Corredores de ônibus começa a sofrer primeiros ajustes

A Secretaria de Transportes de São José dos Campos, começou a fazer essa semana os primeiros ajustes nas faixas exclusivas de ônibus, na avenida Adhemar de Barros, na região central. Em um dos trechos mais confusos da avenida, entre o quarteirão da rua Coronel João Cursino e avenida Heitor Villa Lobos, a prefeitura retirou a palavra “ônibus” que estava escrita no solo e a tintura azul que delimitavam as faixas exclusivas e preferenciais. Neste quarteirão, os motoristas precisavam ficar ziguezagueando na avenida para mudar de faixa e conseguir acessar a continuidade da Adhemar de Barros, depois do cruzamento com a avenida Heitor Villa-Lobos.

“Realmente esse trecho estava um pouco complicado. Os clientes reclamavam da confusão que se tornou trafegar na avenida. Eles estavam com medo de serem multados quando a prefeitura começar a fazer a fiscalização”, disse o comerciante Francisco Carlos Barbosa a O VALE. O trecho foi incluído na reportagem “Os 7 Erros dos Corredores de Ônibus”, publicada pelo O VALE na edição do último domingo. Outra correção feita pela prefeitura no projeto de corredores de ônibus foi a colocação de placas verticais orientando o motorista que trafega pela faixa 4 (à direita, para carros, motos, táxis), que ele terá que fazer obrigatoriamente a conversão à direita.

Na altura das ruas Prudente Meirelles de Moraes e Santa Elza, o motorista praticamente fica obrigado a virar à direita, porque a prefeitura avançou com a calçada em um trecho da avenida. Nesses avanços futuramente a secretaria deve instalar novos pontos de estação, com a possibilidade do usuário pagar de embarcar nos ônibus. O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, informou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa que esses ajustes estavam previstos e foram programados há duas semanas.

Segundo ele, a faixa apagada foi para evitar conflitos com o carro que desejava prosseguir na avenida Adhemar de Barros após o cruzamento da Heitor Vila Lobos. Com relação às placas verticais, ele disse que foram colocadas para reforçar a sinalização já existente. O secretário não informou se haverá novos ajustes nos demais corredores. A Prefeitura de São José vai começar a multar, a partir de 16 de setembro, o motorista de carro, motocicleta e taxista que andar na faixa exclusiva de ônibus. A multa será de R$ 85,13 e o motorista perde 4 pontos na carteira. Em São Paulo, pelo mesmo tipo de infração, o motorista leva uma multa de R$ 53,20 e 3 pontos na carteira.

Câmara pressiona o prefeito da cidade para rever Via Banhado

Vereadores que integram a Comissão de Planejamento Urbano, Habitação e Obras da Câmara de São José vão cobrar explicações do governo Carlinhos Almeida (PT) sobre as mudanças na Via Banhado. O projeto elaborado na gestão Eduardo Cury (PSDB) previa um viaduto e uma alça de acesso na rua Coronel José Monteiro para fazer a ligação com o Banhado e desafogar o trânsito no centro, mas a prefeitura desistiu, transferindo-os para a rua Henrique Mudat, no Jardim Esplanada. Os vereadores já solicitaram uma reunião com o secretário de Transportes, Wagner Balieiro, que deve ser realizada até a próxima quinta-feira. “O viaduto no centro daria mais fluidez ao trânsito. Sem ele, os motoristas ficarão sem alternativas de acesso à Via Banhado. Vou defender a volta do viaduto no centro”, afirmou o presidente da comissão, Shakespeare Carvalho (PRB).

“O viaduto e a alça de acesso no centro são boas alternativas para melhorar o trânsito. O governo terá que nos convencer de que a mudança foi para melhor”, disse o relator da comissão, Walter Hayashi (PSB). Moradores consultados por O VALE consideram que o viaduto se tornou mais necessário após a implantação do corredor de ônibus nas avenidas São José e Madre Tereza. “O trânsito no centro está bem congestionado, ainda mais com corredores de ônibus. A prefeitura não poderia tirar o viaduto”, disse o aposentado Carlos Alberto da Costa Silva, 57 anos, que mora na Vila Industrial, na zona leste. “O viaduto no centro é essencial. O trânsito, que já era intenso, ficou mais congestionado com o corredor de ônibus na avenida São José. Não gostei da mudança do projeto”, disse o advogado Walter Medeiros, 66 anos, que mora na Urbanova, na região oeste. Com as mudanças pedidas por Carlinhos, o projeto executivo será entregue com cinco meses de atraso, o que deverá postergar o início da obra.

Com custo de R$ 66 milhões, sendo R$ 34,5 milhões do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e R$ 31,5 milhões da prefeitura, a Via Banhado ligará a Via Norte ao complexo do Anel Viário na região oeste, nas proximidades do Jardim Esplanada e do Esplanada do Sol. A Secretaria de Transportes informou que “a Via Banhado está passando por análise do traçado, sempre levando em conta custos, aspectos ambientais e trânsito”. Já o BID informou, por meio de nota, que “de modo geral, atrasos em projetos não afetam financiamentos contratados junto ao BID”. A exemplo da Via Banhado, a Via Cambuí, em São José, enfrenta atrasos para entrega do projeto executivo e do EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental).

O Consórcio Projeto Via Cambuí, contratado por 4,7 milhões em dezembro último, na gestão Eduardo Cury (PSDB), deveria ter entregue os projetos básico e executivo em junho último, enquanto o EIA/RIMA deveria estar finalizado neste mês. No entanto, a Secretaria de Transportes informou ontem, por meio de nota oficial, que os projetos e as licenças ambientais serão entregues somente em dezembro próximo. A Via Cambuí terá 8.400 metros de extensão e será construída ao lado do córrego Cambuí, a partir do entroncamento com a avenida Juscelino Kubitschek, próximo à rotatória da Itavema, até o bairro do Putim, na região sudeste. A obra tem custo estimado de R$ 137,7 milhões, sendo R$ 70 milhões do BID e R$ 67,4 milhões da prefeitura.

Prefeito pretende ampliar creches na cidade

A Secretaria de Educação de São José dos Campos vai priorizar as creches próprias, de administração direta, e os convênios com instituições especializadas e filantrópicas para ampliar as vagas na cidade. A meta é zerar, até o final de 2016, o déficit de cerca de 6.000 vagas em creches. Para tanto, serão reforçadas as parcerias com creches e escolas privadas. O modelo de creche conhecido como Cedin (Centro de Educação Infantil), no qual a prefeitura cede o prédio para a gestão de uma entidade contratada, vai perder espaço no plano de aumento das vagas.

Segundo Célio Chaves, secretário de Educação, esse modelo vai continuar em funcionamento, mas não será mais prioridade. A razão é o histórico de problemas trabalhistas que entidades administradoras de Cedin já enfrentaram, o que pode ser evitado nos outros modelos de creche prédio próprio e administração direta e o Cecoi (Centro de Convivência Infantil), que é todo terceirizado. “Prioridade é universalizar a educação infantil. Estamos priorizando todas as ações que gerem mais vagas.”

Conjunto começa a praticar atividades sustentavéis na cidade

Projetos desenvolvidos por empresas no Vale do Paraíba consolidam a região como referência de sustentabilidade, palavra da vez do século 21. As boas práticas envolvem desde o plantio de mudas para o reflorestamento de nascentes, passando pela economia de energia e redução da emissão de CO². Na Johnson & Johnson, por exemplo, o programa Health Future 2015 (futuro saudável) segue a todo vapor, com três projetos a serem concluídos ainda este ano na planta de São José dos Campos, que representarão uma redução de consumo e emissão anual total de 945 MWh de energia, 874 toneladas de CO² e 191 mil m3 de gás combustível. “Focamos na proteção ambiental, no desenvolvimento de pessoas e no retorno financeiro”, disse o gerente de Manutenção e Infraestrutura da Johnson, Alex Francisco Gomes. Entre os projetos da unidade estão a modernização dos tanques de aquecimento de água que suprem o restaurante da empresa, a expansão dos equipamentos de alta eficiência em resfriamento para o complexo farmacêutico Janssen e a instalação de duas novas caldeiras para reduzir o consumo de gás natural e emissão de CO². “Trabalhamos produtos de concepção mais limpa e custeio menor.”

A economia de recursos é ainda maior quando o conceito de sustentabilidade é aplicado a partir do prédio que abriga a empresa. Este é o caso do Santos Dumont Hospital, inaugurado pela Unimed São José em 2009 e que colhe os frutos da economia verde. O equipamento utilizado para gerar o Ar Medicinal, por exemplo, tem consumo zero de água. “Só nesse item já foram economizados mais de 11 milhões de litros de água desde que o hospital foi inaugurado, em 2009. Isso representa R$ 162.700 de economia”, disse o administrador de tecnologia em Saúde, Lúcio Flávio Brito. Anualmente, o hospital – que possui terreno total de 7.275m² — consome 264 KW/m²/ ano. A quantidade é bem abaixo dos 320 KW/m²/ ano recomendados para os prédios sustentáveis

E na Monsanto, uma parceria com a Secretaria do Meio Ambiente de São José já recuperou quatro áreas de nascentes nos bairros Urbanova, Jardim Santa Inês e Campos São José. A iniciativa faz parte do Programa de Revitalização de Nascentes Urbanas, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que mapeou 33 áreas de nascentes em perímetro urbano de São José dos Campos e conta com uma estimativa de investimento na ordem de R$ 150 mil. Tão importante quanto as ações sustentáveis é saber a melhor forma de comunicar seus resultados ao público. Este foi o diferencial buscado pela Fibria, de Jacareí, que optou por de lançar seu Relatório de Sustentabilidade 2012 para iPad na loja da Apple.

Os diferenciais consistem em animações e arquivos de áudio e vídeo, além do acesso direto aos links da versão completa do relatório na internet. O conteúdo já pode ser baixado gratuitamente em português e inglês. O Relatório de Sustentabilidade da Fibria, além de apresentar os principais resultados do ano nas áreas econômico-financeira, socioambiental e de governança, faz um balanço dos resultados obtidos até o momento para as Metas de Sustentabilidade de Longo Prazo e mostra os desafios estabelecidos para 2013.

Na Embraer, a gestão de pessoas integra o pacote de sustentabilidade. Na última quarta-feira, teve início o programa Miniempresa, que tem como principal objetivo estimular o espírito empreendedor dos jovens. O programa é realizado pelo Instituto Embraer de Educação e Pesquisa desde 2002, por meio de parceria com as Secretarias Municipais de Educação de São José, Gavião Peixoto e Botucatu e a Associação Junior Achievement do Estado de SP, uma ONG originária dos Estados Unidos que é responsável pela metodologia. Na próxima terça acontece o programa Empresário-Sombra por um Dia, também realizado em parceria com a Junior Achievement. Os estudantes acompanham um dia de trabalho de um empregado da Embraer que atua na área de interesse do aluno. Os alunos são indicados pelo Ismart (Instituto Social Para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos). E na quarta terminam as inscrições para o 10º PPS (Programa Parceria Social) do Instituto Embraer de Educação e Pesquisa. A iniciativa reconhece e apoia os melhores projetos de organizações sociais sem fins lucrativos que, em parceria com empregados voluntários, desenvolvam atividades voltadas à Educação.

Cidade tem Cinema para Mães e Bebês

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CineMaterna apresenta programação de filmes para mães e bebês curtirem a quarta semana de julho. Serão exibidos os filmes “Truque de Mestre”, “Meu Malvado Favorito 2”, “Minha Mãe é Uma Peça – O Filme”, “Antes da Meia-Noite” e “Renoir”

Para proporcionar agradáveis momentos de lazer para a família, o CineMaterna, sessões de cinema especiais para mães (e pais) com bebês de até 18 meses, preparou uma programação diferenciada com grandes filmes como “Truque de Mestre”, “Meu Malvado Favorito 2”, “Minha Mãe é Uma Peça – O Filme”, “Antes da Meia-Noite” e “Renoir”. Os filmes são escolhidos pelas mães cadastradas no site (www.cinematerna.org.br) e, após as sessões, é sempre realizado um bate-papo entre os participantes.

Sobre o CineMaterna:
Com a meta de promover o resgate social das mães e fortalecer seu vínculo com seus bebês, além de incentivar a troca de experiência entre essas mulheres, um grupo de mães se uniu em 2008 e criou o CineMaterna. Desde então, a empresa social sem fins lucrativos organiza sessões especiais de cinema para mães com bebês de até 18 meses. O programa já está presente em 27 cidades do país, em 14 estados, e conta com 53 salas de cinema e 56 sessões mensais, além de 174 mães colaboradoras.

Confira a programação da semana,
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

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Mais Informações:

FILME: MINHA MÃE É UMA PEÇA – O FILME
25/07 QUINTA 14h00
Cinemark CenterVale Shopping
Avenida Deputado Benedito Matarazzo, 9.403
O bate-papo após a sessão acontece na Praça de Alimentação.

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Cidade tem Projeto Dialogando com o Folclore

O Museu do Folclore de São José dos Campos, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), realiza nesta terça-feira (16), das 9h às 15h30, no auditório da Biblioteca Pública Municipal (Rua XV de Novembro, 99, Centro), um encontro com Frei Chico (Franciscus Henricus van der Poel), que falará sobre ‘Religiosidade Popular Brasileira’. As inscrições são gratuitas com vagas limitadas e devem ser feitas pelo telefone 3924-7318.

O encontro faz parte do Projeto Dialogando com o Folclore, desenvolvido pelo Museu do Folclore, voltado a professores, educadores, pesquisadores, estudiosos e interessados na cultura popular. O palestrante é autor do Dicionário da Religiosidade Popular, lançado recentemente, com 1.150 páginas, 8,5 mil verbetes, 6 mil notas de rodapés e 350 ilustrações.

Frei Chico é de nacionalidade holandesa e está no Brasil desde 1967. Tornou-se franciscano da Província da Santa Cruz, com sede em Belo Horizonte (MG). Trabalhou durante dez anos no Vale do Jequitinhonha e neste período anotou parte da cultura popular em 15 mil folhas e 250 fitas. Em 1970 fundou o coral Trovadores do Vale, no qual pessoas pobres da região cantam músicas da sua própria cultura.

A partir de 1978, já em Betim (MG), passou a realizar pesquisas e a promover a cultura popular, dedicando-se, especialmente, às culturas religiosas existentes no Brasil. Trocou correspondências com Luis da Câmara Cascudo, Mário de Souto Maior e outros grandes folcloristas. Durante 16 anos morou na Colônia de Santa Isabel (Betim), onde escreveu a maior parte do Dicionário da Religiosidade Popular. Também é autor de outras sete publicações do gênero.  Após a realização da palestra, Frei Chico participará de uma sessão de autógrafos da sua obra, que poderá ser adquirida com 40% de desconto.

Revitalização de Praças tem projeto paralisado

A revitalização das praças centrais de São José dos Campos, medida prevista no projeto Centro Vivo, lançado em 2010, está só no papel. O projeto, que foi idealizado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) no governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB), deveria ser executado em dez anos. No entanto, nos locais em que o projeto não está parado, tem caminhado lentamente. A praça Afonso Pena é alvo das principais reclamações. Os brinquedos apresentam pontos de ferrugem e pintura desgastada. Ainda faltam iluminação e a academia ao ar livre.

“Além de não ter sido revitalizada, a praça tem muita prostituta, mendigos e usuários de droga. Não é um espaço onde dá para vir com a família”, afirmou o comerciante Josafá Siqueira de Andrade, 46 anos Já na João Mendes, os sapinhos que deram o apelido à praça estão com a pintura lascada. A fonte está desligada e, no dia em que O VALE esteve no local, um cone de trânsito protegia o ferro que saia de dentro dela. Dois homens da prefeitura estavam no local arrumando um dos canteiros.

“Parece que esse negócio de revitalização foi só um pretexto para nos tirar da praça. O lugar está feio, não atrai as pessoas e nós fomos colocados neste canto. Tem loja aqui que nem abre porque o que vende durante o dia não cobre a passagem de ônibus das pessoas virem aqui trabalhar”, afirmou comerciante Sergio Luiz da Silva, 49 anos, dono de uma banca no camelódromo. A praça João Pessoa, na Matriz, virou espaço para mendigos. Já na Cônego Lima, faltou o espaço com internet gratuita, que havia antes no local.

Segundo Anderson Ferreira, presidente do PSDB de São José, o projeto do Ipplan “era um Plano Estratégico de requalificação da zona central da cidade e tinha um horizonte de dez anos”. Ainda segundo ele, a praça João Mendes estava 80% concluída e fonte deveria ter sido executada pela Secretaria de Serviços Municipais, logo no início deste ano. Já na Afonso Pena as melhorias estavam prontas para serem licitadas mas não puderam ser feitas por conta do fim do mandato, segundo ele. Segundo Ferreira, na praça Cônego Lima estava em andamento o projeto de tecnologia da informação.

Em nota a prefeitura informou que a Secretaria de Planejamento Urbano inicia em agosto estudos para a reestruturação do projeto. “A proposta visa atender não apenas a área central, mas também as vias do seu entorno, como as do centro expandido. Além disso, o governo quer ampliar o projeto para outras regiões da cidade, garantindo a infraestrutura adequada de comércio e serviços em locais que já apresentam vocação para essas atividades”. Ainda segundo nota, “a manutenção das praças e áreas verdes é realizada pela SSM a cada 30 dias. Sobre a manutenção da praça João Mendes, informa que a mesma é um espaço adotado por uma empresa, que já está sendo notificada para a realização das manutenção.

Calculos de Reajuste de Tarifas serão divulgados na cidade

As prefeituras da Região Metropolitana do Vale do Paraíba poderão ser obrigadas a divulgar todos os dados utilizados para reajustar as tarifas de ônibus. A falta de informações claras sobre o sistema de cálculo e o aumento no preço das passagens de ônibus levaram milhares de pessoas às ruas de todo o país nas últimas semanas. O projeto para garantir publicidade às informações usadas na fixação do valor da tarifa, de autoria do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), foi aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 3 e agora segue para o Senado.

Segundo o deputado, o projeto já deve ser analisado esta semana em regime de urgência pelos senadores. Ele acredita que, por se tratar de uma pauta positiva, “o projeto será aprovado rapidamente, dando uma resposta aos anseios populares que exigem mais transparência do poder público”. Para o deputado, as prefeituras não poderão simplesmente publicar os dados de forma técnica, sem que ninguém entenda.

“Os dados precisam ter uma compreensão simples, com transparência na estrutura tarifária para o usuário entender e clareza do processo de reajuste ou de revisão tarifária”, afirmou. As prefeituras deverão informar gastos com mão de obra, insumos e os custos com o transporte. No caso de reajustes e revisões, o poder público terá que publicar o fundamento da decisão, diz o projeto. Na região, apenas a Prefeitura de São José dos Campos disponibiliza na internet planilhas com dados da elaboração da tarifa de ônibus.

As informações foram publicadas em meio à onda de protestos coordenada pelo MPL (Movimento Passe Livre), que exige a revogação do aumento da passagem. Para o porta-voz do MPL em São José, Paulo Monteiro, “a transparência é necessária para a população saber como as empresas estão cobrando para explorar um serviço público”. Em fevereiro, a prefeitura reajustou a tarifa de R$ 2,80 para R$ 3,30. Com as desonerações de impostos federais, reduziu para R$ 3,20. Pressionada pelos protesto, abaixou novamente, para R$ 3. Mas o MPL não ficou satisfeito e exige a revogação para R$ 2,80. O reajuste da tarifa é alvo de investigação do Ministério Público Estadual.

ITA tem projeto de investimento para reformulação

O ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) vai passar por uma reformulação geral nos próximos dez anos, com investimentos que podem atingir R$ 1 bilhão, o que transformará por completo a instituição, considerada uma das principais escolas de engenharia do país. O pacote de projetos em fase de estudo e execução contempla não apenas a expansão física da escola o aumento de vagas nos cursos de graduação e do corpo docente, que são os planos mais divulgados.

Reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, afirmou a O VALE que a intenção é aproveitar o momento para promover uma reformula-ção geral na instituição, com mudanças em diversos setores, sem alterar a missão para a qual ela foi criada há 62 anos. “A missão da escola permanece a mesma, formar engenheiros para o setor aeronáutico, em particular para atender a FAB (Força Aérea Brasileira)”, disse Pacheco.

Ele destacou outros pontos do pacote: criação de um polo de inovação com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, convênios de cooperação com cinco universidades federais, parcerias com instituições de ensino e pesquisas do exterior, parceria para a formação de novos professores, implementação do Centro de Inovação, fortalecimento do cluster aeroespacial brasileiro, entre outros. “A ideia é colocar todos esses projetos em prática nos próximos dez anos”.

Este ano começa o plano de expansão física da escola, que vai consumir R$ 300 milhões nos próximos cinco anos. Pacheco disse que foram lançados editais para a construção de alojamento para alunos, biblioteca, e uma vila residencial com 300 unidades para os novos professores que serão contratados. “A expectativa é que as obras sejam iniciadas ainda este ano”, afirmou. Mais adiante, estão previstos também a construção de novos laboratórios, salas de aula e reforma geral nas edificações do campus.

Para o reitor, no entanto, o maior desafio do ITA será a contratação de novos professores. “O pior fator crítico de todo o plano de expansão é o recrutamento de uma nova geração de professores”, afirmou. Atualmente a escola possui 140 docentes. O quadro será aumentado para 300. Na avaliação de Pacheco, não existem professores no mercado. “Falta engenheiro no mercado e professor mais ainda.”

A solução proposta é formatar parcerias com instituições de ensino no exterior para um processo de transição. Por isso, o ITA não trabalha com a possibilidade de preencher as vagas de uma vez só. “Fizemos um acordo com a Capes para convidar jovens doutores para ficarem na escola como bolsistas e enviar para o exterior um contingente expressivo de alunos para fazer doutorado de modo a ir preparando a nova geração de professores para o ITA. Isso leva tempo”, disse.

Projeto Piraquara traz grupo festivos para cidade

O Projeto Piraquara está com uma programação especial para o mês de julho. As atividades, que começaram na terça-feira (2) e terminam no fim do mês, incluem três oficinas para todas as faixas etárias. A programação é gratuita e será realizada no espaço do projeto, que fica na sede da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (Avenida Olivo Gomes 100), em Santana. Não é necessário fazer inscrição prévia.

As oficinas de Bordado de Boi, ministradas pela pesquisadora e brincante Ana Maria Carvalho, começam nesta quarta-feira (3) e seguem até dia 18. No curso, os participantes vão descobrir como é feito e trabalhado o bordado do boi, principal personagem da festa popular Bumba Meu Boi, que surgiu no Piauí no século 18. Também está programada a oficina de brinquedos, com a artesã Fátima Santos, que vai mostrar para o público infantil e aos pais o valor da arte de brincar por meio da montagem de brinquedos populares com cartolina, lápis de cor e materiais recicláveis diversos.

Na área musical, será oferecida a oficina de Moçambique, com o músico e pesquisador da cultura popular Eduardo Rennó, que vai fazer uma introdução ao ritmo do Moçambique e também à parte cantada. Para finalizar, vai mostrar como é feito o manejo dos bastões, conhecida por ser a principal característica desse ritmo africano. O objetivo das atividades é desenvolver um aprendizado sobre os ciclos festivos do Vale do Paraíba e também do Brasil, unindo dança, música, ritmo e artesanato.

Oficinas

“Bordado do Boi”

  • Dias 3, 4, 10, 11, 17 e 18 de julho – das 18h30 às 21h30

“Brinquedos”

  • Dias 12, 16, 19, 23 e 26 de julho – das 16h às 18h

“Moçambique”

  • Dias 16, 23 e 30 de julho – das 19h às 21h