Acordo firma instalação de instituto do ITA E MIT na cidade

Um acordo firmado ontem entre o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), dos EUA, prevê a instalação de um centro de inovação do setor aeroespacial em São José dos Campos.

O convênio, que também inclui expansão do intercâmbio entre alunos das duas universidades, foi assinado pelo reitor do ITA, Carlos Pacheco, que integra a comitiva da presidente Dilma Rousseff (PT) em visita aos EUA desde anteontem. “Com o acordo queremos repensar a maneira como ensinamos engenharia e quais cursos novos vamos abrir”, afirmou Pacheco.

Nos próximos seis meses, as duas instituições trabalharão juntas na formatação da parceria, que já tem definida a concessão de 50 bolsas de estudo para doutores brasileiros estudarem no MIT. “Vejo (a parceria) com bastante otimismo e excelentes perspectivas, primeiramente para o ITA. Se isso vai beneficiar a indústria, é consequência. É um passo muito interessante”, disse o presidente da AAB (Associação Aeroespacial Brasileira), Paulo Moraes Júnior.

Ele lembrou que o MIT foi um dos colaboradores da fundação do ITA em 1950, com a implantação da mesma filosofia de ensino. “É um modelo de integração entre escola e residência no campus, o que possibilita um contato maior entre professor e aluno. O MIT é uma instituição bastante respeitada e muita gente que estudou lá se tornou empreendedor”, disse Moraes.

Além do MIT, a comitiva brasileira, que também conta com os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, visitou ontem a Universidade de Harvard, onde foi oficializada nova parceria para intercâmbio. Para Moraes Junior, parcerias com as instituições norte-americanas são benéficas pois há defasagem no número de engenheiros formados no país.

“Nós não estamos encontrando engenheiros. Apesar do esforço de todas as escolas, formamos poucos engenheiros. O MIT vem para agregar valor, não para concorrer. A cidade tem corpo para absorver uma instituição desse porte”, afirmou Moraes Júnior.

Após visita, Mercadante afirmou que o governo brasileiro negociava com a universidade a implantação de uma sede no Brasil. A assessoria do MIT desmentiu o ministro, afirmando ter havido um mal entendido, e ressaltou que o instituto não abre unidades de ensino fora dos Estados Unidos.

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, com sede em Cambridge, foi fundado em 1861 e é um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia. Hoje, há 58 estudantes brasileiros no MIT. Já o ITA recebe por aluno 120 novos alunos.

O Vale

Prefeitura realiza recuperação no Centro da cidade

O Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) e a Prefeitura de São José dos Campos preparam edital para a requalificação urbanística e arquitetônica da praça Padre João (Matriz), uma dos principais marcos históricos da cidade. O objetivo é envolver a sociedade no plano estratégico Centro Vivo, que prevê a revitalização do perímetro do centro de São José.

O edital deve ser lançado este mês ou em maio e tem como público alvo arquitetos, segundo a diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo. Ela explicou que a proposta é que os arquitetos estudem e apresentem propostas para revitalizar a praça da Matriz e entorno, até as proximidades do Mercado Municipal.

“Queremos receber sugestões do que pode ser feito nesse espaço, para torna-lo mais bonito e agradável”, disse a diretora do Ipplan. A previsão é que os profissionais terão prazo de 60 dias para apresentar propostas. Os vencedores receberão premiação, ainda não definida, e as propostas serão incorporadas ao programa do Centro Vivo.

Segundo Cynthia, o edital vai detalhar que tipo de equipamento urbano a prefeitura planeja implantar no local. “Entre eles, planejamos criar um bicicletário, melhoria no passeio público e fachadas”, afirmou. Cynthia explicou que a praça da Matriz foi escolhida para o primeiro concurso público urbanístico do projeto por ser um dos principais marcos de São José dos Campos.

Além disso, a recuperação urbanística e arquitetônica da praça contempla o projeto de revitalização do entorno do mercadão. As laterais do mercado, a travessa Chico Luiz e a rua Sete de Setembro (trecho do Mercadão) deverão ser transformadas em calçadão.

“A intenção é que a área tenha lazer e diversão noturna, para atrair público para esse horário”, disse a diretora. Cynthia afirmou também que o Ipplan planeja conversar com a Mitra Diocesana a respeito da Igreja Matriz. Segundo ela, a intenção é dar ao templo religioso mais visibilidade e importância no contexto do centro. “Queremos desenvolver um grande projeto, em conjunto com a Mitra, para a Igreja, para que ela não permaneça fechada”, afirmou Cynthia.

A proposta do Ipplan foi bem recebida pela AEA (Associação de Engenheiro e Arquitetos) de São José. O presidente da entidade, Carlos Vilhena Paiva, considera a proposta positiva. “A AEA planeja colaborar com o Ipplan no que puder”, afirmou Paiva. Segundo ele a entidade pretende inclusive divulgar para os associados o edital do concurso público.

Sentimento. Pesquisa qualitativa realizada pelo Ipplan em janeiro para saber a opinião da população sobre o centro aponta que a praça da Matriz é vista como um dos principais marcos históricos da cidade, que remete às raízes de São José. Para a população, o local precisa ser recuperado.

O Vale

Prefeitura criará Centro de Autonomos na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos inaugura nesta segunda-feira (2 de abril), às 14h, o Centro de Serviços Autônomos. O projeto visa promover oportunidades para o trabalhador autônomo por meio de um processo de capacitação, orientação, seleção e recolocação profissional.

O Centro atenderá gratuitamente profissionais autônomos de todas as categorias, indivíduos que atuam na informalidade e também empreendedores autônomos. O local vai funcionar na Rua Major Antônio Domingues, 354/356, no centro da cidade. O trabalho será coordenado pela Secretaria de Relações do Trabalho.

O Centro vai facilitar o ingresso do trabalhador autônomo no mercado de trabalho e gerar segurança aos clientes contratantes. A proposta também visa estimular o espírito empreendedor, com foco no desenvolvimento econômico, e geração de renda, além de diminuir a vulnerabilidade e a desigualdade social.

Um dos programas da Prefeitura de São José que será transferido para o Centro de Autônomos é o Disque-Serviços, que hoje funciona no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), e tem um cadastro de profissionais autônomos para serviços particulares, como jardinagem, pintura, instalação elétrica. O Centro também disponibilizará pessoas para funções de cuidador, chef de cozinha, personal training, entre outras atividades em ascensão no mercado de trabalho.

Inicialmente o local fará cadastro e acompanhamento dos profissionais autônomos e promoverá cursos contínuos para a formação desses trabalhadores. Com o tempo, novos serviços, já previstos, serão apresentados à população, que terá atendimento no local de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30.

Para o cadastramento de trabalhadores autônomos serão exigidos os seguintes documentos: carteira de identidade e de trabalho, CPF, título de eleitor, registro do INSS, comprovante de residência, atestado de bons antecedentes, cartas de referências, foto 3×4, currículo e certificado de curso (nesse caso para quem não tem experiência mínima de um ano comprovada).

Prefeitura Municipal

Após temporal Prefeitura da cidade monta Força-Tarefa

O dia de ontem foi de muito trabalho em São José. Quase 20 horas após o temporal de 45 minutos que castigou a cidade, o trânsito ainda era caótico por volta das 13h, com as principais ruas do centro interditadas. Os moradores reclamavam da falta de energia e água em pelo menos nove bairros.

A maior parte do trabalho, como limpeza e liberação do trânsito, só foi feita à tarde, mas havia chance de algumas árvores serem retiradas só hoje. Os serviços de água e energia ficaram prejudicados o dia todo e só seriam normalizados à noite nas zonas sul e leste.

Moradores reclamaram da demora no atendimento emergencial da prefeitura e da EDP Bandeirante. Alguns moradores do Jardim Esplanada chegaram a improvisar interdições de trânsito em uma rua. Após a chuva, 50 homens trabalharam na limpeza na noite de terça. Só ontem de manhã, a prefeitura decidiu destacar uma equipe de 100 homens para agilizar o trabalho.

Enquanto isso, moradores contabilizavam prejuízos e ainda lembravam do medo por conta da ventania. O ajudante geral Geraldo Silva, 65 anos, morador na Vila São Geraldo, zona norte, teve a casa alagada. Segundo ele, a água chegou a 1 metro de altura. “Foi um susto. Joguei o que podia em cima dos móveis e, mesmo assim, perdi minha cama.”

A ambulante Maria Aparecida Lorena, 43 anos, que trabalha na Praça Afonso Pena, perdeu tudo. “O vento quebrou meu carrinho e espalhou tudo. Tive prejuízo de R$ 2.000.” A região central foi a que sofreu maior impacto. Até as 13h, o trecho da rua 15 de Novembro entre a Coronel José Monteiro e a Rubião Júnior permanecia interditado para a retirada de árvores e remoção de fios de alta tensão que despencaram com a força do vento.

Na praça Afonso Pena, próximo ao prédio da antiga Câmara, só uma faixa dava passagem ao veículos. As agências bancárias e lotéricas do centro também não funcionaram até o meio da tarde por conta da falta de energia. “Vim resolver um problema de empréstimo, mas o banco não tem previsão de quando volta a funcionar”, disse o vigia Edmilson Oliveira, 43 anos.

O trânsito ainda ficou prejudicado em outros locais, como na João Guilhermino, por conta de semáforos quebrados. Ao todo, 13 tiveram problemas. A falta de água atingia ainda ontem à tarde nove bairros Campo dos Alemães, Morumbi, Residencial União e Dom Pedro, na zona sul, além de Eugênio de Melo, Galo Branco, Jardim da Granja, Bosque dos Ipês e Vista Verde, na leste.

A Sabesp informou que o problema foi causado pela queda de energia que afetou a captação, mas o serviço retornaria ainda ontem.

O Vale

Pesquisa aponta quatro novos Ponto Histórico da cidade

Quais são os principais marcos do centro de São José dos Campos? Se você pensou na orla do Banhado como sendo um deles, acertou. Mas a população considera outros pontos como ícones que remetem ao centro. A Praça Afonso Pena, o Mercado Municipal e o Calçadão da rua Sete de Setembro são outros.

Esse quarteto é a cara do centro, revela a pesquisa realizada pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) sobre a percepção e a imagem que a população tem do tradicional centro. A coordenadora da pesquisa, Maria Angélica de Avellar Silva, conta que a escolha dos ícones do centro foi feita de forma espontânea, como parte dos debate sobre a região com os oito grupos de trabalho. “Esses marcos foram mencionados em todos os grupos de trabalho”, afirmou.

Para a população, a orla do Banhado representa “exuberância” pela sua beleza. Foi considerado um dos pontos altos da cidade. No entanto, na avaliação da comunidade, a orla não é bem aproveitada e a sugestão é que, para, de fato, se parecer com uma orla marítima, precisa de transformações, como bares, restaurantes e passeios.

Já o Mercado Municipal, segundo revela a pesquisa qualitativa, significa “aconchego”, um local de cenários de lembranças do passado e que hoje pode ser transformado em um ponto de diversão e relaxamento. O mercadão foi considerado um dos principais marcos históricos do centro.

A praça Afonso Pena, apesar de já não ser a mesma e hoje abrigar diversas “tribos” e até ser repelida por muita gente, ainda é considerada a mais bela da cidade. Maria Angélica relata que os grupos trabalho definiram a Afonso Pena como “imponente” pela sua localização e tamanho. Afirmaram que é preciso resgata-la para que ela possa voltar a ser utilizada novamente pela comunidade.

A tradicional feira de artesanato realizada todos os sábados na praça foi mencionado com um dos chamarizes do local. A sugestão é que a feira seja incrementada e sejam criados espaços para atividades culturais, incentivos a instalação de bares e lojas diferenciadas no seu entorno.

Principal polo do comércio popular do centro, o Calçadão da rua Sete de Setembro, na avaliação da população, representa “vitalidade” pelo grande fluxo diário de pessoas na rua. Ele é considerado muito útil para o centro e importante para a cidade.

Dois outros marcos foram lembrados pelos grupos que participaram da pesquisa qualitativa a praça Padre João (Matriz) e a praça João Mendes (Sapo). A Matriz é vista como sendo a “ancestralidade” de São José e remete às raízes da cidade, um lugar para se contemplar.

Na avaliação dos grupos, a João Mendes também representa recordação do passado da cidade e foi considerada um lugar que transmite delicadeza, porém, o espaço é visto como o mais abandonado de todos os marcos do centro. Para a diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, a identificação espontânea desses locais como marcos importantes para o centro e para cidade reforça as propostas do instituto para a região.

“Na orla do Banhado, por exemplo, o plano estratégico Centro Vivo prevê a construção de um boulevard, com passeios amplos e espaços para lazer e diversão”, disse.

O Vale

Centro da cidade necessita de restauração em pontos históricos

O centro tradicional de São José dos Campos possui valores simbólicos e da origem da cidade, mas não representa mais a São José dos dias atuais. Ao mesmo tempo, a comunidade aponta que a região é importante e deseja que o centro volte a pulsar novamente, mas em sintonia com as transformações cotidianas da cidade.

Essas são algumas das conclusões da pesquisa qualitativa realizada pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) para saber qual a percepção e a imagem que população tem sobre o centro e o que ela deseja para a região. A pesquisa, realizada em janeiro, revela que a comunidade quer voltar a ocupar espaços na região, mas não se sente à vontade pela degradação do local.

Outra conclusão considerada importante pelo Ipplan é que a população não quer uma ruptura com o centro, mas o seu resgate. Entre as queixas estão a falta de opções de lazer e o abandono do centro após as 18h, quando o comércio encerra as atividades.

Realizada em janeiro, a pesquisa reuniu oito grupos com dez moradores cada para debater a proposta. Foram selecionados aleatoriamente pessoas de todas as classes sociais, faixa etária, frequentadores e não frequentadores do centro. Todos os participantes residem em São José há pelo menos cinco anos.

Para a diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, o resultado da sondagem qualitativa mostra que a população quer que o centro de São José seja resgatado e volte a ocupar lugar de destaque no cenário municipal. “Entendemos que a comunidade considera o centro muito importante, guarda a história da cidade, mas precisa ser resgatado”, afirmou.

Ela avalia que o trabalho será essencial para o plano de revitalização da área elaborado pelo Ipplan em parceria com a prefeitura. O arquiteto e urbanista Flávio Mourão considera fundamental a elaboração de um plano diretor específico para centro, como medida para a revitalização da região.

Ele avalia que o centro está esvaziado político e economicamente. “O poder político saiu do centro e nem mesmo o comércio tradicional é o mesmo. O centro perdeu a sua importância”, afirmou Mourão. Ele avalia que o processo de esvaziamento da região foi acelerado com a transferência da Câmara da praça Afonso Pena para a avenida Teotônio Vilela, ao lado da prefeitura.

“Para o centro recuperar a sua importância no cenário da cidade, é preciso elaborar um plano diretor específico para região que contemple incentivos à moradia, ao transporte de massa, entre outros quesitos urbanísticos. É preciso debater com a sociedade”, afirmou o arquiteto.

Para ele, intervenções pontuais não irão recuperar o centro. “Não adianta fazer isso. É preciso um plano geral para toda a região.” Ele considera importante ações para revitalizar a área, como o projeto Centro Vivo, mas critica a forma como o plano é executado. “Um plano tem que nascer de amplos debates com a comunidade e não de reuniões fechadas.”

Para o presidente da AEA (Associação de Engenheiros e Arquitetos), Carlos Vilhena Paiva, o centro perdeu e não vai mais recuperar suas características do passado. “É precisa ser renovado, ter novos atrativos para que a população volte a frequenta-lo”.

Ele considera importante remodelar o sistema de transporte na região. “O transporte de massa passa ao largo do centro. É preciso repensar”. Ele considera importante o trabalho do Ipplan sobre o centro e disse que a AEA vai colaborar com o instituto.

O Vale

Novo Centro de Tecnologia será inaugurado na cidade

O Parque Tecnológico São José dos Campos e a Ericsson lançaram nesta terça-feira (20) o Centro de Desenvolvimento de Tecnologias de Informação e Comunicação e Multimídia (CDTIC). O principal objetivo é desenvolver competências e soluções inovadoras nas áreas de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) e contará com a Ericsson como empresa-âncora, selecionada por meio de chamada pública.

O foco do CDTIC será no desenvolvimento de soluções de comunicação que irão ajudar a tornar realidade a Sociedade Conectada, principalmente em áreas como transporte e segurança, envolvendo a computação em nuvem, banda larga e mobilidade em suas plataformas de inovação. Hoje, para cada 10% de aumento na penetração da banda larga, há um incremento de 1% no PIB. Além disso, para cada mil novos usuários de banda larga, 80 empregos são criados.

O CDTIC pode vir a contar com a parceria de instituições de pesquisas tecnológicas como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e, eventualmente, com mais empresas.

“Esta iniciativa visa incentivar a inovação para o desenvolvimento tecnológico brasileiro. Temos investido continuamente em pesquisa e desenvolvimento no país, somando nos últimos 15 anos investimentos em torno de R$ 900 milhões”, destaca Lourenço Coelho, vice-presidente de Estratégia e Marketing da Ericsson para a América Latina e o Caribe.

“Estamos muito satisfeitos com essa parceria que nos permitirá trazer ainda mais benefícios da Sociedade Conectada para o Brasil. Prevemos que até 2020 mais de 50 bilhões de dispositivos estarão conectados em todo o mundo, sendo mais de 2 bilhões apenas no país.”

Pesquisa

Uma das atuações do Parque Tecnológico de São José dos Campos é promover a interação entre instituições de ensino e pesquisa, empresas, governos e entidades de fomento e investimento visando à inovação tecnológica. Para isso, faz parte do programa de trabalho a implantação dos Centros de Desenvolvimentos Tecnológicos. Espaços para o desenvolvimento de tecnologias específicas por meio de parceiras entre empresas-âncora, universidades e entidades de pesquisa. Atualmente, o Parque tem centros nas áreas de energia, aeronáutica, saúde e recursos hídricos e saneamento ambiental.

Ericsson

É a líder mundial no fornecimento de tecnologias e serviços de comunicação. Oferece serviços, software e infraestrutura em Tecnologias da Informação e Comunicação para operadoras de telecom e outras indústrias. Hoje, mais de 40% do tráfego móvel global passa pelas redes da Ericsson.

Atuando em 180 países, a empresa tem mais de 100 mil funcionários. Fundada em 1876, a Ericsson está sediada em Estocolmo, na Suécia. Em 2011, a empresa gerou receitas de US$ 35 bilhões (226,9 bilhões de coroas suecas). A Ericsson está listada nas bolsas de valores NASDAQ OMX (Estocolmo) e NASDAQ (Nova York).

Prefeitura Municipal

Prefeitura realiza mudanças no centro da cidade

O ponto de ônibus da Rua Major Antônio Domingues (altura da antiga Lacave), na região central de São José dos Campos, será desativado temporariamente a partir desta segunda-feira (19). As mudanças ocorrerão em função das obras de pavimentação no trecho entre as ruas Francisco Berling e Euclides Miragaia. As linhas de ônibus terão o itinerário alterado.

Os passageiros das 36 linhas que seguem para a Avenida Adhemar de Barros, deverão embarcar no ponto próximo a Planeta Motos (início da Avenida Adhemar de Barros). Os ônibus que utilizam a Avenida João Guilhermino farão o itinerário pela Rua Francisco Berling, acessando então o ponto da Praça Kennedy na avenida. Onze linhas seguirão esse itinerário.

Serão investidos R$ 202 mil para a reconstrução da Rua Major Antonio Domingues, com a retirada dos 130 metros do asfalto atual, obras de drenagem, prolongamento de 60 metros de galeria e criação de duas rampas para deficientes físicos. No período das obras, o trânsito no local será permitido apenas para moradores e comerciantes do trecho.

Toda a área será sinalizada e agentes de trânsito estarão no local, durante os primeiros dias da interdição. Dúvidas ou reclamações deverão ser encaminhadas ao telefone 156. Confira as linhas que sofrerão alterações com a mudança temporária do ponto de ônibus da Avenida Major Antonio Domingues para as avenidas Adhemar de Barros e João Guilhermino.

Prefeitura Municipal

Escola de ensino Aeroespacial ficará pronto apenas em 2014

O centro de capacitação aeronáutica e de defesa do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) que será instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos vai demandar investimento de R$ 84 milhões e será inaugurado em 2014.

Conforme antecipado ontem por O VALE, a unidade vai oferecer 5.800 vagas por ano, sendo 5.000 em cursos gratuitos voltados para a qualificação e aprendizagem. As demais vagas serão para ensino superior e destinadas por cursos tecnólogos, com mensalidade de R$ 650. No entanto, haverá condições especiais para alunos de baixa renda.

Ontem, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo, o presidente estadual do Senai, Paulo Skaf, assinou parceria com o governo francês para auxiliar na formalização da grade curricular e estrutura da unidade, que terá 21 mil metros de área construída.

O acordo envolveu empresas do setor aeroespacial francês, entre elas a Dassault, que concorre com a sueca Saab e a norte-americana Boeing no fornecimento de caças à Força Aérea Brasileira pelo programa F-X2, e a Thales, líder mundial em tecnologia para o mercado aeroespacial, de defesa e transportes.

As empresas e o governo francês ficarão responsáveis pelo intercâmbio de informações para a realização dos cursos. “A intenção é que nossos técnicos e professores vão à França e os deles venham para cá, e assim formarmos o melhor conteúdo teórico e prático”, disse Skaf.

O embaixador da França no Brasil, Yves Edouard Saint-Geours, creditou a assinatura da parceria de ontem ao acordo firmado entre o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da França Nicolas Sarkozy em 2008.

“A parceria envolvia transferência de tecnologia e recursos humanos. O alvo do governo não são parcerias comerciais, mas algo mais integrado”, disse o embaixador. Skaf salientou que o centro não terá exclusividade dos franceses e revelou interesse de outros países, como os Estados Unidos, em novas parcerias em troca de transferência de tecnologia.

A implantação da unidade do Senai depende da aprovação do conselho administrativo do Parque Tecnológico e da prefeitura para a doação de área, o que, segundo Skaf, deve acontecer nos próximos dois meses. O Senai custeará 100% do prédio, sem financiamento. “Serão R$ 64 milhões para a unidade de aeronáutica e outros R$ 20 milhões para a unidade de defesa, que ficará no mesmo local”, disse o presidente do Senai e da Fiesp.

A Prefeitura de São José não comentou o assunto. Por meio de sua assessoria, informou que aguarda a aprovação do convênio para a instalação da unidade entre Parque Tecnológico, prefeitura e Senai para falar sobre o centro.

O Vale

Centro de formação Aeroespacial será instalado na cidade

O Parque Tecnológico de São José dos Campos vai ganhar uma unidade do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) voltada para a formação de mão de obra para os setores aeroespacial e de defesa. O centro terá 5.800 vagas por ano e funcionará em uma área de 20 mil metros quadrados nas dependências do Parque.

A criação do centro teria partido de uma demanda das empresas Embraer e Helibras. Além de engenheiros, o setor aeronáutico sente a falta de projetistas e especialistas no manuseio de materiais compostos. Hoje, o presidente do Senai, Paulo Skaf firma parceria com o governo francês para a implantação da unidade no Parque Tecnológico. O evento acontece na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) com a presença das empresas Thales, Dassault, Safran e EADS.

“É um convênio para transferência de tecnologia, pois a França tem uma escola aeroespacial muito boa. Professores de lá virão dar aula”, disse o diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes, que se encontrou ontem com Skaf.

Ele negou que a parceria represente exclusividade das empresas francesas no centro de formação do Senai. “O Senai sempre tem parceria com empresas de fora. A França é uma dessas parceiras e é lógico que acordos serão assinados com outros países onde a escola desses setores é forte”, disse Fernandes.

Implantação. A instalação da nova unidade do Senai em São José depende da aprovação do conselho administrativo do Parque Tecnológico. A expectativa é que o lançamento oficial do centro de formação aconteça, no mais tardar, no início de abril.

“É um projeto completo, que contempla um centro de desenvolvimento e instituto de pesquisa”, disse o diretor do Parque Tecnológico, José Raimundo Coelho. A real participação do governo francês no desenvolvimento do centro de formação de mão de obra será conhecida hoje, bem como o valor do investimento e os detalhes sobre a grade curricular da unidade, que tem previsão para funcionar ainda este ano.

Reforço vai auxiliar na qualificação
Para o diretor do Cecompi (Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), Agliberto Chagas, a unidade do Senai chega “em boa hora”. “O melhor é que os alunos irão aprender fazendo, com o ‘know-how’ dos franceses. Temos novos projetos não só no setor aeronáutico como na área de defesa, então (o centro) é fundamental”, disse.

Anúncio acontece em meio à transição
O atual diretor do Parque Tecnológico, José Raimundo Coelho, não irá participar do evento na Fiesp. Em meio à sua transferência para a presidência da AEB (Agência Espacial Brasileira), Coelho irá permanecer cumprindo sua agenda em São José. A presença de seu substituto na direção geral do Parque, Horácio Forjaz, também não foi confirmada.

O Vale