mercado aeroespacial, de defesa e transportes.

As empresas e o governo francês ficarão responsáveis pelo intercâmbio de informações para a realização dos cursos. “A intenção é que nossos técnicos e professores vão à França e os deles venham para cá, e assim formarmos o melhor conteúdo teórico e prático”, disse Skaf.

O embaixador da França no Brasil, Yves Edouard Saint-Geours, creditou a assinatura da parceria de ontem ao acordo firmado entre o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da França Nicolas Sarkozy em 2008.

“A parceria envolvia transferência de tecnologia e recursos humanos. O alvo do governo não são parcerias comerciais, mas algo mais integrado”, disse o embaixador. Skaf salientou que o centro não terá exclusividade dos franceses e revelou interesse de outros países, como os Estados Unidos, em novas parcerias em troca de transferência de tecnologia.

A implantação da unidade do Senai depende da aprovação do conselho administrativo do Parque Tecnológico e da prefeitura para a doação de área, o que, segundo Skaf, deve acontecer nos próximos dois meses. O Senai custeará 100% do prédio, sem financiamento. “Serão R$ 64 milhões para a unidade de aeronáutica e outros R$ 20 milhões para a unidade de defesa, que ficará no mesmo local”, disse o presidente do Senai e da Fiesp.

A Prefeitura de São José não comentou o assunto. Por meio de sua assessoria, informou que aguarda a aprovação do convênio para a instalação da unidade entre Parque Tecnológico, prefeitura e Senai para falar sobre o centro.

O Vale

Ensino do Estado é avaliado pelo Saresp

Mais de 150 mil alunos da região farão hoje e amanhã as provas do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), aplicadas pela Secretaria de Estado da Educação com o objetivo de medir a qualidade do ensino.

Realizado pela pasta desde 1996, o exame fornece informações sobre a situação da escolaridade na rede pública, dados que servem de base para orientar as políticas voltadas à melhoria da qualidade educacional. No Vale, 151.243 alunos devem fazer os exames marcados para hoje e amanhã, nos três períodos de aula (manhã, tarde e noite). As provas serão aplicadas no horário letivo, nas próprias escolas dos alunos.

A prova é voltada a estudantes dos 3º, 5º, 7º e 9º anos do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio. Também podem fazer o exame alunos de escolas municipais, particulares e unidades de ensino técnico do Centro Paula Souza e da rede Sesi.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, o objetivo é aferir o domínio das competências e habilidades básicas em língua portuguesa, matemática, história e geografia, além de uma redação para uma parcela dos alunos.
O tema da redação para o 5º ano será uma carta de leitor. Para o 7º ano, será uma narrativa de aventura e, para o 9º ano e a 3ª série, um artigo de opinião.

Ao todo, serão avaliados 1,65 milhão de alunos da rede estadual, além de outros 600 mil de 3.328 escolas municipais, 50 mil de 224 instituições de ensino particulares e 16 mil de 139 unidades do Centro Paula Souza. “É uma boa amostragem da qualidade do ensino em sala de aula”, disse a professora Neide Mateus Miranda, 52 anos, de São José.

Neste ano, a Secretaria vai premiar com cerca de 12 mil notebooks os alunos da 3ª série do ensino médio da rede estadual que obtiverem o melhor desempenho no Saresp. Serão contemplados alunos do período diurno (manhã e tarde) e os do noturno de uma mesma unidade de ensino.

O Vale

Testando o ensino público

A Unesco vai testar a qualidade de ensino em 48 escolas da rede municipal de São José. Nos próximos dois meses, os pesquisadores do Instituto Internacional de Planejamento da Educação, vinculado ao órgão da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), devem avaliar da infraestrutura das instituições de ensino à qualificação dos professores.

Um dos objetivos é medir até que ponto estudantes em situação social vulnerável têm um desempenho pior nas escolas. A rede municipal de São José tem 146 instituições de ensino. Entre as escolas selecionadas para participar da pesquisa, estão instituições com elevados problemas de conflitos entre estudantes e professores ou de distúrbios internos.

As avaliações começam na próxima terça-feira e depois de organizar esses dados, o instituto irá organizar um relatório contendo as características dessas escolas. O documento será entregue à secretaria de Educação de São José, que vai trabalhar sobre os problemas diagnosticados.

A coordenadora afirmou ainda que um dos exemplos de mudança que pode acontecer nas escolas é na grade curricular das escolas. Para o secretário de Educação, Alberto Alves Marques Filho, esse projeto é importante pois vai mostrar como o governo pode agir para solucionar alguns problemas.

O projeto de cooperação foi assinado entre a Prefeitura de São José dos Campos e a Unesco em agosto do ano passado. Em fevereiro desse ano, o 1ª Fórum Técnico sobre Avaliação Institucional do Sistema Municipal de Ensino foi realizado para a divulgação e implantação do projeto.

Na manhã de ontem, foi realizado o segundo fórum, no Parque Tecnológico, onde foi apresentada a etapa de avaliação dessas escolas. Participaram da reunião, duas representantes do Instituto Internacional de Planejamento da Educação, que tem sede regional em Buenos Aires, na Argentina, diretores de escolas da rede municipal de ensino, consultores e técnicos da Unesco no Brasil.

A avaliação foi aprovado pelos professores e diretores de escolas municipais que participaram do encontro, no Parque Tecnológico. De acordo com a diretora da escola Possidônio José de Freitas, no bairro Galo Branco, Adriana Marques da Silva, a avaliação será é importante para unificar e alinhas as escolas de São José.

Já a diretora da escola Mariana Teixeira Cornélio, do bairro Vila Dirce, acredita que o projeto não pode achar culpados para os problemas.

O Vale