Apartir de hoje, ônibus corujões teram horário estendidos

Os ônibus que circulam de madrugada em São José dos Campos, conhecidos como “corujões”, vão ampliar o atendimento a partir desta segunda-feira (16). As cinco linhas que funcionam depois da 0h têm, atualmente, programação de terça-feira a domingo com partidas do centro e dos bairros.

Com a ampliação, os ônibus passarão a circular também nas madrugadas de segunda-feira. Assim, os corujões atenderão os usuários todos os dias, principalmente os funcionários de comércio, bares, restaurantes e hotéis, além daqueles que usam o transporte para o lazer.

As partidas do centro para os bairros são às 0h30/ 2h15/ 4h, a partir do Terminal Central. Em relação aos bairros, as saídas são: linha 150 – Vila Paiva (1h15/ 3h); 250 – Novo Horizonte (1h10/ 2h55); 251 – Eugênio de Melo (1h25/ 3h10/ 4h35); 252 – Jardim Uirá (1h20/ 3h05) e 350 – Colonial (1h15/ 3h).

Em caso de dúvida, os usuários podem ligar para o telefone 156.

Prefeitura Municipal

Prefeitura insere nova linha de ônibus para Zona Leste

A Prefeitura de São José dos Campos oferece a partir desta quarta-feira (4) mais uma opção de transporte público para os moradores da região leste da cidade. A linha 209 passará a atender o Residencial São Francisco, ligando o bairro ao Terminal Central, a partir da Avenida Madre Tereza de Calcutá.

Serão três horários com partidas do bairro (6h/6h50/7h40) e quatro do centro (16h50/17h45/18h40/19h35). A nova linha irá beneficiar não só os moradores do Residencial São Francisco, mas também os do Jardim Uirá.

A linha 307 – Jardim Morumbi vai circular com nova tabela horária também a partir desta quarta-feira (4). Não haverá perda de partidas, apenas um ajuste.

Se o usuário tiver qualquer dúvida em relação às alterações pode ligar para o telefone 156.

Prefeitura Municipal

Prefeitura cria faixa apenas para ônibus na cidade

Quatro avenidas de São José dos Campos terão duas faixas destinadas à circulação dos ônibus sendo que uma será para o fluxo exclusivo e a outra, preferencial. É o que prevê projeto da prefeitura que irá implantar as faixas especiais nas avenidas João Guilhermino, São José, Francisco José Longo e São João esta última perderá as vagas de estacionamento, assim como a Paraibuna e a Adhemar de Barros.

O objetivo do projeto, denominado ‘Corredores’, é agilizar a viagem dos coletivos, que hoje não passam da velocidade de 11,5 km/h em alguns corredores da região central no horário de pico. O plano contempla ainda a construção de estações de pré-embarque que permitirão aos usuários pagar a tarifa antes de entrar no ponto de ônibus. A meta é tornar o embarque mais rápido porque os passageiros vão entrar pelas portas traseiras.

A Secretaria de Transportes informou que as faixas preferenciais servirão para possibilitar as ultrapassagens dos ônibus. “O transporte público não poderá circular por estas faixas (preferenciais), da mesma forma que os demais veículos não poderão transitar pelas faixas exclusivas”, diz trecho da nota. De acordo com a pasta, nas faixas preferenciais, os ônibus só poderão realizar manobras de acessos e conversões.

A prefeitura informou ainda que as faixas exclusivas não funcionarão 24 horas por dia e sim em determinados horários, não foram informados ontem. As mudanças devem começar a ser implementadas neste ano. Usuários que dependem do transporte público aprovam a criação dos corredores exclusivos de ônibus. Alguns enfrentam uma maratona de mais de uma hora para conseguir ir ao trabalho.

Segundo eles, além de agilizar a viagem, a medida irá tornar o sistema mais seguro. “Os carros e vans ultrapassam os ônibus o tempo todo e as vans fazem isso de um jeito perigoso porque querem chegar primeiro no ponto”, disse a dona de casa Ana do Carmo Marcelino, 48 anos, da zona norte.

Para o motorista Maurinaldo José da Silva, 45 anos, os corredores especiais devem vir com outras melhorias. “É preciso organizar o sistema e colocar mais linhas”, disse. Silva leva uma hora e 20 minutos para ir do Putim (sudeste), onde mora, ao Colonial (sul), onde trabalha. O projeto também prevê que criar uma faixa exclusiva para os ônibus na segunda pista da direita da avenida Adhemar de Barros.

O Vale

Velocidade de Transporte Público é motivo de reclamação

A velocidade dos ônibus é um dos principais problemas do sistema de transporte público, que também é criticado pela lotação nos horários de pico e pelos horários limitados aos finais de semana. Levantamento da Prefeitura de São José mostra que os ônibus trafegam abaixo da metade da velocidade máxima permitida nos principais corredores viários que ligam as regiões ao centro.

A lentidão excessiva considerada uma infração prevista no Código de Trânsito Brasileiro atrasa a viagem dos usuários e prejudica o fluxo das outras modalidades de transporte, como os carros. A velocidade média do sistema de transporte público como um todo é de 25,5 km/h, mas nos corredores de maior demanda o cenário é pior.

Na região central, que recebe 92% das linhas do transporte público, os coletivos não passam de 11,5 km/h no horário de pico velocidade similar à atingida por uma pessoa correndo. Já na zona leste, a velocidade varia de 26 a 28 km/h. A velocidade crítica de 11,5 km/h mapeada na região central foi verificada em nove avenidas como José Longo, São João, Heitor Villa Lobos e João Guilhermino.

Na avenida Andrômeda, principal corredor de acesso à zona sul, a velocidade média dos ônibus é de 14 km/h enquanto o limite da via varia de 50 km/h a 60 km/h. Na avenida Rui Barbosa, zona norte, os ônibus trafegam a 28 km/h.

O problema tem reflexo direto na vida dos usuários que dependem do transporte público 280 mil por dia. “Tem dias que já chego no meu trabalho com dor nas pernas de tanto tempo que fiquei em pé tendo que me apoiar ao máximo para não cair”, afirmou a empregada doméstica Fernanda Oliveira, 27 anos.

A estudante Tamires Ferreira, 22 anos, mora no Urbanova. “Quando pego carona com meus pais, demoro de 10 a 15 minutos para ir para o centro. De ônibus, levo 40 minutos no mesmo caminho”, afirmou. “O ônibus dá muitas voltas, tem horários que faz a volta em todos os condomínios do Urbanova e muitas vezes os motoristas andam devagar”, disse.

A bancária Rita Garcia, 39 anos, reclama que poderia dormir mais se a viagem do ônibus fosse mais rápida. “Deixo de dormir, de descansar e de passar mais tempo com a minha família”, afirmou. A prefeitura informou que o cálculo de velocidade média considera a distância entre os pontos de ônibus e o tempo gasto de deslocamento entre eles. Os fatores são apontados por GPSs (Sistema de Posicionamento Global) que estão instalados dos ônibus.

De acordo com a Secretaria de Transportes, além da interferência do tráfego normal como os tempos semafóricos e conversões, foi considerado o tempo de parada nos pontos intermediários. “A velocidade aferida não é considerada em trânsito e sim a velocidade com todas as interferências”, diz trecho da nota oficial da prefeitura.

A prefeitura não informou qual seria a velocidade considerada a ideal. “A velocidade média ideal é aquela que atende ao desejo de deslocamento das pessoas”, disse.

O Vale

Prefeitura tira estacionamento de avenidas para dar lugar a ônibus

A Prefeitura de São José dos Campos vai proibir o estacionamento em três dos principais corredores da região central Paraibuna, São João e Adhemar de Barros. A proibição envolve o estacionamento público em toda a extensão das três avenidas que ligam o centro às zonas sul e oeste. O número de vagas oferecidas hoje nessas vias não foi informado.

A medida é necessária para criar os corredores exclusivos de ônibus com objetivo de agilizar as viagens do transporte público. A proposta da prefeitura, criticada pelos comerciantes, é deixar as faixas de rolamento livres para o fluxo para que uma das pistas seja separada para a circulação exclusiva dos ônibus.

A proibição faz parte de um pacote de mudanças no sistema que prevê ainda construir estações de pré-embarque para que o usuário antecipe o pagamento da passagem para o ponto. O plano prevê ainda mudar o itinerário de algumas linhas e reposicionar os pontos de ônibus. As alterações, que vão começar este ano, irão afetar ao todo 13 corredores do centro.

O especialista em trânsito, Ronaldo Garcia, disse que a proibição dos estacionamentos deve ser acompanhada de obras para a construção de novas vias. “A medida é importante para aumentar a velocidade média dos ônibus, já que no meio do tráfego eles ficam prejudicados. Só que na Adhemar de Barros, a ação vai contra a proposta dos comerciantes de fazer da via um centro comercial”, disse.

Segundo ele, na São João, o ideal é que o estacionamento fosse proibido em apenas alguns trechos. “É uma via larga, não precisa proibir em toda a sua extensão.” Além de perderem as vagas, as três avenidas vão passar por outras mudanças viárias. Saturada, a Paraibuna deverá sofrer as mudanças mais significativas e ganhar uma nova faixa.

O Vale

Cidade tem projeto para corredor exclusivo de ônibus

A Prefeitura de São José dos Campos anuncia hoje o projeto dos corredores exclusivos para os ônibus sem previsão de quando a proposta começa a funcionar. As pistas preferenciais são uma promessa de governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) há dois anos e têm o objetivo de aumentar a velocidade dos coletivos. Hoje, os ônibus não passam de 17 km/h em alguns corredores.

O secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira, vai anunciar o projeto às 10h em evento da Volvo, no Parque Tecnológico. A empresa vai anunciar o teste de um ônibus híbrido que vai operar por um mês em São José por meio da concessionária Expresso Maringá.

Entretanto, a assessoria da pasta informou ontem que para que as faixas exclusivas entrem em funcionamento será preciso sinalizar os locais e fazer um trabalho de orientação com a população ‘o que deve ocorrer nos próximos meses’, informou a pasta.

Os primeiros corredores que vão receber faixas exclusivas para o tráfego das linhas de ônibus serão os da região central como as avenidas São José e João Guilhermino que hoje já formam corredores naturais de ônibus. Segundo a prefeitura, onde a medida for implantada haverá sinalização vertical e horizontal para indicar a exclusividade de tráfego das linhas.

“O principal ganho é a melhoria na velocidade média do transporte público. Mas ainda não é possível calcular o quanto representará esse ganho. Isso só será possível com a implantação de outros fatores, como mudança do tempo semafórico”, afirmou nota enviada pela prefeitura. A divulgação do anúncio do projeto de corredores de ônibus foi feita pela Volvo. A prefeitura não emitiu nota oficial sobre o assunto.

O presidente do Sindicato de Motoristas e Cobradores de ônibus, José Carlos de Souza, afirmou que a medida é eleitoreira. “A prefeitura promete isso há dois anos e faz o anúncio nas vésperas da eleição com objetivo de conquistar votos”, afirmou. “Essa é uma medida muito importante para a melhoria do sistema e já deveria ter sido adota há muito tempo. Inclusive, está prevista no edital de licitação do sistema”.

Além da implantação das faixas exclusivas para os ônibus, a prefeitura também não implantou outras promessas previstas para o setor de transporte público. Entre elas, está a divulgação de uma pesquisa de satisfação dos usuários sobre o sistema e a instalação de painéis eletrônicos nos pontos.

O Vale

Com foco na Zona Sul, novas linhas de ônibus são integrada

A partir desta quarta-feira (21), os moradores do bairro Dom Pedro I e adjacências, na região sul de São José dos Campos, ganharão uma nova linha de ônibus: a 142 – Corredor Sul 2, que vai ligar esta região da cidade ao Terminal Central, passando pelas avenidas Cidade Jardim e Andrômeda.

A partir do final da Avenida Andrômeda, no Jardim Satélite, o ônibus seguirá o itinerário pela marginal da via Dutra, Avenida Marechal do Ar Henrique Teixeira Lott, trevo do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) seguindo pela Avenida José Longo, Praça Afonso Pena até o terminal.

Atualmente, a zona sul possui a linha 330 – Corredor Sul 1, que parte do Campo dos Alemães, passa pelo Parque Industrial (via Estrada Velha) para acessar o Anel Viário e seguir para o centro.

Com a nova linha 142, os moradores da zona sul terão mais uma alternativa de transporte público com 66 partidas do bairro e 43 do terminal central nos dias úteis.

Integração

Essa nova linha de ônibus já inicia a operação integrada ao sistema de transporte público. Ou seja, todo usuário que possuir o Cartão Eletrônico poderá fazer o trajeto, utilizando mais uma linha, pagando apenas uma só passagem. Por exemplo: o passageiro que desejar ir para a região norte, leste, oeste ou mesmo a sudeste, poderá descer no ponto mais apropriado ou até mesmo no centro da cidade e subir na linha desejada e ir para o destino, pagando apenas uma só passagem.

Quem desejar fazer o cartão eletrônico, deve-se dirigir a sede do Consórcio 123, em horário comercial e levar os documentos pessoais (RG e CPF) e um comprovante de residência. O cartão é gratuito. Outras informações no telefone 156.

Prefeitura Municipal

Prefeitura não cumpri e projeto de Transporte Coletivo para

Um ano após a conclusão do processo que remodelou o transporte público, a Prefeitura de São José não cumpriu projetos essenciais para a melhoria do sistema. Todas as exigências ignoradas são de responsabilidade da administração municipal e são um dos motivos do encarecimento da tarifa aprovado no ano passado.

Além de mexer no bolso, os projetos que foram deixados de lado mexem no desempenho do sistema como as faixas exclusivas em horários de pico para aumentar a velocidade dos coletivos. Prometido para 2010, as faixas ainda não tem previsão de serem implantadas. A Secretaria de Transportes informou que o projeto ainda depende de obras de adequação em alguns corredores.

Outro projeto que não saiu do papel está a divulgação do teste de satisfação dos usuários. A medida está prevista no edital de licitação do sistema. De acordo com o contrato, a cada semestre a prefeitura deveria elaborar e divulgar uma pesquisa que aponte o desempenho das empresas e a avaliação dos moradores.

Além de tornar transparente o atendimento prestado à população, o teste iria criar um mecanismo objetivo na decisão de distribuição das novas linhas. Segundo o edital, a empresa que tivesse o melhor desempenho na pesquisa teria preferência em operar novas linhas aumentando seu faturamento.

Até agora, no entanto, o governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) não divulgou nenhuma pesquisa, apesar de ter prometido a divulgação em agosto e depois em dezembro do ano passado. A Secretaria de Transportes informou na última semana que a tabulação do índice está finalizada, mas não informou quando irá divulgar os dados. De acordo com a pasta, as novas linhas estão sendo distribuídas de forma que ‘não afete a logística e o operacional’ das concessionárias.

A prefeitura também não instalou os painéis eletrônicos nos pontos que iriam informar o tempo de espera para a chegada das linhas. Esse projeto ainda está em fase de elaboração do edital de licitação, segundo o secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira.

A Prefeitura de São José construiu apenas uma das 13 estações de conexão que, segundo o edital, estariam prontas até julho de 2009. As concessionárias de ônibus quando pediram o reajuste da tarifa no ano passado informaram que a inexistência dos terminais aumenta o custo operacional das linhas.

As estações tem objetivo de dividir as linhas do centro das que seguem sentido bairro. Isso porque é ponto final das linhas que vieram da região central e o de partida das linhas que vão para os bairros mais distantes daquela região.

Apesar da proposta prever dar mais agilidade e facilidade de locomoção, o único terminal criado pela prefeitura no Campos de São José (zona leste) foi reprovada pelos usuários. Entre as críticas está a cobrança dupla que ocorre em casos. A prefeitura informou que irá fazer mudanças no terminal e que não existe cronograma para instalação das demais estações, mas que o projeto não está descartado.

“Sobre a ECO, avalio que seja mais uma prova da falta de transparência de como vem sendo conduzida a política de transporte público na cidade”, afirmou o defensor público, Jairo Salvador dos Santos que ingressou com uma ação civil pública na Justiça contra a prefeitura.

“A ação segue seu trâmite, após apresentação da contestação da prefeitura, acabei de apresentar réplica, desconstruindo os argumentos apresentados de que toda a legislação estaria sendo cumprida”, afirmou Santos. O sistema de transporte público de São José atende uma média de 280 mil usuários por dia.

O Vale

Defensores Públicos consideram ilegal entrada de nova Empresa

A Defensoria Pública do Estado considera ilegal a entrada da filial da Júlio Simões, a CS Brasil, no sistema de transporte público de São José dos Campos. A prefeitura autorizou o início da operação da nova empresa sem comunicar os usuários e tirou de circulação a Júlio Simões, que operava desde julho de 2008.

A Júlio Simões foi quem participou do processo licitatório para explorar o serviço por 10 anos. Na época, a empresa pagou R$ 4,2 milhões à prefeitura para explorar o serviço. “Em meu entendimento, a transferência do contrato, mesmo para empresa subsidiária, é ilegal, já que licitação foi baseada em critérios de capacidades técnica e econômica da Júlio Simões”, disse o defensor Jairo Salvador de Souza.

Segundo ele, os termos do contrato de concessão do serviço de transporte público e a legislação municipal não estão sendo cumpridas. A troca das empresas também foi criticada por especialistas em administração pública e pelo Sindicato dos Motoristas. A CS Brasil começou a operar em São José em outubro último, mas só neste mês o logotipo dos ônibus que operam 31 linhas na zona leste e norte foi alterado.

No Boletim Oficial do Município publicado em outubro, a Secretaria de Transportes publicou uma nota que não deixa clara a mudança do contrato. A CS Brasil tem CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) próprio e foi criada em 2009, após a concorrência pública realizada em São José.

A Secretaria de Transportes informou que a cópia dos documentos que regularizam a transferência devem ser obtidos através do Serviço do Protocolo da prefeitura. Segundo a pasta, existe uma lei federal que prevê a possibilidade de transferência de concessão ou do controle societário da concessionária. A prefeitura informou ainda que a CS Brasil cumpriu todos requisitos exigidos para prestar o serviço.

O Vale

Por falta de aviso, população reclama de nova empresa

A mudança na gestão de 31 linhas das zonas norte e leste do sistema de transporte público em São José dos Campos gerou polêmica entre os usuários. Eles reclamam da falta de aviso prévio da prefeitura, que autorizou a mudança sem divulgação, e têm dúvidas se o atendimento prestado será mantido.

Segundo eles, algumas linhas que eram operadas pela Júlio Simões tiveram o trajeto alterado recentemente. A empresa, que venceu a licitação para o sistema, repassou suas linhas para sua filial, denominada CS Brasil.

A mudança teria ocorrido em outubro, mas só agora o logotipo dos coletivos começou a ser alterado e a população foi pega de surpresa. A CS Brasil tem CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) próprio e não participou da licitação do sistema de transporte público, realizada em 2007.  “Peguei um ônibus ontem (domingo) que estava escrito Tesouro, mas o motorista fez o trajeto como se fosse a Vila Dirce”, afirmou a cozinheira Maria da Piedade Lopes, 75 anos.

Segundo ela, além de errar o trajeto, a linha, que estava prevista para passar no centro 20h30, só passou por depois das 21h. “Cheguei em casa depois das 22h, minha família inteira estava preocupada”, disse. A professora Camila Nepomuceno, 24 anos, também não sabia da mudança. “Percebi que o uniforme do motorista tinha mudado, mas não sabia o motivo. Seria melhor se a prefeitura tivesse explicado o que estava acontecendo”, afirmou.

A psicóloga Lurdes Suely, 54 anos, não sabia da troca das empresa que opera sua linha para o Vista Verde, zona leste da cidade. “Ônibus é um atendimento essencial na nossa vida, quanto mais informação a gente tiver, eu acho melhor”, disse.

A bancada do PT na Câmara de São José informou que iria investigar a regularidade da troca de concessionária. “A prefeitura tem que divulgar exatamente qual é a figura jurídica dessa empresa e o motivo da troca”, afirmou a especialista em gestão pública, Odete Medauar.

A Secretaria de Transportes informou que somente o nome da empresa foi alterado e que o atendimento permanece o mesmo. Segundo a pasta, há documentos que regularizam a alteração, mas “pedido de divulgação deve ser feito através do Serviço do Protocolo” da prefeitura.

Em nota, a Júlio Simões informou que a CS Brasil é uma empresa controlada pela JSL (denominação da Júlio Simões Logística) e foi criada especificamente para atender aos contratos públicos operados pela companhia, como o transporte em São José. “Não há nenhuma irregularidade no fato da CS Brasil figurar como operadora do serviço na cidade e todas as condições previstas no edital continuam asseguradas”, informou a empresa por meio de nota.

A CS Brasil foi fundada em 2009, dois anos após a licitação do sistema de transporte público em São José que escolheu a Júlio Simões como vencedora. A nova concessionária do sistema tem sede em Mogi das Cruzes e um capital estimado em R$ 92 milhões.

O capital da CS Brasil é superior ao de sua matriz, a Júlio Simões, que tem sede em São Paulo e capital de R$ 13,4 milhões. Na época da licitação, a Júlio Simões pagou R$ 4,3 milhões à prefeitura para explorar o sistema de transporte público na cidade. A empresa opera hoje 31 das 94 que atendem ao sistema de transporte público.

O Vale