Univap da cidade tem que explicar receita de 2012

Sinal de alerta: segundo o balanço financeiro divulgado pela FVE (Fundação Vale paraibana de Ensino), a receita registrada em 2012 se manteve estável, com R$ 72,4 milhões, se comparado a 2011 quando a instituição somou R$ 72,2 milhões. No entanto, houve um aumento nas despesas em 2012, passando de R$79,5 milhões, em 2011, para R$84,8 milhões em 2012. O balanço financeiro apresentado gerou dúvidas nos alunos da instituição. A pedido deles, a vereadora Juliana Fraga (PT) apresentou à Câmara de São José um ofício convocando o reitor da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), Jair Candido Melo, e o presidente da FVE, Samuel Roberto Ximenes da Costa, a prestarem esclarecimentos sobre os números.

O documento foi aprovado por unanimidade. “Entre os principais questionamento trazidos pelos alunos estão a retirada do benefício ‘desconto pontualidade’, para os alunos do 1º ano, ferindo a isonomia entre os alunos dos diferentes períodos”, informou, em nota, a vereadora. A FVE tem registrado ao longo dos anos uma queda no número de alunos na instituição, somando 15.926 alunos, 18% menos do que em 2011, quando havia 18.880 estudantes na instituição, e 27% menos do que 2010, com 20.188 alunos. Em contrapartida, houve um aumento no número de professores passando de 685 (2010), para 704 (2011) e 746 (2012) e do corpo administrativo, que subiu de 445 (2010), para 472 (2011) e 521 (2012).

Em nota, a FVE (Fundação Valeparaibana de Ensino) confirmou que está arcando com prejuízo. A instituição informa, no entanto, que o aumento das despesas está dentro da política de melhoria na qualidade de ensino e de condições de infra-estrutura. Ainda segundo a nota, houve investimentos na compra de notebooks para todas as bibliotecas, aumento da carga horária dos cursos e wi-fi em todas as dependências, entre outras novidades. Sobre a queda no número de alunos, a entidade informou que esta reflete o não-investimento em modernização do sistema educacional da gestão anterior. Para atrair novos alunos, a instituição investirá também na qualificação do corpo docente. A expectativa é que, em 2014, aumente o número de matriculados.

Planta começa a ser explicada pela GM e o Ministério

A General Motors e o Ministério do Emprego e Trabalho começaram ontem a orientar os funcionários da planta de São José dos Campos que terão o contrato de trabalho suspenso a partir da próxima segunda-feira, até o dia 30 de novembro.

Pelo acordo firmado entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos no dia 4 de agosto, dos 1.840 trabalhadores considerados excedentes pela companhia, 940 vão ter o contrato suspenso, medida denominada ‘layoff’. Os operários receberão auxílio de R$ 1.163 do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e complemento salarial da empresa. Eles terão que frequentar cursos de qualificação.

A maior parte do grupo trabalha na linha de produção MVA, onde atualmente só é produzido o Classic. Na linha eram montados também o Corsa, Zafira e Meriva. Funcionários selecionados para o ‘layoff’ disseram acreditar que têm poucas chances de voltar para a empresa após o período de afastamento do trabalho.

“Vou tratar de procurar outra atividade. Acho que voltarei a ser caminhoneiro”, disse Ronaldo Gomes, 53 anos, há 17 anos trabalhando na GM. Ele avalia que os funcionários com mais idade e tempo de casa têm poucas chances de retorno. “A empresa quer gente nova com salário menor”, afirmou ele.

“Estamos numa situação difícil mas, se a GM der uma oportunidade, quero voltar para a empresa”, disse Adelson Alvarenga, 45 anos, 16 anos de empresa. Hoje acontece a primeira rodada de negociação entre a GM e o sindicato sobre o futuro da fábrica de São José dos Campos. O encontro será às 15h na própria empresa, segundo o sindicato.

O Vale

Prazo de 30 dias para Tribunal informar providências

O TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) apontou uma série de irregularidades nas obras da Arena Municipal de Esportes de São José dos Campos, uma das vitrines do governo Eduardo Cury (PSDB).

Auditoria do órgão apontou descumprimento do cronograma de obras, atraso na realização das tarefas, iferença entre o custo da mão de obra informado nas medições e os constantes das notas fiscais e a subcontrata-ção de empreiteira sem autorização da prefeitura.

Com isso, o TCE deu prazo de 30 dias, contado desde 18 de novembro, para que a Prefeitura de São José adote as providências para regularizar a obra, orçada em R$ 33,39 milhões.

O questionamento não impede a continuação da obra. Prevista para ser entregue em agosto de 2012, a Arena de Esportes terá capacidade para 4.400 pessoas em uma área de 10.213 metros quadrados, dentro de um terreno de 51.971 m².

A construção do complexo esportivo foi iniciada em agosto deste ano. Até ontem, no entanto, de acordo com medições enviadas pela empresa Recoma (que venceu a licitação) à Câmara, apenas 0,21% do trabalho estava concluído. Pelo menos 4% da obra deveria estar pronta.

As irregularidades apontadas pelo TCE são mais um capítulo na disputa em torno da construção da Arena, cuja licitação foi aberta em novembro de 2010. Além de contestações do Tribunal, a obra é alvo de uma guerra de liminares entre as empresas Recoma e a Sérgio Porto Engenharia, que disputam a condução dos trabalhos.

Desclassificada da licitação pela prefeitura, a Sérgio Porto entrou na Justiça e aguarda o julgamento de um recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo que pode recolocá-la no páreo. O recurso deve ser votado em dezembro.

“Esperamos uma reviravolta nesse processo. A prefeitura exerceu um rigor excessivo com a empresa, que foi injustamente desclassificada, embora tenha apresentado o menor preço”, disse Renato Vicente Romano Filho, advogado da Sérgio Porto.

Nenhum representante da Recoma foi encontrado ontem para comentar o assunto. Aldo Zonzini Filho, secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de São José, negou que haja irregularidades nas obras da futura Arena de Esportes. “Estamos convictos de termos feito o processo corretamente”, disse.

Admitindo não conhecer os detalhes da auditoria, Zonzini disse que a obra está no início e de que os apontamentos do TCE “não devem ser graves”.

O Vale