10° Expo Noiva a Prefeitura marcou presença no evento

A décima edição da Expo Noivas, realizada no Parque Tecnológico, atraiu mais de 11 mil pessoas nos três dias de evento. A Prefeitura de São José dos Campos marcou presença com um estande da Secretaria de Relações do Trabalho, que distribuiu a cartilha de Dicas Econômicas e o Manual do Trabalhador.

A Assessoria de Eventos Oficiais e Turismo, da Prefeitura, apresentou as atrações de São José dos Campos como os parques da Cidade, Santos Dumont e Vicentina Aranha, os museus do Esporte e de Arte Sacra, Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB), Mercado Municipal, Banhado, biblioteca, igreja, além do distrito de Eugênio de Melo.

O público que passou pela feira também encontrou informações sobre orçamento doméstico, uma prática comum entre casais, e para os momentos de lazer um passeio ao distrito de São Francisco Xavier, uma área de proteção ambiental distante apenas 50 Km de São José dos Campos.

Prefeitura Municipal

Nos ultimos cinco meses, crise na industria fecha vagas de emprego

A indústria de São José fechou 1.600 postos de trabalho nos últimos cinco meses 250 só em janeiro e fevereiro, aponta balanço do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado ontem. Na contramão, Taubaté já acumula 1.300 empregos abertos no setor somente nos dois primeiros meses do ano.

A explicação para a diferença de comportamento entre as duas maiores bases industriais do Vale pode estar no custo de produção no Brasil e na redução das exportações para regiões em crise, como Estados Unidos e Europa. Isso porque São José tem sido prejudicada com a perda de competitividade de seus principais produtos (aviões e carros) frente à concorrência dos importados, mais baratos.

Já Taubaté, apesar de ter sua economia industrial também baseada do setor automotivo, exporta para países emergentes, que vêm sendo menos afetados pela crise mundial. Para o diretor regional do Ciesp de São José, Almir Fernandes, a cidade é vítima de um processo que atinge o país como um todo.

“Estamos sentindo que a indústria está diminuindo. Se não há crescimento, não há necessidade de contratação. O comércio está vendendo, mas a indústria não está produzindo pela concorrência dos importados”, afirmou. Uma das empresas afetadas pela crise é a Graúna, fornecedora da Embraer com sede em Caçapava. No mês passado, ela demitiu 100 pessoas para ajustar a produção à demanda. Em nota, a empresa explica os efeitos da crise em sua produção.

“A Graúna vem sofrendo grande impacto nas suas vendas desde a crise de 2008. Atualmente, passa por um processo de reestruturação imprescindível diante das dificuldades enfrentadas a partir da forte valorização do real frente ao dólar. Isso inviabilizou a manutenção dos contratos de exportação, causando queda nas receitas e aumento nos custos de produção”, diz trecho da nota.

Segundo o diretor regional do Ciesp de Taubaté, Fábio Duarte, apesar da geração de vagas, o resultado poderia ter sido melhor. “Tivemos 300 demissões na cadeia produtiva da LG Eletronics em fevereiro. Por outro lado, o setor automotivo, com Ford e Volkswagen, continua contratando”, disse.

Para José Luís Nunes, secretário de Relações do Trabalho de São José, o quadro só será revertido com novos investimentos. “O que temos que fazer é reunir prefeitura, empresas e sindicato para trabalhar em cima desse número (1.600 postos perdidos). A prefeitura está fazendo sua parte, com cursos de qualificação e uma lei de incentivos fiscais que deve ser votada em 10 dias.” Em Jacareí, a indústria gerou 100 postos em fevereiro e 250 no acumulado do ano.

O Vale

Curso de Engenharia Ambiental é implantada pela Unesp

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) vai implantar em São José dos Campos mais um curso, de engenharia ambiental, inicialmente, com 40 vagas. A universidade já possui o campus da Faculdade de Odontologia, na avenida Francisco José Longo, implantado há mais de 50 anos.

A nova unidade da Unesp será no Parque Tecnológico em data ainda a ser definida. Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), encaminhou projeto à Assembleia Legislativa que prevê o repasse de recursos financeiros para a Unesp criar mais 11 novos cursos de engenharia em nove municípios do interior do Estado.

O secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, José de Mello Corrêa, disse que a nova unidade da Unesp deverá ocupar as instalações onde funcionou a Fatec (Faculdade de Tecnologia), no núcleo do Parque Tecnológico. “Vai ser nessa área até a Unesp construir uma sede para a faculdade nas dependências do Parque Tecnológico, disse o secretário.

O diretor da Faculdade de Odontologia de São José, Carlos Augusto Pavanelli, afirmou que a definição de quando o novo curso será implantado deve ser tomada em abril. “A nossa expectativa é que ele seja incluído já para o vestibular de 2013”, afirmou. Pavanelli relatou que futuramente a Unesp pode abrir novos cursos e prevê a transferência da Faculdade de Odontologia para o novo campus.
O Vale

Nesta quarta-feira, Orquestra Sinfonica de São José se apresenta

A abertura da ópera “A Cinderela”, de Rossini, a Canção de Ninar (Lullaby), de Gershwin e a obra prima de Beethoven, Sinfonia No. 6  em Fá maior, estão no repertório da próxima apresentação da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos (OSJC), da Fundação Cultural cassiano Ricardo (FCCR). O espetáculo será nesta quarta-feira (14), às 20h, no Teatro Municipal.

A entrada é franca, mas os ingressos devem ser retirados antecipadamente, das 8h às 17h, no Pavilhão Paulista, no Parque Vicentina Aranha (Rua Prudente Meirelles de Moraes, 302), na Vila Adyanna. No dia do concerto, os ingressos estarão disponíveis a partir das 19h, na bilheteria do Teatro (Rua Rubião Júnior, 84), 3º piso do Shopping Centro.

A Orquestra Sinfônica de São José dos Campos (OSJC) é um projeto da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) e que, atualmente, é administrada pela Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura (AJFAC), por meio de um convênio. A regência e direção artística da OSJC estão sob a responsabilidade do maestro Marcelo Stasi.

Programa
Rossini: Abertura da ópera “A Cinderela” (La Cenerentola)
Gershwin: Canção de Ninar (Lullaby)
Beethoven: Sinfonia No. 6  em Fá maior, Op. 68, “Pastoral”
I.Despertar de sentimentos alegres diante da chegada ao campo (Allegro ma non tropo)
II. Cena à beira de um regato (Andante molto mosso)
III. Reunião alegre dos camponeses (Allegro)
IV. Trovões e tempestade (Allegro)
V. Sentimentos de alegria e gratidão após a tempestade (Andante molto mosso)

Outras informações pelo telefone (12) 3924-7319.

Prefeitura Municipal

Ultimo abrigo do Pinheirinho é fechado pela Prefeitura

Cinquenta dias depois da reintegração de posse da área do Pinheirinho, a Prefeitura fechou nesta segunda-feira (12) o último abrigo municipal onde a maioria das famílias ficou provisoriamente alojada. A última deixou o ginásio do Jardim Morumbi hoje, transferindo-se para um imóvel alugado.

Nesses 50 dias, a Prefeitura atendeu 1.350 famílias que estavam dentro dos critérios sociais estabelecidos pelo Governo do Estado e Prefeitura. Elas foram incluídas no programa de aluguel social, que prevê o repasse de R$ 500 por mês pelo período de até um ano, com possibilidade de prorrogação até a inclusão delas no programa habitacional do município. Além disso, todas receberam um cheque no valor de R$ 500 em parcela única a título de auxílio mudança.

O papel que coube à Prefeitura no processo de reintegração foi o de acolhimento das famílias. Quatro abrigos (três ginásios e uma escola) foram disponibilizados para receber os ex-moradores do Pinheirinho. Nos locais a Prefeitura contratou uma empresa para fornecer quatro refeições diárias (café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar) e providenciou a compra de tudo o que foi necessário, como materiais de higiene e limpeza, gêneros alimentícios (como leite de vaca e de cabra para crianças alérgicas) e até roupas íntimas.

Cerca de 1.200 pessoas chegaram a ficar alojadas nos quatro abrigos. Com o início da entrega dos primeiros cheques do aluguel social, no dia 31 de janeiro, elas começaram a deixar os alojamentos. O primeiro a ser fechado foi a escola CAIC no bairro Dom Pedro (9/02). Em seguida foi fechado o ginásio Ubiratan Pereira Maciel (17/02), no mesmo bairro, e depois o ginásio do Vale do Sol (25/02).

Retaguarda

A Prefeitura montou uma megaestrutura de apoio a estas famílias. Só no dia da reintegração, mais de 400 servidores, sendo 100 assistentes sociais, estiveram no centro de triagem do Campo dos Alemães para fazer o acolhimento. Durante esses 47 dias, um enorme contingente de servidores municipais também esteve à disposição das famílias 24 horas por dia nos abrigos, como assistentes sociais, educadores sociais, monitores de recreação, funcionários administrativos, guardas municipais, motoristas, equipes de limpeza, entre outros. A Prefeitura também disponibilizou transporte para levar as crianças dos abrigos para as escolas.

No dia 28 de fevereiro, a Prefeitura iniciou o pagamento da segunda parcela do aluguel social, diretamente na agência da Caixa Econômica Federal. As famílias que ainda não regularizaram a documentação bancária continuarão recebendo o pagamento por meio de cheque nominal.

A avaliação da Prefeitura, quanto ao atendimento das famílias e a conclusão dos trabalhos nos abrigos, é que tudo correu de forma positiva e em tempo recorde, permitindo que todos que habitavam no Pinheirinho estivessem em seus novos endereços, retornando sua rotina de forma digna.

Prefeitura Municipal

Urbam abre diversas vagas para concurso na cidade

A Urbam (Urbanizadora Municipal), de São José, abre nesta semana prazo de inscrições para o concurso que visa preencher 24 vagas. Os salários variam de R$ 952 a R$ 1.596. Entre as funções requeridas estão auxiliar de serviços gerais, pedreiro, eletricista e operadores de máquina pesada.

Os interessados devem se inscrever de 15 a 29 de março por meio do site da própria empresa (www.urbam.com.br), no qual é possível ter acesso ao edital do concurso público. Aqueles que não possuem acesso à internet, podem se inscrever nos postos de internet gratuita, como o ‘Espaço Ponto Com’. No centro, os moradores podem utilizar o serviço na Praça Cônego Lima, e no Acessa SP, localizado no Shopping Centro.

Os contratados terão vale-alimentação de R$ 12 por dia de trabalho e carga horária de 40 horas semanais. Para os cargos de pedreiro e auxiliar de serviços gerais, é preciso ter ensino fundamental completo. Já para a vaga de eletricista, é necessário ter cursado ensino médio e ter especialização na área, além de carteira de habilitação tipo ‘B’.

Para operador de máquina pesada, o candidato deve ter ensino fundamental completo e carteira de habilitação tipo ‘D’ ou superior. A taxa de inscrição varia de R$ 10 a R$ 20.

O Vale

Por falta de aviso, população reclama de nova empresa

A mudança na gestão de 31 linhas das zonas norte e leste do sistema de transporte público em São José dos Campos gerou polêmica entre os usuários. Eles reclamam da falta de aviso prévio da prefeitura, que autorizou a mudança sem divulgação, e têm dúvidas se o atendimento prestado será mantido.

Segundo eles, algumas linhas que eram operadas pela Júlio Simões tiveram o trajeto alterado recentemente. A empresa, que venceu a licitação para o sistema, repassou suas linhas para sua filial, denominada CS Brasil.

A mudança teria ocorrido em outubro, mas só agora o logotipo dos coletivos começou a ser alterado e a população foi pega de surpresa. A CS Brasil tem CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) próprio e não participou da licitação do sistema de transporte público, realizada em 2007.  “Peguei um ônibus ontem (domingo) que estava escrito Tesouro, mas o motorista fez o trajeto como se fosse a Vila Dirce”, afirmou a cozinheira Maria da Piedade Lopes, 75 anos.

Segundo ela, além de errar o trajeto, a linha, que estava prevista para passar no centro 20h30, só passou por depois das 21h. “Cheguei em casa depois das 22h, minha família inteira estava preocupada”, disse. A professora Camila Nepomuceno, 24 anos, também não sabia da mudança. “Percebi que o uniforme do motorista tinha mudado, mas não sabia o motivo. Seria melhor se a prefeitura tivesse explicado o que estava acontecendo”, afirmou.

A psicóloga Lurdes Suely, 54 anos, não sabia da troca das empresa que opera sua linha para o Vista Verde, zona leste da cidade. “Ônibus é um atendimento essencial na nossa vida, quanto mais informação a gente tiver, eu acho melhor”, disse.

A bancada do PT na Câmara de São José informou que iria investigar a regularidade da troca de concessionária. “A prefeitura tem que divulgar exatamente qual é a figura jurídica dessa empresa e o motivo da troca”, afirmou a especialista em gestão pública, Odete Medauar.

A Secretaria de Transportes informou que somente o nome da empresa foi alterado e que o atendimento permanece o mesmo. Segundo a pasta, há documentos que regularizam a alteração, mas “pedido de divulgação deve ser feito através do Serviço do Protocolo” da prefeitura.

Em nota, a Júlio Simões informou que a CS Brasil é uma empresa controlada pela JSL (denominação da Júlio Simões Logística) e foi criada especificamente para atender aos contratos públicos operados pela companhia, como o transporte em São José. “Não há nenhuma irregularidade no fato da CS Brasil figurar como operadora do serviço na cidade e todas as condições previstas no edital continuam asseguradas”, informou a empresa por meio de nota.

A CS Brasil foi fundada em 2009, dois anos após a licitação do sistema de transporte público em São José que escolheu a Júlio Simões como vencedora. A nova concessionária do sistema tem sede em Mogi das Cruzes e um capital estimado em R$ 92 milhões.

O capital da CS Brasil é superior ao de sua matriz, a Júlio Simões, que tem sede em São Paulo e capital de R$ 13,4 milhões. Na época da licitação, a Júlio Simões pagou R$ 4,3 milhões à prefeitura para explorar o sistema de transporte público na cidade. A empresa opera hoje 31 das 94 que atendem ao sistema de transporte público.

O Vale

Prazo para pagamento do IPTU começa hoje na cidade

Fique atento. A partir de amanhã, começa a vencer o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) deste ano em São José dos Campos. O vencimento da primeira parcela começa amanhã e prossegue até o dia 16. A recomendação é que qualquer solicitação de benefícios fiscais ou revisão do IPTU devem ser protocoladas até o dia do vencimento da 1ª parcela.

O pedido pode ser protocolado nas Centrais de Atendimento do IPTU (Paço Municipal, Regionais e também no Poupatempo). Quem optar pelo pagamento à vista terá que efetuar a quitação até a data de vencimento da primeira parcela, conforme indicado no carnê do imposto.

O pagamento à vista tem 5% de desconto. O IPTU pode ser parcelado em até oito vezes, sem desconto. Os valores do imposto foram corrigidos em 6,17% de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), medido no período de dezembro de 2010 a novembro de 2011.

A prefeitura tem a expectativa de arrecadar R$ 118 milhões com o IPTU 2012. Foram despachados este ano 172.975 carnes e 18.967 cartas aos contribuintes beneficiados com isenção.

A prefeitura informa que até o vencimento, o pagamento pode ser feito em qualquer agência bancária, casas lotéricas e pelo site do banco. Depois, somente nas agências da Caixa Econômica Federal.

A novidade deste ano é que os desempregados há mais de três meses e os inscritos nos programas sociais Bolsa Auxílio e Renda Mínima estarão isentos do pagamento da taxa de lixo, informa Patrícia Loboda, assessora da Secretaria da Fazenda.

Para usufruir da medida, os contribuintes que se enquadram nesses requisitos deverão solicitar o benefício. O contribuinte cuja valor da taxa não ultrapassar R$ 20,29 também estará isento. Neste caso, ele será comunicado.

O Vale

Será promovido na cidade Segunda Semana da Mulher

A homenagem da Prefeitura de São José dos Campos às servidoras municipais será realizada a partir desta segunda-feira (12). A 2ª Semana da Mulher, que seguirá com atividades até a sexta-feira (16), é uma comemoração pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Com o evento, a Prefeitura pretende reconhecer o trabalho e a contribuição das mulheres nas diversas áreas de atuação, sempre em benefício da população.

Há muito, as mulheres ocupam funções antes consideradas exclusivamente masculinas. Na Prefeitura, essa situação não é diferente. Hoje o sexo feminino atua como guardas municipais, professoras, médicas, enfermeiras, merendeiras, auxiliares de serviços gerais, agentes de trânsito, auxiliares administrativas, engenheiras, arquitetas, entre outras. Atualmente, muitas servidoras ocupam cargos de chefia diretoras de departamento e chefes de divisão.

As atividades ocorrerão simultaneamente no Paço Municipal e no Almoxarifado Central, na Vila Industrial. A programação tem como objetivo levar às servidoras municipais informação sobre vários assuntos e também entretenimento.

Uma novidade nesta edição é a troca de roupas seminovas no “Outlet – caridade e oportunidade”. O trabalho será uma adaptação dos outlets (centros comerciais não luxuosos que vendem mercadorias a preços mais baixos) para a barganha de peças doadas pelas servidoras.

Quem fizer doações receberá pontos para ter o direito de troca no outlet. As peças que não forem adquiridas serão levadas para o Fundo Social de Solidariedade, que fará a distribuição para entidades assistenciais do município.

Promovida pela Secretaria de Administração, a programação terá atividades relacionadas à saúde, estética, entretenimento e integração. Estão programadas palestras, oficinas, aula de ritmos dançantes, massagem antiestresse, circuito de pilates, musicoterapia, corte/hidratação e escova.

Cinema

As servidoras também terão desconto nas sessões de cinema do Vale Sul Shopping entre os dias 12 e 18. Elas pagarão meia-entrada, para assistir qualquer filme, apenas com a apresentação do crachá funcional na bilheteria.

Confira a programação da 2ª Semana da Mulher.

Prefeitura Municipal

Obras paralisada desde Janeiro, enfrenta novos revés

A Terra Simão Construtora conseguiu ontem uma liminar na Justiça que desobriga a empresa a continuar a obra de prolongamento da Via Oeste, no Jardim das Indústrias, região oeste de São José dos Campos. A Justiça também liberou a construtora da fiança bancária exigida pela prefeitura como garantia de execução da obra viária.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, o valor da fiança bancária é de R$ 10 milhões. O corredor viário, de cerca de dois quilômetros, entre a avenida Campos Elísios e a rua Corifeu Marques, é uma contrapartida das construtoras Terra Simão e MRV aos empreendimentos que possuem na região.

A obra está paralisada desde janeiro por determinação do governo federal. A determinação partiu da SPU (Secretaria de Patrimônio da União) até que o município esclareça se há famílias assentadas em áreas da União no traçado do novo corredor viário.

O governo federal quer que a prefeitura apresente um plano para a remoção dos moradores. O traçado do novo corredor ocupa o leito ferroviário desativado da extinta Rede Ferroviária Federal. A Terra Simão alegou à Justiça que o Termo de Compromisso firmado com a prefeitura para o prolongamento da Via Oeste “impõe ao município a obrigação de entregar a área em que seriam executadas as obras livre e desimpedida de ônus e de ocupações”.

Em seu despacho, o juiz da 1ª  Vara da Fazenda Pública, Sílvio José Pinheiro dos Santos, relata que a Terra Simão anexou ao processo documentos que indicam que haveria empecilhos de diversos tipos à realização das obras diversas ocupações, restrições ambientais e interferência no patrimônio da União Federal.

Em outro trecho, o magistrado frisa que esses obstáculos impedem o cumprimento do cronograma de obras pela construtora e geram incerteza sobre a sua retomada.

“A indefinição sobre a possibilidade de conclusão das obras, bem como sobre o lapso de tempo que uma resposta dos órgãos competentes demandaria, faz com que a autora (Terra Simão) tenha de arcar indefinidamente com os custos da fiança bancária, o que não se mostra de acordo com o princípio da razoabilidade”, afirma o magistrado em seu despacho.

O juiz também salienta que nada impede, resolvida as pendências, a retomada dos termos do acordo firmado entre a construtora e a prefeitura. O magistrado, ao final do despacho, concede prazo de 60 dias para o município se manifestar na ação. A Terra Simão não se pronunciou ontem.

O Vale