Projeto Aprendiz de Turismo para conhecer a Cultura Italiana

Os alunos da rede municipal de ensino que fazem parte do Projeto Aprendiz de Turismo terão a oportunidade de conhecer a influência da cultura italiana no Vale do Paraíba. Neste ano, esse componente de enriquecimento curricular aproveitou as comemorações do “Momento Itália Brasil” para trabalhar o turismo interdisciplinarmente, ampliando os conhecimentos culturais e a visão de mundo dos estudantes.

Como a vivência faz parte da metodologia, um grupo formado por 13 professores e orientadores de ensino da rede municipal visitou Quiririm, em Taubaté, durante a realização da festa da Colônia Italiana. O distrito foi escolhido como objeto de estudo para as 12 escolas municipais que desenvolverão o Projeto em 2012.

Os educadores visitaram o museu que guarda a história da chegada dos primeiros imigrantes italianos a Quiririm, a Capela Nossa Senhora Aparecida, o primeiro grupo escolar “Amadeo Piccini” e uma exposição de fotos antigas numa tradicional cantina do distrito, além de entrevistas com personalidades conhecedoras da história local. O grupo foi recepcionado pela assistente cultural do “Círcolo Italiano Di Taubaté”, Allana Carvalho, e acompanhado por funcionários da secretaria de Turismo da cidade.

“As informações relatadas pelos guias turísticos serão muito importantes para o desenvolvimento do meu trabalho em sala de aula. É incrível como as pessoas que vivem no distrito estão sempre prontas a compartilhar sua história”, disse a professora Cibele Alves Silveira. O próximo passo, segundo os educadores, é possibilitar a mesma vivência aos alunos.

Em São José dos Campos, a Rede Municipal de Ensino montou uma programação especial de apresentações de corais, da Banda Marcial Álvaro Gonçalves (Banmag) e grupo de dança Requebra durante o mês de maio e a primeira quinzena de junho. Elas ocorrerão em horários alternados nos shoppings Vale Sul e Faro, e na Rodoviária Nova. No repertório, música italiana.

Prefeitura Municipal

Ainda tem vagas para o Projeto Guri na cidade

Seguem até o dia 27 de abril, as inscrições para 15 cursos de instrumentos musicais e canto coral do Projeto Guri, voltado para crianças e jovens com idades entre 6 e 18 anos. O projeto é realizado por meio de uma parceria entre a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) e a Associação Amigos do Projeto Guri.

Os interessados em participar, devem entrar em contato com o Polo Regional do Projeto Guri pelo telefone (12) 3941-6129. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada, portanto, quanto antes telefonar, mais fácil garantir a sua vaga. Depois de reservar a vaga, o interessado deve comparecer ao local (na sede da FCCR), até 27 de abril, munido de RG (ou certidão de nascimento), RG do responsável, carteira de vacinação, comprovante de residencia e declaração escolar para efetuar a matricula.

Estão sendo disponíbilizadas 180 vagas para os cursos de violino, violoncelo, viola clássica, violão, contrabaixo acústico, percussão, canto coral infantil e infanto juvenil, iniciação musical, tecnologia musical, trompete, trombone, saxofone, piano, clarinete e flauta transversal.

O projeto: O Guri é um projeto do Governo do Estado de São Paulo, considerado uns dos maiores programas socioculturais do Brasil, que oferece, gratuitamente, cursos de iniciação e teoria musical, coral, instrumentos de cordas, madeiras, sopro e percussão, visando a inclusão sócio cultural de crianças e adolescentes, por meio do ensino musical.

Serviço: Polo Regional do Projeto Guri – Sede da FCCR – FUndação Cultural Cassiano Ricardo – Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade – Santana. Informações: (12) 3941-6129.

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Reitor cria novo projeto para o futuro do ITA

Referência no ensino de engenharia no país, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, se prepara para uma reformulação. Entre as mudanças estão a duplicação da capacidade de alunos formados, ampliação de sua estrutura física e alterações na formatação dos cursos.

Em entrevista a O VALE, o reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, explica que a discussão sobre como ensinar engenharia tem sido feita pelas principais instituições de ensino do mundo, a fim de formar profissionais preparados para “um mundo mais globalizado, com mais ênfase em inovação, diferente de 30 anos atrás”.

Pacheco, no comando do ITA há pouco mais de cinco meses, também falou sobre a parceria com o MIT (Escola de Engenharia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o reconhecimento do ITA no exterior e as principais dificuldades nessa fase de expansão.

Há uma definição sobre as novas áreas em que o ITA pretende atuar?
Temos algumas coisas que achamos que seja prioridade, mas acabamos de criar uma comissão que irá discutir essa estratégia de expansão. Ela será instalada em maio e tem um ano para definir o que vamos fazer. Temos algumas áreas que temos quase certeza que devemos atuar que são engenharia de materiais e de sistemas, mas ainda vamos discutir isso com mais detalhes. A grande discussão não é só da área que vamos atuar, mas de como estamos ensinando engenharia. Há uma ideia de aumentar o núcleo de disciplinas, diminuindo as áreas de especialização, mantendo por exemplo engenharia só aeronáutica, só mecânica, uma formação mais ampla (Hoje, o ITA possui graduação em engenharia aeronáutica, eletrônica, mecânica-aeronáutica, civil-aeronáutica, computação e aeroespacial).

Quem forma a comissão?
São nove membros internos do ITA e nove externos, formados por ex-reitores e professores conceituados. Posso citar alguns nomes como Alvaro Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina, Brito Cruz, da Unicamp e Fapesp, João Fernando de Oliveira, do IPT, Reginaldo dos Santos, que foi reitor do ITA, Silvio Meira, da Universidade Federal de Pernambuco, e Emílio Matsui, da Embraer.

O MIT também participará desse processo?
Um dos temas da cooperação assinada com o MIT é sobre a renovação do ensino de engenharia que eles também estão fazendo. As principais escolas de engenharia tem feito essa discussão de como renovar o ensino para que o profissional que a gente forma esteja mais preparado para atuar no mundo que é diferente de 30 anos atrás, um mundo mais globalizado, com mais ênfase em inovação. Então, o MIT vai sim participar dessa discussão.

Como está a ampliação do campus para receber o dobro de alunos?
O projeto de licitação para construção dos novos alojamentos já se iniciou. Vamos lançar o edital daqui a um ou dois meses. O começo das obras está previsto para setembro ou outubro. Esse novo alojamento terá capacidade para 1.200 alunos (hoje, são 600), é uma obra que demora 3 anos para ficar pronto, dividida em três blocos (o novo alojamento terá 53 mil metros quadrados. Já toda a obra da duplicação do ITA fica pronta em 3 ou 4 anos com laboratórios novos e células novas.

E o que será feito com o atual alojamento?
Será destinado aos alunos da pós-graduação, o que será um atrativo, pois hoje eles não têm esse alojamento.

Quando o ITA estará pronto para receber maior número de alunos?
No próximo vestibular, sem ser este (de dezembro), já vamos para 240. E em cinco anos alcançamos a capacidade máxima, pois, a cada ano, 120 novos alunos vão entrando e demoramos cinco anos para formar uma turma. Por isso, esse aumento será gradual.

Hoje, há mais competição pelos melhores alunos com universidades do exterior?
Acho que há uma diferença no perfil dos alunos que recebemos hoje em relação a antigamente que é o grau de informação que eles têm. Eles são mais globalizados. Muito pouca gente sai para fazer uma graduação no exterior. Sinceramente, acho que não é muito vantajoso. Recebi aquele aluno que passou aqui e foi para Harvard e conversei com os pais dele. É muito melhor fazer a graduação no ITA e eventualmente fazer um doutorado ou pós doutorado no exterior. Em nossa ida a Boston (EUA), um professor do MIT disse claramente que o ITA seleciona melhor seus alunos que o próprio MIT. O ITA não deve nada para universidades de fora pela qualidade dos seus alunos de graduação.

E como estimular esses alunos a permanecerem no Brasil e atuarem no país?
O ITA forma engenheiros muitos especiais, muito bem preparados. Nosso problema é estimula-los a trabalhar no Inpe, na Embraer, nos institutos, nas empresas. Nós queremos fortalecer esse cluster aeroespacial. Essa é nova missão principal. Os institutos precisavam ter um plano de renovação no quadro de pesquisadores. Isso vale para o ITA, o Inpe e o DCTA. Para sermos atrativos, teremos que mostrar o quão interessante é trabalhar nas instituições, não apenas por salário, mas por motivação.

O Vale

Sob pressão, Prefeito muda projeto inicial de Termelétrica

Sob pressão e em busca de garantias ambientais mais concretas, o governo do prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), mudou o projeto inicial da termelétrica movida a lixo da cidade a URE (Usina de Recuperação Energética).

O edital do projeto exige agora a realização de um estudo detalhado da dispersão atmosférica na região sul, onde a URE deverá ser instalada, por parte da empresa que venha a assumir a planta. A exigência atende a pedidos de ambientalistas e vereadores de São José e representa o primeiro passo do tucano em busca de um consenso para viabilizar a ideia.

Também após críticas, a administração de Cury passou a aceitar a hipótese de aumentar o tamanho da chaminé para dispersão de poluentes da planta para até 84 metros antes, trabalhava-se com a altura de 20 metros. Uma terceira mudança diz respeito ao uso de combustíveis auxiliares. O projeto permitia o uso de gás natural, apontado por ambientalistas como altamente poluente, para reativar a termelétrica nos processos de parada e manutenção.

Agora, o projeto determina o uso do biogás, combustível gerado na decomposição do lixo, que é considerado mais limpo. Secretário de Meio Ambiente, André Miragaia, disse que “as mudanças ocorreram para atender solicitações da consulta pública”. O projeto está em consulta no site da prefeitura desde maio do ano passado.

“Esse projeto é um indicativo, sujeito a melhorias. O importante desse projeto é o mix tecnológico, a separação mecânica e o biodigestor, que são unanimidades”, afirmou Miragaia. Do outro lado da moeda, porém, as mudanças propostas pela administração tucana são vistas apenas como pontuais. Os ambientalistas, ainda, acusam o governo de não dar publicidade devida à discussão e de, inclusive, barrar debates mais técnicos.

Controverso, o projeto da URE é a solução apresentada por Cury à disposição do lixo em São José. A partir de mecanismos modernos, a usina vai separar e queimar parte do lixo, produzindo energia suficiente para atender 200 mil pessoas. Ainda não há, segundo a prefeitura, um cronograma para licitar a URE.

O Vale

Fundações da cidade desenvolvem melhorias para 3° idade

O projeto “Atenção à Melhor Idade”, da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de São José dos Campos em parceria com a Casa do Idoso, começa nesta segunda-feira (9), às 14h. O projeto visa estabelecer vínculo entre os estudantes e os participantes com idade acima de 60 anos, independentemente do nível de escolaridade, que queiram compartilhar atividades lúdicas e as próprias experiências de vida, contribuindo para uma interação social.

A partir desse primeiro encontro, será realizado um por mês até junho. Entre as atividades está “Minha História”, que tem como objetivo envolver todos os participantes de forma empática seja ouvindo ou contando a própria história de vida.

Outra atividade serão os debates como forma de reflexão sobre o presente e o passado, de como a vida era antigamente e como é hoje. Essas discussões têm a intenção de ser uma grande troca de informações entre gerações, servindo de enriquecimento e crescimento de todos.

A Fatec, juntamente com a Casa do Idoso, entende que a população está envelhecendo e por isso é preciso que a cada dia as pessoas tenham um entendimento dessa fase da vida. O Brasil tem mais de 15 milhões de idosos e precisa estar preparado para atuar junto a este grupo da população.

Prefeitura Municipal

Embraer planeja novo projeto que irá beneficiar empresas

Em oito anos, a Embraer, de São José, pretende elevar a participação do seu segmento de Defesa e Segurança na receita da empresa dos atuais 15% para até 25% com o desenvolvimento de novos projetos, entre eles, o cargueiro KC-390, o satélite geoestacionário e o F-X2. Cerca de 120 empresas da região, potenciais fornecedores desses projetos da Embraer, estão de olho nesse crescimento, aponta o Cecompi (Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista).

“Até então, tínhamos um produto: os aviões da Embraer. Isso (novos projetos) aumenta a expectativa das empresas da cadeia produtiva. Fazia muito tempo que não havia ao mesmo tempo tanto produto”, afirmou o secretário-executivo do Cecompi, Agliberto Chagas.

O KC-390, cargueiro militar que vem sendo desenvolvido pela Embraer, corresponde à maior parte da carteira de pedidos do segmento de Defesa e Segurança da empresa para 2012. Do total estimado de US$ 3,4 bilhões da carteira, US$ 2 bilhões são referentes ao cargueiro.

Para este ano, a expectativa é que haja a definição do preço do KC-390, o que deve dinamizar o processo de encomendas pelo produto. A reta final do desenvolvimento do cargueiro anima a cadeia de fornecedores do setor aeronáutico. Sem contar os motores, cuja fabricação inexiste no Brasil, o índice de nacionalização do cargueiro é de 80%.

“Você tem um portfólio na área de defesa em que estão previstos R$ 100 bilhões de investimento com a modernização das três Forças (Militares). A Embraer é uma das principais players desse setor, com condições de abocanhar boa parte desse montante. Se isso acontecer, seus fornecedores também irão se beneficiar”, disse Chagas.

Os primeiros testes em voo do KC-390 estão previstos para 2014 e o início das entregas para 2016. Até agora, o cargueiro possui 60 intenções de compras de governos estrangeiros. Outro projeto em que a Embraer aposta é o satélite geoestacionário, desenvolvido em parceria com a Telebras, que deve gerar negócios na ordem de R$ 700 milhões.

A criação da joint-venture entre as duas empresas passa por processo final de avaliação pelo conselho da Embraer e uma definição pode ser anunciada nas próximas semanas. Pelo memorando de entendimento assinado no final do ano passado, a empresa de São José teria 51% de participação na joint-venture, contra 49% da Telebras.

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) participará do projeto fornecendo as especificações do satélite. A sede da joint-venture será no Parque Tecnológico. A carteira de pedidos da Embraer e Segurança para este ano ainda conta com US$ 1,1 bilhão destinado a programas de modernização de equipamentos da Força Aérea Brasileira e da Marinha.

O Vale

Cidade tem projeto para corredor exclusivo de ônibus

A Prefeitura de São José dos Campos anuncia hoje o projeto dos corredores exclusivos para os ônibus sem previsão de quando a proposta começa a funcionar. As pistas preferenciais são uma promessa de governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) há dois anos e têm o objetivo de aumentar a velocidade dos coletivos. Hoje, os ônibus não passam de 17 km/h em alguns corredores.

O secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira, vai anunciar o projeto às 10h em evento da Volvo, no Parque Tecnológico. A empresa vai anunciar o teste de um ônibus híbrido que vai operar por um mês em São José por meio da concessionária Expresso Maringá.

Entretanto, a assessoria da pasta informou ontem que para que as faixas exclusivas entrem em funcionamento será preciso sinalizar os locais e fazer um trabalho de orientação com a população ‘o que deve ocorrer nos próximos meses’, informou a pasta.

Os primeiros corredores que vão receber faixas exclusivas para o tráfego das linhas de ônibus serão os da região central como as avenidas São José e João Guilhermino que hoje já formam corredores naturais de ônibus. Segundo a prefeitura, onde a medida for implantada haverá sinalização vertical e horizontal para indicar a exclusividade de tráfego das linhas.

“O principal ganho é a melhoria na velocidade média do transporte público. Mas ainda não é possível calcular o quanto representará esse ganho. Isso só será possível com a implantação de outros fatores, como mudança do tempo semafórico”, afirmou nota enviada pela prefeitura. A divulgação do anúncio do projeto de corredores de ônibus foi feita pela Volvo. A prefeitura não emitiu nota oficial sobre o assunto.

O presidente do Sindicato de Motoristas e Cobradores de ônibus, José Carlos de Souza, afirmou que a medida é eleitoreira. “A prefeitura promete isso há dois anos e faz o anúncio nas vésperas da eleição com objetivo de conquistar votos”, afirmou. “Essa é uma medida muito importante para a melhoria do sistema e já deveria ter sido adota há muito tempo. Inclusive, está prevista no edital de licitação do sistema”.

Além da implantação das faixas exclusivas para os ônibus, a prefeitura também não implantou outras promessas previstas para o setor de transporte público. Entre elas, está a divulgação de uma pesquisa de satisfação dos usuários sobre o sistema e a instalação de painéis eletrônicos nos pontos.

O Vale

Guerra Fiscal por empresas é colocado em São José

Projeto que colocará São José dos Campos na guerra fiscal para atração de empresas deve ser votado nas próximas sessões da Câmara. Lido na última sessão realizada em 2011, o documento se encontra em período de recebimento de emendas dos parlamentares.

Caso aprovada, a lei irá possibilitar a São José concorrer com os vizinhos do Vale na chegada de novos investimentos. Taubaté, Jacareí, Pinda e Guará já possuem legislação semelhante, oferecendo aos investidores isenção tributária (veja quadro ao lado).

As duas maiores empregadoras, Embraer e General Motors, com cerca de 12 mil (na cidade) e 8.000 trabalhadores, respectivamente, iniciaram atividades em São José antes da década de 70. A Revap (Refinaria Henrique Lages), da Petrobras maior contribuinte de ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias) da cidade– foi implantada em 1980. Desde então, nenhum investimento do mesmo porte chegou a São José.

Em Jacareí, a guerra fiscal possibilitou a chegada das chinesas Sany e Chery que, juntas, têm previsão de gerar 5.000 empregos diretos e 8.000 indiretos, com investimento de US$ 600 milhões a partir de 2013.

Taubaté, Pinda e Guará, por meio de isenções fiscais, reforçaram seu número de empresas de pequeno e médio porte. Guará, por exemplo, terá no próximo ano a implantação da fabricante japonesa de vidros AGC, que deve gerar até 3.000 empregos diretos e indiretos.

José Corrêa de Mello, secretário de Desenvolvimento Econômico de São José, afirma que a intenção da medida não é colocar a cidade na guerra fiscal e sim estimular a “perenidade” das empresas da cidade. “A lei não tem nada a ver com o que acontece com outras cidades. Já estamos em uma posição muito boa. Queremos que essas empresas sejam perenes em São José e que a cidade seja uma ilha de satisfação para essas empresas. Não estamos em guerra fiscal com ninguém”, disse Mello.

O secretário salientou que a medida possibilitará, entre outras coisas, assegurar investimentos na General Motors. “Nosso sindicato é um sindicato que não conversa com a empresa. Com a lei, diminuimos a carga tributaria e a empresa pode gastar menos com trabalhador. Ela lei é para compensar esse alto investimento que a empresa tem com o trabalhador por causa do sindicato. No caso da GM, vai ajudar muito”, disse o secretário.

Nos últimos 20 anos, as isenções fiscais oferecidas para atração de empresas se intensificaram. Exemplo de criação de polo industrial formado à base de incentivos fiscais é Camaçari-BA. Depois de acertar a instalação da Ford, formou um complexo industrial com Braskem, Continental e mais recentemente acertou a implantação da fábrica da montadora chinesa JAC Motors para 2013. Mello garante que a lei não foi baseada em nenhuma outra já existente. Planejada desde 2009, contou com a participação de várias secretarias. “Queremos trazer manufaturas de classe mundial”, disse.

O Vale

Prefeitura não cumpri e projeto de Transporte Coletivo para

Um ano após a conclusão do processo que remodelou o transporte público, a Prefeitura de São José não cumpriu projetos essenciais para a melhoria do sistema. Todas as exigências ignoradas são de responsabilidade da administração municipal e são um dos motivos do encarecimento da tarifa aprovado no ano passado.

Além de mexer no bolso, os projetos que foram deixados de lado mexem no desempenho do sistema como as faixas exclusivas em horários de pico para aumentar a velocidade dos coletivos. Prometido para 2010, as faixas ainda não tem previsão de serem implantadas. A Secretaria de Transportes informou que o projeto ainda depende de obras de adequação em alguns corredores.

Outro projeto que não saiu do papel está a divulgação do teste de satisfação dos usuários. A medida está prevista no edital de licitação do sistema. De acordo com o contrato, a cada semestre a prefeitura deveria elaborar e divulgar uma pesquisa que aponte o desempenho das empresas e a avaliação dos moradores.

Além de tornar transparente o atendimento prestado à população, o teste iria criar um mecanismo objetivo na decisão de distribuição das novas linhas. Segundo o edital, a empresa que tivesse o melhor desempenho na pesquisa teria preferência em operar novas linhas aumentando seu faturamento.

Até agora, no entanto, o governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) não divulgou nenhuma pesquisa, apesar de ter prometido a divulgação em agosto e depois em dezembro do ano passado. A Secretaria de Transportes informou na última semana que a tabulação do índice está finalizada, mas não informou quando irá divulgar os dados. De acordo com a pasta, as novas linhas estão sendo distribuídas de forma que ‘não afete a logística e o operacional’ das concessionárias.

A prefeitura também não instalou os painéis eletrônicos nos pontos que iriam informar o tempo de espera para a chegada das linhas. Esse projeto ainda está em fase de elaboração do edital de licitação, segundo o secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira.

A Prefeitura de São José construiu apenas uma das 13 estações de conexão que, segundo o edital, estariam prontas até julho de 2009. As concessionárias de ônibus quando pediram o reajuste da tarifa no ano passado informaram que a inexistência dos terminais aumenta o custo operacional das linhas.

As estações tem objetivo de dividir as linhas do centro das que seguem sentido bairro. Isso porque é ponto final das linhas que vieram da região central e o de partida das linhas que vão para os bairros mais distantes daquela região.

Apesar da proposta prever dar mais agilidade e facilidade de locomoção, o único terminal criado pela prefeitura no Campos de São José (zona leste) foi reprovada pelos usuários. Entre as críticas está a cobrança dupla que ocorre em casos. A prefeitura informou que irá fazer mudanças no terminal e que não existe cronograma para instalação das demais estações, mas que o projeto não está descartado.

“Sobre a ECO, avalio que seja mais uma prova da falta de transparência de como vem sendo conduzida a política de transporte público na cidade”, afirmou o defensor público, Jairo Salvador dos Santos que ingressou com uma ação civil pública na Justiça contra a prefeitura.

“A ação segue seu trâmite, após apresentação da contestação da prefeitura, acabei de apresentar réplica, desconstruindo os argumentos apresentados de que toda a legislação estaria sendo cumprida”, afirmou Santos. O sistema de transporte público de São José atende uma média de 280 mil usuários por dia.

O Vale

Novela Teatrão: Projeto é adiado na cidade

Sob ameaça de veto do prefeito Eduardo Cury (PSDB), a bancada da bola na Câmara de São José decidiu adiar por tempo indeterminado a votação do projeto de arrendamento do complexo do Teatrão, na Vila Industrial, na zona leste.

O inquérito movido pelo Ministério Público para apurar suposto desvio de finalidade no uso do Teatrão pelo São José Esporte Clube também pesou na decisão. Na próxima quinta-feira, a promotora Ana Cristina Ioriatti Chami irá fazer uma visita ao local.

Principal articulador do projeto, o vereador Robertinho da Padaria (PPS), que também é presidente do clube, disse ser prudente aguardar a conclusão do inquérito do MP antes de prosseguir com a proposta. O projeto protocolado pelo parlamentar prevê o arrendamento total do complexo. Atualmente, somente 30% da área pode ser destinada para locação.

A Associação Desportiva Atletas de Cristo ofereceu um investimento de R$ 7,5 milhões na recuperação do complexo e um aluguel de R$ 30 mil por mês, condicionado ao uso do espaço por 30 anos. “Vou esperar esta ação do MP. Agora, quero ir até o fim deste processo. Se o MP entender que tem alguma coisa errada, não coloco meu projeto para votar”, disse Robertinho. O vereador do PPS disse também que está ciente do veto do prefeito Eduardo Cury.

“Já fui informado pelo governo de que o prefeito irá vetar o projeto em razão do MP, do manifesto de moradores e por ser ano eleitoral. Mas não vou colocar para votar em respeito à promotora.” Outros vereadores também consideram prudente aguardar definição do MP. “No estágio que chegou, cabe aguardar a apuração do MP. Ele terá peso fundamental para mostrar se diante das acusações cabe à prefeitura resgatar ou não o Teatrão”, disse Dilermando Dié (PSDB).

Para Cristiano Ferreira (PV), é importante ampliar diálogo com comunidade que mora no entorno do Teatrão. “Falam nas benfeitorias, mas ainda parece utópico o meio como pretendem recuperar esse investimento”, disse Vadinho Covas (PSDB).

Ontem, o governo afirmou, por meio de nota oficial, que o prefeito vai vetar o projeto caso ele seja aprovado. “O que ficou decidido na bancada é que o prefeito, por orientação da Secretaria de Assuntos Jurídicos, não poderá tomar nenhuma atitude em relação ao Teatrão até que haja uma manifestação do MP”, disse o governo tucano na nota.

O Vale