Produção da GM é suspendida perante ao protesto

A direção da General Motors suspendeu ontem a produção em sua planta industrial de São José dos Campos e concedeu licença remunerada aos 7.200 funcionários. A medida foi adotada após o Sindicato dos Metalúrgicos agendar um protesto por conta da ameaça de demissões na cidade.

Na manhã desta quarta-feira, a unidade retomou sua produção. Pela manhã houve uma assembleia na porta da montadora. Ontem, segundo nota oficial da empresa, todos os funcionários foram dispensados com o “objetivo de proteger sua integridade física”, em razão de “fortes evidências de mobilizações internas no complexo”.

A montadora não informou se a produção será retomada hoje. De acordo com o sindicato, pelo menos 750 carros deixaram de ser fabricados ontem, o que geraria um prejuízo de R$ 30 milhões à empresa. A crise entre GM e sindicato se arrasta há pelo menos quatro meses em função da ameaça de 1.500 demissões no setor conhecido como MVA, onde são produzidos Corsa hatchback, Classic, Meriva e Zafira os dois últimos saem de linha em breve e não há previsão de novos modelos para a fábrica.

O segundo turno do setor já foi suspenso em 18 de junho, aumentando a tensão entre empresa e funcionários.
Desde então, empresa e sindicalistas negociam uma alternativa para evitar a demissão. A decisão da GM de parar a produção foi anunciada aos trabalhadores do turno da noite às 3h de ontem. Eram cerca de 1.000 no horário.

Os demais, do 1º turno, que entram às 5h30, foram avisados em casa ou na portaria da GM, quando chegaram de ônibus, para que só viessem trabalhar após segunda ordem. “A empresa considerou as fortes evidências de mobilizações internas no complexo e entende que o momento atual é delicado e prefere não expor seus empregados a eventuais incitações e provocações”, informou a empresa na nota.

A decisão da GM pegou o sindicato de surpresa. Na entrada do turno da manhã, havia viaturas da Polícia Militar na entrada da fábrica, mas não houve confusão ou confronto. “A empresa não pode alegar um problema de mercado e demitir em massa. Ela tem lucro em São José, além de responsabilidade social”, disse Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do sindicato dos Metalúrgicos, em entrevista coletiva convocada ontem após a decisão da GM.

No ápice da tensão entre a montadora e o sindicato, representantes dos dois lados se encontrarão hoje, no Paço, às 11h, para tentar chegar a um consenso. A reunião foi pedida e será coordenada pelo secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Messias Melo, com mediação suplementar do prefeito Eduardo Cury (PSDB).

Eles e os representantes da GM ouvirão dos sindicalistas três propostas básicas para manter os empregos na planta. Segundo Macapá, a empresa poderá elevar de 40% para 100% o volume de produção do modelo Classic na cidade, trazer o carro Sonic que é fabricado na Coreia do Sul para São José e abrir a linha de produção para caminhões.

“Só o Classic sendo produzido aqui manteria os empregos e criaria mais postos de trabalho”, disse Luiz Carlos Prates, o Mancha, secretário-geral da entidade. Em nota, a GM confirmou a participação na reunião, mas não comentou as propostas. Para Cury, é preciso encontrar uma alternativa. “A demissão seria um desastre para a cidade. Afetaria toda a nossa economia”, disse. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que tentará ajudar na negociação.

O Vale

Repercurssão das mortes do Fórum, OAB entra em Protesto

A morte do advogado José Aparecido Ferraz Barbosa provocou um efeito-cascata entre advogados e entidades que reúnem profissionais do Direito em São José. Eles começam hoje uma série de protestos e reivindicações para evitar que outra tragédia aconteça nas dependências do Fórum.

Na parte da manhã, às 10h, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José faz um ato público na frente do prédio do Fórum. Eles usarão o microfone, faixas e cartazes para mobilizar a categoria e exigir que o Fórum seja fechado até que a segurança esteja garantida. Além disso, um abaixo-assinado colherá adesões de advogados para tornar obrigatório o uso de portas giratórias nos fóruns, com detectores de metais.

“O ato lembrará o dr. Ferraz Barbosa advogado após ser baleado no Fórum e, ao mesmo tempo, convocará o poder público para garantir a segurança no prédio”, explicou Júlio Rocha, presidente da OAB de São José. Para ele, a situação chegou ao ponto máximo de exaustão com a morte de um profissional, em plena casa da Justiça, e durante o exercício da atividade.

“A situação do Fórum é extremamente precária e os funcionários estão indignados com essa condição.”
Rocha disse ainda que o ato será uma maneira de acender o pavio da sociedade para a briga pelo novo prédio do Fórum. Ele defende que a inauguração seja antecipada.

“Não existe essa história de que não dá para antecipar a inauguração. Se a sociedade pressionar, vai ter que dar”, afirmou. Na manhã de ontem, antes que o Fórum abrisse apenas para funcionários o expediente foi suspenso pelo Tribunal de Justiça às 11h30, funcionários da casa deram-se as mãos na frente do prédio e rezaram pelo advogado morto.

Eles também ‘abraçaram’ simbolicamente o Fórum e pediram mais segurança. Na opinião de Gustavo Vantine, diretor-presidente da Aavale (Associação dos Advogados do Vale do Paraíba), a morte do advogado reveste-se de cores absurdas e lamentáveis que mancham a advocacia da região.

“Temos uma vida ceifada por inoperância do poder público. É uma situação absurda. Os representantes da população têm que ser cobrados. Vamos cobrar explicações severas desse caso”, afirmou. Luiz Carlos Pêgas, presidente da Associação dos Advogados de São José dos Campos, considerou o assassinato de Barbosa não só fruto da violência, mas do “descaso das autoridades na segurança de todos os que frequentam aquela repartição pública”.

Presidente da comissão de Segurança Pública da OAB de São José, Alexandre de Oliveira Campos chamou o episódio de “fato gravíssimo” e que deve provocar “a tomada de medidas pelo Judiciário”.  Todos os representantes de classe concordam que o atraso na construção do novo prédio do Fórum, no Jardim Aquarius, região oeste de São José, contribui para a sensação de insegurança.

As obras começaram em 2005 e tiveram sucessivos problemas nos serviços, com abandono de construtoras, mudanças de projeto e encarecimento das obras. O prédio que deveria ter sido aberto em 2007, teve cinco inaugurações adiadas. A data marcada é 9 de novembro.

O Vale

Demissões da GM, promove protesto em Brasília

Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos embarcaram nesta terça-feira (17) para Brasília, onde se reúnem com o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Na pauta do encontro está a manutenção de 1.500 postos de trabalho que, segundo o sindicato, estão ameaçados pelo possível fechamento de uma das linhas de produção da fábrica da General Motors de São José dos Campos, setor conhecido como MVA. Nele, são montados os veículos, Corsa, o Classic e a Meriva, modelos que sairiam de linha. De acordo com o sindicato, a produção da Zafira já foi interrompida na semana passada.

“O sindicato fez uma série de propostas para buscar uma saída junto à empresa, mas a empresa não quer assumir a responsabilidade. Então, não nos resta outra saída a não ser pressionar o governo que está dando isenções fiscais, que está financiando a expansão da fábrica via BNDES, a exigir da empresa o compromisso social e a manutenção dos postos de trabalho”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antônio Ferreira de Barros.

Em 2010, a GM propôs investir R$ 800 milhões em novos projetos na fábrica de São José dos Campos, sob a condição de baixar o piso salarial dos trabalhadores da produção. O sindicato rejeitou a proposta e os investimentos foram feitos na planta de São Caetano do Sul. Mas, o sindicato defende que, mesmo assim, nos últimos 15 meses a empresa demitiu 2.300 funcionários nas duas plantas.

Por telefone, o diretor de Assuntos Institucionais da GM disse que nesse momento não há nenhuma decisão sobre o fechamento do MVA e possíveis demissões de trabalhadores. Mas, ele disse que entre os dias 20 e 25 desse mês, a empresa vai reavaliar o mercado e decidir se há necessidade de diminuir a produção em São José dos Campos.

O economista Guaraci Lima de Morais disse que uma demissão desse porte pode afetar bastante a economia da cidade. “Uma indústria desse porte, demitindo, pelo menos de quatro a cinco empregos indiretos na autopeças e setores correlatos, vão ser perdidos, a cadeia produtiva perde. E tem toda a parte de serviços, comércios e serviços da cidade, que também perde de quatro a cinco empregos para cada um demitido da GM. Então, entre oito e dez pessoas vão sofrer o impacto para cada empregado mandado embora”.

Para protestar contra as possíveis demissões, os trabalhadores cruzaram os braços por uma dia. A paralisação de 24 horas realizada pela categoria se encerrou às 5h30 desta terça, quando os funcionários entraram para o trabalho na fábrica normalmente.

Vnews

Sindicato dos Condutores ameaçam novas Greves

O Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba e o Setpesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo) têm até o próximo dia 23 para negociar o reajuste da categoria. Até lá, estão suspensas as paralisações no sistema de transporte público que prejudicaram mais de 30 mil usuários em quatro cidades na semana passada.

Fracassou na última segunda audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, de Campinas. Os lados não concordaram com a proposta de 6,5% de reajuste feita pelo TRT. As empresas concederam 4,88% de aumento à revelia dos trabalhadores, que defendem quase o dobro: 8%.

“Não avançamos em nada nas negociações, nem com o Tribunal. É esperar para saber o que iremos fazer”, disse José Roberto Gomes, presidente do Sindicato dos Condutores. As empresas propuseram 6,2% de aumento, mas recuaram para 4,88%. O sindicato reivindicava 8,5% e fechou em 8%, além de R$ 450 de tíquete refeição e subsídio de R$ 160.

Se as partes não chegarem a um acordo até 23 de julho, data de uma nova rodada de conciliação em Campinas, a Justiça tentará costurar o acordo no Tribunal. Caso essa última cartada não dê resultado, o índice de reajuste irá a julgamento. “Se nada der certo, vamos retomar as mobilizações”, afirmou Gomes. O representante do Setpesp não foi localizado ontem para comentar o assunto.

O Vale

Mais de 12 mil usuário são prejudicados sem ônibus na cidade

Uma ‘operação tartaruga’ realizada pelo Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba na manhã de ontem em São José prejudicou 12 mil usuários do transporte coletivo e terminou com a prisão de um sindicalista, acusado de roubo e agressão

Segundo a Polícia Civil, F. R, 35 anos, diretor do Sindicato dos Condutores de Sorocaba, agrediu um funcionário da empresa Expresso Maringá que orientava motoristas a desviar do trânsito lento. Na sequência, o homem teria roubado os dois celulares do funcionário agredido.

A ‘operação tartaruga’ tinha o intuito de protestar contra o reajuste salarial proposto pelas empresas que fazem o transporte coletivo. Os funcionários exigem aumento de 8,5%, além de R$ 450 de tíquete refeição e subsídio de R$ 160. A proposta patronal é reajuste de 6,2%.

De acordo com a prefeitura, o protesto interferiu na operação de 60 veículos. O sindicato sustenta que 220 ônibus aderiram. O protesto começou por volta das 7h e deixou o tráfego mais lento nas vias que funcionam como corredores de ônibus na região central até as 10h. Os veículos andaram em velocidade lenta e causaram congestionamento no trânsito.

O conflito começou quando fiscais da prefeitura e funcionários contrários ao protesto passaram a orientar o trânsito e outros ônibus para que desviassem da lentidão. Na Avenida Heitor Villa Lobos, dois funcionários orientavam motoristas para que evitassem a Adhemar de Barros, onde o trânsito estava lento.

Às 10h, cerca de 10 manifestantes teriam abordado os fiscais e ordenado que eles se retirassem. Como eles se recusaram, foram agredidos e, na confusão, uma das vítimas teve os dois celulares roubados. “A Polícia Militar foi acionada e, depois, as vítimas reconheceram o agressor. Mesmo não recuperando o celular, acredito que há informações suficientes para que essa pessoa permaneça presa”, disse o delegado Carlos Daher.

F.R. permanece preso e os sindicalistas pediram habeas corpus à Justiça. Caso não seja concedido, eles ameaçam novos protestos. A prefeitura disse que usou 26 agentes de trânsito e 8 fiscais nos principais cruzamentos da região central para desviar os ônibus antes que eles entrassem nos corredores viários onde havia lentidão de tráfego. As empresas de ônibus não comentaram o protesto.

O Vale

Moradores da cidade protestão contra novas Cadeiras

A sociedade civil começou a reagir contra a ofensiva da Câmara de São José dos Campos de tentar retomar a discussão do aumento do número de cadeiras, que pode pular de 21 para até 27 a partir de 2013. O empresário Almir Fernandes, coordenador do Gedesp (Grupo de Estudos do Desenvolvimento Econômico, Social e Político), que reúne entidades de classe de São José, postou ontem mensagem nas rede sociais em que pede para a comunidade ficar atenta à qualquer manobra para aumentar as vagas no Legislativo.

“Temos que ser absolutamente contrários ao aumento da quantidade de cadeiras de vereadores, devendo permanecer o atual número de 21 para não onerar excessivamente e desnecessariamente os cofres públicos”, afirmou o empresário em sua mensagem postada no Facebook.

Fernandes, que também é diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em São José, frisou ainda que “temos que fazer uma campanha contra a reeleição dos vereadores que querem aumentar o número de cadeiras, porque estes vereadores só pensam em si próprios e não estão preocupados com os gastos do município”.

Fernandes disse que a sua intenção foi lançar uma alerta para a cidade. “Se realmente os vereadores tentarem ampliar o número de cadeiras, a cidade tem que reagir contra”, declarou o empresário. “Estamos atentos. Acho que os estudantes também devem se posicionar, como aconteceu em outras ocasiões como na votação do reajuste dos salários dos vereadores”, destacou Fernandes.

Os vereadores, oficialmente, não admitem a possibilidade de revisão, mas o assunto voltou a ser tema de conversa nos bastidores do Legislativo. O vereador e pré-candidato do PP a prefeito, Alexandre da Farmácia, também confirmou ontem que o assunto vem sendo comentado por seus pares.

“Estão comentando, mas quero deixar claro que sou contra o aumento de cadeiras, posição que assumi desde que o assunto foi tratado na Casa pela primeira vez”, declarou. A bancada do PSDB, a maior, com cinco vereadores e de onde teria partido a iniciativa de retomada da questão, divulgou nota se posicionando contra o aumento das vagas.

O assunto foi alvo de comentários na sessão de ontem. Os dois vereadores do PSB, Valdir Alvarenga e Walter Hayashi, apresentaram moção em que rechaçam qualquer tentativa de aumento. A revisão das vagas pode ser feita até 30 de junho, conforme Resolução editada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Para efetivar a mudança é necessário alterar a Lei Orgânica do Município com pelo menos 14 votos favoráveis (dois terços do total).

O Vale

Artistas locais farão protesto para preservação do Cine Teatro

Artistas contrários à concessão à iniciativa privada do Cine Teatro Benedito Alves da Silva, no centro de São José, agendaram para o próximo dia 15 um ato simbólico de protesto.

Eles pretendem organizar uma “sessão bendita” para lavar as escadas do Cine Teatro, em alusão às “sessões malditas” de cinema que aconteciam à meia-noite das sextas-feiras nos anos 80.

O objetivo do protesto é sensibilizar o governo Eduardo Cury (PSDB) a desistir da ideia de mudar a finalidade cultural do prédio.

A administração decidiu conceder o espaço à iniciativa privada, por até 10 anos, dentro do projeto ‘Centro Vivo’, que visa revitalizar toda a área central. O edital será publicado em dezembro.

Construído na década de 1950 e fechado desde 2003, o Cine Teatro Benedito Alves da Silva terá que ser reformado e preservado, mas poderá ser explorado comercialmente em áreas como a gastronômica e as de lazer noturno e entretenimento. Para membros do movimento artístico, a característica do Cine Teatro deve ser mantida como espaço cultural, não perdendo sua finalidade original. Eles são contrários à abertura de outros empreendimentos.

Cynthia Gonçalo que é diretora do Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), afirmou “Respeito o movimento dos artistas e estamos aberto ao diálogo com todos eles para definir o edital”.

Ontem, a Câmara de São José adiou a votação de projeto de lei da vereadora Amélia Naomi (PT) que torna o Cine Teatro um Ep-2 (Elemento de Preservação 2), que impede mudanças na fachada do prédio e aumento do número de pavimentos.

 

Entenda melhor o caso lendo “MP é contra o abandono do Cine Teatro

Fonte: O Vale