Pesquisa revela que Carlinhos realizou menos cirurgias que Cury

Relatório do DataSUS (Banco de Dados do Sistema Único de Saúde) revela que nos seis primeiros meses do governo Carlinhos Almeida (PT) foram realizadas menos cirurgias e internações do que no mesmo período de 2012, 2011e 2010, quando São José dos Campos era administrada por Eduardo Cury (PSDB). De acordo com os dados do Ministério da Saúde, foram realizadas 14.522 intervenções de saúde no primeiro semestre de 2013, contra 17.394 em 2012, 17.186 em 2011 e 15.198 no ano de 2010. No governo Carlinhos, foram feitas 2.530 cirurgias e internações em janeiro, 2.131 em fevereiro, 1.830 em março, 1.934 em abril, 2.976 em maio e 3.121 em junho. Os números constam dos históricos do SIHD (Sistema de Informação Hospitalar Descentralizado) e AIH (Autorizações para Internação Hospitalar) do Ministério da Saúde.

A demora para marcação de cirurgias, consultas e exames é um dos principais gargalos da rede municipal de saúde nos últimos anos. Na campanha do ano passado ao Paço, Carlinhos prometeu implantar já em janeiro os mutirões para diminuir a fila de cirurgias, mas o programa teve atraso e as primeiras parcerias com as entidades para realização das operações só foram assinadas em março. O governo do PT alega que o número de cirurgias realizadas no primeiro semestre é maior do que o que aparece nos dados do DataSUS. Já moradores de São José que estão na fila de cirurgias há anos continuam reclamando da demora.

O secretário-executivo do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), José Ênio Servilha Duarte, afirmou que a solução do problema não é fácil. “Por mais que haja um esforço do atual governo em reduzir a fila de cirurgias, este é um processo que não é rápido. Não se resolve um problema como este de um dia para o outro”, disse Duarte. “Temos visto o esforço do atual governo de fazer cirurgias com mais rapidez, mas é preciso reorganizar o sistema e fazer investimentos e parcerias constantes. O Ministério da Saúde tem trabalhado para ampliar os recursos para os municípios, como agora na nova parceria com as Santas Casas”, completou.

Segundo o presidente do PSDB de São José, Anderson Farias Ferreira, a oposição continuará cobrando a promessa de campanha de Carlinhos de reduzir a fila de cirurgias. “O Carlinhos prometeu muito na campanha e disse que rapidamente acabaria com a fila de cirurgias, mas não é isto que estamos vendo. Tanto é que no primeiro semestre seu governo fez menos cirurgias do que no mesmo período dos anos em que o PSDB governava a cidade”, afirmou Ferreira. “O que vemos é que os mutirões de cirurgias não saíram do papel. E a população continua sendo a maior prejudicada”, disse a revisora da Comissão de Saúde da Câmara, Dulce Rita (PSDB). Já o vereador governista Carlinhos Tiaca (PMDB) considera que houve avanços significativos na área de cirurgias. “Pessoas esperando cirurgias há três anos conseguiram as operações, a Santa Casa voltou a ter convênio com a prefeitura e o GAAC entrou no sistema. Então, está bem melhor do que no governo anterior.”

O secretário de Saúde de São José dos Campos, Paulo Roitberg, afirmou que foram realizadas 310 cirurgias pela Santa Casa e pelo GAAC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer) que não apareceram no DataSUS. “Também não fizemos mais cirurgias porque até o mês de abril ainda estava havendo assinaturas de convênios e credenciamento dos hospitais. A tendência é de que a partir de agora o número de cirurgias seja maior e consigamos acelerar ainda mais este processo”, afirmou Roitberg. Segundo ele, a prefeitura também pretende fazer parcerias com hospitais particulares para ampliar o número de operações. “Firmamos nova parceria com o governo federal, que vai repassar mais R$ 2,5 milhões para novos mutirões de cirurgias. Desta verba, já recebemos R$ 400 mil e queremos adotar uma tabela que seja ainda mais atrativa para os prestadores de serviço.” Segundo ele, o processo de redução da fila tem que ser constante. “Quanto mais cirurgias fizermos, mais pessoas vão aparecer”.

Moradores de São José dos Campos que aguardam na fila de cirurgias reclamaram da demora para conseguir ter acesso às operações. É o caso do operador de máquinas João Moacir de Miranda, 56 anos, que mora no Galo Branco, na zona leste da cidade, e está esperando há três anos por uma cirurgia no joelho direito. “Não tenho conseguido trabalhar nem andar direito. A mudança de governo não adiantou nada. A demora para cirurgia é muito grande. Já são três anos que estou na fila e não sei nem quando terei meu joelho operado”, afirmou Miranda. A diarista e manicure Antônia da Silva, 41 anos e moradora do Jardim Guimarães, também na zona leste, está insatisfeita com a situação.

Segundo ela, sua sobrinha de apenas 1 ano de idade precisa de uma cirurgia no coração desde que nasceu, mas até agora não há perspectiva de quando a cirurgia será realizada. “Independentemente de ser governo do PSDB ou do PT, a demora para cirurgia da minha sobrinha persiste. Ela precisa desta cirurgia desde que nasceu. Um ano depois, não sabemos quando será realizada”, disse Antônia. “O ideal nunca é esperar, mas quando se é adulto ainda dá para aguentar. Mas uma criança de 1 ano tinha que ser prioridade para cirurgia”, completou. A autônoma Sandra Maria Fernandes Silveira, 52 anos, que mora no Jardim Maringá, na região central, não viu mudanças na área de saúde com a troca de governo. “Não é só a demora para cirurgia. Meu marido está aguardando por uma simples consulta desde 2010.”

Em meio aos problemas da saúde que persistem, como falta de médicos e demora para marcação de consultas e cirurgias, o governo Carlinhos Almeida enfrenta agora ameaça de greve dos servidores do setor devido à aprovação do projeto de lei que garantiu abono para os médicos. Eles vão decidir nos próximos se paralisarão suas atividades. Com apenas sete meses de governo, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) foi obrigado a trocar o comando da Secretaria de Saúde. Em 15 de julho último, o então titular da pasta Álvaro Machuca pediu demissão, sendo substituído por Paulo Roitberg, que já havia sido secretário de Saúde no governo Ângela Guadagnin (PT) na década de 90.

Super Salário é projeto da Prefeitura para Médicos

Médicos da prefeitura de São José dos Campos, beneficiados pelo plano de carreira e pelo pagamento de horas extras, recebem por mês ‘supersalários’ de R$ 18 mil a R$ 37 mil. Os valores em alguns casos chegam a superar o salário do prefeito, Carlinhos Almeida (PT), que é de R$ 20.365. Na outra ponta, médicos iniciantes que prestaram concurso para trabalhar na rede pública têm como vencimentos inicial cerca de R$ 2.000 de salário. As distorções salariais em cargos de chefia, o excesso de pagamento de horas extras e as baixas remunerações pagas aos médicos iniciantes estão entre os principais desafios a serem enfrentados pelo atual secretário de Saúde, Paulo Roitberg. A prefeitura enviou à Câmara um pacote de benefícios para conseguir atrair médicos para trabalhar na rede e evitar um colapso no atendimento de emergência. As propostas devem ser votadas nesta quinta-feira.

O ‘grupo de elite’ que recebe supersalários na prefeitura é composto por 42 médicos, que possuem em média de 20 a 30 anos de tempo de serviço. No mês de junho, um médico com carga horária de 24 horas recebeu R$ 19,8 mil de salário, mais R$ 17,3 mil de verba eventual, totalizando o valor de R$ 37 mil de vencimentos. Esse médico tem 25 anos de tempo de serviço. Em nota, a prefeitura afirmou que “categoricamente, nenhum médico recebe salário acima de R$ 18 mil. O que ocorre é o pagamento pelo grande número de horas extras que é feito”. Os dados oficiais do pagamento dos supersalários dos médicos da rede pública de saúde de São José são referentes ao mês de junho e estão publicados no portal da transparência, no site da prefeitura (www.sjc;sp.gov.br). Pela Constituição Federal, o servidor público não pode ganhar salário acima do chefe do poder ao qual está subordinado, no caso, o prefeito.

Um outro caso publicado no portal da transparência é de um médico contratado para trabalhar 20 horas, com 20 anos de tempo de serviço, que recebeu em junho R$ 79,17 de salário, mais o valor de R$ 8.302,39 de horas extras. O Sindicato dos Servidores de São José dos Campos pretende realizar um protesto na Câmara, na próxima quinta-feira, reivindicando a melhoria dos salários para todos os servidores da saúde. Segundo a diretora do sindicato, Zelita Ramos, “o médico precisa ser valorizado, mas ele não trabalha sozinho. Todos os profissionais da área também precisam ter os benefícios de uma melhor remuneração”, disse a sindicalista.

A Secretaria da Saúde, por meio da assessoria de imprensa, informou que nenhum médico da prefeitura recebe salário acima de R$ 18 mil. Segundo a prefeitura, em alguns casos, os médicos fazem muitas horas extras e, por isso, excedem esse valor. “É o caso dos médicos que estão prestes a se aposentar e que já acumularam anos de Plano de Cargos e Salários”, diz a nota do governo. A secretaria informou que é preciso reorganizar a rede municipal, para que os médicos não precisem fazer tantas horas extras. “Para isso, é necessário contratar mais médicos, o que já vem sendo feito. Um concurso público já foi realizado e os médicos aprovados já começaram a ser contratados”, informou a prefeitura. Com os projetos de lei enviados para a Câmara, a prefeitura pretende resolver o problema das baixas remunerações, atraindo médicos novos para os plantões de finais de semana nas unidades onde há médicos com excesso de horas extras.

Cidade tem crise na área da Saúde nos hospitais

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos planeja iniciar na próxima semana recadastramento dos médicos da rede municipal para verificar possíveis distorções na situação funcional do corpo clínico da pasta. O secretário de Saúde, Paulo Roitberg, disse ontem que o resultado do recadastramento será utilizado no processo de redimensionamento dos profissionais nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). “Sabemos que há unidades com muitos médicos e outras com poucos. Temos também informação de que existem muitos profissionais que estão afastados há anos”, afirmou. Segundo ele, esses médicos serão chamados para definir suas vidas profissionais no serviço público municipal. “Tem médico que está afastado há quase dez anos. É preciso saber se ele quer continuar na secretaria”, disse.

Atualmente, a Secretaria de Saúde possui 634 médicos nas Unidades Básicas de Saúde e UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento. No total, são 2.955 servidores. Déficit de funcionários é um dos gargalos da saúde no município, aponta o Comus (Conselho Municipal de Saúde), que vai elaborar um relatório para o secretário com as pendências prioritárias para serem solucionadas. O secretário relatou também que aguarda a conclusão de um relatório sobre a situação funcional dos profissionais técnicos e administrativos para verificar se há desvios de função. No ano passado, o Ministério Público, a pedido do Sindicato dos Servidores Municipais, começou a apurar possível desvio de função de pelo menos 179 auxiliares e técnicos de enfermagem que estariam sendo empregados em atividades não compatíveis com as suas atribuições de origem. Zelita Ramos, diretora do sindicato, disse que há muito tempo a entidade alerta para a falta de funcionários e existência de desvios de função na pasta. “É preciso abrir concurso público”, declarou. Ela afirmou que o sindicato vai procurar o secretário para conversar a respeito.

Roitberg destacou que as iniciativas integram o plano de melhoria do atendimento nas unidades da rede municipal de Saúde. “O objetivo é melhorar o acolhimento e o atendimento do paciente. Para isso, precisamos saber exatamente a situação dos servidores e dos profissionais da rede.” A meta é implantar um novo padrão de atendimento nas UBSs e UPAs. Os pacientes passarão por triagem e serão atendidos conforme a urgência do caso, segundo relatou o secretário.

Setor da saúde da cidade tem crise com grande numeros de doentes

O novo secretário de Saúde de São José, Paulo Roitberg, recebeu de herança antigos e crônicos problemas, como falta de médicos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e nas UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), falta de especialistas, fila de espera para cirurgias e demora no atendimento. Alguns destes gargalos estão entre as principais reclamações dos moradores nas audiências do POP, o Planejamento Orçamentário Participativo. A saúde é ‘vitrine’ do governo Carlinhos Almeida (PT) e engloba algumas de suas principais promessas de campanha. Entre as missões de Roitberg estão ainda agilizar o mutirão de cirurgias e tirar do papel projetos como o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Roitberg reconhece que um dos gargalos imediatos a resolver é a falta de médicos na rede, que possui 634 profissionais. “Vamos chamar 58 médicos que passaram em concurso para reforçar a rede”. Ele informou que vai chamar os médicos que estão afastados sem vencimentos para saber se querem continuar na rede. Roitberg substituiu o Álvaro Machuca, que deixou o comando da saúde anteontem após sete meses no cargo. Ao pedir demissão, Machuca não escondeu que enfrentou dificuldades. “Cansei. Virei burocrata na secretaria e só assinava papéis”. Um dia após a troca no comando da Saúde, O VALE esteve ontem na UPA do Campo dos Alemães (zona sul), onde reclamações de falta de médicos são constantes. Com apenas dois médicos, o tempo de espera por paciente chegou a sete horas.

“Cheguei às 9h40. São 15h e ainda tem dez pessoas na minha frente. É uma vergonha”, afirmou a manicure Vânia de Moura, 36 anos. A prefeitura informou que dois médicos faltaram ontem e que não foi possível realocar outros profissionais para suprir demanda. À noite, atendimentos foram normalizados. Também ontem, o munícipe André Fonseca e sua mulher Andrea enviaram fotos ao O VALE, feitas no último sábado, que mostram macas com pacientes no corredor e amontoados em sala no Hospital Municipal, onde o acesso à área interna é vetado à imprensa. “Minha sobrinha foi internada na quarta-feira e levou três dias para ser colocada em um quarto. É um descaso com o paciente”, disse Andrea.

Administradora do hospital, a SPDM (Associação para o Desenvolvimento da Medicina) informou que nenhum paciente fica desassistido. “Estão sendo realizadas obras de reforma e manutenção no Pronto-Socorro para ampliar o atendimento à população e está sendo definido juntamente com a Secretaria de Saúde projeto para ampliar o número de leitos de internação na unidade”, disse a SPDM em nota oficial. O novo secretário de Saúde de São José, Paulo Roitberg, disse ontem que até o fim de agosto quer promover redimensionamento da rede básica de saúde para amenizar a falta de médicos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). “Há unidades que têm falta de profissionais e outras em que há mais médicos.”

Roitberg salientou ainda que o redimensionamento da rede básica tem como foco melhorar o atendimento. “Precisamos melhorar o acolhimento e o atendimento da população, que não pode ficar esperando de quatro a seis horas para ser atendida.” O plano do novo titular da Saúde é implantar o programa Humaniza SUS, em parceria com o Ministério da Saúde. “Vamos capacitar e treinar os profissionais para que tenham um novo olhar para o paciente”, disse Roitberg. Outro gargalo que o secretário planeja atacar é a falta de médicos especialistas. “Cardiologia é uma especialidade da rede que enfrenta falta de profissionais.” Atualmente, a rede municipal de Saúde disponibiliza 17 especialidades médicas. Na avaliação do novo secretário, a Saúde pública de São José possui estrutura que só existe em algumas poucas cidades do país.

“Temos hoje 40 UBSs, 5 UPAs e 3 hospitais. A rede oferece procedimentos de alto padrão e alto custo”, afirmou Roitberg. Segundo ele, o desafio é melhorar os serviços prestados com a verba disponibilizada no orçamento. “A secretaria tem uma verba de R$ 478 milhões, maior que muitos orçamentos municipais. O nosso desafio é otimizar os recursos e fazer mais ainda”, disse Roitberg. Já com relação à fila de cirurgias, o novo secretário destaca que ela é infindável, mas que este ano já foram realizados 7.000 procedimentos. A implantação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do PSF (Programa de Saúde da Família) são considerados projetos prioritários para o novo secretário de Saúde, Paulo Roitberg. Ele relatou que planeja dar celeridade à implantação desses programas. No caso do Samu, falta firmar convênio com as cidades que integram o sistema.

Cidade ganha 9 ambulância do SAMU

São José dos Campos deve contar com nove ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Destas, 7 serão unidades de suporte básico e outras 2 de suporte avançado. Segundo a Secretaria de Saúde, a implantação do projeto ainda está em fase de negociação, pois envolve outros municípios. Inicialmente, a expectativa da prefeitura era colocar o serviço em funcionamento no segundo semestre.

“As bases operacionais ficarão distribuídas pelas unidades do Corpo de Bombeiros, por algumas UPAs Unidades de Pronto-Atendimento e Hospital de Clínicas Sul”, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, o secretário Álvaro Machuca. O Samu Regional deverá incluir os municípios de Jacareí, Monteiro Lobato, Caçapava, Paraibuna, Jambeiro, Igaratá e Santa Branca. No entanto, cada cidade terá autonomia para definir quantas bases terá. O custo do projeto não foi revelado.

“A Central de Regulação é que comandará as ações, identificando qual viatura estará mais próxima do atendimento pré-hospitalar a ser realizado”, afirmou Machuca. Essa central ficará sediada junto ao COI (Centro de Operações Integradas), na praça Afonso Pena, centro. O prefeito Carlinhos Almeida (PT) assinou no último dia 7 o decreto com diretrizes para a implantação de um Comitê Gestor Municipal de Urgência e Emergência, uma exigência do Ministério da Saúde.

Cidade recebe mais vacinas da H1N1

Um novo lote com 19 mil doses da vacina de H1N1 chegou na tarde dessa segunda-feira (3) São José dos Campos. As doses foram distribuídas na manhã desta terça-feira (4) para as 40 UBSs e para o Famme. A vacinação foi liberada para a população a partir das 14h.

Importante lembrar que só podem tomar a vacina pessoas que pertencem ao grupo de risco, que é formado pelas crianças de seis meses a dois anos, profissionais de saúde, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, idosos e portadores de doenças crônicas (que deverão levar um encaminhamento médico).

Até a semana passada, já haviam sido vacinadas em São José 145.251 pessoas, o que corresponde a 97,12% da população de risco, além de 47.918 pessoas com doenças crônicas. O número ultrapassa de longe a meta de vacinação estipulada pelo Ministério da Saúde, que preconiza a vacinação de 80% do público alvo da campanha. No ano passado, o índice de vacinação da população de risco da cidade ficou em 80,3%.

Prefeitura Municipal de São José

Bairro da Zona Sul ganha unidade nova de UBS

A nova UBS (Unidade Básica de Saúde) do Bosque dos Eucaliptos, na região sul de São José dos Campos, abriu as portas na manhã desta segunda-feira (20) em um prédio bem mais amplo onde foram aplicados conceitos modernos de aproveitamento de espaço.  A UBS, que antes estava na Rua Piraju, 45, agora funciona em novo endereço, na Rua Maria Palmeira Ferreira Ivo, 155. A nova unidade foi entregue no sábado (18). A solenidade teve a presença do secretário da Saúde e profissionais da área.

A área total construída passou de 330 metros quadrados (unidade antiga) para 544 metros quadrados. Além disso, a UBS tem agora nove consultórios, estacionamento para munícipes; ampla sala de reuniões; sala de arquivos; banheiros adaptados para pessoas deficientes; vestiário para funcionários; sala de raio X odontológico; área de convivência para servidores; além de salas de inalação e para a gerência da unidade.

O valor total da obra foi de R$ 1.774.724,28. A UBS do Bosque dos Eucaliptos atende uma população de 29.875 pessoas em oito bairros da região sul da cidade (Bosque, Del Rey, Estoril, Madureira, Portugal, Quinta das Flores, Residencial Jardins e Residencial Primavera).

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 21/05/2013

Vacinas contra Gripe H1N1 fica sem estoque na cidade

O estoque de vacina contra a gripe A (vírus influenza H1N1) na rede de saúde de São José dos Campos para imunizar pessoas do grupo de risco, como gestantes, idosos e doentes crônicos foi zerado ontem. As únicas doses restantes, cerca de 6.000 de um lote extra de 8.000 enviado anteontem pelo governo estadual, foram reservadas para imunizar crianças menores de 2 anos que tomaram o medicamento pela primeira vez. A segunda dose é exigida pelo Ministério da Saúde.

As 2.000 vacinas distribuídas para as 40 UBS’s (Unidade Básica de Saúde) de São José acabaram ontem. Para quem quer se imunizar contra o vírus Influenza, em São José, resta apenas a rede particular. Há três lugares na cidade que têm a vacina contra a gripe A, com preços entre R$ 100 e R$ 150 a dose. Hoje, uma força-tarefa da prefeitura vai à Secretaria de Estado da Saúde, em São Paulo, pedir mais doses da vacina.

Álvaro Machuca, secretário de Saúde de São José, e Itamar Coppio, vice-prefeito, se reunirão com o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, às 16h, para tratar do assunto. O objetivo do encontro é “fazer um apelo e sensibilizar o governo do Estado a liberar mais doses de vacina para atender o município”, informou a prefeitura, por meio de nota.

O número de novas doses pretendida pela administração não foi informado. “Tentaremos o que for possível o Estado nos fornecer”, disse Tereza Cardozo, coordenadora da Vigilância Epidemio-lógica de São José. Ela pediu calma à população e orientou para quem estiver com indícios de gripe que procure tratamento médico, e não a vacina.

A busca da prefeitura por mais vacinas é motivada pela demanda pelo medicamento que cresceu nos últimos dias, em razão da confirmação da morte de cinco pessoas vítimas da doença na cidade outras duas mortes estão sob investigação. Com mais dois casos confirmados em Taubaté, a região acumula sete mortes pela doença. Segundo a Secretaria de Saúde, a maior procura nas unidades básicas tem sido de pessoas portadoras de doenças crônicas, como diabetes.

São moradores da cidade que não tomaram a dose da medicação durante a campanha de vacinação, encerrada no último dia 10 de maio. A Secretaria de Saúde informou que a cidade imunizou 92% do público alvo exigido pelo Ministério da Saúde a meta era 80% e mais 39 mil portadores de doenças crônicas até ontem. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de São José dos Campos, Tereza Cardozo, pediu calma à população da cidade que tem ido procurar vacinas contra a gripe A nas unidades básicas.

Segundo ela, o medicamento só será aplicado, quando e se chegarem mais doses à cidade, que zerou seu estoque, prioritariamente em pessoas do grupo de risco. Pacientes que apresentarem indicação médica para tomar a vacina serão avaliados antes de serem atendidos. “É preciso provar na receita médica que a pessoa pertence ao grupo de risco”, afirmou Tereza.

Segundo ela, quem apresentar indícios de gripe deve procurar atendimento médico, e não a vacina. “O profissional vai orientar o tratamento da forma mais adequada”. Mas mesmo pessoas do grupo de risco que ainda não foram vacinadas terão que esperar a dose extra do Estado. “Pode chegar ou não”, disse.

O Vale

Publicado em: 17/05/2013

Cidade tem encontro para discutir saúde de Pessoas Negras

O tema discutido nesta terça-feira (14) na 1ª Jornada de Diálogos para a Construção de Políticas de Igualdade Racial foi a saúde da população negra e suas especificidades. Dois médicos da rede pública de São José dos Campos foram os palestrantes do dia: o cardiologista Sérgio Francisco Luiz e a pediatra Mônica Pereira. Durante as duas palestras, foram abordadas diversas patologias encontradas com maior freqüência na raça negra, como anemia falciforme, por exemplo. Temas relacionados com a saúde da criança e do adolescente negro também foram falados no evento.

Além de esclarecer dúvidas sobre sintomas, prevenção e tratamento, o público recebeu informações sobre as políticas e ações que têm sido feitas em São José dos Campos para dar assistência à população negra, que precisa do atendimento no setor público para o tratamento dessas patologias. As atividades ocorrem até este sábado (18) na sede da Secretaria de Promoção da Cidadania (Rua Aurora Pinto da Cunha 131), no Jardim América. Outras informações pelo telefone 3932–8627.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 15/05/2013

Cidade tenta bater meta de vacinação contra a Gripe

Embora o Vale do Paraíba tenha registrado 84,19% de pessoas da população de risco vacinadas contra a gripe, São José dos Campos e Jacareí buscam hoje, último dia da campanha, atingir a meta de 80% imposta pelo Ministério da Saúde. Em toda a região, 389 mil pessoas receberam a dose. Em São José, a última contagem realizada na segunda-feira mostrou que 73% do público-alvo havia sido vacinado. Já em Jacareí, apenas 71,8% das pessoas havia recebido a vacina.

Taubaté passou a meta. Na contagem de ontem, 82% das pessoas do público-alvo já tinham recebido a dose. “Atingimos mais de 80% em quase todos os grupos de risco, falta um pouco para gestantes e trabalhadores de saúde ainda”, afirmou Stella Zöllner, chefe da Vigilância Epidemiológica da cidade.

A campanha termina hoje às 17h. Até o final da tarde, idosos, gestantes, crianças entre seis meses e dois anos, puérperas (mulheres até 45 dias depois do parto), trabalhadores da área da saúde e doentes crônicos devem comparecer a uma UBS (Unidade Básica de Saúde). A vacina fornecida, além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou na pandemia de 2009, também protege contra os vírus influenza A H3N2 e B.

Na segunda-feira, as secretarias de Saúde dos municípios farão um balanço sobre a quantidade de vacinas. O Ministério da Saúde deverá definir novas orientações. “Eles é que vão decidir o que será feito com as doses que sobraram. Pode ser que os grupos que não atingiram a meta tenham de atingi-la, por exemplo. Então haverá uma campanha mais direcionada”, afirmou a médica.

Para aqueles que não fazem parte do grupo de risco, a opção é tomar a vacina em clínicas particulares. A grande procura pela vacina tem inflacionado o preço da dose, já que há falta no mercado. Atualmente, o preço varia entre R$ 90 e R$ 120.

O Vale

Publicado em: 10/05/2013