Intervenção Festivale: Mímico Andarilho

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Descrição
Mímico Andarilho
Com Carlos Javkin
São José dos Campos/SP

O “Mímico Andarilho” percorre a cidade com  sua bicicleta, numa ação brincante junto ao público espontâneo, percorrendo ruas, praças, parques, feiras-livre, comércio e teatros.

  • 06.09 – 11h
    Pça. Afonso Pena
  • 08.09 – 11h
    Pça. Monsenhor Luiz Gonzaga Alves Cavalheiro (Pça. Matriz de Santana)
  • 09.09 -11h
    EC Flávio Craveiro
  • 13.09 – 11h
    Pq. Santos Dumont

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Mais Informações:

EC FLÁVIO CRAVEIRO – Intervenção Festivale: Mímico Andarilho
seg, 9 de setembro, 11:00 – 11:15

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Teatro Cidade das Cantigas (Festivale)

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Este espetáculo musical é composto de personagens do imaginário infantil, preservados por meio das cantigas de roda. Ele promove a valorização da cultura nacional junto ao público infantil, resgata os tesouros da oralidade e as riquezas folclóricas da infância.

Descrição    
10h, 14h e 16h Teatro Dailor Varela

Cidade das Cantigas
Cia. Troupe Trote
Campinas/SP
Musical Infantil| Duração: 45min| Classificação: Livre

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Mais Informações:

TEATRO DAILOR VARELA – Cidade das Cantigas (Festivale)
seg, 9 de setembro, 10:00 – 10:15

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Curta: “Linha do Mar” e filme: “Vermelho como o céu”

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Linha do Mar

  • Direção: Felipe Vernizzi,
  • 2012, 20 min.
  • Elenco: Luana Raiter, Ivan Vukelić, Pedro Alschinger Rezende, Izabela Soares, Luciano Oschelski, Eduardo Letti e Isabela Caprario
  • Classificação: livre

André é uma criança sonâmbula que foge todas as noites de casa para ir se deitar na areia da praia. Sua mãe passa a redobrar a atenção criando uma estratégia para perceber as fugas. Uma linha de barbante amarrada entre ela e o filho. Quase 30 anos depois, André continua a sonhar com o mar, mesmo morando distante dele. Decide então voltar com sua família até praia em que dormia na infância e lá, André terá mais um sonho.

Vermelho Como o Céu

  • Direção: Cristiano Bortone,
  • Itália, 2006, 100 min.
  • Elenco: Luca Capriotti, Paolo Sassanelli, Marco Cocci, Simone Colombari, Rosanna Gentile e Francesca Maturanza
  • Classificação: 12 anos

Anos 70. Mirco é um garoto toscano de 10 anos que é apaixonado pelo cinema. Entretanto, após um acidente, ele perde a visão. Rejeitado pela escola pública, que não o considera uma criança normal, ele é enviado a um instituto de deficientes visuais em Gênova. Lá descobre um velho gravador, com o qual passa a criar estórias sonoras.

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Mais Informações:

CINE SANTANA – Curta: “Linha do Mar” e filme: “Vermelho como o céu”
seg, 9 de setembro, 09:00 – 09:15
Onde
ESPAÇO CULTURAL CINE SANTANA: Av. Rui Barbosa, 2005 – Santana – (12) 3942-1227 / 1226 – O Espaço Cultural Cine Santana é um dos mais antigos, com 55 anos de idade, e é um importante Espaço para a cultura da região, atendendo, gratuitamente, mais de 500 alunos em suas 13 oficinas.

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São José cria grupo para avaliar pendências em áreas da CDHU

O governo Carlinhos Almeida (PT) criou um grupo de trabalho para resolver pendências em conjuntos habitacionais construídos em parceria com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). A comissão, formada por técnicos da Secretaria de Habitação, terá a incumbência de apurar os problemas enfrentados pelos mutuários e, em seguida, discuti-los com o governo estadual. Resolver a situação dos cerca de 10 mil moradores do Conjunto Dom Pedro 2º, na zona sul de São José dos Campos, é um dos principais desafios deste novo grupo de trabalho.

Há 21 anos, os moradores esperam a regularização do bairro, criado em 1992, a partir de um loteamento da CDHU em parceria com a Prefeitura de São José.  Atualmente, há 1.726 casas no local e os mutuários aguardam a regularização da documentação dos imóveis. Sem a solução deste impasse, os moradores não conseguem um simples alvará para funcionamento do comércio. Afinal, o bairro não é reconhecido pela prefeitura. Por estar irregular, o local também sofre com pouco investimento na infraestrutura. Creche e área de lazer, por exemplo, são itens inexistentes no conjunto.

Criado no último dia 20 de agosto, por meio de uma portaria assinada pelo prefeito Carlinhos Almeida e pelo secretário de Habitação, Miguel Sampaio Junior, o grupo de trabalho ainda está em fase embrionária. Apenas dois técnicos foram nomeados na comissão. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Habitação, a atuação do grupo de trabalho ainda será definida, quando acontecer a primeira reunião de seus membros. A data do encontro, entretanto, também está indefinida. Apesar da falta de informações a respeito do recém-criado grupo de trabalho, a iniciativa foi elogiada pelo governo do Estado. O dirigente regional da CDHU, Francisco de Assis Vieira, o Chesco, afirmou que tem incentivado a criação desses grupos em toda a região.

“Grupos e fóruns de debates são sempre bem-vindos. Esse intercâmbio de informação é extremamente nobre e pode dar resultado”, afirmou Chesco à reportagem. De acordo com o dirigente, a situação do Conjunto Dom Pedro 2º, na zona sul, é um dos mais complexos da RMVale. “Esses conjuntos antigos são os que mais nos dão problemas. Os novos já saem com o projeto aprovado, com tudo certinho”, disse. “Este grupo tem todo o nosso apoio na tarefa de eliminar essas pendências históricas. Porque, o que costuma acontecer, é os prefeitos irem deixando de lado, só porque não foram os responsáveis”, declarou.

Tido como prioridade no Vale do Paraíba, o Conjunto Dom Pedro 2º, na zona sul de São José dos Campos, enfrenta um processo burocrático para ser regularizado. A CDHU iniciou no ano passado o processo de averbação, que consiste em encaminhar todas as plantas dos imóveis do bairro para gerar uma matrícula individualizada para cada proprietário.

Alckmin inaugura mais um trecho da Tamoios

A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) vai entregar 10 quilômetros de pista duplicada no trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios, na próxima terça-feira, elevando para 21 km o total de trechos já concluídos da obra. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) virá à região inaugurar os quatro trechos duplicados e o novo trevo de acesso à Santa Branca, que torna a passagem entre a estrada e a cidade mais segura, em desnível (por baixo da pista). Serão entregues os trechos entre os km 20,5 e 24,5, 38 e 39, 43 e 45 e 53 e 56. Prevista para ser finalizada em 16 de dezembro deste ano, com 49 km de obras de duplicação, a Tamoios teve os primeiros trechos concluídos e entregues em 25 de abril deste ano, entre os km 39 e 42.

Também foram entregues trechos nos dias 27 de junho (km 15 ao 17 e 46 ao 48), 4 de julho (km 29,1 ao 31,7) e 25 de julho (km 28,7 ao 29,1 e 45 ao 46). Desde maio, as obras de duplicação alcançaram o pico do nível de trabalhadores, com 2.200 pessoas em 122 frente de trabalho. “Nesses 20 meses de obra, tivemos um cronograma bastante apertado, porque a rodovia continuou em operação”, disse Laurence Casagrande Lourenço, presidente da Dersa.

“Não foi fechada para o nosso trabalho. Tivemos que conviver com o trânsito, e isso gera perda de produtividade.”  Mesmo assim, segundo ele, os prazos continuam seguindo dentro da normalidade, com os 49 km do trecho de planalto da rodovia totalmente duplicados até 16 de dezembro. “Não há hoje uma obra rodoviária no Estado com maior número de trabalhadores do que esta no planalto da Tamoios”, afirmou Lourenço. Segundo o presidente da Dersa, o limite de velocidade máxima na Tamoios continuará reduzido de 80 km/h para 60 km/h.

Apenas quando a estrada tiver um trecho duplicado com extensão linear superior a sete ou oito quilômetros é que o limite poderá voltar ao padrão de 80 km/h. “É questão de segurança. Preciso de um trecho longo para ter área de aceleração e desaceleração suficientes para evitar acidentes. Isso ainda nós não temos”, disse. A Dersa deve entregar novos trechos duplicados da rodovia no final de setembro. A previsão da empresa é de iniciar as obras dos contornos do Litoral Norte entre setembro e novembro. O trecho de serra depende da definição de uma PPP (Parceria Público-Privada).

A Dersa informou que os contratos para as obras de construção dos contornos entre Caraguatatuba e São Sebastião já foram assinados. Na última terça-feira, a estatal participou de uma audiência pública em São Sebastião para debater alterações no trecho que passa pela cidade. Moradores dos bairros Topolândia, Olaria e Itatinga pedem mudanças na rota da estrada para evitar desapropriações. Eles negociam com a Transpetro, subsidiária da Petrobras, a cessão de uma área para que a rota seja alterada. Segundo Laurence Casagrande Lourenço, presidente da Dersa, técnicos da empresa irão ao Rio de Janeiro na próxima semana para saber da Transpetro a decisão sobre a área em São Sebastião. “A decisão da mudança vai seguir um posicionamento técnico”, disse Lourenço, que espera começar as obras entre setembro e novembro. No trecho de serra, a obra vai demorar 48 meses e será feita por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada).

Embraer da cidade amplia acordos em Portugal

A Embraer, com sede em São José dos Campos, assinou no último dia 2 protocolo para desenvolvimen to comum de projetos na área industrial com a Universidade de Évora, instituição sediada na cidade portuguesa onde a fabricante brasileira mantém duas unidades fabris. A parceria prevê grupos de trabalho e projetos nas áreas de informática, mecatrônica e energias renováveis. “Com as competências instaladas na universidade e as necessidades da Embraer, podemos estabelecer projetos concretos de investigação e desenvolvimento”, disse João Nabais, pró-reitor da universidade, por meio de nota oficial.

Segundo ele, os projetos serão decididos nos próximos meses mas a primeira reunião já ocorreu logo após a cerimônia de assinatura do acordo. A Embraer, terceira maior fabricante mundial de aviões comerciais, possui duas fábricas em Évora, uma especializada em estruturas metálicas (de asas) e a outra em materiais compósitos.  O complexo fabril foi anunciado em 2008 e as unidades começaram a operar no final do ano passado.

Instalado em uma área de 877 mil metros quadrados, foi fruto de um investimento de 170 milhões de euros (cerca de R$ 429 milhões), dos quais 70 milhões de euros financiados pela Comunidade Europeia. Os materiais fabricados em Évora são exportados para montagem final nas unidades da Embraer no Brasil, na Flórida (Estados Unidos) e em Harbin (China).

Pesquisadores e estudantes buscam energia com recursos renováveis

Encontrar formas limpas, seguras e consistentes de gerar energia elétrica sem queimar combustíveis fósseis é o desafio que pesquisadores da Região Metropolitana do Vale do Paraíba resolveram encarar. As universidades e principais faculdades da região investem em projetos de energia renovável de olho no setor que, para analistas, movimentará mais de US$ 300 bilhões no mundo até 2020. Pesquisador da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), Rodrigo Sávio Pessoa está envolvido no desenvolvimento de um sistema que transforma cinzas tóxicas em um material vitrificado, que pode ser aplicado na construção civil.

O projeto, que une pesquisadores da universidade e a empresa VTX Desenvolvimento Tecnológico, foi batizado de Vitrinsol e recebeu aporte de R$ 4,499 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em outubro do ano passado. Segundo Pessoa, o sistema queima cinzas que sobram da incineração de resíduos sólidos e as transforma em plasma. Resfriado, o plasma torna-se vitrificado e pode ter várias aplicações, como na formação de blocos para construção. “Estamos numa fase inicial, na prova de conceito e na infraestrutura do sistema”, diz o pesquisador. “Em outro momento, os gases resultantes do nosso processo poderão abastecer usinas e gerar energia”.

O projeto pioneiro, sob a orientação do professor Homero Santiago, servirá de modelo a prefeituras que planejam construir usinas similares para queimar o lixo. “Há contribuições ecológicas e sociais. Solução segura para as cinzas e aumento da oferta de materiais de pavimentação de baixo custo”. Diretor da VTX, Marco Antônio de Souza projeta o produto no mercado no segundo semestre de 2015, permitindo faturamento de R$ 1,6 milhão até 2017. “O mercado de tratamento térmico do lixo é nascente e com potencial de escala”. Muita gente não sabe, mas as placas fotovoltaicas, que captam a luz solar para gerar energia elétrica, não gostam de calor. Elas preferem climas mais frios. Nos trópicos, como no Brasil, tais placas têm vida mais curta.

Para resolver o dilema, os professores e pesquisadores Ederaldo Godoy Junior e José Rui Camargo, reitor da Unitau (Universidade de Taubaté), criaram um módulo do tamanho de uma foto 3×4 para “roubar” o calor da placa fotovoltaica e produzir energia elétrica. A ideia ganhou o Energy Globe National Award Brasil, entregue em junho deste ano pelo governo da Áustria. Vai agora defender o país na etapa mundial do prêmio. “A placa não esquenta, tem a vida útil aumentada e o módulo gera energia”, explica Godoy Junior, há três anos debruçado no sistema.

Outra fonte de energia limpa desenvolvida na Unitau é a biomassa, que converte esgoto em biogás e, depois, em energia elétrica. “Comecei a desenvolver no mestrado e fiz um projeto piloto com a Faculdade de Agronomia da Unitau”, diz Godoy Junior. “Há um campo grande de desenvolvimento nessa área”. Biodigestores também são a bola da vez para alunos e pesquisadores do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José, que estudam vários projetos de aproveitar resíduos e gerar energia. Os alunos Hygor Dupin, Felipe Villar e Alexander Cardoso ganharam um prêmio na Alemanha, em 2010, por desenvolver a ideia de uma borracha sintética para fabricar aquecedores solares. O objetivo, segundo o trio, é lançar uma nova concepção de aquecedores e democratizar o acesso à energia renovável.

Carlinhos adia lei de incentivos fiscais na cidade

O governo Carlinhos Almeida (PT) congelou as discussões sobre a nova Lei de Incentivos Fiscais de São José dos Campos. Economistas e empresários consideram a mudança na legislação uma medida estratégica para a recuperação da economia do município, que perdeu competitividade ao longo da última década com o fechamento de importantes indústrias. A atual política de atração de investimentos de São José foi criada há dez anos, no final do governo Emanuel Fernandes (PSDB).

Ela prevê isenção total de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) por até seis anos para novas empresas e uma alíquota reduzida de ISS (Imposto Sobre Serviços) para alguns setores, como o aeroespacial e o automotivo incentivos tímidos se comparados aos oferecidos por cidades de outros Estados e da própria região, que incluem doações de terrenos e até a devolução de parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) recolhido. Em 2011, o ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) chegou a encaminhar à Câmara um projeto de revisão da LIF, mas até hoje ele não foi votado.

A criação de uma nova política de incentivos fiscais foi um dos compromissos assumidos em campanha pelo prefeito Carlinhos Almeida, mas até agora não há uma previsão de quando e como isso irá ocorrer. O vereador Fernando Petiti (PSDB) entende que o momento requer uma ação urgente, principalmente diante das incertezas em relação ao futuro da fábrica da GM na cidade a montadora demitirá 897 trabalhadores até dezembro e ainda não confirmou novos investimentos na unidade. “Até agora, a Câmara não recebeu nenhum projeto. A própria proposta do PSDB poderia ser discutida”, disse. O projeto do ex-prefeito Eduardo Cury previa isenção total de tributos municipais para novas empresas (dependendo do investimento e do número de empregos gerados), a devolução de até 80% do ICMS gerado e a criação de um fundo de fomento com recursos da própria prefeitura.

“O atual governo está perdendo uma grande oportunidade”, afirmou Petiti. Um dos principais aliados da atual administração na Câmara, o vereador Shakespeare Carvalho (PRB) afirma que a prefeitura “tem conversado com todas as empresas interessadas em se instalar na cidade”. “O governo tem analisado caso a caso. Por ser um início de administração, optou-se por essa negociação mais pontual, individualizada”, disse. Para o economista Roberto Koga, o processo de desindustrialização sofrido por São José nos últimos anos “é preocupante”.

“Em 2000, São José era o segundo maior PIB industrial do país. Em dez anos, caímos para a nona posição.” Ele lembra que o desaquecimento da economia afeta a arrecadação de ICMS, principal fonte de receita da prefeitura hoje, o tributo representa quase 40% do Orçamento Municipal. “A cidade já deveria ter feito uma nova LIF há muito tempo”, afirmou. O vice-diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Ney Pasqualini Bevacqua, afirma que a cidade “precisa entrar de vez na briga por grandes investimentos”. “O nível de emprego na indústria vem caindo. A cidade toda está preocupada com isso, e acredito que o prefeito também deve estar”, disse o empresário.

Jovens empresários apostam em ideias simples no mercados

São das ideias simples que surgem os bons negócios. Jovens empresários de São José dos Campos, estão ganhando dinheiro vendendo frutas e passagens de ônibus pela internet. Negócios que já pareciam saturados no mercado podem gerar lucros se desenvolvidos com criatividade. Segundo dados da Secretaria Fazenda de São José, houve um crescimento de cerca de 46% das empresas abertas na cidade pelo sistema MEI (Microempreendedor Individual), com faturamento de até R$ 60 mil. Em agosto de 2012, eram 7.279 MEIs. Este ano, até o final do mês passado, a secretaria registrou 10.615 novas empresas.

A bióloga Vanessa Lopes, 39 e o metalúrgico Daves Souza, 36, resolveram se unir para criar um serviço de entrega de frutas o Salution em escritórios, consultórios médicos, academias, empresas e nas residências. O diferencial do serviço é a praticidade: as frutas são entregues lavadas, descascadas e prontas para serem consumidas.  “Como as pessoas não tem tempo para ir ao supermercado ou à feira e querem manter uma dieta saudável, nós entregamos as caixas com frutas no local de trabalho. Assim, elas não tem desculpas para se alimentarem mal”, disse a empresária.

Os sócios investiram cerca de R$ 100 mil na compra de um veículo e na reforma da casa onde montaram a empresa. Eles dizem que o serviço é inédito em São José, tendo algo semelhante na Europa e nos grandes centros urbanos. O engenheiro aeronáutico Thiago Carvalho, 30, formado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), percebeu que poderia ganhar dinheiro vendendo passagens rodoviárias.

Ele e outro colega do ITA, Rodrigo Barbosa, formado em engenharia da Computação, montaram o Guichê Virtual, empresa de venda de passagens rodoviárias pela internet. Segundo Carvalho, a inovação do serviço é que eles oferecem rotas diretas e conexões, para todo o país, da mesma forma que é utilizada na venda de passagens aéreas. “Somos o único site do país a vender conexões terrestres. São mais de 3.000 rotas diretas e outras 3.000 baldeações”, destaca Carvalho. Os empresários investiram R$ 300 mil no desenvolvimento e operação do site. A empresa que foi criada em 2012, projeta para este ano vender 2.000 passagens por dia, com um faturamento de R$ 7 milhões