Dias das Mães aquece Comércio na cidade

O comércio de São José estima crescimento de 11% nas vendas para o Dia das Mães deste ano em relação a 2011, aponta pesquisa da ACI (Associação Comercial e Industrial). Desde a semana passada, as vitrines das lojas dedicadas ao público feminino ganharam decoração especial visando atrair aqueles que desejam antecipar as compras e fugir do movimento de última hora.

Para o presidente da ACI, Felipe Cury, o otimismo do comércio é explicado pelo momento de expansão de crédito aos consumidores e o aumento de promoções. “Essa queda de juros é muito animadora, veio para ficar e vai atingir diretamente o comércio. A mudança de estação também ajuda, pois há necessidade da mudança de vestuário com essa queda brusca de temperatura”, disse.

A bancária Thatiane Lima, 25 anos, já começou a observar potenciais presentes para sua mãe. “Vou comprar esta semana. Todo ano dou alguma roupa e desta vez não será diferente”, disse Thatiana. A gerente da Barred’s, Rosana Leone, disse que o movimento deve se intensificar a partir desta semana. Ela estima aumento de 30% nas vendas.

“Já tivemos clientes pedindo embrulho para o Dia das Mães”, afirmou Rosana. Em Taubaté, a Acit (Associação Comercial e Industrial) divulga nos próximos dias expectativa de vendas dos lojistas. A presidente da entidade, Sandra Morales, acredita que o crescimento nas vendas deva ficar em torno de 10%.

O Vale

Projeto de disciplina é analisado pela Prefeitura na cidade

A Câmara de São José dos Campos começa a analisar esta semana projeto que disciplina o comércio informal no centro da cidade. A regulamentação da atividade é uma das reivindicações dos camelôs da região, que serão transferidos para os camelódromos construídos pela prefeitura na Rodoviária Velha e na praça João Mendes (praça do Sapo).

Representantes dos ambulantes e a secretária de Defesa do Cidadão, Joana Flávia Soares Borges, reuniram-se ontem com vereadores para tratar do assunto. No encontro com o presidente do Legislativo, Juvenil Silvério (PSDB), o grupo entregou a minuta de um projeto para análise da Casa.

Os principais pontos da proposta contemplam as reivindicações dos informais, segundo informou o presidente da Adei (Associação de Economia Informal) de São José, Antonio Gonçalves Batista, o Tonico Pipoqueiro. Os camelôs poderão, após dez anos da permissão de uso dos boxes ceder o ponto nos camelódromos para outra pessoa.

Em caso de falecimento do permissionário, a permissão poderá ser transferida a um herdeiro legítimo deste. Outro ponto importante é que o permissionário também poderá indicar um preposto para exercer o comércio em seu lugar, desde que este seja seu cônjuge, companheiro, filho ou irmão.

Os camelôs terão que pagar uma taxa mensal pelo uso dos boxes dos camelódro-mos e não poderão comercializar produtos considerados ilegais, falsificados ou pornográficos e nem armas. A reunião teve a participação também dos vereadores Luiz Mota (DEM) e Cristiano Pinto Ferreira (PV). “A nossa expectativa é que o projeto que disciplina a atividade do comércio informal seja lido na sessão de quinta-feira”, afirmou Silvério.

Ele, no entanto, afirmou que não é possível prever se a proposta será votada no mesmo dia. “Se nenhum vereador pedir prazo para apresentação de emendas, o projeto até pode ser votado na sessão de quinta-feira”, declarou. A Secretaria de Defesa do Cidadão informou, por meio de sua assessoria, que o projeto deve ser apresentado pelo Legislativo. “Estamos analisando”, disse o vereador Mota”.

O Vale

Foi decretado o fim das sacolinhas plásticas em todo Comércio

Hoje é o último dia de distribuição de sacolas plásticas descartáveis nas 113 lojas da região associadas à Apas (Associação Paulista de Supermercados). Depois de mais de dois meses de campanha, já é possível notar a mudança de comportamento dos clientes no comércio a maioria já leva sua própria sacola para embalar as compras.

O fim das ‘sacolinhas’ havia sido decretado em 25 de janeiro, mas um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado no início de fevereiro entre Apas, Ministério Público e Procon deu 60 dias para que os supermercados e os clientes se preparassem para a mudança.

Ontem, a assistente social Sueli Rossi, 59 anos, de São José, saiu com três sacolas reutilizáveis carregadas de produtos de um supermercado. Ela garante que nem em compras maiores sente falta da sacola plástica. “Quando eu era adolescente, não havia sacola plástica. Levávamos as coisas em embalagem de papel reforçado ou em sacolas de feira. O segredo é separar os produtos por segmento”, disse a assistente social.

Outra que mudou os hábitos desde o início da ação da Apas foi a bancária Vanusa Fontana da Silva, 34 anos, que disse que a maior dificuldade é lembrar de levar a sacola do carro. “Cada vez que vinha ao supermercado, tinha que comprar uma sacola. A ação é importante”, disse.

A dentista Viviane Moreno, 35 anos, comemorou a queda do preço das sacolas reutilizáveis. “No início, essas sacolas custavam R$ 5. Hoje, está R$ 1,99. É um preço justo pois estimula o consumidor a comprar e usar a sacola.” Já a advogava Eládia Arcas, 51 anos, disse não concordar com a medida. “Há tantas outras mercadorias que são de plástico e que não irão acabar. Não acho que a sacola seja a culpada”, disse.

A empresária Flávia Neves, 36 anos, se mostrou favorável ao fim das sacolas, mas lembrou de outra utilidade comum do produto o armazenamento de lixo. “De qualquer forma, as pessoas terão que comprar saco de lixo.” O comerciante Helton José Salles, 57 anos, disse que o maior problema será na hora de pico das compras, pois há dificuldade de encontrar embalagens disponíveis.

Adaptação. Para o diretor regional da Apas, Fernando Shibata, graças ao TAC, a mudança de amanhã deverá ser mais tranquila do que a primeira tentativa de eliminar as sacolinhas no início do ano. “Em janeiro, tinha toda aquela expectativa. O TAC veio em bom momento pois algumas cidades estavam mais preparadas do que outras. Esse prazo foi suficiente para que todo o Estado ficasse no mesmo cenário”, disse Shibata.

Ele salienta que os associados foram orientados a avisar aos clientes sobre o fim das sacolas descartáveis e informar opções presentes na loja. “Agora, mais do que nunca, os funcionários serão orientados. Os supermercados estão mais preparados”, afirmou. Mais de 40 milhões de sacolas plásticas são usadas por mês apenas em São José. Não há dados sobre as demais cidades da região.

O Vale

Projeto na cidade para criação de Museu de Comércio e Industria

A ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José dos Campos começou a reunir um acervo de documentos inédito na cidade para dar início ao projeto do Museu do Comércio e Indústria. O projeto foi criado em 2011 e tem como objetivo reunir um acervo com fotos, documentos e informações sobre empresas que tenham 30 anos ou mais no mercado joseense.

O objetivo, segundo a ACI, é relatar o surgimento desses estabelecimentos e resgatar a história do comércio da cidade. Com o projeto, a população também poderá consultar os documentos para pesquisa e entretenimento. De acordo com Maurício Cury, responsável pelo setor de marketing da ACI, o primeiro passo da campanha foi a realização de um levantamento dessas empresas.

“A próxima etapa será entrar em contato com esses comerciantes, apresentar a proposta e fixar uma parceria para o início da confecção do material, que inicialmente ficará disponível no saguão do prédio da ACI”, afirmou Cury.

A ideia da ACI também é construir um espaço físico, que pode ficar na região central, com o apoio da prefeitura e da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. O local seria exclusivo para a exposição dos documentos reunidos como objetos, fotos e outros materiais.

“Preservar a história é a forma mais sólida de construir o futuro. No museu estaremos mostrando os bons exemplos dos verdadeiros pioneiros de São José”, afirmou o presidente da ACI, Felipe Cury. O primeiro estabelecimento a fazer parte do acervo foi o restaurante Vila Velha, na avenida João Guilhermino.

Com mais de 43 anos no mercado, a casa foi fundada em 1968 por dois ex-funcionários da General Motors e comprada por Antônio Ferreira Junior em 1975, que mantém até hoje o estilo familiar do local. “A iniciativa é extremamente importante porque resgata o histórico da cidade e a trajetória das empresas mais antigas. Além desse resgate, o acervo será exemplo para as novas gerações e deverá estimulá-las a ver que é possível manter uma empresa no mercado por tantos anos, desde que seja realizado um bom trabalho”, afirmou Junior.

A campanha será realizada em várias etapas, mas ainda não há um prazo nem local definido para a instalação do futuro museu. Para Washington Rodrigues, gerente de Operações da Tarzan Soluções em Eletrônica, loja que existe há 50 anos no centro da cidade, a iniciativa foi positiva. Ele recebeu o convite da ACI para participar do museu na semana passada.

“Vou ceder fotos da loja e do início de tudo, com meu pai ainda aqui. Isso vai resgatar a história do comércio na cidade. Vamos mostrar para a nova geração a tradição da nossa empresa, a história da família”, disse Rodrigues. A campanha para reunir fotos e objetos para o acervo do Museu do Comércio e Indústria de São José pode ser consultada pelo site www.acisjc.com.br.

O Vale

Depois da gastronomia, Vila Ema tem foco em grifes

Depois de se consolidar como polo gastronômico, o bairro Vila Ema, considerado um dos mais charmosos de São José, virou o endereço de grifes e butiques de roupas e acessórios finos. Nos últimos cinco anos, o bairro viu proliferar o número de lojas na ruas Serimbura, Casemiro de Abreu e Euclides da Cunha.

A expansão comercial deve se acentuar ainda mais com a inauguração de um boulevard na avenida Heitor Villa Lobos e um centro comercial na praça Chuí. O comerciante José Nabuco Sorinho tem uma loja de bolsas e acessórios femininos no bairro e afirmou que está tendo um bom retorno.

“Nossas bolsas têm um valor diferenciado, os produtos vêm do Rio Grande do Sul, direto da fábrica. Estou satisfeito com o negócio, vendemos bastante nos últimos meses”, afirmou. Nabuco disse que escolheu a Vila Ema pela clientela e pelos produtos vendidos aqui, que fogem do comum. “Tive uma excelente recepção”, disse o empresário.

“O público aqui é fidelizado, quando conquistamos um cliente, ele sempre volta, pois sabem que o atendimento é preferencial”, disse Nina Albuquerque, 22 anos, vendedora responsável. Ela disse que já trabalhou em grandes centros comerciais e prefere trabalhar com lojas mais exclusivas e com atendimento personalizado.

A comerciante Shirley Fernanda Souza Dutra, 27 anos, abriu a loja no bairro há sete meses, pois disse que percebeu que o bairro está crescendo. “A Vila Ema é um polo comercial, que conta com um excelente público. Muitas pessoas preferem vir aqui do que enfrentar dificuldade de estacionar e encarar filas e lojas lotadas. A cada mês, tenho superado o faturamento do mês anterior. Tenho grandes expectativas em relação à minha loja”, afirma.

De acordo com Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial de São José), o comércio do bairro se desenvolveu bastante, chamando a atenção dos consumidores e comerciantes pela expansão. Segundo ele, o que chama atenção na Vila Ema para os investidores é a auto-suficiência.

“Os clientes que procuram lojas, encontram muitas facilidades sem sair do bairro, como bancos, farmácias, supermercados e bons restaurantes”, afirmou. A estudante Manuela Cruvinel, 24 anos, afirma que o clima do bairro é muito agradável.

“Eu prefiro comprar aqui, pois me passa a impressão de que estou na Vila Madalena, em São Paulo, um lugar charmoso, que gosto muito. Em cada esquina da Vila Ema achamos uma loja diferente e que chama muito a atenção”, afirmou Manuela.

O Vale

Avenida Andrômeda vira corredor comercial na cidade

A ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José dos Campos lança nesta semana a campanha ‘Andrômeda Mais’, que visa fomentar o movimento do maior corredor comercial da zona sul da cidade.

A entidade busca repetir a ação feita na avenida Adhemar de Barros, primeira via a receber a campanha do programa ‘Fala Empresário’, com a realização de promoções, material gráfico e treinamento para funcionários.
A ACI tem hoje 70 associados na Andrômeda. Para realizar a campanha, a meta da entidade é aumentar esse número para 200, dentre o universo de 1.000 lojistas da via.

Nos próximos dias, funcionários da entidade percorrerão o comércio da avenida para apresentar o projeto. “Estamos juntando o material de apresentação, mostrando o que foi feito na Adhemar. A Andrômeda é uma avenida muito extensa e não queremos deixar ninguém de fora”, disse o coordenador do projeto Fala Empresário, Mauricio Cury.

O processo de apresentação do projeto irá até abril, para que depois haja a definição das diretrizes da campanha pelos próprios lojistas. “O projeto irá melhorar o desempenho entre eles (lojistas), por meio de um network (rede de relacionamentos no trabalho”, afirmou.

Os comerciantes da Andrômeda esperam a chegada da campanha para sugerir melhorias, além de ações promocionais. A intenção é, assim como ocorreu na Adhemar, utilizar o programa da ACI como ponte para obter mudanças na infraestrutura da região da avenida.

“O maior problema é o estacionamento. Perdemos clientes pela falta de vagas. Até para descarregar produtos de fornecedor temos problemas”, disse a proprietária de um restaurante da Andrômeda, Maria Socorro Gomes, 57 anos.

O mesmo problema foi identificado pelo dono de uma loja de artigos de vestuário Eder Henrique Demacena, 25 anos. “Não há onde parar. Outro problema da avenida é a questão da segurança. Sempre ficamos sabendo de alguém que foi assaltado”, disse.

Para Demacena, o policiamento deveria ser intensificado na região depois das 17h. O coordenador do projeto ressalta que o grande beneficiado da ação será o consumidor acostumado a adquirir na zona sul. “Para o consumidor, o projeto será ótimo. A Andrômeda terá um mix de produtos e serviços com preços atrativos, pois cada loja terá ou um desconto geral ou um produto em oferta. A campanha se mostrou muito eficiente da Adhemar”, afirmou.

O Vale

Depois das festas começam as liquidações no comércio

Para eliminar o excedente de mercadoria adquirida para o Natal e que não foi comercializada, lojistas da região iniciaram nesta semana liquidações com descontos de até 50%. Os artigos de vestuário lideram os descontos, encontrados tanto nas lojas de rua como nos shoppings.

Em São José, alguns comerciantes aproveitaram a proximidade do Ano Novo para aumentar as vendas. “Agora temos a promoção de roupas brancas e, a partir de janeiro, temos a tradicional liquidação de toda a coleção”, disse o vendedor da M. Officer do CenterVale Shopping, Paulo Onofre, 32 anos.

O consumidor comemora a queda nos preços e aproveita para gastar o que sobrou do décimo terceiro salário. “Vale bem a pena aproveitar promoções, mas a verdade é que não sobrou nada”, brincou a secretária Rosane Gomes, 48 anos.

Na primeira semana pós Natal, o movimento continua intenso nas lojas pela grande quantidade de trocas de presente, uma oportunidade para novas compras. “Na troca, a gente acaba vendendo mais. Segunda-feira e hoje (ontem), o movimento foi semelhante ao do dia 23 de dezembro”, disse o gerente da Equus, Dilson Souza, 40 anos.

Pesquisa da ACI (Associação Comercial e Industrial de São José) apontou que as vendas cresceram 17% no Natal de 2011 em relação ao mesmo período de 2010. Em Taubaté, a Acit (Associação Comercial e Industrial) da cidade ainda não fechou o balanço do Natal. O comércio também prepara promoções para manter as vendas em alta.

“Temos descontos de 20%. Muitas lojas também estão com promoção”, disse a vendedora da Maria Alice Boutique, Josimara de Jesus, 23 anos. Ontem, a Acit realizou o sorteio da campanha ‘Sonho de Natal’. Edilaine Corrêa, com cupom referente a uma compra na Chibras Calhas, foi a premiada com uma casa no valor de R$ 100 mil.

O Vale

Horário estendido devido ao final de ano no comércio

Para atrair aqueles que deixaram para comprar os presentes de Natal na última hora, lojas da região central de São José dos Campos e de Taubaté apostam em promoções. Em algumas, o desconto chega a 15%. O movimento no comércio, que está intenso desde o início da semana, deve ficar ainda maior hoje, penúltimo dia antes do Natal.

“Acredito que teremos o auge do movimento nessa sexta-feira (hoje)”, disse o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial de São José), Felipe Cury.

Nos shoppings, a oferta de promoções é menor. Ainda assim, as vendas estão acima do esperado. “Desde o começo do mês, as vendas aumentaram. Nessa reta final, o movimento aumenta a cada dia”, disse o supervisor da Hering, do Vale Sul Shopping, em São José, Rogério Zaglia, 32 anos.

Dentro das lojas, quem deixou para comprar seu presente na reta final sofre com as consequências, como filas no caixa, dificuldades para estacionar e falta de produtos. “Deixei para a última hora, pois parei de trabalhar hoje (ontem). A fila está acima do normal, mas o segredo é ter paciência. As lojas se prepararam muito bem”, disse a dentista Bia Rangel, 51 anos, de São José.

A administradora Silvana Sarlo, 55 anos, culpou o atraso no sorteio do amigo secreto para ir às compras quase na antevéspera do Natal. “A gente acaba sempre deixando para a última hora. Felizmente, o movimento está tranquilo”, disse Silvana, que usou o período do expediente da maioria dos trabalhadores para fugir da fila.

Em Taubaté, os comerciantes do centro comemoram o movimento dessa reta final de vendas. A proprietária da Grife do Branco, Elisabeth dos Santos, 29 anos, disse que a promoção das lojas tem feito com o que o movimento permaneça intenso durante todo o dia. “Toda loja tem promoção”, afirmou.

São José

Lojas de rua na região central e o Shopping Centro
Hoje: até 22h
Amanhã: 9h às 18h

Shoppings:

CenterVale
Hoje: 10h às 24h
Amanhã: 10h às 18h
Colinas
Hoje: 10h às 23h
Amanhã: 10h às 18h
Vale Sul
Hoje: 9h às 23h
Amanhã: 9h às 18h

O Vale

Comércio da região estende o horário de funcionamento

Para aumentar as vendas e atender à demanda crescente por presentes, os shoppings da região estendem seus horários de funcionamento a partir de amanhã. Apenas o Colinas, em São José, já antecipou o horário extra e opera das 10h às 23h desde ontem.

A intenção da medida é dar tranquilidade aos consumidores que buscam fugir do pico de movimento após o expediente de trabalho. “Acho o novo horário ótimo. O shopping poderia abrir às 8h, pois, no horário convencional, é muita gente e não dá nem para estacionar”, afirmou a professora Cleide Gayola, 41 anos, de São José.

Apesar de o movimento nas lojas já ter aumentado nas últimas semanas, os comerciantes esperam um aumento de até 20% nas vendas nessa reta final de busca pelos presentes para o Natal. “Qualquer horário estendido ajuda. Os clientes ficam mais tranquilos e relaxados, o que aumenta a possibilidade de vender ainda mais”, disse Nancy Rabelo, 29 anos, proprietária da loja de mesmo nome em São José.

Para atender à demanda de final de ano, a loja contratou três funcionárias extras.  O gerente comercial do CenterVale Shopping, Fernando Marchesi, acredita que muita gente deixou para adquirir presentes na última hora.

“É importante criar alternativas para o consumidor e dar a ele conforto. É uma oportunidade a mais”, disse.

São José
CenterVale: de amanhã até dia 23, abre das 10h às 24h. Dia 24, será das 10h às 18h
Colinas: até dia 23, 10h às 23h, e dia 24, 10h às 18h
Vale Sul: de 16 a 23, das 9h às 23h, e dia 24, 9h às 18h

O Vale

PLR de empresas são pagos e aquecem vendas de natal

Papai Noel vai engordar o bolso dos comerciantes da região. Eles se preparam para aproveitar a entrada em circulação de pelo menos R$ 280 milhões do pagamento da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) nas grandes empresas.

O valor leva em conta estimativas dos sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos e de Taubaté, que representam 64 mil trabalhadores de 16 cidades.

Gerente da loja Colombo do CenterVale, em São José, Leandro Quadros espera fechar dezembro vendendo até 70% a mais do que um mês normal. A entrada do dinheiro é comemorada pela equipe de vendas da loja. “O cliente chega com dinheiro e compra à vista, conseguindo bons descontos e evitando dívidas”, disse. Itens como computadores portáteis, aparelhos de televisão e de áudio e celulares estão na lista dos mais vendidos.

Roberto Coelho, 31 anos, gerente da loja Calvin Klein, está otimista com o final de ano. “As compras estão se aquecendo e melhorarão com a entrada desse dinheiro novo no comércio.” A maior parte das empresas paga a segunda parcela da PLR até o final do ano. Outro segmento vai acertar o benefício entre janeiro e março de 2012.

“O pagamento da PLR tem um peso grande na economia da região. Ela movimenta o comércio local”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo.

Conforme estimativa da entidade, a cidade deve contar com R$ 130 milhões vindos da PLR das principais empresas, como Ford, Alstom e LG. Na Volkswagen, os
trabalhadores aprovaram anteontem a proposta de R$ 5.800 no valor da PLR, que injetará quase R$ 40 milhões até o final do ano.

Para Sandra Morales, presidente da Acit (Associação Comercial e Industrial de Taubaté), quem mais se beneficia com a entrada desse dinheiro é o comércio. “Os trabalhadores sempre usam parte do dinheiro para as compras de Natal”, disse. Em São José, a expectativa de sindicatos e entidades do comércio é que a PLR injete algo em torno de R$ 150 milhões na economia da cidade, dinheiro que será bem vindo.

“É ótimo para aquecer as vendas de final de ano”, ressaltou Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José. Vivaldo Moreira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, está finalizando as contas de quanto as empresas da base da entidade vão pagar em PLR.

Boa parte delas, segundo ele, acerta o benefício entre janeiro e março, mas algumas pagam no final de ano. O trabalhadores recebem o equivalente a um 14º salário extra, entre R$ 2.000 e R$ 6.000. “É um dinheiro que ajuda os trabalhadores, que podem pagar contas, e o comércio também, que se beneficia com vendas.”

Além da PLR, o comércio também está de olho no 13º salário, que deve injetar na região até R$ 567 milhões.

O Vale