Entrada de nova empresa de Ônibus na cidade

A bancada do PT na Câmara decidiu investigar a troca na gestão das 30 linhas de ônibus que atendem as regiões leste, norte e sul de São José dos Campos. Sem avisar os usuários, a prefeitura autorizou a entrada de uma nova empresa, a CS Brasil, no sistema de transporte público.

A nova concessionária é filial da Júlio Simões empresa que venceu a licitação do serviço público em 2008. Na época, ela pagou R$ 4,2 milhões para explorar o sistema de São José.

A mudança na gestão do sistema teria ocorrido em outubro, mas só agora a logomarca dos ônibus começou a ser alterada. O uniforme e crachá dos motoristas também mudou. Eles tiveram que levar a Carteira de Trabalho para a troca de registro.

“Vamos estudar para verificar as irregularidades cometidas com essa troca de empresa”, afirmou o vereador Wagner Balieiro (PT). “A empresa que ganhou a licitação é diferente da que opera o sistema hoje”, afirmou.

A CS Brasil tem CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) próprio e não participou da licitação. A empresa é filial da Júlio Simões que agora formou uma holding com os diferentes tipos de serviço que presta como transporte público, de cargas e rodoviário.

A prefeitura informou que a mudança não afeta o atendimento prestado à população. Hoje, o transporte público atende uma média de 250 mil passageiros/dia. José Carlos de Souza, presidente do Sindicato dos Condutores, disse que o sindicato não foi informado da mudança.

O Vale

Devido a atraso Escola Tecnica Federal deve sair só em Agosto

A primeira escola técnica federal de São José só deve começar a funcionar em agosto com mais de dois anos de atraso em relação ao cronograma original e com dois cursos, metade do previsto inicialmente. O governo federal informou que o atraso é consequência da demora na realização do concurso público para contratação dos professores. A seleção teria demorado porque só pôde ser realizada após a homologação da escola pelo MEC (Ministério da Educação).

As negociações envolvendo a instalação de uma escola técnica federal em São José se arrastam desde 2009. A previsão inicial era que a instituição começasse a funcionar em março de 2010. O futuro campus, que irá funcionar nos prédios usados pela Revap (Refinaria Henrique Lage) durante as obras de modernização, na zona leste, contará com os cursos de técnico em mecânica e automação.

Foi adiado a abertura de vagas para os cursos de técnico em geologia e eletrotécnico. Segundo o governo federal, os novos cursos serão oferecidos de forma gradativa. A previsão é que as inscrições para o vestibular sejam abertas no final de abril. Poderão participar estudantes que concluíram ou estão cursando o ensino médio das redes públicas e particular. Inicialmente, está previsto que sejam oferecidas 160 vagas.

Garabed Kenchian, pró-reitor de extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, alça do MEC, disse que foram contratados 20 professores sendo 10 da administração e 10 do corpo docente. “Estamos na fase de licitar os serviços de limpeza e vigilância e para as obras de adaptações como divisões e instalações elétricas”, afirmou.

Na unidade de São José dos Campos, serão investidos cerca de R$ 2 milhões para a implantação da infraestrutura e equipamentos. Um instituto federal também está em construção em Jacareí, mas as obras só devem ser concluídas em agosto de 2013. As negociações para a construção de uma unidade em Aparecida, também estão suspensas.

O Vale

Museu de Esportes tem nova exposição na cidade

Os grandes momentos esportivos de São José dos Campos serão relembrados no Museu de Esportes que está com uma nova exposição permanente “São José de todos os esportes”. O objetivo é mostrar, por meio de fotos, diplomas e troféus, as melhores imagens e os momentos marcantes de várias modalidades esportivas entre as décadas de 1910 e 1980.

Entre os destaques da exposição estão as conquistas dos títulos: Estadual de Futebol de Salão de 1958, pela Associação Esportiva São José (AESJ); o tricampeonato Brasileiro de Judô na década de 1980 e o vice-campeonato de Futebol dos 42º Jogos Abertos do Interior de 1977.

A exposição está aberta ao público de segunda a sexta, das 8h às 17h, no Museu de Esportes (Praça Afonso Pena 29 – antiga Câmara Municipal). Grupos devem agendar a visita pelo telefone 3921-4112. A entrada é franca.

Outras informações podem ser obtidas no site do Museu de Esportes.

Prefeitura Municipal

Montadora da cidade irá produzir nova S10

A produção da nova versão da picape S10, batizada de Colorado fora do país, deve começar em uma semana na unidade da General Motors de São José. O lançamento do veículo é um dos mais aguardados pelo setor automobilístico em 2012. Alguns modelos já têm sido vistos em testes pelas ruas de São Paulo.

A linha de produção da S10 está em fase final de adaptação à nova versão da picape. Para facilitar o processo de mudança dos equipamentos, os funcionários da linha entraram em recesso no dia 12 de dezembro, antes de outros setores da fábrica, e voltaram na última segunda-feira.

Já o setor que fabrica motores para a S10 volta no dia 16. O VALE apurou que a produção do veículo chegou a ser iniciada, mas que o resultado não foi o esperado e novos ajustes serão feitos.

“Os trabalhadores estão parados. Voltaram dia 2, mas estão sem fazer nada pois a produção só deve começar dentro de cinco ou seis dias”, afirmou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Antonio Ferreira de Barros.
A GM não confirma o início da produção e o motivo do período mais longo de férias para o setor.

Na próxima semana, o Ministério Público do Trabalho deve agendar uma audiência de conciliação entre GM e o sindicato da categoria para tratar de demissões de funcionários lesionados que teriam estabilidade na empresa. Os cortes foram feitos após o PDV (Programa de Demissão Voluntária) em outubro.

O Vale

Nova Lei do Contram esconde radares nas Rodovias

Nova resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) dá brecha para que mais de 90 radares fiquem escondidos nas principais estradas da região nas férias. A regra, publicada na semana passada, derruba a obrigatoriedade dos órgãos de trânsito de instalarem placas que avisam a existência de equipamentos de fiscalização eletrônica. As placas eram exigidas havia cinco anos pelo próprio Contran.

O objetivo de acabar com a exigência, segundo o governo federal, é padronizar o processo de fiscalização. Segundo o Contran, onde não houver sinalização, a máxima permitida nas rodovias é de 110 km/h para carros, 90km/km para ônibus e 80 km/h para caminhões.

A resolução está em vigor desde a última quinta-feira e vale para radares fixos e móveis dentro das cidades e nas estradas em concessão, ou do governo federal, como a Dutra, e do Estado, como a SP-99 (Tamoios). O inspetor Luiz Ernani Guedes, chefe da Polícia Rodoviária Federal em Taubaté, afirmou que a determinação terá impacto prático nas estradas sem sinalização.

“Diferente das estradas do Vale do Paraíba que contam com sinalização, ninguém vai tirar as placas que já existem”, afirmou. Segundo ele, uma mudança maior para os motoristas da região envolve o uso dos radares móveis. “A medida facilita o uso desses radares porque deixa de exigir que se faça um estudo exclusivo sobre o trecho que queremos usar o radar móvel. Podemos usar em toda a extensão levantada para a implantação do radar fixo”, afirmou.

O especialista em trânsito, Carlos Alberto Guimarães, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), afirmou que é favorável à regra. “Cabe ao motorista respeitar a velocidade. Não existe uma placa nas estradas afirmando que lá tem policiamento. No mundo inteiro os radares são discretos”, disse Guimarães.

Diferente do especialista, os motoristas da região são contrários à medida. Caso do comerciante Valdemir Uzan, 53 anos, que trabalha na Tamoios. “O motorista tem que ser avisado quando há radar, porque muitas vezes estamos distraídos ou fazendo uma ultrapassagem que exige um aumento da velocidade.”

Opinião semelhante tem o motorista profissional Sebastião Aparecido da Silva, 54 anos. “Essa é mais uma forma de mostrar que o objetivo maior das multas não é educar o motorista, mas sim arrecadar dinheiro”, disse. A NovaDutra informou que irá manter as placas. A concessionária tem 15 pontos de fiscalização no Vale, sendo que em 11 os equipamentos começaram a funcionar em dezembro.

O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) informou que ainda estuda quais medidas irá adotar. A Prefeitura de Caraguá informou que vai manter a sinalização. Já a Prefeitura de São José informou que não vai mais colocar placas se forem instalados novos aparelhos. A Prefeitura de Jacareí informou que ainda estuda quais medidas irá adotar. Nenhum porta voz da Prefeitura de Taubaté foi encontrado para comentar o assunto.

O Vale

Levantamento aponta novas familias em bairros da periferia

São José está em franca expansão na periferia. Levantamento feito por O VALE mostra que as regiões leste, sul, norte e sudeste receberam cerca de 30 mil moradias nos últimos cinco anos. São 120 mil moradores que buscaram as regiões mais periféricas atrás do sonho da casa própria população que supera a de cidades como Guaratinguetá (112 mil), Caraguá (102 mil) e Caçapava (85 mil).

A nova periferia cresce em ritmo mais acelerado na região sul. São 16.559 novas moradias. Bairros consolidados como Colônia Paraíso, Jardim América e Parque Industrial receberam o maior volume de moradias. Mas é na zona leste que o impacto do adensamento é mais evidente. Topos de morro estão sendo ocupados por mega empreendimentos, alguns com mais de 400 moradias, como no Cajuru.

Ao todo, a região leste recebeu 5.921 novas moradias entre casas e apartamentos. O fenômeno também é visível na região norte. São mais de 4.000 moradias, a maior parte delas no Alto da Ponte e na Vila São Geraldo  bairros que carecem de equipamentos públicos. Na região sudeste, a situação não é diferente: só o bairro do Putim recebeu mais de 1.000 unidades.

Apesar de regularizados pela prefeitura e consolidados, muitos desses bairros ainda não possuem infraestrutura básica e esbarram na falta de UBS, escolas, creches, transporte público e áreas de lazer. No Jardim das Paineiras, na zona leste da cidade, mais de 1.300 pessoas se mudaram para o novo bairro há quase dois anos. São 340 moradias recém-instaladas.

O crescimento sobrecarregou a infraestrutura de serviços no entorno da região e a lista de reclamações é grande.
“O bairro não tem centro comercial, serviços públicos, iluminação, correio e sinalização de solo”, disse a dona de casa Vera Lúcia de Moraes, 42 anos. Escola, creche e UBS só nos bairros vizinhos como o Nova Esperança e Novo Horizonte, já saturados.

Sem áreas de lazer, as crianças do bairro têm que driblar a falta de espaço para brincar. “Parece um bairro clandestino. Falta creche, escola e o transporte é limitado”, disse o cobrador de ônibus Alessandro Luiz Rocha, 35 anos.

O vice-presidente da Aconvap, Francisco de Oliveira Roxo, confirmou o crescimento da periferia. “Houve consolidação dos grandes empreendimentos onde havia volume de áreas disponíveis e a preços atrativos.” Segundo ele, o poder público acompanha esse crescimento. “Mais gente morando no mesmo lugar implica novas linhas de ônibus, alargamento de avenidas e escolas. E o governo está atento a esse crescimento.”

O Vale