Prefeitura realiza reunião com Motoristas e Cobradores

Terminou sem acordo a reunião realizada ontem entre a Prefeitura de São José e o Sindicato dos Condutores, que discutiu a extinção do cargo de cobrador em 10% das linhas do sistema de transporte público. O encontro, que aconteceu das 15h às 16h na Secretaria de Transportes, tinha o objetivo reverter a reação do sindicato que anunciou uma paralisação no setor o que deixaria a pé cerca de 140 mil moradores da cidade.

O impasse com a prefeitura prejudica os usuários já que o sindicato ameaça novas mobilizações e protestos que podem prejudicar a circulação dos ônibus. As ações serão discutidas hoje, mas por enquanto a possibilidade de greve está suspensa.

A retirada dos cobradores começou na última sexta-feira e afeta nove linhas, como Caetê (132), Sobrado (141), ambas na zona leste, Nova República (133), zona sul, e o Paineiras (246), zona leste. Inicialmente, a prefeitura informou que as cinco linhas do Corujão, que circulam de madrugada, também iriam perder os cobradores.

A decisão obriga os motoristas a cumprirem dupla função e, segundo o sindicato, coloca em risco uma possível demissão em massa. Durante o encontro de ontem, o secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira, propôs ao sindicato acompanhar e avaliar a mudança por 20 dias. Nesse prazo, estaria congelada a possível retirada dos cobradores para novas linhas. A prefeitura também voltou atrás e aceitou recolocar os cobradores nas cinco linhas dos Corujão.

O sindicato recusou as propostas. “Queremos que todos os cobradores voltem. O que a prefeitura quer é ganhar tempo para retirar todos os cobradores após as eleições”, afirmou o presidente do Sindicato dos Condutores, José Roberto Gomes.

A Secretaria de Transportes informou que o período de avaliação serviria para mostrar ao sindicato que a retirada dos cobradores não prejudica os profissionais e a população. O sistema de transporte público em São José possui 389 coletivos que operam em 94 linhas de circulação. A Prefeitura de São José dos Campos informou ontem que não está prevista a demissão de cobradores ou motoristas por conta da retirada do posto de cobrador em nove linhas do sistema.

O secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira, afirmou, por meio de nota, que conta com a ‘compreensão’ do sindicato. Segundo ele, “a categoria não será prejudicada em sua principal preocupação, a garantia do emprego dos cobradores”, diz trecho da nota.

Hoje, às 13h, o sindicato terá uma audiência no Tribunal do Trabalho, em Campinas, em mais uma tentativa de obrigar a prefeitura a cancelar a decisão de excluir o cobrador de algumas linhas. Sem cobrador, o motorista será obrigado a receber o dinheiro e dar o troco aos usuários, mas segundo a pasta, a maioria paga hoje com cartão eletrônico.

O Vale

Direção Sindicato teme demissões na Embraer

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José teme uma nova demissão em massa na Embraer, três anos após a empresa enfrentar uma de suas piores crises e dispensar 4.273 funcionários em um único dia. De acordo com a entidade, mudanças na gerência da empresa aconteceriam há três semanas, o que teria gerado um clima de tensão entre os funcionários.

Ontem, o sindicato enviou ofícios ao prefeito Eduardo Cury (PSDB), ao ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e à própria Embraer pedindo informações sobre os rumores. Ao prefeito e ao governo federal, os metalúrgicos pediram intervenção junto à empresa para assegurar os postos de trabalho. Já à Embraer, a solicitação é para que a empresa publique um comunicado desmentindo o risco da demissão.

“Quando os rumores começaram, não acreditamos muito, pois o momento da empresa é bom. No entanto, essa mudanças na gerência e a não confirmação (da manutenção dos empregos) da empresa por meio de um comunicado deixaram o clima tenso na fábrica”, disse o vice-presidente do sindicato, Herbert Claros.

Sindicato e o Departamento de Recursos Humanos da Embraer chegaram a se reunir para debater o assunto. No encontro, no último dia 25, a empresa descartou a possibilidade de demissão. “Desde então, a empresa não confirmou aos trabalhadores que os empregos seriam mantidos, o que só aumentou a tensão. O clima está parecido com o de 2009”, afirmou Claros.

Em 19 de fevereiro de 2009, a Embraer anunciou a demissão de 4.273 funcionários, reflexo da crise econômica iniciada um ano antes, que atingiu diretamente o setor aeronáutico mundial. Claros reconheceu que o momento atual da empresa é diferente do de 2009, no entanto, cobra uma confirmação da manutenção dos postos. “Em 2009, a empresa mandou um documento às 9h ao sindicato desmentindo as demissões. Às 16h, estava mandando mais de 4.000 embora”, afirmou.

A Embraer, por meio de sua assessoria, informou que os rumores de demissão em massa não procedem e que o sindicato, em seu próprio comunicado, reconhece que o momento da Embraer é bom. A empresa salientou que já afirmou ao sindicato que não há intenção de realizar demissões e que não pretende publicar comunicado.

Dados da empresa mostram que, entre o final do ano passado e abril deste ano, cerca de 700 postos de trabalho foram gerados. O desenvolvimento de projetos no setor de defesa e o aumento do portfólio executivo da companhia fizeram com que 200 engenheiros fossem contratados este ano.

A prefeitura, também por meio de sua assessoria, confirmou o recebimento do ofício, enviado no período da tarde de ontem via email. No entanto, como o prefeito cumpria agenda no momento do envio do documento, ele não havia lido o comunicado, o que inviabilizaria o Executivo de comentar o assunto. Já a Secretaria Geral da Presidência não se manifestou sobre o documento, nem confirmou o recebimento da carta.

Imagem: Aero.Jor

O Vale

Sindicato dos Metálurgicos planeja ampliar Produção

A General Motors estaria estudando a possibilidade de transferir parte de sua produção de veículos da unidade de São Caetano do Sul para São José dos Campos. A afirmação é do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, que se reuniu ontem com a montadora para tratar da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) 2012. A GM não comentou o assunto.

No encontro de ontem, o terceiro entre as partes e que também contou com a presença do Sindicato de São Caetano, a GM apresentou suas metas de produção para o ano. Ainda segundo o sindicato, a montadora não confirmou a saída de linha das minivans Zafira e Meriva, hoje produzidas em São José.

“A empresa diz que é segredo de mercado”, afirmou o presidente eleito do sindicato de São José, Antonio Ferreira Barros, o ‘Macapá’. Durante as negociações, os sindicatos de São Caetano e São José firmaram um acordo para solicitar à montadora a transferência, se não toda, de parte da produção do Corsa Classic para a fábrica de São José atualmente, o modelo é fabricado em três unidades e São José é responsável pela fabricação excedente.

O sindicato também propôs a abertura do terceiro turno da linha da S10. “A empresa quer produzir 62 mil S10 este ano. Para que isso seja possível, é preciso a abertura imediata do terceiro turno”, disse Macapá. A GM teria apresentado três faixas de produção ao sindicato, que variam de 391 mil a 441 mil veículos produzidos no ano em São José e São Caetano. Em 2011, 404 mil carros foram fabricados nas duas plantas.

Como contraproposta, o sindicato apresentou a intenção de produzir de 290 mil a 365 mil unidades. Hoje, as partes voltam a se encontrar na última reunião da semana para tratar da PLR. A expectativa é que a GM dê sua posição sobre as metas propostas pelo sindicato e uma resposta sobre o projeto de transferência de produção para a unidade de São José.

A fabricação de outros veículos poderia significar a manutenção de 3.000 postos de trabalho em São José, número de empregados do setor conhecido como MVA, que fabrica os modelos Meriva, Zafira, Corsa e Corsa Classic. Os dois primeiros devem sair de linha a partir de junho e seu substituto, conhecido como Spin, passará a ser produzido em São Caetano. A transferência desse projeto do ABC Paulista para São José é outra ideia apresentada pelo sindicato à General Motors.

“Nós queremos uma definição sobre esses tópicos que apresentamos. A empresa vive seu melhor momento financeiro no país, produzimos veículos de alto valor agregado e por este motivo a PLR deve ser maior”, disse Macapá. Em 2011, a PLR paga foi de R$ 11.268. Segundo dados apresentados no encontro de ontem, a fábrica de São José conta com 7.921 funcionários. Em São Caetano, são 11.788. Procurada desde o início da semana, a General Motors não comentou a reunião com o sindicato.

O Vale

Prefeitura junto com o Sindicato cria Aprendizado Rural

A Prefeitura de São José dos Campos, em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, abriu as inscrições para o Programa Nacional de Aprendizagem Rural do Estado de São Paulo. Os interessados podem se inscrever até o próximo dia 30 pelos telefones 3947-8793 e 3947-8513, do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder), da Prefeitura. Para participar, o candidato deve ter idade entre 11 e 17 anos, ser alfabetizado e condições para freqüentar 600 horas do programa, que terá início no dia 2 de abril.

Serão oferecidas 35 vagas. O programa tem como objetivo proporcionar ao jovem a educação profissional, básica e genérica, necessária para o mundo do trabalho em todas as atividades produtivas do meio rural, complementadas com o desenvolvimento das competências de empreendedorismo.

Durante as aulas, os jovens não só tomam conhecimento das mais modernas técnicas que podem ser incorporadas nas atividades do meio rural, como se credenciam para o incremento do setor da agropecuária, por estarem munidos de modernos instrumentos necessários para o desenvolvimento socioeconômico e cultural do campo.

Proder

O Programa de Desenvolvimento Rural desenvolve potencialidades locais e alternativas econômicas viáveis e de interesse do município dos setores de agropecuária e agroindústria. Atua sempre com a participação dos produtores rurais, incluindo a agricultura familiar e tem em vista a manutenção das famílias no campo.

O Proder reúne uma série de atividades de assistência técnica, apoio na formação de mão de obra e disseminação de tecnologias modernas de manejo, cultivo e comercialização, além da inspeção de instalações e alimentos processados de forma artesanal ou por agroindústrias.

Prefeitura Municipal

Eleição do Sindicato dos Metálurgicos começa hoje na cidade

Em clima de apreensão, começa hoje a eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, que decidirá o novo comando da entidade no triênio 2012-2015. Nesta última semana de campanha, o debate na porta das fábricas ficou acalorado na tentativa de atrair o voto dos indecisos, com troca de farpas entre as chapas.

Dos 22 mil sócios, mais de 15 mil estão aptos a votar, de acordo com a comissão eleitoral do pleito. As 59 urnas serão distribuídas nas principais empresas da região, como Embraer, General Motors e Avibras. Algumas ficarão nas sedes do sindicato. O pleito terá início às 4h de hoje e vai até a 0h de sexta-feira. O vencedor será conhecido na tarde de sexta e assume o sindicato no dia 23 de maio.

Duas chapas disputam o comando da maior base sindical da região, que representa mais de 42 mil trabalhadores a da Conlutas, que controla o sindicato desde 2006, e a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), chapa da oposição. O candidato da Conlutas é Antonio Ferreira Barros, o ‘Macapá’, 31 anos. Entre suas principais propostas está a retomada de negociação com a General Motors para a atração de novos investimentos para a fábrica de São José.

Já Nilson Araya, o ‘Chileno’, 33 anos, da CTB, disse que a chapa da oposição busca assumir o controle do sindicato para acabar com cortes nas empresas e melhorar o diálogo com lideranças empresariais. Ambos trabalham na General Motors, empresa com maior colégio eleitoral do setor, que representa um terço do total de votantes.

De acordo com o presidente da comissão eleitoral, João Zafalão, a estrutura para a votação foi acordada entre as duas chapas. “Tivemos várias reuniões. Nos últimos dois dias as chapas se reuniram para definir o roteiro das urnas e os últimos detalhes”, disse.

Por ser o maior colégio eleitoral da região, a GM receberá 17 urnas. Nas empresas com mais de 100 funcionários, as urnas ficarão expostas nos dois dias. Nas demais, haverá rodízio os horários de votação já foram informados aos trabalhadores.

Para votar, os funcionários devem apresentar documento com foto. De acordo com Zafalão, a funcional (crachá da empresa) também poderá ser utilizada.

O trabalhador também poderá optar em votar na sede e subsedes da própria entidade. Duas urnas ficarão no prédio do sindicato no centro de São José rua Maurício Diamante, 65, além de mais uma urna em cada subsede (Chácaras Reunidas e Jacareí). O sindicato tem orçamento anual de R$ 10 milhões e representa São José, Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá.

O Vale

Investimento de R$ 800 Milhões para fabricação de nova Picape

A General Motors apresentou à imprensa especializada ontem à noite, em Campinas, a nova Chevrolet S10, picape exibida em vários salões de automóveis com o nome de Colorado.

Os jornalistas realizam hoje no campo de provas da GM, em Indaiatuba (SP), um test-drive da picape, que deve chegar à rede de 600 concessionárias da marca logo após o Carnaval. Até ontem à tarde, o preço do modelo não havia sido divulgado.

A nova S10, montada na fábrica de São José dos Campos, é um modelo totalmente diferente do anterior. A picape, lançada em 1995 e sempre produzida na cidade, nunca deixou de ser líder de vendas no segmento. Nos últimos anos, a picape registrou um volume médio anual de 40 mil unidades vendidas. Com o novo modelo, a GM espera, no mínimo, repetir este êxito de vendas.

“Há 16 anos, os designers e engenheiros americanos exportaram para o mundo a S10 atual. Hoje os designers e engenheiros brasileiros, orgulhosamente, oferecem ao mundo a nova S10, um projeto 100% desenvolvido no Centro Tecnológico da GM em São Caetano do Sul”, disse o vice-presidente da GM do Brasil, Marcos Munhoz.

A nova S10 será comercializada em várias partes do mundo. Além da produção em São José, a picape é montada também na Tailândia. Lá, ela mantém o nome Colorado. A nova S10 será também exportada a países da América do Sul.

O diretor do complexo industrial da GM em São José, Paul Buetow, disse que o projeto começou a ser desenvolvido há três anos, desde a concepção criativa a partir do design, depois a criação propriamente dita pela engenharia, o envolvimento da área de manufatura, até o início de produção, o que ocorreu em janeiro passado.

“A preparação específica da linha de montagem ocorreu no decorrer de 2011”, disse Buetow. A mesma equipe que fazia a S10 anterior trabalha nesta nova geração do veículo. A GM aplicou R$ 800 milhões em todo o desenvolvimento da nova linha da S10, desde a concepção até o ajuste necessário na linha de montagem e equipamentos. No início desta semana, a linha já tinha montado cerca de 1.500 unidades da nova picape.

A produção atual, ainda em avaliação e ajustes, chega a quase 10 unidades por hora. Em abril, quando toda a linha estiver operando em maior aceleração, a produção atenderá melhor a demanda, com quase 19 carros/hora. O motor flex da nova S10 é fabricado em São José, na unidade da Powertrain, que integra o complexo. O motor a diesel vem do fornecedor e é acoplado ao veículo montado em São José.

O Vale

Novo investimento na GM gera debate para solução

Diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São José se reúnem hoje com a direção da fábrica da General Motors do Brasil na cidade para cobrar o plano de investimentos para 2012. Eles querem saber se, além da nova picape S10 que está sendo montada em São José, a GM terá outros projetos na linha de produção da unidade local.

“São José tem uma fábrica bastante versátil, que comporta vários tipos de veículo na linha de produção. Queremos saber quais os investimentos serão feitos aqui”, afirmou Vivaldo Moreira, presidente do sindicato. Segundo ele, a entidade defenderá a tese de que a GM não deve repetir o mesmo erro de 2006, quando teria deixado de investir na planta com novos projetos.

“Eles estão tendo que lançar muitos carros novos ao mesmo tempo, que mostra o erro do passado”, disse.  A recente demissão de 80 trabalhadores da fábrica de São José também entrará na pauta da reunião de hoje.

Para Moreira, a empresa colocou na rua trabalhadores machucados que, de acordo com a legislação, têm a estabilidade assegurada. “Vou questionar a GM sobre a demissão de trabalhadores lesionados que têm estabilidade. Não pode acontecer isso na empresa”, disse.

Na próxima segunda-feira, sindicalistas e representantes da GM discutirão as demissões em audiência de conciliação marcada pelo Ministério Público do Trabalho de São José. No começo de fevereiro, funcionários paralisaram a produção na fábrica de São José por três horas em protesto pelos cortes que, segundo o sindicato, continuam a acontecer depois do PDV (Programa de Demissão Voluntária) encerrado em novembro de 2011.

“Defendo a recontratação dos lesionados e a interrupção das demissões”, disse Moreira. A GM não comentou ontem a pauta da reunião com as lideranças do Sindicato dos Metalúrgicos, marcada para as 9h30 de hoje. Sobre a audiência no Ministério Público do Trabalho, a GM informou que agiu dentro da lei e pediu o arquivamento do processo.

Quanto aos investimentos na fábrica de São José, a presidente da GM do Brasil, Grace Lieblein, que visitou anteontem a unidade, disse em entrevista exclusiva a O VALE que a empresa continuará investindo nas fábricas do país. Há um novo plano de investimentos para cada unidade em estudo. Segundo Grace, a empresa manterá o foco no mercado brasileiro.

O Vale

Representantes da GM e do Sindicato discutem demissões

Representantes da General Motors e lideranças do Sindicato dos Metalúrgicos de São José se reúnem na próxima segunda-feira para tratar da demissão de trabalhadores que teriam, por lei, estabilidade na empresa por serem lesionados.

A audiência de conciliação acontecerá na sede do Ministério Público do Trabalho de São José, às 10h. Na semana passada, funcionários paralisaram a produção na fábrica de São José por até três horas em protesto pelos cortes que, segundo o sindicato, continuam a acontecer depois do PDV (Programa de Demissão Voluntária) encerrado em novembro de 2011.

Ainda de acordo com a entidade, as demissões deste ano passam de 80. Em dezembro, o sindicato encaminhou ao Ministério Público do Trabalho uma petição pedindo a investigação de demissões de trabalhadores lesionados na GM.

À época, o procurador Alexandre Martins afirmou que havia ‘nexo causal’ na reivindicação dos trabalhadores e pediu uma resposta da empresa. A GM, por sua vez, alegou que agiu dentro da lei e pediu o arquivamento do processo. O procurador deve se manifestar nos próximos dias sobre a resposta da empresa. A General Motors não comentou o assunto.

O Vale

Na cidade área continuará abandonada na Zona Leste

Principal avalista do movimento sem-teto em São José dos Campos, o Sindicato dos Metalúrgicos mantém abandonado um terreno de pelo menos 3.000 metros quadrados no distrito de Eugênio de Melo (zona leste da cidade).

A gleba é o mote da mais nova polêmica em torno da desocupação do Pinheirinho. Nas redes sociais, internautas contrários ao movimento sem-teto defendem que o terreno do sindicato seja doado às famílias desalojadas como prova do apoio irrestrito da entidade à causa.

Localizada às margens da estrada velha São Paulo-Rio de Janeiro, a área foi comprada há seis anos pelo Sindicato dos Metalúrgicos para construção de um clube para a categoria.

Até hoje, porém, o espaço de lazer não saiu do papel e o terreno permanece vazio, sem nenhuma benfeitoria. “O sindicato manter um terreno improdutivo é mais um dos exemplos que mostram que o movimento é falso e politiqueiro. Eles não fazem o que defendem”, afirmou Alexandre Blanco, presidente de PSDB em São José.

“Eles sindicalistas só sabem usar essa população como massa de manobra para criar um clima de instabilidade na cidade”, completou. O projeto do clube é tratado como verdadeiro tabu pelo sindicato, que evita falar sobre o assunto.

Procurada pela reportagem, a entidade se negou a fornecer informações sobre o valor e a metragem do terreno a gleba tem aproximadamente 40 metros de frente por 80 metros de comprimento, cercados por uma cerca de arame farpado com uma placa informando o proprietário.

Vizinhos do terreno são contrários a proposta da ‘corrente virtual’ de que a área seja doada aos sem-teto. “Vivemos em paz aqui”, disse Maria Aparecida Lacerda, 63 anos, que mora do outro lado do terreno há 10 anos. Outra moradora do bairro que não quis se identificar disse que ouviu dizer que a área vai se transformar em um clube. “Já ouvimos dizer várias coisas do terreno entre elas que iria se transformar em um condomínio residencial e o outro boato mais recente é que iria virar um clube”, disse.

A ligação do Sindicato dos Metalúrgicos com o movimento sem-teto é forte. A entidade sempre colocou sua estrutura à disposição dos sem-teto e, em contrapartida, sempre contou com os moradores do Pinheirinho para engrossar suas mobilizações –sejam políticas, como a campanha contra o aumento salarial dos vereadores, ou sindicais.

Também vem do sindicato o salário pago ao principal líder do movimento sem-teto, Valdir Martins de Souza, o Marrom, que ocupa um cargo ‘fantasma’ na instituição. Marrom representa “a base de trabalhadores” da Tecsat, empresa que não tem mais fábrica em São José desde o final de 2007. Por mês, ele recebe cerca de R$ 3.000.

Marrom, que dedica 100% do seu tempo ao movimento, chegou a dizer à reportagem que o terreno de Eugênio de Melo não é do Sindicato dos Metalúrgicos, e sim de uma “associação de aposentados”, mas não quis dar mais detalhes sobre o assunto.

O Vale

Redução de empregados gera reunião em Brásilia

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos se reúne amanhã com o governo federal para tratar do PDV (Programa de Demissões Voluntárias) anunciado na semana passada pela General Motors na unidade de São José. O encontro será às 17h, em Brasília (DF), na sede no Ministério do Trabalho. O grupo será recebido pelo ministro Carlos Lupi.

No encontro, os sindicalistas vão pedir a intervenção do governo para pressionar a GM a garantir a reposição das vagas que forem abertas pelo PDV, com o mesmo nível salarial dos empregados que aderirem ao programa. Segundo o sindicato, também será cobrada garantia de estabilidade para todos os metalúrgicos da montadora na cidade.

Até a semana passada, pelo menos 200 trabalhadores teriam aderido ao PDV, segundo o sindicato. A empresa não confirma e também não informa o número de adesões. O PDV foi aberto na terça-feira da semana passada para todos os trabalhadores da unidade mensalistas (setor administrativo) e horistas (setor produtivo). A indústria emprega 8.907 pessoas em São José.

Em nota divulgado no anúncio do programa, a montadora alegou que as “razões da abertura do PDV são baseadas na intensa competitividade do mercado brasileiro, além dos crescentes custos de mão de obra, matérias primas e insumos e uma concorrência assimétrica gerada, entre outros fatores, por uma guerra cambial”.

No entanto, somente na fábrica de São José a medida atingiu o setor produtivo. Nas demais, o alvo foi somente o setor administrativo. O presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila, disse na ocasião que o PDV não está relacionado à desaceleração das vendas e aos altos estoques.

Com relação ao corte de horistas em São José, Ardila acrescentou estar relacionado ao fato de a empresa ter concentrado a produção de novos modelos em São Caetano do Sul e Gravataí (RS). Para o presidente do sindicato, Vivaldo Moreira Araújo, o PDV tem como foco os empregados próximos da aposentadoria e os já aposentados, que somam em torno de 400 pessoas.

A decisão da GM preocupa o prefeito Eduardo Cury (PSDB), que teme pelo futuro da empresa na cidade. Para dirigentes empresariais, a situação decorre da política de confronto do sindicato. Em São José, a GM produz os modelos de passeio Classic, Corsa, Meriva e Zafira. Também são fabricados as picapes Blazer e S10.

Nesta linha está previsto a produção de um novo modelo, a partir de 2012. A GM informa que os investimentos previsto no Brasil até 2012, de R$ 5 bilhões, estão mantidos. Em São José, o investimento é de aproximadamente R$ 700 milhões.

POR DENTRO
PDV
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O PDV foi anunciado pela GM no começo da semana passada em todas as suas fábricas do país para o setor administrativo. Em São José, no entanto, a medida inclui também o setor de produção

Alerta
Demissão
O anúncio acendeu o alerta em entidades empresariais e no governo municipal, que temem uma redução drástica no nível de emprego na GM

Perfil
Maior Empregadora
A GM tem em São José 8.907 funcionários; é a 2ª  maior empregadora da cidade, ficando atrás só da Embraer

O Vale