ITA pretende realizar mudanças em cursos para humanizar

Uma das melhores e mais tradicionais universidades do país, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), irá reestruturar os cursos de graduação no próximo ano para tentar “humanizar” seus alunos.

O objetivo da reformulação, segundo o reitor, Carlos Américo Pacheco, é aliar o aprendizado técnico com habilidades sociais para aumentar a capacidade dos alunos de trabalhar em grupo e lidar com desafios. Para isso, serão ministrados cursos extracurriculares. A grade também deverá sofrer alterações. Uma comissão formada por 18 especialistas de dentro e fora da instituição, como do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT), estuda como implantar as mudanças.

Segundo Pacheco, a proposta de alterar o aprendizado da universidade tem gerado polêmica entre os educadores e professores do instituto. Mas a mudança deve começar já no segundo semestre de 2013.

“Queremos dar outras dimensões para os currículos para ir além da base técnica. Nossos alunos são muito bons em ‘hard skills’, como chamamos no meio acadêmico. Mas acho que faltam os ‘soft skills’ (competências pessoais). Trabalhamos pouco isso hoje”, diz Pacheco. Segundo ele, as mudanças não vão diminuir a qualidade dos cursos.

São duas as principais propostas em estudo para viabilizar a mudança: a criação de um Centro de Inovação, um laboratório que visa aproximar os alunos à dinâmica das principais empresas do país, e a implantação de cursos mais abrangentes, como engenharia de sistemas.

A mudança dará fim a uma tradição de 62 anos da instituição, considerada o berço da elite da engenharia brasileira, com seis cursos consolidados aeronáutica, aeroespacial, computação, civil aeronáutica, mecânica aeronáutica e eletrônica.

‘Outro patamar’

Dono do grupo Poliedro, o engenheiro aeronáutico Nicolau Arbex Sarkis, formado no ITA na turma de 1992, elogia a mudança proposta. “O engenheiro precisa ter uma formação ampla. Além dos números, é preciso sensibilidade para administrar pessoas”, diz.

“A capacidade de trabalhar em grupo, de liderança e de relacionamento são os aspectos mais importantes da vida profissional. E justamente estes aspectos são, há tempos, os mais criticados nos engenheiros formados no ITA. O novo projeto vai proporcionar uma bem-vinda mudança no perfil do profissional e elevar os engenheiros formados pelo ITA a outro patamar”, afirma.

Segundo Sarkis, “aliar a formação técnica já existente no ITA com a formação humana é o que todo profissional deseja e toda empresa necessita”.

Concorrência acirrada

O vestibular do ITA atraiu no ano passado 9.337 candidatos interessados nas 120 vagas abertas dos cursos de graduação (uma concorrência de mais de 77 pessoas por vaga). A meta é dobrar para 240 as vagas abertas nos cursos a partir de 2014.

O ITA irá assinar em agosto um convênio de R$ 300 milhões com o Ministério da Educação para ampliar as instalações da universidade. As obras devem começar em outubro e serão executadas ao longo de quatro anos.

O projeto prevê a construção de um novo alojamento para os estudantes, novas bibliotecas, laboratórios e salas de aula. Fundado em 1950, o ITA é a única universidade do Brasil em que os formandos obtiveram o conceito ‘A’ em todos os cursos e em todas as edições do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), o antigo Provão.

Vnews

Flickr: Macapuco

ITA Comemora 62 anos de formação de Engenheiros

Referência no ensino de engenharia do país, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, comemora hoje seus 62 anos de existência. A cerimônia acontece no auditório Lacaz Netto, no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) à partir das 10h, onde 600 pessoas são esperadas entre autoridades, ex-alunos e convidados.

Durante a cerimônia, haverá entrega de homenagens a servidores que completam 35 anos de serviços prestados ao ITA e medalhas militares por tempo de serviço. O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-Ar Juniti Saito está confirmado no evento.

Desde sua fundação, em 1950, o ITA se manteve como ‘celeiro’ de estudantes que posteriormente ocuparam cargos de destaque no cenário nacional. Entre os ‘iteanos’ ilustres estão o fundador da Avibras, João Verdi de Carvalho Leite; o diretor-presidente da Embraer, Frederico Curado; o atual reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco; o astronauta Marcos César Pontes e o fundador da Embraer, Ozires Silva.

“O ITA é a semente do maior arranjo produtivo de tecnologia do Brasil, o setor aeroespacial. Pessoalmente, acredito que o ITA é uma excelente escola de formação intelectual e também de formação pessoal”, disse o deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB), também ex-aluno do instituto, formado na turma de 1981.

O diretor-presidente da Embraer, Frederico Curado considerou sua passagem pelo ITA “um desafio bastante forte. Sempre tive a gratidão de ter tido a chance de entrar no ITA. Quem estudou lá sabe que entrar é difícil, mas sair formado é mais difícil ainda.”

Já o presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), Luciano Coutinho, disse em visita a São José que o ITA “é a instituição de maior excelência dentro das instituições de excelência do país”. Completam o time de ex-alunos de destaque o fundador do então CTA, hoje DCTA, Casimiro Montenegro Filho ; o ex-prefeito de Curitiba (PR) Cassio Taniguchi; o primeiro diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Fernando de Mendonça e o ‘pai’ do motor à álcool, Urbano Ernesto Stumpf.

Para ampliar a formação de profissionais de destaque, o ITA prepara um projeto de expansão. Atualmente, o instituto possui cursos de graduação em engenharia Aeronáutica, Eletrônica, Mecânica-Aeronáutica, Civil-Aeronáutica, Computação e Aeroespacial. O ITA também oferece cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

Imagem: Flickr Macapuna

O Vale

Reitor cria novo projeto para o futuro do ITA

Referência no ensino de engenharia no país, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, se prepara para uma reformulação. Entre as mudanças estão a duplicação da capacidade de alunos formados, ampliação de sua estrutura física e alterações na formatação dos cursos.

Em entrevista a O VALE, o reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, explica que a discussão sobre como ensinar engenharia tem sido feita pelas principais instituições de ensino do mundo, a fim de formar profissionais preparados para “um mundo mais globalizado, com mais ênfase em inovação, diferente de 30 anos atrás”.

Pacheco, no comando do ITA há pouco mais de cinco meses, também falou sobre a parceria com o MIT (Escola de Engenharia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o reconhecimento do ITA no exterior e as principais dificuldades nessa fase de expansão.

Há uma definição sobre as novas áreas em que o ITA pretende atuar?
Temos algumas coisas que achamos que seja prioridade, mas acabamos de criar uma comissão que irá discutir essa estratégia de expansão. Ela será instalada em maio e tem um ano para definir o que vamos fazer. Temos algumas áreas que temos quase certeza que devemos atuar que são engenharia de materiais e de sistemas, mas ainda vamos discutir isso com mais detalhes. A grande discussão não é só da área que vamos atuar, mas de como estamos ensinando engenharia. Há uma ideia de aumentar o núcleo de disciplinas, diminuindo as áreas de especialização, mantendo por exemplo engenharia só aeronáutica, só mecânica, uma formação mais ampla (Hoje, o ITA possui graduação em engenharia aeronáutica, eletrônica, mecânica-aeronáutica, civil-aeronáutica, computação e aeroespacial).

Quem forma a comissão?
São nove membros internos do ITA e nove externos, formados por ex-reitores e professores conceituados. Posso citar alguns nomes como Alvaro Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina, Brito Cruz, da Unicamp e Fapesp, João Fernando de Oliveira, do IPT, Reginaldo dos Santos, que foi reitor do ITA, Silvio Meira, da Universidade Federal de Pernambuco, e Emílio Matsui, da Embraer.

O MIT também participará desse processo?
Um dos temas da cooperação assinada com o MIT é sobre a renovação do ensino de engenharia que eles também estão fazendo. As principais escolas de engenharia tem feito essa discussão de como renovar o ensino para que o profissional que a gente forma esteja mais preparado para atuar no mundo que é diferente de 30 anos atrás, um mundo mais globalizado, com mais ênfase em inovação. Então, o MIT vai sim participar dessa discussão.

Como está a ampliação do campus para receber o dobro de alunos?
O projeto de licitação para construção dos novos alojamentos já se iniciou. Vamos lançar o edital daqui a um ou dois meses. O começo das obras está previsto para setembro ou outubro. Esse novo alojamento terá capacidade para 1.200 alunos (hoje, são 600), é uma obra que demora 3 anos para ficar pronto, dividida em três blocos (o novo alojamento terá 53 mil metros quadrados. Já toda a obra da duplicação do ITA fica pronta em 3 ou 4 anos com laboratórios novos e células novas.

E o que será feito com o atual alojamento?
Será destinado aos alunos da pós-graduação, o que será um atrativo, pois hoje eles não têm esse alojamento.

Quando o ITA estará pronto para receber maior número de alunos?
No próximo vestibular, sem ser este (de dezembro), já vamos para 240. E em cinco anos alcançamos a capacidade máxima, pois, a cada ano, 120 novos alunos vão entrando e demoramos cinco anos para formar uma turma. Por isso, esse aumento será gradual.

Hoje, há mais competição pelos melhores alunos com universidades do exterior?
Acho que há uma diferença no perfil dos alunos que recebemos hoje em relação a antigamente que é o grau de informação que eles têm. Eles são mais globalizados. Muito pouca gente sai para fazer uma graduação no exterior. Sinceramente, acho que não é muito vantajoso. Recebi aquele aluno que passou aqui e foi para Harvard e conversei com os pais dele. É muito melhor fazer a graduação no ITA e eventualmente fazer um doutorado ou pós doutorado no exterior. Em nossa ida a Boston (EUA), um professor do MIT disse claramente que o ITA seleciona melhor seus alunos que o próprio MIT. O ITA não deve nada para universidades de fora pela qualidade dos seus alunos de graduação.

E como estimular esses alunos a permanecerem no Brasil e atuarem no país?
O ITA forma engenheiros muitos especiais, muito bem preparados. Nosso problema é estimula-los a trabalhar no Inpe, na Embraer, nos institutos, nas empresas. Nós queremos fortalecer esse cluster aeroespacial. Essa é nova missão principal. Os institutos precisavam ter um plano de renovação no quadro de pesquisadores. Isso vale para o ITA, o Inpe e o DCTA. Para sermos atrativos, teremos que mostrar o quão interessante é trabalhar nas instituições, não apenas por salário, mas por motivação.

O Vale

Acordo firma instalação de instituto do ITA E MIT na cidade

Um acordo firmado ontem entre o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), dos EUA, prevê a instalação de um centro de inovação do setor aeroespacial em São José dos Campos.

O convênio, que também inclui expansão do intercâmbio entre alunos das duas universidades, foi assinado pelo reitor do ITA, Carlos Pacheco, que integra a comitiva da presidente Dilma Rousseff (PT) em visita aos EUA desde anteontem. “Com o acordo queremos repensar a maneira como ensinamos engenharia e quais cursos novos vamos abrir”, afirmou Pacheco.

Nos próximos seis meses, as duas instituições trabalharão juntas na formatação da parceria, que já tem definida a concessão de 50 bolsas de estudo para doutores brasileiros estudarem no MIT. “Vejo (a parceria) com bastante otimismo e excelentes perspectivas, primeiramente para o ITA. Se isso vai beneficiar a indústria, é consequência. É um passo muito interessante”, disse o presidente da AAB (Associação Aeroespacial Brasileira), Paulo Moraes Júnior.

Ele lembrou que o MIT foi um dos colaboradores da fundação do ITA em 1950, com a implantação da mesma filosofia de ensino. “É um modelo de integração entre escola e residência no campus, o que possibilita um contato maior entre professor e aluno. O MIT é uma instituição bastante respeitada e muita gente que estudou lá se tornou empreendedor”, disse Moraes.

Além do MIT, a comitiva brasileira, que também conta com os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, visitou ontem a Universidade de Harvard, onde foi oficializada nova parceria para intercâmbio. Para Moraes Junior, parcerias com as instituições norte-americanas são benéficas pois há defasagem no número de engenheiros formados no país.

“Nós não estamos encontrando engenheiros. Apesar do esforço de todas as escolas, formamos poucos engenheiros. O MIT vem para agregar valor, não para concorrer. A cidade tem corpo para absorver uma instituição desse porte”, afirmou Moraes Júnior.

Após visita, Mercadante afirmou que o governo brasileiro negociava com a universidade a implantação de uma sede no Brasil. A assessoria do MIT desmentiu o ministro, afirmando ter havido um mal entendido, e ressaltou que o instituto não abre unidades de ensino fora dos Estados Unidos.

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, com sede em Cambridge, foi fundado em 1861 e é um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia. Hoje, há 58 estudantes brasileiros no MIT. Já o ITA recebe por aluno 120 novos alunos.

O Vale

Como ex-reitor do ITA foi nomeado novo Reitor da Univap

O professor Jair Cândido de Melo foi eleito ontem o novo reitor da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) com 17 dos 28 votos possíveis do Conselho Curador. Sandra Maria Fonseca da Costa foi eleita vice-reitora na segunda votação, com 24 adesões. Eles assumem no dia 18 de abril para um mandato de quatro anos.

Aos 71 anos, Melo assume a reitoria com a promessa de fazer uma gestão transparente e de ouvir a comunidade acadêmica em suas ações. As promessas mostram a intenção de fazer uma gestão diferente de seu antecessor Baptista Gargione Filho, reitor por 20 anos, criticado pelo distanciamento e por centralizar as decisões.

O fato de ter ocupado a reitoria do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) foi o quesito que mais pesou na escolha. Logo após ser eleito o anúncio foi feito às 15h10 Melo disse que sua primeira ação como reitor será a de recuperar a saúde financeira da Univap. Segundo ele, a instituição está com custo operacional negativo e precisa consumir todos os meses o fundo de reserva.

“Quero restaurar o equilíbrio financeiro da instituição, reagrupando atividades e analisando a demanda dos cursos”, afirmou. Ele disse ainda que pretende melhorar o ambiente de trabalho dos funcionários e também a qualidade dos cursos. “Vou fazer isso revendo a grade curricular e estimulando o aluno. Tem aluno que vem aqui buscar papel e não conhecimento. E com esse aluno, nós vamos trabalhar pesado”, afirmou.

Casado, Jair tem oito filhos sendo um de criação e três sobrinhos que ele criou após a morte dos pais. Ele também tem seis netos. Atualmente, é o coordenador do curso de Engenharia Elétrica da universidade. A preferência em Melo já havia sido demonstrada nas eleições prévias que escolheram os seis e depois os três candidatos que iriam concorrer ao cargo.

O professor Luiz Carlos Andrade de Aquino recebeu dois votos para o cargo de reitor e quatro para vice. Ele parabenizou os vencedores e colocou seu cargo de diretor da Faculdade de Direito à disposição do reitor. “Neste sentido que me coloco à disposição para contribuir no que julgarem necessário, colocando desde já, também, meu cargo à disposição dos futuros dirigentes para que tenham total liberdade de construírem coletivamente o melhor projeto para a Univap”, disse.

O Vale

Banco BNDES financiara novo instituto do ITA na cidade

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) vai participar da construção de um centro de inovação desenvolvido pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) em parceria com empresas do setor tecnológico em São José dos Campos.

O anúncio foi feito ontem pelo presidente do banco, Luciano Coutinho, que esteve em São José para ministrar uma palestra sobre as perspectivas da economia mundial na aula magna da instituição de ensino. Os detalhes sobre a participação do BNDES ainda não estão definidos, bem como o custo do centro. As empresas parceiras do ITA no projeto, como Embraer, Braskem, VSE, entre outras, atualmente trabalham na formatação do projeto para entrega-lo ao BNDES.

“Estamos em estágio inicial de conversa”, disse o presidente do BNDES. O centro poderá ser construído nas dependências do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) ou na área do ITA dentro do Parque Tecnológico.

O presidente do BNDES afirmou que apoiará o projeto pela “excelência do ITA” na formação de talentos. “Estamos abertos a pensar como fortalecer, ampliar, dobrar a capacidade deste instituto que polariza no seu exame de admissão o que há de mais criativo e capacitado entre os alunos brasileiros. Este instituto é a instituição de maior excelência dentro das instituições de excelência do país”, afirmou Coutinho.

A ideia do ITA é integrar seus alunos nas empresas participantes do centro de inovação desde os primeiros anos de curso por meio de convênios e bolsas de estudo. “Temos alunos reconhecidamente talentosos. Vamos fazer com que esses meninos se envolvam seja numa Embraer, numa Braskem e demais empresas”, afirmou o reitor da instituição de ensino, Carlos Américo Pacheco.

A construção do centro de inovação é um projeto paralelo ao crescimento no número de alunos do ITA. A instituição prevê dobrar, a partir deste ano, seu número de estudantes nos próximos cinco anos.

“Queríamos aumentar esse número de alunos o mais rápido possível, no entanto, há todo um processo que temos que aguardar como a abertura da licitação para a construção de um novo alojamento. Vamos crescendo aos poucos”, afirmou Pacheco.

O reitor lembrou que, no último vestibular da instituição, 570 estudantes atingiram nota suficiente para entrar no instituto, mas, pela limitação de vagas, 120 foram selecionados para os cursos. “Podemos duplicar nosso número de alunos sem correr o risco de perder a qualidade do ensino”, disse.

Presente no evento do ITA, o presidente da VSE (Vale Soluções em Energia), James Pessoa, destacou a importância da criação do centro de inovação. “Queremos ter uma maior relação com o ITA. Já trabalhamos juntos em alguns projetos, contratamos 15 engenheiros formados pelo ITA e queremos aproveitar essa parceria da melhor maneira possível”, afirmou Pessoa.

O vice-presidente de Tecnologia e Inovação da Braskem, uma das líderes mundiais em química sustentável, Edmundo Aires, também mostrou interesse em participar do desenvolvimento do centro. “Já temos conversas com o ITA sobre química verde”, disse o executivo.

O Vale

ITA entrara em obras para ampliação em 2012

O reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Carlos Américo Pacheco, anunciou ontem a ampliação do centro de formação do instituto. Atualmente o ITA oferece 120 vagas nos cursos de graduação e a meta é passar a oferecer 240 em 2014. O anúncio foi feito durante a cerimônia de colação de grau de 114 engenheiros.

De acordo com Pacheco, as obras devem ter início no em 2012 e durar cerca de dois anos. O projeto de ampliação, orçado em cerca de R$ 150 milhões, prevê que neste período sejam ampliados os laboratórios da instituição, as salas de aula e os alojamentos.

“Faltam engenheiros hoje no Brasil e é uma meta do Governo Federal multiplicar o número de engenheiros formados anualmente. Nós, que formamos a elite da engenharia, vamos trabalhar por esta meta”, disse o reitor.

Na manhã de ontem mais de 1.200 convidados acompanharam a formatura dos novos engenheiros.
Entre os diplomados estavam alunos de engenharia civil, aeronáutica, mecânica aeronáutica, eletrônica e da computação.

A engenheira civil de 22 anos, Maiara Condé, comemorou duplamente. Além do diploma, ela recebeu uma medalha de destaque, por manter uma média acima de 9,5 em todas as matérias durante o curso. “Sou carioca e saí de casa aos 17 anos para vir para o Ita, realizar o sonho de ser engenheira e me dediquei muito para chegar aqui”, disse.

O Vale

Empresa do ITA ganha prêmio

A empresa ITA Júnior, de São José dos Campos, foi classificada como uma das 20 melhores iniciativas na área de empreendedorismo desenvolvidas dentro de universidades brasileiras.

Criada em 1992, a empresa júnior do ITA é uma associação sem fins lucrativos gerida pelos alunos dos cursos de engenharia do Instituto Tecnoló-gico de Aeronáutica, sediado em São José.

O objetivo da entidade é proporcionar aos estudantes a possibilidade de colocar em prática o conteúdo aprendido em sala de aula –o ITA Júnior presta serviços de consultoria a diversas empresas nas áreas de Engenharia e Informática.

Além da classificação entre as 20 melhores empresas do gênero, o ITA Júnior ficou ainda entre as cinco melhores de Perspectiva e Mercado, além de ser considerada a primeira empresa no quesito estratégia.

Para atuar na empresa, os alunos do ITA se inscrevem e semestralmente uma entrevista é feita com os possíveis candidatos a uma vaga.

Em 2012, a empresa participará de um congresso em Paraty (RJ) com a participação estudantes do mundo todo.

 

Fonte: OVale