Hoje se comemora o dia do Engenheiro

No seu dia-a-dia, os engenheiros usam e abusam de idéias, sempre aplicando métodos e técnicas economicamente viáveis, com auxílio da matemática e das ciências. Buscam aliar as melhores condições de segurança ao menor custo, sendo requisitados em todas as áreas, seja no campo, na cidade ou até no espaço sideral.

Muitos produtos e serviços que revolucionaram nossas vidas saíram de suas mentes engenhosas, como automóveis, eletrodomésticos, foguetes, computadores e controle da poluição do ar, por exemplo.

A Regulamentação da Profissão

A profissão foi primeiramente regulamentada no Brasil através do decreto no 23.569, de 11 de dezembro de 1933, sendo fiscalizada pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura (CREA), subordinados ao Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (CONFEA). Mais tarde, em 1966, o decreto foi revogado pela Lei no 5.194/66 de 24 de dezembro, que hoje representa a legislação vigente da regulamentação da profissão.

A lei estabelece as condições e regras para o exercício da profissão, determinando direitos e deveres aos profissionais. Além de impor condições no sentido de garantir proteção à sociedade, levando os profissionais a desempenharem suas funções com qualidade, responsabilidade e competência.

A Data

A data para homenagear os engenheiros foi escolhida por ter sido neste dia, 11 de dezembro, a promulgação do decreto federal no 23.569 que regulava o exercício da profissão de engenheiro, arquiteto e agrimensor. O CONFEA foi criado na mesma data e através do mesmo decreto, que foi considerado um marco na história da regulamentação profissional e técnica no Brasil.

Na sua concepção atual, o CONFEA fiscaliza também outras profissões como Arquitetura, Geografia, Geologia e Meteorologia.

O Curso

O curso superior em Engenharia tem duração média de cinco anos e disciplinas básicas da área de Matemática, Química, Física e Cálculo. Além de matérias específicas dependendo da engenharia escolhida. Mais de 200 universidades no Brasil oferecem cursos de engenharia.

Publicado em: 11/12/2012

Engenheiro da cidade cria bicicleta de cadeiras de rodas

Um novo protótipo de cadeira de rodas, desenvolvido pelo engenheiro mecânico Júlio Oliveto, de 27 anos, que mora em São José dos Campos, no interior de São Paulo, pode facilitar a vida das pessoas com deficiência motora no Brasil.

Batizado de “Radical”, o protótipo tem custo de produção 60% menor que os modelos convencionais, tem maior agilidade em subidas e garante autonômia ao usuário que consegue, por exemplo, subir sozinho em uma guia elevada. O modelo ainda não é comercializado.

Oliveto afirma que o projeto tem como base uma tecnologia simples, que consiste na implantação de uma terceira roda dianteira com baterias e funciona como um sistema de reboque. “É colocado um suporte embaixo da cadeira de rodas convencional e em seguida o protótipo se encaixa ali. Quando a bateria é acionada, é como se o aparelho rebocasse a cadeira”, disse ao G1.

O trabalho foi desenvolvido como resultado da tese de mestrado de Oliveto na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Guaratinguetá, no interior de São Paulo.

Dados
Segundo ele, o protótipo atinge até 30 km/h e pode ser usado para trechos de grande inclinação e também para subir em guias não rebaixadas. Em trechos de maior inclinação, a velocidade pode ser reduzida para 5 km/h. O equipamento suporta até 90 quilos. Todo o conjunto pesa 32 quilos e tem custo de produção de R$ 4 mil.

Além do baixo custo, o pesquisador afirma que a manutenção do aparelho também será econômica. “Os materiais que usei são comuns, como de bicicleta, por exemplo. Então, em caso de algum reparo, o cadeirante terá baixo custo”, explica Oliveto.

Trabalho
O trabalho foi feito em parceria com o orientador Victor Orlando Gamarra Rosado, que afirma que o projeto aliou engenharia à inclusão social. “Cadeiras de rodas motorizadas importadas podem ser adquiridas por cerca de R$ 10 mil, enquanto o custo do protótipo desenvolvido custa até R$ 4 mil”, diz Gamarra Rosado.

Em junho, o pedido de patente da tecnologia foi solicitado pela Agência Unesp de Inovação (AUIN) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Atualmente, Oliveto trabalha em melhorias no protótipo, como deixar o aparelho mais leve, e busca parcerias para fabricar o “Radical”. O projeto também foi apresentado na Feira de Reabilitação 2012, realizada em agosto em São Paulo.

G1 (Vnews)

ITA Comemora 62 anos de formação de Engenheiros

Referência no ensino de engenharia do país, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, comemora hoje seus 62 anos de existência. A cerimônia acontece no auditório Lacaz Netto, no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) à partir das 10h, onde 600 pessoas são esperadas entre autoridades, ex-alunos e convidados.

Durante a cerimônia, haverá entrega de homenagens a servidores que completam 35 anos de serviços prestados ao ITA e medalhas militares por tempo de serviço. O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-Ar Juniti Saito está confirmado no evento.

Desde sua fundação, em 1950, o ITA se manteve como ‘celeiro’ de estudantes que posteriormente ocuparam cargos de destaque no cenário nacional. Entre os ‘iteanos’ ilustres estão o fundador da Avibras, João Verdi de Carvalho Leite; o diretor-presidente da Embraer, Frederico Curado; o atual reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco; o astronauta Marcos César Pontes e o fundador da Embraer, Ozires Silva.

“O ITA é a semente do maior arranjo produtivo de tecnologia do Brasil, o setor aeroespacial. Pessoalmente, acredito que o ITA é uma excelente escola de formação intelectual e também de formação pessoal”, disse o deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB), também ex-aluno do instituto, formado na turma de 1981.

O diretor-presidente da Embraer, Frederico Curado considerou sua passagem pelo ITA “um desafio bastante forte. Sempre tive a gratidão de ter tido a chance de entrar no ITA. Quem estudou lá sabe que entrar é difícil, mas sair formado é mais difícil ainda.”

Já o presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), Luciano Coutinho, disse em visita a São José que o ITA “é a instituição de maior excelência dentro das instituições de excelência do país”. Completam o time de ex-alunos de destaque o fundador do então CTA, hoje DCTA, Casimiro Montenegro Filho ; o ex-prefeito de Curitiba (PR) Cassio Taniguchi; o primeiro diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Fernando de Mendonça e o ‘pai’ do motor à álcool, Urbano Ernesto Stumpf.

Para ampliar a formação de profissionais de destaque, o ITA prepara um projeto de expansão. Atualmente, o instituto possui cursos de graduação em engenharia Aeronáutica, Eletrônica, Mecânica-Aeronáutica, Civil-Aeronáutica, Computação e Aeroespacial. O ITA também oferece cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

Imagem: Flickr Macapuna

O Vale

Universidade lança profissões do Futuro na cidade

A Associação Brasileira de Recursos Humanos apontou os campos de engenharia e tecnologia da informação com os de melhor cenário de trabalho para 2012. O crescimento econômico do país e a maior oferta de trabalho teriam puxado a demanda por profissionais mais qualificados nesses setores, afirma a entidade.

Nas universidades, a procura por cursos ligados a esses dois setores aumentou. Na Anhanguera, o crescimento de inscrições nos cursos de engenharia subiu 30% nos últimos dois anos. Entre os cursos, o mais procurado foi o de engenharia civil.

Já na Universidade de Taubaté, 325 alunos de oito cursos de engenharia se formam por ano na instituição.
Aos 21 anos, o estudante do terceiro ano de engenharia mecânica Rodolfo Gutemberg, de Taubaté, traça seu futuro: trabalhar em uma multinacional nos próximos cinco anos.

Estagiando no setor desde o início do ano passado, disse não parar de receber indicações para outras oportunidades de aprendizagem. “Na minha sala, só não tem estágio ou até mesmo trabalho quem não quer. Os professores sempre procuram alguém para indicar”, disse.

Estudo da Anhanguera de São José mostra que o Vale possui cerca de 480 vagas para engenheiro não preenchidas, sendo 220 vagas para estágio. “A tendência é aumentar o número de vagas para os engenheiros diante de todo contexto de crescimento econômico do Brasil”, disse o professor Giuliani Garbi, diretor da Anhanguera de São José.

“O profissional de engenharia sempre ocupou lugar de destaque na região, independente da área de formação”, completa Garbi. O boom imobiliário registrado na região também auxilia a criação de oportunidades de emprego.

O presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Cléber Córdoba, afirma que o déficit de profissionais no setor atinge desde serventes de pedreiro a engenheiros. “Há mercado para engenheiros civis recém-formados e também para os mais experientes. É um momento de muita oferta”, disse.

Formado em 2004, o engenheiro civil Felipe Petcov, 30 anos, afirma não ter tido dificuldade para encontrar o primeiro emprego. “Desde a faculdade já estagiava na área e fui contratado em seguida. Em São José, há muitas obras, muita oportunidade de emprego”.

O piso salarial de um engenheiro civil está avaliado em R$ 4.335. Apesar do salário maior que o de muitas áreas, Petcov diz que a carreira também traz dificuldades. “É muita coisa para coordenar, dependendo da fase da construção você fica o dia todo na obra. Não é fácil”, afirmou o engenheiro.

O Vale