Instalação de Novos Shopping na cidade é adiada

Os projetos para a construção de três novos shoppings em São José dos Campos só devem sair do papel em 2014. Os empreendimentos estão em análise na Prefeitura de São José e só devem ser liberados a partir do segundo semestre, após tramitar nas secretarias de Desenvolvimento Econômico, onde estão atualmente, e na de Planejamento.

Com isso, a cidade aumentará de seis para nove o número de centros de compras. Os maiores são CenterVale, Colinas e Vale Sul, todos com expansão concluída ou em andamento. Há ainda os shoppings Centro, Faro e Esplanada. Os três novos negócios deveriam ter sido anunciados no ano passado, mas não foram aprovados a tempo.

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico informou que os projetos “estão em fase de análise e negociação”. O maior dos empreendimentos deve ser instalado na zona leste, em uma área às margens da via Dutra, ao lado do Parque Tecnológico, pertencente à família Penido, dona do grupo Serveng. O centro comercial faz parte de um complexo em que a empresa ainda planeja construir mais dois condomínios, um residencial e um industrial. Os outros dois shoppings devem ser erguidos entre as regiões oeste e sul.

“O projeto ficou em tramitação na prefeitura durante muito tempo. Esperamos que agora haja mais celeridade na análise do empreendimento, que será muito importante para São José”, disse o empresário Rogério Penido Os três maiores shoppings de São José investiram em obras para expandir a capacidade de atendimento e a oferta de lojas e serviços. Ao todo, CenterVale, Colinas e Vale Sul estão gastando mais de R$ 400 milhões nas obras.

O Colinas Shopping tem o maior investimento –R$ 252 milhões em obras que vão até outubro de 2014.  A intenção é triplicar o faturamento e o fluxo de pessoas. Hoje, passam 860 mil pessoas por mês no centro de compras. Em 2014, data final das obras, serão 185 lojas a mais e 3.050 vagas de estacionamento. O projeto é transformar o shopping em um complexo multiuso, com um hotel e uma torre comercial.

O CenterVale gastou R$ 100 milhões para inaugurar, em outubro do ano passado, seu novo espaço, com 6.000 metros quadrados a mais de área. As obras do Vale Sul duraram quase dois anos e terminaram em junho do ano passado, com 57 novas lojas. A área saltou de 75 mil m² para 118 mil m², o equivalente a 13 campos de futebol.

Para Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, a cidade tem demanda para mais três shoppings. “Quando chegou o Carrefour, diziam que os supermercados iam quebrar. Mas ocorreu o contrário. Novas redes chegaram. Vai acontecer o mesmo com os shoppings.”

O Vale

Publicado em: 17/05/2013

Arena de Esportes da cidade será entregue em 2014

O prazo para a entrega da Arena de Esportes, em São José dos Campos, foi prorrogado pela sexta vez desde o início da obra, em novembro de 2011. A construção, que custará R$ 33,3 milhões aos cofres públicos, agora está prevista para ser finalizada em junho de 2014.

A previsão inicial era que a obra fosse concluída em agosto do ano passado. Um segundo cronograma deixou a entrega para 30 de março deste ano. Após um novo atraso, a prefeitura concedeu prazo extra de 15 meses à construtora Recoma, responsável pela obra.

A Arena, que fica no bairro Jardim das Indústrias, na zona oeste da cidade, está com apenas 38,29% das obras concluídas. Serão 4.469 lugares fixos e outros 600 móveis para espectadores de várias modalidades. Das etapas previstas, ainda faltam a finalização da superestrutura de concreto, a estrutura de cobertura, instalações e acabamentos.

A Recoma chegou a ser multada pelo governo Eduardo Cury (PSDB) em R$ 333,2 mil por atraso nas obras. Em agosto do ano passado, a construção deveria estar 40% concluída, mas os técnicos da Secretaria de Obras observaram que a obra estava com apenas 24,8% finalizada. O atraso de dois anos e sete meses, a partir do prazo inicial, chega a superar a demora para a entrega de estádios brasileiros para a Copa do Mundo de 2014.

A Arena Corinthians, uma obra bem mais complexa, com capacidade para 65 mil espectadores, vai levar os mesmos dois anos e sete meses para ser concluída pela Construtora Odebrecht. Já a Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), que terá capacidade para 50 mil pessoas em assentos cobertos, 90 camarotes, restaurantes panorâmicos e duas mil vagas de estacionamento, vai ser inaugurada no próximo dia 7 de abril, dois anos e dez meses após o começo das obras de construção.

Mineirão e Maracanã, estádios que foram reformados por completo, também tiveram prazos de entrega menores que a Arena de São José. O atraso na entrega da obra em São José, além de afetar o público, também prejudica os atletas.

No ano passado, por exemplo, a equipe de basquete precisou disputar a final do NBB (Novo Basquete Brasil) em Mogi das Cruzes, já que a cidade não tinha ginásio com capacidade para 5.000 espectadores. “Hoje, mandamos jogos na Associação Esportiva São José, que é o nosso caldeirão. Ela nos atende bem, apesar de precisarmos disputar a final em Mogi. Sabemos que obras desse porte tem entraves burocráticos, mas tenho certeza que o prefeito está atento a isso. Quem sabe em junho de 2014 a gente não disputa uma final na Arena?”, disse o diretor da equipe de basquete masculino, Luís Inácio Messias.

Moradores do entorno da obra também lamentam o atraso para a entrega da Arena Municipal de Esportes. “No início da obra, ela estava a todo vapor. Mas, ultimamente deu uma desacelarada. Não sei o motivo. Vai ver que acabou o dinheiro, porque passo todos os dias em frente à construção e vejo poucas pessoas trabalhando. Espero que terminem logo”, disse o jardineiro Aparecido Nunes Lopes, de 55 anos.

O Vale

Publicado em: 03/04/2013

De olho na Copa, Alckmin começa a agir com prefeitos

De olho na reeleição, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) promove amanhã encontro com os prefeitos paulistas em busca de reaproximação política para pavimentar o caminho para o novo mandato. O evento será realizado das 9h às 18h30 no Memorial da América Latina, na capital, e foram convidados os prefeitos das 645 cidades.

Além do governador, estarão presentes todos os secretários de Estado. Serão apresentados os projetos e programas do Estado, haverá estandes para atendimento aos prefeitos e será pedido aumento das parcerias. Será uma espécie de governo itinerante, a exemplo do que já foi feito por Alckmin em 2003 e 2011 em São José dos Campos.

Segundo a prefeita de Cruzeiro e presidente do Codivap (Conselho de Desenvolvimento Integrado do Vale do Paraíba), Ana Karin de Andrade, a expectativa é de que os 39 prefeitos da RMVale participem do encontro. O evento com os prefeitos é uma tentativa de reverter o desgaste do governo Alckmin e dos 18 anos de gestões do PSDB junto aos prefeitos e moradores, principalmente pela demora para solução de problemas em áreas como Saúde, Transportes e Segurança Pública.

Segundo Ana Karin, os prefeitos do Vale vão aproveitar a reunião para cobrar mais agilidade para construção dos hospitais regionais de São José e do Litoral Norte e para implementação do Gabinete Metropolitano de Segurança Pública, anunciado pelo governo semana passada.

“Este encontro com o governador e os secretários será importante principalmente para que novos prefeitos conheçam os projetos do governo do Estado que podem implantar em suas cidades e para que possamos cobrar mais agilidade para resolver os problemas de Saúde e Segurança Pública”, disse a presidente do Codivap. O subsecretário de Relacionamento com Municípios, Rubens Cury, disse que o encontro de amanhã é fundamental para ampliar as parcerias com as cidades.

“É uma forma de aproximação entre o governo do Estado e os municípios, para que possamos trabalhar conjuntamente pelo bem da população. Será bom para os prefeitos conhecerem os programas.” Deputados da região consideram o evento importante, mas esperam que as ações que forem prometidas saiam do papel rapidamente.

“É sempre importante encontros como este, mas infelizmente acabam tendo pouca funcionalidade e acabam sendo eventos políticos. Quando acabam, os prefeitos acabam voltando para casa com as mesmas angústias”, afirmou padre Afonso Lobato (PV). “É um evento sempre positivo. Só lamento que esteja sendo realizado próximo da eleição. O governo Alckmin é rápido em fazer anúncios e lento para executá-los”, disse Marco Aurélio de Souza (PT).

Para o presidente da ABCP (Associação Brasileira de Consultores Políticos), Carlos Manhanelli, o encontro de amanhã do governador Geraldo Alckmin (PSDB) com os prefeitos de todo o Estado já é uma antecipação da campanha eleitoral do ano que vem, em que ele tentará novo mandato.

“Não deixa de ser antecipação da campanha eleitoral, a exemplo do que foi feito pela presidente Dilma Rousseff ao se dirigir à população em cadeia de rádio e TV para anunciar redução da tarifa de luz e desoneração dos produtos da cesta básica.” Segundo o especialista, a antecipação da campanha tem se tornado uma prática corriqueira entre os governantes.

“Eventos como este, que acabam configurando antecipação da campanha, tornam-se uma arma dos governadores para discutir os problemas do Estado.” Manhanelli acredita que o evento de amanhã terá um efeito positivo para a tentativa de reeleição de Alckmin. “A campanha para governador, e o Alckmin sabe muito bem disto, é de atacado e não de varejo. Então, o governador fará esta nova aproximação para que os prefeitos possam trabalhar como cabos eleitorais para ele em suas cidades”, afirmou o cientista político.

O Vale

Publicado em: 14/03/2013

Primeira Etapa do Transporte Férreo termina em 2014

O início da obra do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) de São José dos Campos ainda depende da elaboração do projeto básico e executivo, que pode levar até um ano para ficar pronto. A Secretaria Municipal de Transportes informou ontem que a prefeitura tem prazo de um ano, a contar da data de aprovação da proposta do novo sistema de transporte de massa pelo governo federal, publicada anteontem, para apresentar o projeto básico do VLT ao Ministério das Cidades, condição essencial para a viabilização do empreendimento.

A prefeitura também não tem certeza absoluta se a verba de R$ 800 milhões liberada pela presidente Dilma Roussef (PT) será suficiente para a implantação do primeiro trecho do novo sistema de transporte. Pela proposta aprovada, a primeira linha do VLT atenderá a zona sul, com 15 quilômetros de extensão. Começa na região dos bairros Dom Pedro 2° e Campo dos Alemães, prossegue pelo Bosque dos Eucaliptos e Jardim Satélite até a Via Dutra, nas proximidades do Vale Sul Shopping. O eixo principal será a avenida Andrômeda.

O prefeito Carlinhos Almeida (PT) disse que o custo final do primeiro trecho será conhecido após a elaboração dos projetos básico e executivo. “Nesse primeiro trecho, os estudos indicam que o recurso disponibilizado é suficiente. É importante deixar claro que ainda não temos o projeto. Quando o projeto for feito iremos apurar o valor real, que pode inclusive cair”, afirmou.

Na próxima semana, o secretário de Transportes, Wagner Balieiro, vai se reunir com representantes da Caixa Econômica Federal para tratar da burocracia do contrato para a liberação do dinheiro. O banco será o agente financeiro do empreendimento, uma vez que a verba será liberada por meio de financiamento, com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Segundo estimativa da prefeitura, o primeiro trecho do VLT deve entrar em operação em quatro anos após o início da obra.

O Vale

Publicado em: 08/03/2013

Arena de Esportes pode ser entregue em 2014

O prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), terá que remanejar verbas do orçamento geral do município caso planeje terminar a obra da Arena Esportiva ainda este ano. Os recursos destinados pelo ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) no orçamento deste ano são insuficientes para o término da obra.

A administração anterior destinou R$ 12,5 milhões para a conclusão da Arena. Levando em consideração que a prefeitura já pagou R$ 12,7 milhões à empresa responsável pela obra e que o custo inicial do empreendimento é de R$ 33,3 milhões, faltam ainda outros R$ 8,7 milhões.

No começo de janeiro, o secretário municipal da Fazenda, José Walter Pontes, relatou que os técnicos da pasta tinham identificado que os recursos destinados à obra são insuficientes para a conclusão do empreendimento. “Teremos que realocar recursos no orçamento”, disse o secretário à ocasião.

No entanto, o custo final da Arena Esportiva deve ser superior ao valor estimado. A prefeitura informou anteontem que a construtora Recoma, contratada para a execução do projeto, reavalia custos e prazos. A administração petista aguarda as novas planilhas para uma avaliação técnica e definição de novo prazo para o término da construção. Ontem, o atual governo não comentou o assunto.

Na Câmara, parlamentares do bloco governista avaliam que a conclusão da Arena é importante, mas ponderam que é preciso critério na análise de reajuste de preço. “É preciso analisar a partir de parâmetros utilizados pela construção civil. Não se pode autorizar reajustes sem uma análise criteriosa”, afirmou Valdir Alvarenga (PSB).

A construção da Arena Esportiva, a obra de maior valor da prefeitura, está atrasada há mais de um ano. O empreendimento deveria ter sido concluído no ano passado, mas enfrentou uma série de atrasos, inclusive decorrentes de uma batalha judicial entre empresas na licitação.

O Vale

Publicado em: 18/01/2013

Prefeitura prevê recuperação no ICMS da cidade

Estudo elaborado pela Prefeitura de São José dos Campos mostra que o Valor Adicionado do município registrou crescimento de 27,15% entre janeiro e setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2011. Os dados, divulgados pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB) com exclusividade para O VALE, mostram que o Valor Adicionado acumulado nos primeiros nove meses deste ano atingiu R$ 12,5 bilhões, ante R$ 9,8 bilhões no comparado com igual período do ano passado.

O Valor Adicionado considera toda a riqueza produzida no município e é um dos principais componentes utilizados para o cálculo da participação do município na partilha que o Estado faz dos recursos do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Ele é o resultado, de modo geral, de o tudo que o município fatura e vende (saídas) para outras localidades, menos o que a cidade compra (entradas).

O estudo feito pela Fazenda Municipal aponta que o setor aeronáutico e espacial foi o que apresentou maior percentual de crescimento (159%) no período. O Valor Adicionado do setor saltou de R$ 721 milhões para R$ 1,870 bilhão. No entanto, quem mais contribui para o Valor Adicionado do município é o setor petroquímico, que teve crescimento de 18%, segundo revela o estudo da pasta.

O Valor Adicionado do segmento pulou de R$ 6,1 bilhões para R$ 7,2 bilhões. O setor automotivo, que também tem significativa participação na produção de riqueza em São José, teve alta de 14%. O Valor Adicionado do segmento aumentou de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,9 bilhão.

Cury disse que os reflexos positivos da alta do Valor Adicionado do município na receita da prefeitura ocorrerão entre 2014 e 2015. “O índice provisório de participação do município na distribuição do ICMS que será divulgado em junho de 2013 para ser aplicado em 2014 já terá os efeitos da alta do Valor Adicionado”, afirmou.

“Gradativamente, o município irá recuperar as perdas do índice ocorridas nos últimos anos”, completou. Segundo ele, a alta do Valor Adicionado de São José é resultado “do trabalho que a equipe técnica da Fazenda Municipal tem realizado junto às empresas da cidade”. “Acompanhamos o faturamento das empresas e prestamos auxílio para melhor o desempenho do setor industrial”, frisou Cury.

Para o economista Roberto Koga, os dados são positivos, mas é preciso cautela para analisá-los. “Os dados são significativos, porém, é preciso verificar o crescimento do Valor Adicionado dos demais municípios para saber se São José irá melhorar o seu índice do ICMS.” Nos últimos anos, São José registrou queda no índice de participação do ‘bolo’ do tributo.

O Vale

Prefeitura: 23/11/2012

Diante a Copa de 2014, cursos são procurados na cidade

De olho na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016 no Brasil, os cursos na área de aviação recebem cada vez mais alunos. A alta chega a 75% na região. No aeroclube de São José a procura pelo curso de piloto de avião aumentou 30% em relação ao ano passado. Já para aulas de comissário de voo a variação foi de 20%.

Segundo o coordenador dos cursos teórico do aeroclube, Paulo César da Silva, o motivo principal pelo aumento é a oportunidade de conseguir um bom emprego. “Além dos eventos que esportivos no Brasil, as empresas estão em constante renovação de funcionários e não é um trabalho que fica restrito ao mercado brasileiro”, afirmou Silva.

Já na escola Tas de São José, as três turmas por ano do curso de comissário de voo vivem cheias. As aulas são ministradas somente no período noturno e, justamente pela alta procura, o sócio e diretor da escola, Mario Renó Faria, está pensando em abrir uma turma de manhã. “Nós temos um banco de currículos aqui na escola e sempre tem empresas precisando de profissionais”, disse.

Na TAS também é oferecido o curso de técnico em manutenção de aeronaves. No aeroclube de Taubaté, a procura aumentou 75% este ano em relação ao ano passado. Para o presidente do Aeroclube Regional de Taubaté, José Amado de Aguiar Filho, o futuro do transporte será o avião.

“O futuro do transporte em massa no Brasil não será por trem-bala, ou ônibus, mas por via aérea, notadamente com empresas chamadas de baixo custo, regionais, com trechos curtos e operação em aeródromos em cidades estratégicas”, disse. Para ele o efeito da Copa e das Olimpíadas além das constantes reportagens sobre os gargalos dos aeroportos estão a motivar cada vez mais interessados na carreira.

Normalmente quem procura os cursos de comissário de voo são mulheres entre 18 e 28 anos. Já o perfil dos estudantes de mecânica e manutenção em aeronaves e pilotos de avião é de homens recém saídos do ensino médio ou que já possuem algum outro curso técnico.

O estudante de mecênica e manutenção de aeronaves Luiz Fernando Gomes, 23 anos, já trabalha no área, no setor de chapemento aeronáutico. Mas resolveu fazer o curso para crescer no emprego e aumentar os rendimentos.

Um dos atrativos que chama atenção de quem deseja ser comissário de voo é o custo benefício. As aulas mais o certificado da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) necessário para trabalhar saem em média R$ 2.500 e o curso tem duração de seis meses. O salário inicial de um comissário de voo é cerca de R$ 2.500. Com o tempo, o rendimento pode chegar a R$ 8.000.

A assistente de vendas Helen Walder, 25 anos, faz o curso de comissário pela segunda vez. Há seis anos ela se formou mas não prestou o exame da Anac. “Agora eu estou focada. Da última vez eu era muito nova e não tive coragem de entrar na profissão. Mas eu sempre gostei de aviação e é isso que eu quero para minha vida”, disse.

Para poder pilotar um avião comercial é preciso passar por dois cursos: piloto privado e comercial. O investimento chega a R$ 46 mil. Em uma companhia aérea, o salário inicial de um copiloto é de R$ 6.000 e de um comandante é de R$ 12 mil.

Délio Roberto de Azevedo, 36 anos, está concluindo o curso prático de piloto comercial e até dezembro se forma. Para realizar o sonho, ele abandonou a carreira de engenheiro para se dedicar ao sonho. A vontade de ser piloto vem desde criança e por influência da família. Ele tem um tio comandante da TAM e o pai trabalhou na Embraer.

O Vale

Publicado em: 12/11/2012

Cidades da região tem chances de receber melhorias pela Copa

Enquanto os estádios para a Copa do Mundo de 2014 seguem o processo de construção e reformas, paralelo a isso outras cidades buscam uma forma de participar do Mundial oferecendo suas estruturas como centros de treinamento para as seleções participantes do torneio.

No Vale do Paraíba, São José dos Campos, Caraguatatuba, Campos do Jordão e Guaratinguetá sonham em fazer parte do catálogo da Fifa, que será lançado no final de julho com uma lista de cidades credenciadas para receber equipes.

Na última sexta-feira, durante visita à obra do estádio Itaquerão, o vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, que é de Taubaté, ressaltou as qualidades da região e destacou São José dos Campos.

“Geograficamente, com certeza (tem chances). E a vontade de pleitear um centro de treinamento também. Acho importante lutar para a gente receber a Copa no Vale”, disse. “São José tem muitas chances, sim e recursos atraentes, pois já tem uma tradição de investimentos em esportes.

O basquete (vice-campeão brasileiro) é um exemplo disso. E tem um secretário de Esportes muito atuante”, afirmou o mandatário da Federação, que representou o presidente Marco Polo Del Nero na visita do presidente da CBF, José Maria Marin, ao estádio do Corinthians.

O diretor de operações do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, Ricardo Trade, já visitou 240 cidades em todo o Brasil e, segundo ele, 59 serão escolhidas para integrar o catálogo da Fifa, que será divulgado no final de julho.

“Quem tiver boas condições vai entrar no catálogo. Mas isso não significa que a cidade será um centro de treinamento da Copa. Vai depender se as seleções vão escolher”, disse Trade. Sobre o Vale do Paraíba, ele afirma que é difícil fazer uma análise individual. “Conheço o interior paulista e sei que tem uma estrutura muito boa”, afirmou o dirigente.

São José tem três locais para servir de CT . A Copa do Mundo vai trazer a oportunidade para participar de perto do evento, como trabalhador voluntário. Até o dia 30 deste mês, a Fifa vai divulgar em seu site todas as informações do Programa Oficial de Voluntários para o Mundial brasileiro no site da entidade.

E o trabalho começa já no ano que vem, na Copa das Confederações. Para participar, é necessário fazer a inscrição no site da Fifa, participar do processo seletivo e acompanhar todas as notícias que serão divulgadas ao longo dos meses.

“As pessoas vão sendo qualificadas ao longo do tempo. Depois, várias etapas se seguem, desde inserir os voluntários no mundo da Copa, pois muitos viram o evento pela televisão, mas não sabem como funciona a estrutura, até treiná-los”, disse o gerente de voluntariado do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, Rodrigo Hermida, ao Portal Oficial da Copa-2014.

A dois anos da Copa do Mundo, cerca de 100 cidades do Brasil ainda pleiteiam um lugar para servir como base de treinamento para as equipes participantes. Entre as candidatas está São José dos Campos, que aguarda ser incluída no catálogo oficial da Fifa, onde ficará disponível para ser escolhida por alguma delegação.

“Nossas chances são reais e bem grandes. Temos pontos importantes, como um aeroporto internacional e posição privilegiada na Via Dutra”, disse o secretário de Esportes de São José, Sérgio Francisco Theodoro.

Segundo ele, o estádio Martins Pereira, o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e a Univap (Universidade do Vale do Paraíba) são os três locais escolhidos pela cidade como opção de centros de treinamento para as seleções da Copa. A expectativa é do que o Mundial gere cerca de 4.000 empregos temporários e atraia de 15 a 20 mil turistas na região durante o evento.

Outras três cidades do Vale do Paraíba tentam entrar para o catálogo da Fifa: Caraguatatuba, Guaratinguetá e Campos do Jordão.

O Vale

Cidades entram em disputa para ser sub-sede da Copa 2014

Outros dois projetos na região surgem como alternativa para receber voos durante a Copa do Mundo no Brasil. São os aeródromos utilizados pelas Forças Armadas em Guaratinguetá e Taubaté. Em Guará, representantes da SAC (Secretaria de Aviação Civil) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vistoriaram na última semana a pista do aeroporto Edu Chaves, hoje dividido entre a Escola de Especialistas da Aeronáutica e o aeroclube da cidade.

De acordo com o vice-prefeito de Guará, Miguel Sampaio (PSB), até o final do mês, um convênio entre prefeitura, governo do Estado e governo federal será firmado para dar início à elaboração de um projeto para que o local passe a receber voos comerciais.

Com verba estadual de R$ 150 mil para elaboração do projeto, a intenção é utilizar uma área de 170 mil metros quadrados para a construção de um terminal para passageiros e hangares para empresas de manutenção de aeronaves.

“O projeto ainda será concluído, mas já temos um estudo de que uma obra dessa ficará em torno de R$ 22 milhões. Será um aeroporto voltado para voos regionais e fretados para o turismo religioso”, afirmou Sampaio. O comandante da Escola de Especialistas, brigadeiro Jeferson Domingos, se mostrou favorável à modernização do local, disse o vice-prefeito. “Ele se mostrou 100% favorável à ideia, foi uma grata surpresa.”

Questionado sobre a viabilidade do projeto, o Comando da Aeronáutica não se manifestou até as 20h de sexta-feira. A SAC disse que todos os aeródromos do país estão sendo analisados e que o futuro de cada um deles será descrito no Plano Geral de Outorgas, com previsão para ser divulgado até o final deste semestre.

Já em Taubaté, a tentativa de candidatura da cidade como sub-sede da Copa pode reativar um projeto modernização da estrutura ao redor da pista do Cavex (Comando de Aviação do Exército). Inicialmente, a intenção do município era viabilizar a construção de uma pista de 3.200 metros de comprimento ao lado da atual do Cavex para recebimento de voos de carga.

Apesar de estar em estágio avançado, o projeto, feito em 2008, foi abandonado por falta de apoio. “Caminhamos até onde nossas pernas alcançaram. Agora depende governo federal, estadual, de forças políticas”, disse o secretário de Planejamento de Taubaté, Antônio Carlos Pedrosa.

Agora, a Secretaria de Turismo, com apoio de órgãos como o Ciesp, tenta finalizar projeto para que a pista receba voos fretados durante a Copa. “Até o fim de maio devemos ter novidades”, disse o diretor do Ciesp, Fábio Duarte.

O Vale

Escola de ensino Aeroespacial ficará pronto apenas em 2014

O centro de capacitação aeronáutica e de defesa do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) que será instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos vai demandar investimento de R$ 84 milhões e será inaugurado em 2014.

Conforme antecipado ontem por O VALE, a unidade vai oferecer 5.800 vagas por ano, sendo 5.000 em cursos gratuitos voltados para a qualificação e aprendizagem. As demais vagas serão para ensino superior e destinadas por cursos tecnólogos, com mensalidade de R$ 650. No entanto, haverá condições especiais para alunos de baixa renda.

Ontem, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo, o presidente estadual do Senai, Paulo Skaf, assinou parceria com o governo francês para auxiliar na formalização da grade curricular e estrutura da unidade, que terá 21 mil metros de área construída.

O acordo envolveu empresas do setor aeroespacial francês, entre elas a Dassault, que concorre com a sueca Saab e a norte-americana Boeing no fornecimento de caças à Força Aérea Brasileira pelo programa F-X2, e a Thales, líder mundial em tecnologia para o mercado aeroespacial, de defesa e transportes.

As empresas e o governo francês ficarão responsáveis pelo intercâmbio de informações para a realização dos cursos. “A intenção é que nossos técnicos e professores vão à França e os deles venham para cá, e assim formarmos o melhor conteúdo teórico e prático”, disse Skaf.

O embaixador da França no Brasil, Yves Edouard Saint-Geours, creditou a assinatura da parceria de ontem ao acordo firmado entre o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da França Nicolas Sarkozy em 2008.

“A parceria envolvia transferência de tecnologia e recursos humanos. O alvo do governo não são parcerias comerciais, mas algo mais integrado”, disse o embaixador. Skaf salientou que o centro não terá exclusividade dos franceses e revelou interesse de outros países, como os Estados Unidos, em novas parcerias em troca de transferência de tecnologia.

A implantação da unidade do Senai depende da aprovação do conselho administrativo do Parque Tecnológico e da prefeitura para a doação de área, o que, segundo Skaf, deve acontecer nos próximos dois meses. O Senai custeará 100% do prédio, sem financiamento. “Serão R$ 64 milhões para a unidade de aeronáutica e outros R$ 20 milhões para a unidade de defesa, que ficará no mesmo local”, disse o presidente do Senai e da Fiesp.

A Prefeitura de São José não comentou o assunto. Por meio de sua assessoria, informou que aguarda a aprovação do convênio para a instalação da unidade entre Parque Tecnológico, prefeitura e Senai para falar sobre o centro.

O Vale