Estudantes participam da Semana Nacional de Museus

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Com o tema “As coleções criam conexões”, escolas estaduais de São José dos Campos vão participar a partir desta terça-feira (13) das atividades da Semana Nacional de Museus do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), no Museu do Folclore de São José dos Campos (Avenida Olivo Gomes 100 – Santana).

Participam desse projeto os alunos das escolas Doutor Maurício Anisse Cury, Dona Benedita Freire de Macedo, Santana do Paraíba, João Cruz e a Escola de Jovens e Adultos Valmar Lorenço Santiago. Os estudantes conhecerão a exposição permanente “Patrimônio Imaterial: Folclore e Identidade Regional” e farão atividades estabelecendo conexões entre o acervo da Brinquedoteca do Museu do Folclore e os temas abordados na exposição permanente.

Também estão programados a exibição do documentário “Um Olhar sobre a Irmandade de São Benedito”, nesta sexta-feira (16), às 15h. O filme foi realizado pelo Museu do Folclore entre 2013 e 2014 e será exibido para toda a comunidade que participou das filmagens.

A Semana Nacional de Museus do Ibram começou nesta segunda-feira (12) e segue até domingo (18) para comemorar o Dia Internacional dos Museus (18 de maio).

Escolas de São José terão atividades de orientação e educação no trânsito

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A Prefeitura de São José dos Campos inicia uma série de atividades de orientação e educação para o trânsito nas escolas da cidade. O trabalho será realizado por uma equipe do Educatrânsito, da Secretaria de Transportes, e um grupo de atores. O objetivo é contribuir para a formação cidadãos conscientes sobre os perigos no trânsito.

Nesta quarta-feira (9), às 10h30, a Escola Municipal Infantil Doroti da Silva Cunha, Jardim Santa Inês I, região leste da cidade, será a primeira a receber a orientação que une arte e educação no trânsito.

Entre os temas abordados pelos técnicos do Educatrânsito e atores estão o respeito ao pedestre, utilização da cadeirinha, uso do cinto de segurança, travessia na faixa, cordialidade dentro dos ônibus

Respeito ao pedestre, utilização da cadeirinha, uso do cinto de segurança, travessia na faixa, cordialidade dentro dos ônibus, entre outros são temas abordados na peça de teatro.

Nesta terça-feira (8), na região central da cidade, um esquete teatral foi realizado pelo grupo na faixa de travessia para incentivar a cordialidade entre os pedestres. Além disso, o grupo levou para a população dicas de prevenção de acidentes.

Na segunda (7) e terça-feira (8), a equipe do Educatrânsito e atores entraram nos ônibus da cidade e fizeram encenações sobre situações que os idosos, gestantes e pessoas portadoras de deficiência física sofrem no dia a dia e relembraram de uma maneira divertida a importância do respeito ao próximo.

Prefeitura reforma oito unidades escolares em São José

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Visando a melhoria na qualidade do ensino, a Prefeitura de São José dos Campos está investindo em um “pacote” de reformas que irá beneficiar oito unidades escolares e dará mais conforto para cerca de 2.800 alunos.

As obras já estão em andamento em cinco escolas: EMEF Maria Aparecida Santos Ronconi, no Monte Castelo, Creche Lions Clube e EMEI Zenaide Vilalva de Araújo, no centro, o Cedin do Jardim São José 2 e na EMEF Maria Amélia Wakamatsu, no Campos de São José.

Além de itens de reforma geral, como pintura, elétrica e hidráulica, o trabalho vai incluir troca de piso, melhorias de telhado, reforma de playground e adequações no espaço físico das unidades para melhor atender os alunos.

Na EMEF Professora Maria Aparecida dos Santos Ronconi, que atende 720 alunos, no Jardim Jussara, a reforma inclui pintura geral, revisão elétrica, hidráulica, reda cozinha, refeitório, banheiros, troca de portas e instalação de umidificadores de ar e troca de piso cerâmico;

Uma reforma geral será executada na EMEF Professora Maria Amélia Wakamatsu que atende 810 alunos, no Campos de São José. O trabalho envolverá a troca de piso das salas, reforma dos banheiros, reparos na instalação elétrica, reforma da rampa do corredor, troca do piso do pátio, refeitório, telhado do pátio.

Com 210 alunos, a Creche do Lions, no centro, também passará por uma reforma geral e terá novo telhado, novos banheiros, novo piso, reforma na caixa d´água e nova instalação elétrica.

A EMEI Zenaide Vilalva de Araújo, no centro, com 303 alunos, as obra serão de adequação para implantação de fraldários e solários em cinco salas, reforma no playground, pintura geral, reforma elétrica, hidráulica e na rede de água pluvial.

O Cedin Jardim São José II/ Lírios do Campo III, no Jardim São José II, que atende 210 crianças, terá uma reforma elétrica, hidráulica, nos banheiros, piso novo em todo o prédio, reforma das secretarias e do almoxarifado, do telhado, pintura geral, além de assentamento de pastilhas nas paredes de salas e corredores.

O “pacote” de melhorias também inclui reformas na IMI Pousada do Vale, na IMI Banedito Carvalho dos Santos, da Vila Santa Luzia, e na EMEI Lourdes de Oliveira Mendes, do bairro Pararangaba.

O trabalho irá começar nos próximos dias e a previsão é de que esteja concluído em quatro meses, sem prejuízo ao início do ano letivo.

Alunos da rede municipal encantam a cidade com corais natalinos

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Um grupo de alunos da rede municipal de ensino de São José dos Campos se divide, durante todo o mês de dezembro, entre apresentações de corais natalinos pela cidade e região. Eles fazem parte do Programa Arte Viva, da Secretaria de Educação.

Nesta quarta-feira (11), a partir das 14h, o coral “Canta Homera”, com alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Homera da Silva, se apresenta no Shopping Faro (Rua Sebastião Humel 268), no centro de São José.

No mesmo dia, às 19h30, os corais “Maestoso” da EMEF Maria Amélia Wakamatsu e “Estrelas do Amanhã”, da EMEF Silvana Maria Ribeiro de Almeida, estarão se apresentando na 2ª Mostra Cultural Teen Intermunicipal, no Espaço Cultural da Igreja dos Mórmons, na região central de Taubaté.

Já na quinta-feira (12), às 19h, a apresentação irá reunir cerca de 50 vozes no Largo São Benedito (ao lado da Igreja de São Benedito), no Centro de São José, para o lançamento da “Árvore Cantante”, que faz parte da decoração natalina da cidade.

A apresentação reúne alunos de cinco corais do Programa Arte Viva: “Canta Homera”, “Maestoso”, o “Vivace”, da EMEF Dosulina Chenque Chaves de Andrade, “Lamartine Babo”, da EMEF a Vera Babo de Oliveira e o “Talento Ildete”, da EMEF Ildete Mendonça Barbosa.

Desde o início de dezembro, a programação teve apresentações dos corais “Norma do Encanto”, da EMEF Norma De Conti Simão; o “Cantabile”, da EMEF Luzia Levina Aparecida Andrade; o “Do – Si Soprano”, da EMEF Rosa Tomita, o “Passarinhos da Vida”, da EMEF Hélio Augusto de Souza e o “Estrelas do Amanhã”, da EMEF Silvana Maria Ribeiro de Almeida.

Além disso, o público se emocionou ao som da banda “BANMAG” da EMEF Professor Álvaro Gonçalves e da fanfarra “Fanfasom” da EMEF Professora Sônia Maria Pereira da Silva.

Câmara de São José vota pacote de benefícios para a educação

Medida prevê a ampliação da jornada de trabalho de professores de núcleos infantis e incorpora gratificação a salários. A Câmara de São José dos Campos deve votar na sessão de hoje um pacote de benefícios do governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT) para a Educação. O projeto, que será apreciado e deve ser aprovado pelos vereadores, altera o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos do Magistério.

A proposta contempla também funcionários administrativos da pasta. Entre as medidas está a ampliação da jornada de trabalho dos professores das Emeis (Escolas Municipais e Núcleos de Educação Infantil) para cinco horas diárias (seis horas/aula) e a padronização do trabalho pedagógico de pelo menos seis horas/aula diárias para todos os alunos da rede municipal de ensino da cidade.Outra medida regulamenta as atividades dos professores fora da sala de aula.Os professores têm direito a desenvolver atividades educacionais fora da sala de aula, em casa, por exemplo, até um terço da sua carga horária diária de trabalho. Também está previsto no projeto a incorporação ao salário dos professores, de forma gradual, a gratificação de 20% do HTC (Horário de Trabalho Coletivo). Atualmente, essa gratificação não é incorporada aos vencimentos dos professores para fins de aposentadoria.

O secretário municipal de Educação, Célio Chaves, relatou que as mudanças propostas atendem normas federais e serão implantadas gradualmente para não impactar a folha de pagamento da pasta. Segundo ele, as medidas vão custar cerca de R$ 40 milhões para a prefeitura. “O município não tem condições de arcar com esse valor de um só vez”, declarou. A previsão é que as alterações propostas sejam implementadas até 2016. Chaves informou que outra medida importante é a criação de mais 500 vagas de professores para atender a expansão da rede municipal de ensino. “As vagas serão preenchidas gradualmente, de acordo com a expansão da rede”. Apoio. O projeto do governo petista não vai encontrar obstáculos na Câmara. O bloco oposicionista já se manifestou favorável. “Não vamos pedir prazo de emenda porque trata de benefícios para o servidor”, disse Juvenil Silvério, líder do PSDB no Legislativo. O Sindicato dos Servidores Municipais também apoia o projeto e está convidando professores e funcionários da Educação para acompanhar a votação hoje na Câmara.

Após ser notificado em agosto deste ano pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) a devolver verba aos cofres públicos, a ONG Mamulengo Social voltou a ser comunicada pelo órgão.
A decisão de notificação foi publicada no dia 12 deste mês no Diário Oficial. A ONG deve devolver R$ 208,6 mil à Prefeitura de São José por falta de prestação de contas, em um prazo de 15 dias.
Segundo o relatório assinado pelo conselheiro Dimas Eduardo Ramalho, a nova notificação acontece após a falta de informação e a mudança de endereço da entidade. O VALE procurou o responsável pelo instituto, Flaunizio Avelar Faria, mas não conseguiu contato. O Mamulengo manteve, por cerca de dois anos, contrato com a prefeitura para administrar o “crechão” do Campo dos Alemães, na zona sul.

Com problemas para pagar os funcionários, a instituição acabou encerrando as atividades e deixando a administração da creche. Cerca de 200 empregados não receberam. Essa é a segunda notificação que o instituto recebe. A primeira aconteceu em agosto último. À época, Faria disse que contava com um defensor constituído e que o valor não poderá ser pago por falta de recursos. Ninguém do TCE quis comentar a notificação ou falar sobre o caso.

FONTE: O Vale

Escolas públicas recebem materiais esportivos nesta sexta-feira

A Prefeitura entrega nesta sexta-feira (11), véspera do Dia das Crianças, os kits de materiais esportivos fornecidos pelo Governo Federal. Serão beneficiadas 120 escolas públicas de São José dos Campos (46 municipais e 74 estaduais), além de 27 unidades municipais destinadas à prática de esportes, como centros comunitários e esportivos, ginásios, quadras e poliesportivos. A distribuição, a partir das 10h30, será no Centro Poliesportivo do Campo dos Alemães (Rua Walter Dellu), com a presença do prefeito municipal, além de exibição de capoeira e apresentação de dança de crianças e jovens da região. Está prevista a participação de vereadores, secretários municipais e representantes do Ministério do Esporte e da Delegacia Estadual de Ensino.

Neste ato, a cidade vai receber 11 bandeiras do Brasil, 1.831 bolas (387 de vôlei, 392 de basquete, 394 de futsal e 658 de handebol) e 1.965 jogos de damas, além de 130 redes de vôlei, 138 de basquete e 136 de futsal, que também servem para o handebol. Para o secretário de Esportes, a chegada desses conjuntos de materiais, sem custo para o Município, oferece mais condições para a prática esportiva em São José. “É um presente para nossos alunos, que terão uma estrutura melhor para motivá-los a se desenvolver nas modalidades”, disse o secretário.

Os artigos foram produzidos em fábricas de material esportivo dos programas Pintando a Liberdade e Pintando a Cidadania, ambos do Governo Federal. O primeiro promove a ressocialização de internos do sistema penitenciário, e o segundo envolve as pessoas em situação de risco social, com o objetivo de incluir moradores de comunidades carentes no mercado de trabalho. Toda a produção é distribuída em núcleos, escolas e entidades de todo o país.

Prefeitura seleciona professores substitutos para 2014

A Prefeitura de São José dos Campos vai abrir as inscrições para o processo seletivo que visa a contratação de professores (I e II) eventuais e substitutos. Os educadores vão atuar nas escolas municipais durante o ano letivo de 2014. O prazo para a inscrição começa a valer a partir do dia 30 de setembro e vai até 4 de outubro. Para se inscrever, os candidatos devem procurar uma das 22 escolas escolhidas como postos. A relação completa também está afixada em todas as escolas municipais de Ensino Fundamental, Educação Infantil e na Secretaria de Educação.

Podem se inscrever professores formados ou estudantes do 4° ano dos cursos de Pedagogia ou licenciaturas (com previsão de conclusão de curso até 31 de julho de 2014). A classificação provisória será publicada no site da Prefeitura de São José (www.sjc.sp.gov.br) no dia 11 de novembro. O valor da hora-aula vigente está fixado na Lei nº 8900/2013 e corresponde a R$ 9,82 (nove reais e oitenta e dois centavos) para professor I e Professor II. Os professores classificados conforme a pontuação (de acordo com o edital) serão chamados conforme a demanda da Secretaria de Educação.

 Não há taxa de inscrição.

Escolas Particulares podem ficar com a mensalidade mais cara

Escolas particulares da região já começaram a enviar comunicados aos pais de alunos sobre o reajuste na mensalidade do próximo ano, que pode chegar a 11%. A meta da inflação fixada pelo Banco Central é de 4,5% para 2013. A inflação do setor de serviços, porém, tende a ser mais elevada que a inflação geral. Segundo a diretora regional do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo), Maria Helena Dutra Bitelli Baeza, o reajuste, que ocorre anualmente, é justificável não só pelo aumento da inflação.

“Além da inflação, houve aumento de insumos (bem ou serviço utilizado na produção de outro bem ou serviço), aumento real do salário dos professores e algum benefício pedagógico que a escola tenha feito. 70% dos custos de uma escola tem a ver com a folha de pagamento, por exemplo .” Já para a diretora administrativa do colégio técnico Opção, Janaína Dias, o aumento não se deve pela inflação. “Não existe uma conjuntura inflacionária, mas percebemos que os custos estão aumentando, desde as contas de água e luz à mão de obra”, disse.

Para ela, as escolas devem ser transparentes e explicar aos os pais a razão do aumento, assim como negociar as formas de pagamento para não haver inadimplência e nem mudança de escola. “A escola tem suas necessidades, mas entende que a família também precisa se adequar. É preciso ser flexível nas negociações”, diz. O índice gerou críticas de pais de alunos. “Eu não acho o aumento justificável. A gente gasta com mensalidade, lanche, que não está incluído,e livros didáticos, fora o material de apoio e aquela lista enorme de coisas, que vem no começo do 1º e do 2º semestres”, afirma o contador Eder Cursino, pai de um aluno de 7 anos da rede particular.
Para ele, parte do material solicitado deveria estar incluso no valor da mensalidade.

O Procon de São José está orientando pais de alunos sobre o reajuste. De acordo com a coordenadora do Procon, Aparecida Santana Borges, a regra é a seguinte: o valor será calculado sobre o valor da última parcela fixada no ano anterior, multiplicado pelo número de parcelas do período letivo. A esse valor poderá ser acrescido montante proporcional a variação de custos a título de pessoal e de custeio. O valor total terá vigência por um ano e será dividido em 12 ou 6 parcelas iguais.

Programa do MEC beneficia aliado de Carlinhos na cidade

O grupo Cetec Educacional, sediado em São José dos Campos, foi contemplado com 20.000 vagas para cursos profi ssionalizantes oferecidas pelo governo federal por meio do Sisutec (Sistema de Seleção da Educação Profissional e Tecnológica), quase 10% do total disponibilizado para todo o Brasil (foram 239.792). O convênio vai injetar pelo menos R$ 112 milhões nos cofres do grupo até o ano que vem, caso todas as vagas sejam preenchidas o prazo para inscrições se encerra amanhã. O Cetec controla atualmente quatro instituições de ensino, entre elas a Etep e a Faculdade IBTA, e tem como presidente o empresário Thiago Rodrigues Pêgas, filiado ao PT. Ele chegou a ser cotado para compor o secretariado do governo Carlinhos Almeida (PT).

O Ministério da Educação nega ter privilegiado o grupo Cetec e diz que as vagas dos cursos técnicos foram distribuídas entre todas as instituições que fizeram adesão ao programa. A pasta não divulgou os critérios usados para essa divisão. Thiago Pêgas afirmou que suas instituições passaram por “rigorosa avaliação” do MEC antes de serem contempladas com cursos. O Sisutec foi lançado em julho pela presidente Dilma Rousseff (PT) com a proposta de facilitar o ingresso de estudantes carentes nos cursos de qualificação do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

Os cursos, voltados a jovens que já concluíram o Ensino Médio, têm entre 800 e 1.200 horas de duração (entre um ano a um ano e meio). Segundo o Ministério da Educação, as instituições de ensino privadas que participam do programa são remuneradas de acordo com o número de alunos matriculados e com a região onde os cursos são oferecidos. Em São José, o repasse por aluno foi fixado em R$ 7 para cada hora de aula, totalizando R$ 5.600 no curso com menor duração (de 800 horas) e R$ 8.400 no mais longo (1.200).

O grupo Cetec foi o terceiro que mais recebeu vagas em todo o país, sendo superado somente pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, de Recife (PE), contemplado com 37.500, e o Centro Universitário Sant’Anna, de São Paulo (SP), com 21.600. O Cetec controla atualmente a Etep, a Faculdade IBTA, a Faculdade Bilac e a Faculdade Vila Matilde (Faatesp), mas somente as duas primeiras foram incluídas no Sisutec. Tabelas do MEC mostram que o grupo absorveu mais de 90% das vagas destinadas a São José pelo programa. Foram 11.000 (9.000 na Etep e 2.000 no IBTA), em um universo de 12.140 o Colégio Tableau recebeu 1.120 vagas e o Senac, outras 20.

As 9.000 vagas restantes do Cetec foram distribuídas nos outros três municípios onde a instituição mantém unidades: Taubaté, Jacareí e capital. A oferta de cursos técnicos gratuitos do governo federal em São José foi uma das principais bandeiras do prefeito Carlinhos Almeida como deputado federal e, posteriormente, candidato ao Paço. A abertura das vagas do Sisutec chegou a ser divulgada em mais de uma ocasião no site oficial da prefeitura. A relação de instituições contempladas na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte inclui ainda a Faculdade São Sebastião, com 210 vagas, e o Centro Universitário Módulo, de Caraguatatuba, com outras 600.

‘Fomos escolhidos pela nossa capacidade’, diz presidente do grupo. O MEC informou que as vagas dos cursos do Sisutec foram distribuídas entre todas as instituições que fizeram adesão ao programa. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, novas adesões poderão ocorrer nas próximas edições do Sisutec (serão duas por ano). O presidente do grupo Cetec Educacional, Thiago Pê-gas, disse que “o MEC fez uma avaliação rigorosa das instituições que se candidataram às vagas”. “Ganhou quem tinha uma avaliação satisfatória do MEC e comprovou a estrutura e capacidade de atender a demanda dos cursos, que foi o nosso caso”, afirmou.

O empresário sustenta que sua ligação com o PT e o prefeito Carlinhos Almeida não pesaram nesse processo. “Não acredito que tenha havido indicação política.” “O processo de seleção foi todo feito pelo sistema do MEC, eletronicamente. O ministério exigiu muita coisa. Fomos escolhidos porque atendemos as exigências.” Procurada, a prefeitura se limitou a informar que não participou do processo de escolha das instituições.

Estado veta municipalização de 10 novas escolas na cidade

A Secretaria de Estado da Educação vetou a munici-palização de 10 escolas estaduais em São José dos Campos, quatro delas na zona rural da cidade. A proposta faz parte de um pacote de 22 escolas estaduais que o governo Carlinhos Almeida (PT) pretendia municipalizar até 2016. Com a negativa do Estado, confirmada na semana passada, as metas terão que ser revistas. “Teremos que retomar a negociação com um novo governo, a partir de 2015”, disse Célio Chaves, secretário de Educação de São José. Segundo ele, as “portas” da municipalização foram fechadas pelo secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald.

Em encontro com professores estaduais na semana passada, em São José, Voorwald teria confirmado aos servidores que não aceitaria a municipalização. A justificativa seriam as dificuldades que o processo traria para professores estaduais, que perderiam benefícios pagos pelo Estado. Oficialmente, a Secretaria de Estado da Educação informou que é do Estado a primazia em oferecer escolas para municipalização, e que o convênio com São José não chegou a ser firmado. Para Chaves, a negativa do Estado atrapalha o projeto de ampliação da rede municipal de ensino, que vai ganhar seis novas escolas até 2016. As unidades estaduais faziam parte do pacote. “A fila de 8.000 estudantes pedindo transferência para escolas municipais mostra como há uma preferência pela nossa rede”, disse Chaves.

Segundo ele, há unidades estaduais com salas vazias ou pouco utilizadas próximas a escolas municipais sem vagas, o que provoca um desequilíbrio na rede de ensino fundamental, cuja responsabilidade é dividida entre município e Estado. “As famílias preferem as escolas municipais porque estamos mais próximos e podemos acompanhar o dia a dia.” Mesmo assim, o secretário de Educação não acredita que o episódio vá alterar a relação da cidade com o Estado. A municipalização depende da concordância do Estado e do município. Dirigentes e professores das unidades também são ouvidos. Feita a municipalização, os professores estaduais da escola são cedidos ao município, que ressarce o Estado pelo salário pago aos educadores.

Em contrapartida, a cidade recebe o valor do Fundeb, que é repassado pelo número de alunos das unidades municipalizadas. Nas 10 escolas estaduais, com cerca de 3.000 alunos, São José poderia receber cerca de R$ 12 milhões por ano. A Secretaria de Estado da Educação informou que o processo de municipalização de 10 escolas estaduais de São José dos Campos não chegou a ser aberto. Houve apenas uma consulta ao Estado, que tem a primazia de indicar aos municípios a possibilidade de municipalizar unidades estaduais.

No caso de São José, a indicação foi do município, mas acabou não sendo aceita pelo Estado. O convênio não foi fechado. O VALE apurou que o secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald, em encontro com professores estaduais na semana passada, teria informado que o governo não aceitaria a municipalização em São José. A justificativa é que a troca tiraria benefícios que os professores recebem no Estado e deixariam de receber no município, o que provocaria reações.