Banco BNDES financiara novo instituto do ITA na cidade

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) vai participar da construção de um centro de inovação desenvolvido pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) em parceria com empresas do setor tecnológico em São José dos Campos.

O anúncio foi feito ontem pelo presidente do banco, Luciano Coutinho, que esteve em São José para ministrar uma palestra sobre as perspectivas da economia mundial na aula magna da instituição de ensino. Os detalhes sobre a participação do BNDES ainda não estão definidos, bem como o custo do centro. As empresas parceiras do ITA no projeto, como Embraer, Braskem, VSE, entre outras, atualmente trabalham na formatação do projeto para entrega-lo ao BNDES.

“Estamos em estágio inicial de conversa”, disse o presidente do BNDES. O centro poderá ser construído nas dependências do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) ou na área do ITA dentro do Parque Tecnológico.

O presidente do BNDES afirmou que apoiará o projeto pela “excelência do ITA” na formação de talentos. “Estamos abertos a pensar como fortalecer, ampliar, dobrar a capacidade deste instituto que polariza no seu exame de admissão o que há de mais criativo e capacitado entre os alunos brasileiros. Este instituto é a instituição de maior excelência dentro das instituições de excelência do país”, afirmou Coutinho.

A ideia do ITA é integrar seus alunos nas empresas participantes do centro de inovação desde os primeiros anos de curso por meio de convênios e bolsas de estudo. “Temos alunos reconhecidamente talentosos. Vamos fazer com que esses meninos se envolvam seja numa Embraer, numa Braskem e demais empresas”, afirmou o reitor da instituição de ensino, Carlos Américo Pacheco.

A construção do centro de inovação é um projeto paralelo ao crescimento no número de alunos do ITA. A instituição prevê dobrar, a partir deste ano, seu número de estudantes nos próximos cinco anos.

“Queríamos aumentar esse número de alunos o mais rápido possível, no entanto, há todo um processo que temos que aguardar como a abertura da licitação para a construção de um novo alojamento. Vamos crescendo aos poucos”, afirmou Pacheco.

O reitor lembrou que, no último vestibular da instituição, 570 estudantes atingiram nota suficiente para entrar no instituto, mas, pela limitação de vagas, 120 foram selecionados para os cursos. “Podemos duplicar nosso número de alunos sem correr o risco de perder a qualidade do ensino”, disse.

Presente no evento do ITA, o presidente da VSE (Vale Soluções em Energia), James Pessoa, destacou a importância da criação do centro de inovação. “Queremos ter uma maior relação com o ITA. Já trabalhamos juntos em alguns projetos, contratamos 15 engenheiros formados pelo ITA e queremos aproveitar essa parceria da melhor maneira possível”, afirmou Pessoa.

O vice-presidente de Tecnologia e Inovação da Braskem, uma das líderes mundiais em química sustentável, Edmundo Aires, também mostrou interesse em participar do desenvolvimento do centro. “Já temos conversas com o ITA sobre química verde”, disse o executivo.

O Vale

Portas giratórias serão retiradas de Bancos na cidade

Bancos devem começar nos próximos dias a retirar as portas giratórias das agências de São José dos Campos. Itaú e Bradesco serão os primeiros a adotar a medida. Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil ainda estudam a ação. Os demais não se manifestaram.

A medida visa diminuir ações na Justiça contra os bancos por danos morais devido ao constrangimento de clientes ao passarem pelo detector de metais. Em Taubaté e Jacareí, leis municipais obrigam os bancos a manterem o dispositivo de segurança, defendido pelas regionais do Sindicato dos Bancários.

“Somos contra tudo o que diminua a segurança do trabalhador e do usuário”, afirmou a presidente do sindicato de São José, Maria de Lourdes de Oliveira. Ela citou como exemplo o caso da agência do Banco do Brasil na vila Tatetuba, zona leste de São José. “A agência foi inaugurada sem porta giratória. Foram três assaltos seguidos. Depois que colocou, acabou o problema”, disse Maria de Lourdes.

Os bancos que iniciaram a retirada do mecanismo em agências da capital não confirmaram quando a mudança irá atingir o Vale do Paraíba. De acordo com comunicado do Itaú, a mudança busca dar mais proximidade e transparência no atendimento ao cliente. A empresa informou ainda que as portas serão substituídas por outros mecanismos de segurança não especificados para não atrapalhar a instalação dos técnicos.

A base do sindicato dos bancários de Taubaté foca suas ações em cidades onde não há lei municipal que obrigue a manutenção do dispositivo de segurança. “Além de Taubaté, Ubatuba tem a mesma lei. Já em Pindamonhangaba e Caçapava, estamos retomando a conversa com vereadores para que apresentem um projeto de lei defendendo o uso da porta”, disse a presidente do sindicato de Taubaté, Vera Saba.

A retirada do dispositivo dividiu opiniões em São José. “O importante é a segurança. Prefiro o constrangimento na hora de passar pela porta a ser assaltada, como já fui em uma agência dos Correios, onde não há porta”, disse a estudante de psicologia Vera Paravatti, 53 anos.

Já a técnica em suporte Vanessa Almeida, 22 anos, lembra do problema enfrentado na entrada da agência.
“Você tem que tirar tudo, todo mundo fica olhando e você acaba até atrapalhando outras pessoas”, disse. De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a utilização de portas giratórias com detectores de metais é opcional pela lei federal 7.102.

O Vale

Após greve bancos de São José ficam lotados

Os bancários encerraram segunda-feira a greve de 21 dias motivada pelo impasse nas negociações da campanha salarial. No Vale, ainda ontem, as agências dos bancos privados voltaram a funcionar. Já as de Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal retornam terça-feira ao trabalho.

O acordo foi selado na última sexta-feira (14/10) após reunião entre o comando de greve do Sindicato dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

No primeiro dia de atividades depois da paralisação, o movimento foi acima do normal nas agências da região, fato que deve continuar ao longo da semana.

Nos bancos privados, os moradores aproveitaram para colocar em dia solicitações paradas desde o início da greve, em 27 de setembro.

Algumas pessoas arriscaram ser atendidas nos bancos públicos, mas foram informadas que o funcionamento das agências seria normalizado a partir de terça-feira.

Ao contrário dos Correios, as agências bancárias não terão que normalizar o serviço atrasado. Como a greve atingiu, prioritariamente, os serviços de ‘boca de caixa’, o setor administrativo seguiu em atividade durante a paralisação.

Para o vice-presidente do Sindicato dos Bancários de São José, Carlos de Souza, apesar do prejuízo de parte da população, a greve contou com o apoio das pessoas.

“Essa foi a maior greve dos últimos 10 anos, mas as pessoas viram que os banqueiros são os que mais ganham nesse país, com lucros imensos mesmo durante crise e nos apoiaram”, disse Souza ao jornal O Vale.

Em São José, a assembleia aconteceu às 19h. Bancários das instituições públicas e privadas foram separados para a votação. Cerca de 100 funcionários participaram do evento.

Os dias parados dos bancários não serão descontados. Os funcionários terão até o dia 15 de dezembro para compensar esses dias em turnos de até duas horas a mais por dia.

Fonte: O Vale

Procon fiscaliza cumprimento de leis

O Procon de São José dos Campos está realizando desde o começo de agosto a Operação ‘Lei dos Biombos’. O objetivo é fiscalizar se os bancos estão cumprindo a lei municipal 8194 de 2010 que prevê a instalação de biombos entre os caixas de atendimento para privacidade e segurança do cliente.

De acordo com o Procon, dos 11 bancos já fiscalizados, seis foram multados por não estarem adequados à ‘Lei dos Biombos’, sancionada em janeiro de 2010. A multa é diária, no valor de R$ 100, e vai acumulando até que o banco cumpra a determinação. A operação será realizada até que todas as 55 agências bancárias do município sejam fiscalizadas.

Desde o começo do ano, o Procon também fiscaliza os bancos sobre as leis municipais  que prevê acesso para cadeirantes, que determina que o tempo de espera na fila não supere 20 minutos em dias úteis e 30 minutos em dias de pagamento e a que proíbe o uso de celular no interior das agências.

O diretor do Procon, Sérgio Werneck, orienta o consumidor a registrar a reclamação sobre tempo de espera na fila do banco. “É importante que o consumidor peça a senha de volta depois de ser atendido, pois é a prova de que ficou mais tempo esperando do que o permitido em lei”, afirmou para assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de São José dos Campos.

No total, o Procon já aplicou 42 multas aos bancos, sendo 31 por uso de celular dentro das agências, cinco pelo tempo na fila de espera e seis pela falta de tapume.

De janeiro a julho deste ano, o Procon realizou 46 mil atendimentos. Em 2010 foram 78 mil atendimentos o ano todo.

O Procon de São José funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h15, na Rua Vilaça, 681, Centro. O telefone para informações é o 151.

 

Fonte: Prefeitura Municipal de São José dos Campos

Banco Interamericano de Desenvolvimento

O Senado autorizou ontem a Prefeitura de São José dos Campos a emprestar US$ 85,672 milhões (cerca de R$ 135,1 milhões) do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para financiar projetos e obras do programa de estruturação urbana da cidade.

Há quatro anos e meio o governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) negocia a operação de crédito com o organismo internacional.

Os recursos serão empregados em obras viárias, remoção de famílias de áreas de risco e de favelas, construção de parques urbanos, implantação de sistemas de drenagem e na melhoria do desempenho da máquina pública, segundo relatou o prefeito.

De acordo com Cury, entre as prioridades estão a construção de pelo menos três grandes corredores viários.

Ele citou a Via Banhado (prolongamento da Via Norte margeando a orla do Banhado até o entroncamento com o Anel Viário na região oeste), a Via Cambuí (ligação leste-sul) e a Via Ressaca (prolongamento da Via Oeste à região sul).

Caixa. Cury declarou que não irá empregar todo o recurso até o final do seu mandato.
“Calculo que 50% do empréstimo ficará disponível para o próximo prefeito. O importante da operação é que o município ganhou maior capacidade de investimento e poderá utilizar os recursos próprios em outros projetos e programas”, destacou o tucano.

A Secretaria da Fazenda já havia estimado no Orçamento deste ano o recebimento de uma parcela de R$ 48,5 milhões do BID, com uma contrapartida do município de cerca de R$ 16,7 milhões.

A aprovação do empréstimo à Prefeitura São José ocorreu de forma veloz e até surpreendeu o prefeito, após anos de negociações entre o município e o BID.
O pedido de empréstimo foi encaminhado pelo governo federal aos senadores na quinta-feira da semana passada.

Ontem de manhã, a proposta foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos da Casa e encaminhada ao plenário para votação em regime de urgência. No final da tarde, os senadores aprovaram a operação de crédito.

Segundo o prefeito, o empréstimo será pago em 20 anos, com cinco anos e meio de carência para a primeira parcela. O município dará uma contrapartida de US$ 92,3 milhões (R$ 145 milhões) a operação tem o aval da União.

 

Fonte: OVale