Extração de areia pode afetar o meio ambiente da cidade

Se juntar os dois lados, com certeza, vai entrar areia na discussão. Ambientalistas e empresários do ramo minerário têm visões opostas sobre o futuro da extração de areia no Vale do Paraíba. A maior parte dos ecologistas descarta a expansão da atividade e critica o passivo ambiental deixado na região, com centenas de cavas e estruturas abandonadas.

Em Jacareí, por exemplo, um antigo porto de areia no bairro Bandeira Branca está abandonado com estruturas metálicas, todas enferrujadas, erosão na encosta e uma imensa lagoa sem tratamento. Os empresários admitem erros do passado, mas defendem os negócios afirmando que a legislação e a fiscalização estão mais rígidas, o que torna mais eficiente a lavra de areia.

No meio do caminho, outros especialistas sugerem um meio termo entre os dois grupos: uma exploração sustentável e controlada pelo poder público, que garanta a areia para o desenvolvimento das cidades ao mesmo tempo que proteja o meio ambiente.

“Várzea é vida”. Com esse bordão, o geólogo e pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Paulo Roberto Martini, resume a sua contrariedade quanto à exploração de areia na região. “Quando se faz a cava, afunda a calha do rio e modifica o nível básico de erosão. Aumentando, recomeça a erosão nas serras, escorregamento, instabilidade das vertentes. É isso que queremos?”, questiona.

Para o ambientalista Vicente Cioffi, a extração ainda pode despejar metais pesados no rio. “Para nós, São José não quer cava e não pode voltar. Já é caso consolidado”, afirma. “O que se exige das empresas antecipadamente não é suficiente. Desaparece a mineradora e desaparece o compromisso”, diz o arquiteto e urbanista Flávio Mourão. Para o secretário de Meio Ambiente de São José, André Miragaia, as cavas abandonadas carecem de plano futuro. Sem recuperação, quem paga a conta são as cidades.

O VALE procurou empresários do setor areeiro da região e apenas dois deles concordaram em conceder entrevista, mesmo assim pedindo para omitir o nome. “As críticas ao setor são muito fortes, mas nem todas têm fundamento”, disse um deles, comentando que as empresas “estão melhor fiscalizadas e seguindo a legislação”.

Outro empresário disse ser favorável à expansão da área de extração de areia para dar conta da demanda, sempre crescente. Produto barato, a produção de areia está cada vez mais distante dos grandes centros. “O Vale tem papel estratégico nessa área”, disse.

O Vale

Publicado em: 19/11/2012

Neste domingo, cidade tem teatro sobre meio ambiente

Aproveite para curtir de graça um domingo com muita música e teatro infantil, a partir das 10h30, em mais uma edição do projeto Show nos Parques, realizado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) em dois parques que ficam na região central de São José dos Campos.

Neste domingo (21), no Parque Vicentina Aranha, o Clube do Choro Pixinguinha se apresenta, resgatando a obra dos imortais da verdadeira música popular brasileira. O repertório traz canções de Ernesto Nazareth, Zequinha de Abreu, Pixinguinha, Waldir Azevedo e muitos outros, além de composições próprias.

Tem também diversão para os pequenos: no Parque Santos Dumont, a Troupe Gargalharia apresenta a peça teatral infantil “O Rio do Vale Encantado”. O espetáculo conta a história do palhaço Petéko, responsável por uma grande missão: ensinar as crianças a preservar a natureza e, em especial, o Rio Paraíba do Sul.

Para assistir às apresentações não é necessária a retirada de ingressos com antecedência, basta chegar e se divertir.

Clube do Choro Pixinguinha – Nasceu em 13 de outubro de 1994, do sonho de músicos amantes do choro e moradores da cidade de São José dos Campos. O Clube, que possui mais de 300 membros, realiza atividades de caráter profissionalizante, educacional e informativo, através de cursos, oficinas, palestras, workshops, práticas de bandas e orquestras, reuniões com a comunidade, produção artística e shows.

Serviço: Parque Santos Dumont – Avenida Prudente Meirelles de Moraes, 1000, Vila Adyanna / Parque Vicentina Aranha – Avenida Prudente Meirelles de Moraes, 302, Vila Adyanna. Informações: (12) 3924-7317

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Cassiano Ricardo – FCCR

Música e teatro animam o público neste domingo nos parques Santos Dumont e Vicentina Aranha

Publicado em: 19/10/2012

Projeto da Terméletrica é congelado na cidade

A menos de três meses do final do mandato, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) não conseguirá viabilizar seu maior projeto financeiramente falando: a URE (Unidade de Recuperação Energética), que envolve processo de queima de lixo (termelétrica).

Controverso, o assunto vem sendo debatido em São José desde maio do ano passado, sem consenso. Com isso em mente e pensando em evitar mais desgastes, os vereadores descartam aprovar o projeto da URE neste ano, mesmo com o prefeito afirmando que “o projeto está amadurecido e poderia ser votado”.

Mesmo os vereadores que compõem a base governista de Cury na Câmara admitem que o projeto não será levado à pauta neste ano. “Foi uma eleição diferente neste ano. Seria muito polêmico colocar este assunto em pauta no fim do ano. É de suma importância a usina e sou favorável, mas temos que ter maior tempo de discussão e a participação da população. Isso não é possível ainda neste ano”, afirmou o líder do governo na Câmara, Fernando Petiti.

Apesar de defender a aprovação do projeto, Cury garante que não interferirá nos trabalhos do Legislativo. O projeto da URE, orçado em R$ 200 milhões, é a solução apresentada pelo tucano para a disposição do lixo em São José.

A partir de mecanismos modernos, a proposta é que a usina separe o lixo coletado, aumentando os índices de reciclagem, e queime outra parte do lixo, o que viabilizaria financeiramente o projeto, já que o processo térmico produziria energia suficiente para atender 200 mil pessoas.

Para tanto, o projeto precisa passar pelo aval da Câmara, já que a Lei Orgânica do Município não permite a comercialização de energia elétrica nos índices propostas para a URE. Aprovada pela Cetesb e pelo governo do Estado, a termelétrica é questionada por ambientalistas.

Para eles, a prefeitura deveria implantar mecanismos de redução de consumo e aumento da reciclagem antes de estudar uma termelétrica. O governo Cury defende que o projeto aumentará a reciclagem e que, além disso, o aterro municipal possui apenas mais 12 anos de vida, fazendo-se necessária a discussão de uma nova solução ao lixo. O governo afirmou que o projeto continua em consulta pública e que não tem pressa para finalizar o processo.

O Vale

Publicado em: 18/10/2012

Ipplan cria selo de sustentabilidade para prédios na cidade

O Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) criou em São José dos Campos o ‘Selo de Arquitetura Notável’, prêmio instituído por decreto municipal e que visa destacar projetos arquitetônicos ousados, sustentáveis e que valorizem a estética urbana.

Serão certificados empreendimentos residenciais, comerciais e industriais que seguirem padrões definidos e se destacarem pela arquitetura diferenciada, conforme critérios de originalidade, beleza, acessibilidade, sustentabilidade ambiental e contemporaneidade.

Os projetos serão julgados por uma comissão formada por sete integrantes, que representam o Ipplan, prefeitura (secretarias de Planejamento e Meio Ambiente), Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), AEA (Associação dos Engenheiros e Arquitetos), Fundação Cultural Cassiano Ricardo e Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano. mDesde que o selo foi criado por decreto, em 14 de julho deste ano, um projeto foi pré-aprovado para receber o selo, que só será oficializado após o término da construção da obra.

Trata-se do prédio comercial ‘5ª Avenida’, que está sendo construído no Jardim Esplanada, região central de São José. Em fase de fundação, o empreendimento tem previsão de ficar pronto até o final de 2014.  Para o arquiteto e urbanista Rubengil Gonçalves, responsável pelo projeto, o selo é uma forma de incentivar o mercado de trabalhos diferenciados na cidade, além de conciliar os interesses dos empreendedores com os do poder público.

“Os prédios deixarão de ser os vilões da cidade para se tornarem os ‘mocinhos’, com a beleza, sustentabilidade e a inovação premiados pela prefeitura”, disse ele, que já inscreveu outros dois projetos.  Podem se inscrever edificações de uso residencial multifamiliar, com no mínimo 20 unidades em três ou mais pavimentos, ou de uso comercial e de serviços, com no mínimo 20 salas, ou institucional e industrial, com área construída acima de 1.000 m².

Para concorrer ao selo, os profissionais ou empreendedores deverão inscrever os projetos na Secretaria de Planejamento, no sexto andar do Paço Municipal, na região central. Valem projetos já aprovados na prefeitura, que estejam ou não em fase de obra, ou aqueles que já tenham sido objeto de alvará de construção.

“Além da preocupação com o meio ambiente, que é valorizada com esta iniciativa, a estética urbana nos edifícios também é fundamental”, disse Cynthia Gonçalo, diretora geral do Ipplan. “O selo cria uma identidade e mais um atrativo para São José ao tornar atraente as construções verticalizadas.”

Segundo o presidente da Aconvap, Cleber Córdoba, a análise da comissão avaliará se a obra “está contribuindo de forma harmônica com o desenvolvimento do município” e, de quebra, com a valorização do setor. Também serão averiguadas a compatibilidade com edificações do entorno e se a obra “agrega valor artístico ao local, se atende ao conceito de desenvolvimento ambiental e sustentabilidade e se acompanha as inovações nos processos construtivos”.

Para o presidente da AEA, Carlos Eduardo Vilhena, o ‘Selo de Arquitetura Notável’ irá provocar a valorização dos profissionais envolvidos na criação dos projetos. “Trata-se de um prêmio que ressaltará a ousadia dos projetos, o que é bom para toda a cidade.” Em nota, o arquiteto Cândido Malta Campos Filho destacou a iniciativa. “É elogiável a iniciativa de premiar a boa arquitetura edificada. É assim que se construirá uma cultura própria joseense.”

O Vale

Publicado em: 16/10/2012

Palestra com Arnaldo Jabor na cidade

PALESTRA : BRASIL 2012 – PRESENTE E FUTURO

A idéia é uma palestra sobre o tempo psicológico que o Brasil vive hoje, a partir de uma breve arqueologia de nossa personalidade histórica, desde os anos de formação colonial até os dias atuais. Claro que uma palestra sobre o tema tão amplo não poderia deixar de ser um pouco esquemática, um tanto genérica, mas creio que vivemos um período de vazio ideológico, da perda de certezas políticas, período este em que a visada psicológica do momento brasileiro torna-se preciosa para tentarmos captar tendências e ideologias novas ainda “ab ovo”.
De um modo que, minha palestra pode se chamar: “Brasil – 2012– Presente e Futuro”. Nossa permanente crise de identidade, a história de um povo cuja marca é a procura secular de um rosto histórico.

Talvez estejamos mais perto deste retrato, à medida que as ilusões antigas forem acabando.
A .  JABORA

Invictus Produções & Palestras há sete meses vem implantando na cidade de São José dos Campos, uma tendência de eventos corporativos, com grandes nomes do mercado brasileiro e mundial, profissionais renomados no ramo de palestras. Nossa missão é alcançar a excelência em todos os aspectos de nossos eventos, encantando os clientes, focando sempre em qualidade, segurança e bem-estar. Desde uma palestra in company até palestras abertas ao público que, raramente pode participar desses eventos, geralmente realizados apenas para funcionários de grandes empresas. Nossa intenção é trazer para a cidade, este novo ramo, pouco explorado na região, dando a oportunidade para o público, de assistir a palestras com grande nível de crescimento pessoal e profissional.

Eventos já Realizados pela Empresa:

  • Paulo Storani ex-capitão do BOPE – com a palestra Construindo sua Tropa de Elite (Novembro de 2011) Levando mais de 300 pessoas ao auditório;
  •  Rogério Ceni – com sua palestra motivacional e trabalho em equipe. Levando mais de 700 pessoas ao auditório;

Fotos e novidades em:
https://www.facebook.com/invictusproducoes
http://www.facebook.com/invictus.palestras

Local: Parque Tecnológico de São José dos Campos
(Rodovia Presidente Dutra km 137,8)

Realização: Invictos Produções

Programação especial pelo Dia Internacional do Meio Ambiente

A Prefeitura de São José dos Campos realiza a partir deste sábado (26) até o dia 6 de junho a comemoração pelo Dia Internacional do Meio Ambiente, celebrado no dia 5 de junho. A programação será no distrito de São Francisco Xavier e no Parque da Cidade Roberto Burle Marx, em Santana. O tema deste ano é “Natureza a Serviço da Vida”.

A programação terá atividades gratuitas para toda a família, integrando exposições, palestras de sustentabilidade, oficinas ecológicas, jogos e brincadeiras, apresentações teatrais, sessões de vídeo, shows musicais e atividades de interpretação e contato com a natureza, realizadas em São Francisco Xavier e no Parque da Cidade. Nas oficinas de artesanato, os participantes aprenderão a produzir brinquedos, acessórios e utensílios criativos com o reaproveitamento de materiais. Na oficina de hortas, o objetivo é resgatar o contato com a terra por meio do cultivo de alimentos saudáveis em pequenos espaços. As peças teatrais levarão as questões ambientais para o público de forma divertida.

No domingo (3 de junho), a programação começa com um passeio ciclístico ecológico no entorno do Parque da Cidade. O evento será aberto ao público e terá a participação de ciclistas do grupo PedalaValle. Durante todo o dia haverá a exposição de projetos ambientais, oficinas e intervenções artísticas. O destaque fica por conta das apresentações de Gabriel Sater, às 11h, com o show “Manhãs Pantaneiras”, e de Chico Teixeira e Tuia Lencioni em “Filhos do Vale”, às 16h.

Além das próprias composições, Gabriel interpreta o que há de melhor na música regional e pantaneira, os grandes sucessos do universo rural e caipira brasileiro, as músicas famosas de seu pai Almir Sater e de outros grandes cantores e músicos. Chico Teixeira e Tuia Lencioni alternam composições próprias com clássicas canções sobre a natureza e a vida simples. Destacam-se no repertório: Romaria e Amanheceu peguei a viola, Rio de Lágrimas, O Cio da Terra, Calix Bento entre outras.

Todas as atividades são gratuitas. As inscrições para as oficinas e palestras podem ser feitas previamente pelos telefones (12) 3909-4536 ou 3909-4512 em horário comercial.

Prefeitura de São José

Prefeitura continua o plantio de mudas na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos continua com o plantio de mudas nas ruas da cidade. No final de semana, funcionários da Secretaria de Serviços Municipais (SSM) plantaram 150 árvores em diversos pontos das regiões centro, sul e leste. Bairros como Vila Tesouro, Jardim Itapuã, Valparaiba, Esplanada, Conjunto Frei Galvão, entre outros, receberam o plantio de ipês e aroeiras salsas.

A ação da Prefeitura faz parte do projeto de arborização coordenado pela SSM que prevê o plantio de árvores específicas e com melhor desenvolvimento nas áreas públicas do município. No ano de 2011, a secretaria plantou 6.500 mudas de diversas espécies em toda a cidade.

O plantio obedece a critérios previstos em lei municipal e é realizado somente por funcionários da Prefeitura. Em regiões com fiações elétricas, por exemplo, deve-se plantar árvores de pequeno porte; regiões abertas e sem os referidos obstáculos podem receber árvores médias.

As espécies de porte pequeno, das quais a Prefeitura dispõe, são quaresmeiras, resedás; as de porte médio são ipês brancos e amarelos, aroeiras-salsas. O morador que quiser o plantio de árvore em frente à sua casa basta fazer uma solicitação junto à Prefeitura, pelo telefone 156.

Prefeitura Municipal

Aprovado a duplicação da Tamoios pelo Meio Ambiente

Membros do Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente) aprovaram ontem a duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios. A votação foi realizada durante reunião que durou pouco mais de quatro horas em São Paulo. Trinta membros do foram favoráveis e um votou contra o projeto.

A duplicação da Tamoios irá exigir o desmatamento de 200 hectares de vegetação, sendo 22,9 hectares de Mata Atlântica o equivalente a 30 campos de futebol. O ‘aval’ dos ambientalistas encerra a série de procedimentos burocráticos exigidos para o início das obras, como audiências públicas e centros de consultas do Eia/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental).

A licença prévia emitida ontem representa a primeira de três etapas de aprovação dos órgãos ambientais. As próximas são os licenciamentos de instalação e de operação. A Dersa (Desenvolvimento Rodoviária) publicará nos próximos dias a lista das empresas qualificadas para executar a obra.

No total, 27 empresas de construção concorrem aos serviços. Entre elas, estão algumas gigantes como Odebrecht, Serveng, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. As construtoras qualificadas terão prazo de mais ou menos um mês para apresentar as propostas de preço para a obra.

Prevista para começar em março de 2012, a duplicação entre os quilômetros 11, em São José dos Campos, e 60, em Paraibuna, custará R$ 1,05 bilhão. Os serviços serão concluídos no final de 2013. Antes da votação realizada ontem, membros do Consema exigiram que fosse determinada a reposição florestal que será feita com o desmatamento da Mata Atlântica.

O grupo definiu que a compensação seja quatro vezes maior que a suprimida. Ou seja, a cada hectare que for desmatado durante as obras, quatro deverão ser repostos. “Ficou acordado ainda que a reposição será feita no sentido de conectar os fragmentos de Mata Atlântica que temos ao longo do trecho de planalto da rodovia”, afirmou Jeferson Oliveira, um dos membros do Consema.

Além do desmatamento, os serviços vão exigir a desapropriação de 250 propriedades às margens da rodovia em São José e Paraibuna, incluindo terrenos, comércios e casas. O governo do Estado estima que as obras de duplicação gerem 900 empregos diretos ao longo de dois anos. A contratação será feita após a escolha da construtora.

O engenheiro Stanislaw Marka, que representou o DER (Departamento de Estradas de Rodagens) na reunião de ontem, afirmou que a obra melhorará acessibilidade e segurança da rodovia, além de otimizar o Porto de São Sebastião e o turismo no Litoral Norte.

O Vale