Sindicato junto a GM decidirá o futuro da fábrica na cidade

A General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos iniciam amanhã nova rodada de negociações sobre o futuro da fábrica de São José dos Campos, como parte do acordo firmado no dia 4 de agosto, que evitou, temporariamente, a demissão de 1.840 funcionários considerados excedentes pela montadora.  Pelo acordo, 940 empregados vão ter o contrato de trabalho suspenso, medida denominada de ‘layoff’, a partir da próxima segunda-feira, até 30 de novembro.

Outros 900 funcionários permanecem na linha MVA, na produção do Classic, único modelo que ainda é produzidos no setor, após Corsa, Meriva e Zafira terem sua fabricação suspensa. A GM planeja desativar a linha após 30 de novembro.  A retomada das conversações sobre o destino dos excedentes e de um novo acordo entre GM e sindicato para novos investimentos na fábrica local está agendada para as 15h, em São José dos Campos.

Até ontem, no entanto, o local ainda não havia sido definido, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos. A GM condicionou analisar possíveis novos investimentos na planta de São José a flexibilizações trabalhistas na planta. Entre as propostas da montadora estão criação de banco de horas, implantação de nova grade salarial e redução salarial.

Por ser a primeira reunião, a direção do sindicato avalia que o encontro será para definição de uma agenda de negociações, uma vez que, pelo acordo de 4 de agosto, as partes vão conversar durante 60 dias. “Acredito que primeiro vamos tratar das questões relacionadas ao ‘layoff’ e da definição de um calendário de conversações”, disse o secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Segundo ele, as posições do sindicato não mudaram. “Nós mantemos as propostas que já apresentamos”, disse. O sindicato reivindica da montadora que concentre em São José a produção do Classic, o Sonic (produzido na Coreia do Sul) e volte a fabricar caminhões no Brasil. A montadora já descartou todas.

O diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em São José, Almir Fernandes, disse que a expectativa é que GM e sindicato cheguem a um acordo que garanta investimentos para a planta de São José. “O sindicato precisa negociar com base na realidade”, disse.

A GM já comunicou, por carta, os funcionários que irão para o sistema ‘layoff’. A previsão é que a maioria dos 940 trabalhadores que estava em férias coletivas até ontem terá o contrato de trabalho suspenso. Segundo o sindicato, a empresa também selecionou empregados de outros setores. De hoje até sexta-feira, os funcionários selecionados para o ‘layoff’ estarão de licença remunerada. Sexta-feira, o sindicato vai reunir o grupo.

O Vale

Palestra com Claudia Matarazzo na cidade

A Palestrante Cláudia Matarazzo

Jornalista, escritora, apresentadora de rádio e televisão, autora de 12 livros sobre comportamento, etiqueta e casamento, realiza palestras em todo o país, além de ser chefe do cerimonial do Governo do Estado de São Paulo. Começou apresentando o programa “Dois na Cidade” pela Abril Vídeo e trabalhou na TV Cultura apresentando programa culturais , na área de variedades. Durante dois anos ao lado de Agnaldo Rayol, comandou o programa “Festa Baile”.

Na TV Gazeta apresentou o programa diário “Vídeo Gazeta”, das 10 às 11 da manhã e, depois, o “Manhã Paulista “, ao vivo de 1993 a 1996, diariamente das 10 ao meio dia. O programa englobava assuntos jornalístico ,culturais e também de comportamento. De 1997 a 1999 comandou o programa “Sucesso” de entrevistas pela rede CNT de televisão. Durante o mesmo período apresentou o programa “Conhecer” na Rede Sesc Senac de Televisão falando sobre moda, beleza e decoração.

Na função de Chefe do Cerimonial do Governo do Estado de São Paulo, realizou todo o planejamento das visitas oficiais do Presidente George W. Bush, Presidente dos Estados Unidos da América e de Sua Santidade Papa Bento XVI. Em Julho de 2008, recebeu Sua Alteza Imperial Príncipe Herdeiro Naruhito do Japão, para as festividades do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

Claudia iniciou sua carreira na revista Casa Claudia, onde ganhou o Prêmio Abril de Jornalismo e escreveu colunas sobre comportamento e moda para várias revistas nacionais, como Playboy, Vogue Homem, Chiques & Famosos, e jornais como o Diário de São Paulo. Há cinco anos assina uma coluna semana para a revista “A Tribuna de Santos”. Em 2005 apresentou diariamente a coluna “Atitude” na Rádio Band News FM.

Em televisão, apresentou durante um ano na Rede Globo, um quadro semanal sobre Etiqueta no programa “Mais Você”, além de outros programas na TV Cultura, TV Gazeta e Rede Sesc Senac de Televisão. Atualmente ministra treinamentos para empresas sobre Etiqueta Empresarial . Desde janeiro de 2007 ocupa o cargo de Chefe de Cerimonial do Governo do Estado de São Paulo.

A Palestra: Etiqueta Empresarial .

Claudia Matarazzo desenvolveu diversas formas de palestras e workshops, preocupando-se sempre com a variedade de públicos dos diferentes lugares do país. As palestras podem ser sobre beleza, casamento, comportamento, moda, etiqueta na Internet e etiqueta profissional (comportamento e visual do profissional dentro e fora da empresa).E lembrando bem a importância de uma assessoria de uma cerimonialista em seu casamento.

Público-Alvo:
Como grandes eventos estão por vir para o Brasil e nossa Região de São José dos Campos, tem grandes possibilidades de ser uma Cidade Base para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016

  • Profissionais e funcionários de empresas públicas e privadas que atuam na área de eventos;
  • Área de relações-públicas;
  • Recepção ou atendimento;
  • Cerimoniais de Casamentos;
  • Cerimonialistas de órgãos públicos (executivo, legislativo, judiciário e MP);
  • Cerimonialistas de empresas privadas;.
  • Empresários de todos os ramos;
  • Políticos;
  • Interessados na área;
  • Ramo Hoteleiro;
  • E qualquer pessoa interessada em como melhorar seu comportamento na vida pessoal e profissional;

www.claudiamatarazzo.com.br

O WORKSHOP de 50 minutos

Workshop ( Claudia Matarazzo fará os comentários e responderia analisando cada pergunta em um cenário global/nacional, em diversas esferas.

As convidadas :

  • Cibele La Cava – Cerimonialista da cidade, direcionaria suas respostas usando o cenário regional com sua expertise. Direcionado a cerimonial de eventos sociais (casamentos, festas de 15 anos)
  • Silvana Gomes – Organizadora de eventos corporativos, direcionaria suas respostas usando o cenário regional, nacional e corporativo, dando um foco nas dúvidas ligando a sua experiência neste mercado.

OBJETIVO DO EVENTO:

Tem como objetivo principal levar às pessoas todos os momentos da dinâmica tarefa de estabelecer um desenho adequado ao evento, tendo como foco a obediência as regras, leis e ao tratamento dispensado àqueles que participam ou dirigem as cerimônias. Visa também oferecer aos participantes a atualização para o aperfeiçoamento do profissional.

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO:

  • 18:30 – Credenciamento
  • 19:00 – Palestra com Claudia Matarazzo com o Tema Etiqueta Empresarial Corporativa
  • 20:50 – Workshop
  • 21:30 – Lançamento do seu Livro Etiqueta sem Frescura com Sessão de Autógrafos com Coquetel.
  • 22:30 – Encerramento.

LOCAL DO EVENTO

Promenade Enterprise
Localizado na entrada de São José dos Campos, ao lado do maior Shopping da cidade, com fácil acesso
aos dois sentidos da Rodovia Presidente Dutra (SP – RJ) e às principais empresas da região.

Endereço
Av. Deputado Benedito Matarazzo, 9009 – Jardim Oswaldo Cruz – São José dos Campos – SP – Cep:
12216-550 Tel.: (12) 3947-0000 / Fax: (12) 3947-0067

VALOR DO INVESTIMENTO.

R$ 80,00 até dia 20/08/2012, após esta data valor irá para R$120,00

TELEFONE DE CONTATO PARA MAIS INFORMAÇÕES:

(12) 3018-1544 /(12)3018-3744

MARINELLA OU EM NOSSA AGENCIA(PELO TELEFONE)

Ou através do site
www.portaldoingresso.com.br podendo pagar em até 10 x no cartão)

Invictos Produções

Palestra com Arnaldo Jabor na cidade

PALESTRA : BRASIL 2012 – PRESENTE E FUTURO

A idéia é uma palestra sobre o tempo psicológico que o Brasil vive hoje, a partir de uma breve arqueologia de nossa personalidade histórica, desde os anos de formação colonial até os dias atuais. Claro que uma palestra sobre o tema tão amplo não poderia deixar de ser um pouco esquemática, um tanto genérica, mas creio que vivemos um período de vazio ideológico, da perda de certezas políticas, período este em que a visada psicológica do momento brasileiro torna-se preciosa para tentarmos captar tendências e ideologias novas ainda “ab ovo”.
De um modo que, minha palestra pode se chamar: “Brasil – 2012– Presente e Futuro”. Nossa permanente crise de identidade, a história de um povo cuja marca é a procura secular de um rosto histórico.

Talvez estejamos mais perto deste retrato, à medida que as ilusões antigas forem acabando.
A .  JABORA

Invictus Produções & Palestras há sete meses vem implantando na cidade de São José dos Campos, uma tendência de eventos corporativos, com grandes nomes do mercado brasileiro e mundial, profissionais renomados no ramo de palestras. Nossa missão é alcançar a excelência em todos os aspectos de nossos eventos, encantando os clientes, focando sempre em qualidade, segurança e bem-estar. Desde uma palestra in company até palestras abertas ao público que, raramente pode participar desses eventos, geralmente realizados apenas para funcionários de grandes empresas. Nossa intenção é trazer para a cidade, este novo ramo, pouco explorado na região, dando a oportunidade para o público, de assistir a palestras com grande nível de crescimento pessoal e profissional.

Eventos já Realizados pela Empresa:

  • Paulo Storani ex-capitão do BOPE – com a palestra Construindo sua Tropa de Elite (Novembro de 2011) Levando mais de 300 pessoas ao auditório;
  •  Rogério Ceni – com sua palestra motivacional e trabalho em equipe. Levando mais de 700 pessoas ao auditório;

Fotos e novidades em:
https://www.facebook.com/invictusproducoes
http://www.facebook.com/invictus.palestras

Local: Parque Tecnológico de São José dos Campos
(Rodovia Presidente Dutra km 137,8)

Realização: Invictos Produções

Devido a crise na indústria, semana é decisiva para metálurgicos

O Sindicato dos Metalúrgicos e a General Motors têm uma semana decisiva sobre o destino dos cerca de 1.500 trabalhadores da linha de produção conhecida como MVA, da planta de São José dos Campos. A empresa pode definir ainda esta semana medidas com relação à linha de produção, onde são montados os modelos Corsa e Meriva, que enfrentam dificuldades de mercado.

A possibilidade de demissão na unidade não está descartada pela montadora, que também analisa a possibilidade de transferir funcionários para outras fábricas da planta de São José. Oficialmente, a GM informa que a decisão será tomada em conjunto com o sindicato e com base no mercado consumidor.

Nos bastidores, entretanto, é dado como certo que a montadora deverá reduzir drasticamente as atividades da linha MVA, conforme apurou O VALE. Os modelos montados na linha do MVA são antigos e devem sair de linha.
Há dez dias, a GM suspendeu a montagem da minivan Zafira, que também era produzida nesse setor.

Na próxima quarta-feira, a GM e o sindicato voltam a se reunir, com a mediação do Ministério do Trabalho, em São José dos Campos. No encontro pode ser selado o futuro dos empregados do MVA. “Acreditamos que pode ser uma reunião decisiva”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

A direção do sindicato tenta uma última cartada para evitar demissão em massa, com mobilização da comunidade e espera por uma ação concreta do governo federal nesse sentido. O assunto foi tratado pela entidade com o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Na semana passada, o prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), disse que o corte de trabalhadores é um fato que pode acontecer. “A empresa não deu nenhuma garantia de emprego”, disse o prefeito, depois de se reunir com representante da montadora. Até o final de julho, a GM toma uma decisão.

O Vale

Encontro de representantes decide o futuro da GM

Representantes da General Motors recebem hoje, às 9h, a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos para tratar da situação do complexo fabril da montadora na cidade. Para enxugar a produção da fábrica e ajusta-la à demanda de mercado, a GM abriu no início do mês um PDV (Programa de Demissão Voluntária), além de cortar um dos turnos da linha conhecida como MVA, que produz os veículos Corsa, Meriva e Zafira.

Após o encontro de hoje, os metalúrgicos poderão confirmar a possibilidade de fechamento total do MVA, uma vez que os veículos produzidos na linha estão saindo de mercado e seus substitutos vêm sendo produzidos em outras unidades da GM.

O presidente do sindicato, Antonio Ferreira Barros, o Macapá, admite o risco da extinção da linha, que resultaria na demissão de cerca de 1.500 pessoas. “Se a empresa continuar com essa postura, haverá uma demissão em massa. A GM tem feito pressão violenta em todos os setores para que os trabalhadores entrem no PDV”, disse Macapá.

Até o último dia 15, o balanço de adesão ao PDV era de 186 pessoas. O VALE apurou que supervisores de alguns setores da fábrica já foram comunicados sobre o encerramento do MVA, que poderia acontecer a partir de agosto. As concessionárias já receberam a linha ‘Collection’ das minivans Meriva e Zafira, que marca o fim da produção dos veículos, a exemplo do que aconteceu com o Vectra ‘Collection’ em 2011.

Para reverter o quadro da fábrica, o sindicato busca apoio da sociedade e do poder público. Na visão dos metalúrgicos, a GM não poderia efetuar demissões no momento em que foi agraciada com um pacote de benefícios para fomentar a indústria automotiva.

A manutenção dos postos de trabalho dos beneficiados seria, inclusive, contrapartida para a divulgação do pacote. Por outro lado, a GM afirma não desrespeitar o acordo feito com o governo, que preveria períodos de sazonalidade dos postos de emprego.

Quando o PDV foi implantado em São José, o diretor de assuntos institucionais da GM, Luiz Moan, afirmou que pelo acordo feito com o governo, as montadoras deveriam ter, no mínimo, o mesmo número de trabalhadores num período de um ano e meio.

O acordo também não diferenciaria as unidades da montadora no país. Desta forma, se cinco pessoas fossem demitiras em São José e cinco fossem contratadas em Gravataí (RS), onde a GM tem outra unidade, não haveria irregularidade. Além do MVA, o complexo da GM em São José produz motores e transmissores, e também abriga a linha de produção da picape S10, que opera em três turnos. Ao todo, a fábrica emprega cerca de 7.500 pessoas.

O Vale

Sesc tem evento para apresentar temas de Cidades Sustentáveis

A unidade do Sesc de São José será palco do encontro internacional ‘A Cidade e Suas Possibilidades’, realizado de hoje até a próxima sexta-feira, sempre às 19h, no auditório da entidade. Os ingressos custam entre R$ 2,50 e R$ 10. O evento contará com quatro especialistas que falarão sobre suas experiências no campo da sustentabilidade, planejamento urbano, economia criativa e ocupação dos espaços públicos.

Parte integrante do projeto “São José dos Campos e dos Sonhos”, que reúne seis instituições da cidade, o encontro é a segunda de quatro etapas previstas para o projeto, que termina em outubro.

Um dos destaques dos debates será o jornalista colombiano Jorge Melguizo, 50 anos, que abre o evento hoje contando como Medellín (Colômbia), usou a cultura para reconstruir o município e a cidadania. Na palestra de amanhã, o pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) Antônio Miguel Vieira Monteiro mostra seu projeto de nova cartografia de São José, baseada no estudo da população.

Em seguida, às 20h, Lala Deheinzelin, especialista em Economia Criativa, explica cono nasceu o projeto de empreendedorismo ‘Crie Futuros’, que une economia e desenvolvimento sustentável. O encontro termina na sexta, às 19h, com a palestra do sociólogo Nelson Brissac, que vai abordar as complexidades de um país mais urbano.

Todo conhecimento debatido no encontro, segundo Daniela Savastano, técnica de Meio Ambiente do Sesc de São José, servirá como uma espécie de provocação para que São José pense no futuro da cidade com sustentabilidade.

O viés das propostas dos palestrantes, disse ela, é mostrar como o acesso a bens culturais, à economia criativa e às novas tecnologias favorece o desenvolvimento. “São experiências diferentes, que agregam conhecimento ao debate que estamos fazendo sobre o futuro da cidade. Não vamos copiar, mas entender a metodologia”, afirmou Sérgio Seabra, coordenador de Programação do Sesc.

Além do Sesc, participam do projeto secretarias de Meio Ambiente e Educação, Fundação Cultural Cassiano Ricardo, Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) e Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento).

O Vale

Prefeitos se unem para debater o futuro

São José dos Campos sedia nesta quinta (31) e sexta-feira (1º de junho) o 5º Encontro de Prefeitos Empreendedores – Uma exposição sobre arrojadas visões do futuro. O encontro será no Parque Tecnológico e terá a participação de 24 prefeitos. Durante o evento, o prefeito de São José dos Campos vai apresentar os programas criados pela administração municipal e premiados.

O encontro, coordenado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), tem como objetivo promover a troca de experiências entre os municípios a respeito de práticas empreendedoras adotadas pelas prefeituras para criação e gestão de políticas públicas que visam o desenvolvimento das cidades, emprego e qualidade de vida para a população.

A abertura do encontro será nesta quinta-feira, às 20h, com um jantar para os participantes, no Parque Vicentina Aranha. Na sexta-feira, os prefeitos e suas comitivas visitam a empresa Vale Soluções e Energia (VSE), o Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista, o Cecompi, e conhecerão o Parque Tecnológico.

No período da tarde, a programação segue com visita à Embraer e ao Centro de Educação Empreendedora (Cedemp), onde o Secretário de Educação de São José dos Campos fará uma apresentação sobre a “pedagogia empreendedora de sonhos” e sobre a Feira do Jovem Empreendedor, que desde 2002 divulga os projetos empreendedores dos estudantes de São José dos Campos. A edição deste ano, prevista para novembro, será a 9ª e a expectativa é de que 120 mil pessoas passem pela feira.

A pedagogia empreendedora dos sonhos estimula e prepara o aluno para buscar a realização do sonho. O projeto é aplicado desde a pré-escola, já que o empreendedorismo é um traço cultural de São José dos Campos.

Prefeitura de São José

Mais de 1000 alunos recebem certificados da Prefeitura

A Prefeitura de São José dos Campos entregou certificados a 1.192 alunos que concluíram os cursos de qualificação do Progeo (Programa Gerando Oportunidades). Logo após a cerimônia, realizada na sexta-feira (11) na Casa do Idoso, muitos manifestaram planos para o futuro profissional.

A doméstica Magda Campos Dias de Moraes, de 36 anos, era a única mulher no curso de elétrica de autos, uma área masculina, mas em nenhum momento ficou constrangida. “Meu marido é mecânico. Fiz o curso, gostei muito e quero trabalhar com ele na oficina que temos em casa”, disse ela, que pretende deixar sua antiga profissão.

Quem também planeja mudar de área é o gerente de marketing William Telles, 29 anos. Estava desempregado quando soube da abertura de cursos gratuitos do Progeo. Optou por mecânica de automóveis, por ter muitos amigos na área, o que facilitaria sua recolocação.

“Durante o curso voltei a trabalhar com marketing, mas tenho projetos para atuar como mecânico de automóveis”, falou. Com ele, outros 112 alunos receberam o diploma de mecânica e elétrica e 1.080 concluíram os cursos de auxiliar administrativo, auxiliar de logística, assistente de contabilidade e assistente de recursos humanos.

A área de gestão encantou Sueli Rosemary Araújo, 55 anos. Devido a um problema de saúde, ela foi transferida para o setor administrativo da empresa onde trabalhava, e permaneceu por um ano e meio. “Estou desempregada, mas pretendo continuar na área e meu próximo passo é fazer o curso de contabilidade da ETEC (Escola Técnica)”, falou Sueli, formada em assistente administrativo.

Os alunos que não puderam comparecer à cerimônia na sexta-feira podem retirar o diploma na Secretaria de Relações do Trabalho, na avenida Barão do Rio Branco, no Jardim Esplanada, das 8h às 17h. A certificação dos alunos é dada pelo Senai de São José dos Campos, que, em parceria com a Prefeitura, ministra os cursos.

Prefeitura Municipal

Com participação da População, Prefeitura cria Cidade do Futuro

A cidade abaixo dos seus pés começa acima da sua cabeça. O sonho é o germe da realização. Como escreveu o poeta e escritor português Fernando Pessoa (1888-1935): “Somos do tamanho de nossos sonhos”. Instituições de São José resolveram sonhar a cidade de forma coletiva, atraindo cada vez mais pessoas a imaginar uma ‘São José dos Campos e dos Sonhos’, como foi batizado o projeto do grupo, com mais qualidade de vida.

Participam o Sesc de São José, as secretarias de Meio Ambiente e Educação, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo, a Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) e o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento). Eles querem encontrar, de forma coletiva, os caminhos que apontem o futuro da cidade. Imaginar como será São José daqui a 5, 10, 20 e 50 anos. Para eles, muito mais do que esperar pelas ações do poder público, a qualidade de vida na cidade depende dos moradores.

“A cidade nos pertence. O bairro ser melhor ou pior depende da minha atuação. Não só do poder público, que pode fazer muitas coisas e, tempos depois, estar tudo destruído”, diz Vera Assis, educadora ambiental da Educação. Construir a cidade com o envolvimento de todos os cidadãos. Sonhar coletivamente. Imaginar um futuro melhor para todos. Utopia? O grupo admite que sim, mas uma utopia que seja factível.

Sérgio Seabra, coordenador de Programação do Sesc, diz que o grupo se pôs a pensar em quais sonhos deveria ter sobre a cidade. Segundo ele, não adianta sonhar com uma esteira rolante cruzando São José de ponta a ponta, como no desenho dos Jetsons. “Queremos discutir propostas que, não necessariamente, o prefeito queira implantar imediatamente, mas que permitam sonhar como a cidade será daqui para frente. Nada de soluções mágicas ou impossíveis, mas sonhos factíveis”.

O primeiro passo foi definir uma agenda de trabalho que contempla quatro momentos. O primeiro, o de lançamento do projeto, ocorrerá nas próximas terça e quarta-feira.  Três palestras marcarão a abertura do projeto. Na terça, a importância de sonhar a cidade será tratada pelo teólogo e filósofo Leonardo Boff. No dia seguinte, a urbanista e superintendente do Instituto Inverde, Cecilia Herzog, e a jornalista Natália Garcia explorarão o tema “a cidade” e contarão suas experiências de como colocar sonhos em prática.

Um seminário internacional com especialistas de várias áreas será realizado em junho, para ampliar o debate com conhecimentos e ações que estão sendo aplicadas em várias partes do mundo. “Tudo o que precisamos aprender não está apenas em São José. Vamos buscar experiências fora daqui que nos ajudem a sonhar uma cidade melhor”, afirma o gerente do Sesc de São José, Oswaldo Ferreira de Almeida Jr. Em outubro, o projeto apresentará uma mostra de trabalhos de 120 jovens da Fundhas e de profissionais de São José.

O Vale

Reitor cria novo projeto para o futuro do ITA

Referência no ensino de engenharia no país, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, se prepara para uma reformulação. Entre as mudanças estão a duplicação da capacidade de alunos formados, ampliação de sua estrutura física e alterações na formatação dos cursos.

Em entrevista a O VALE, o reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, explica que a discussão sobre como ensinar engenharia tem sido feita pelas principais instituições de ensino do mundo, a fim de formar profissionais preparados para “um mundo mais globalizado, com mais ênfase em inovação, diferente de 30 anos atrás”.

Pacheco, no comando do ITA há pouco mais de cinco meses, também falou sobre a parceria com o MIT (Escola de Engenharia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o reconhecimento do ITA no exterior e as principais dificuldades nessa fase de expansão.

Há uma definição sobre as novas áreas em que o ITA pretende atuar?
Temos algumas coisas que achamos que seja prioridade, mas acabamos de criar uma comissão que irá discutir essa estratégia de expansão. Ela será instalada em maio e tem um ano para definir o que vamos fazer. Temos algumas áreas que temos quase certeza que devemos atuar que são engenharia de materiais e de sistemas, mas ainda vamos discutir isso com mais detalhes. A grande discussão não é só da área que vamos atuar, mas de como estamos ensinando engenharia. Há uma ideia de aumentar o núcleo de disciplinas, diminuindo as áreas de especialização, mantendo por exemplo engenharia só aeronáutica, só mecânica, uma formação mais ampla (Hoje, o ITA possui graduação em engenharia aeronáutica, eletrônica, mecânica-aeronáutica, civil-aeronáutica, computação e aeroespacial).

Quem forma a comissão?
São nove membros internos do ITA e nove externos, formados por ex-reitores e professores conceituados. Posso citar alguns nomes como Alvaro Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina, Brito Cruz, da Unicamp e Fapesp, João Fernando de Oliveira, do IPT, Reginaldo dos Santos, que foi reitor do ITA, Silvio Meira, da Universidade Federal de Pernambuco, e Emílio Matsui, da Embraer.

O MIT também participará desse processo?
Um dos temas da cooperação assinada com o MIT é sobre a renovação do ensino de engenharia que eles também estão fazendo. As principais escolas de engenharia tem feito essa discussão de como renovar o ensino para que o profissional que a gente forma esteja mais preparado para atuar no mundo que é diferente de 30 anos atrás, um mundo mais globalizado, com mais ênfase em inovação. Então, o MIT vai sim participar dessa discussão.

Como está a ampliação do campus para receber o dobro de alunos?
O projeto de licitação para construção dos novos alojamentos já se iniciou. Vamos lançar o edital daqui a um ou dois meses. O começo das obras está previsto para setembro ou outubro. Esse novo alojamento terá capacidade para 1.200 alunos (hoje, são 600), é uma obra que demora 3 anos para ficar pronto, dividida em três blocos (o novo alojamento terá 53 mil metros quadrados. Já toda a obra da duplicação do ITA fica pronta em 3 ou 4 anos com laboratórios novos e células novas.

E o que será feito com o atual alojamento?
Será destinado aos alunos da pós-graduação, o que será um atrativo, pois hoje eles não têm esse alojamento.

Quando o ITA estará pronto para receber maior número de alunos?
No próximo vestibular, sem ser este (de dezembro), já vamos para 240. E em cinco anos alcançamos a capacidade máxima, pois, a cada ano, 120 novos alunos vão entrando e demoramos cinco anos para formar uma turma. Por isso, esse aumento será gradual.

Hoje, há mais competição pelos melhores alunos com universidades do exterior?
Acho que há uma diferença no perfil dos alunos que recebemos hoje em relação a antigamente que é o grau de informação que eles têm. Eles são mais globalizados. Muito pouca gente sai para fazer uma graduação no exterior. Sinceramente, acho que não é muito vantajoso. Recebi aquele aluno que passou aqui e foi para Harvard e conversei com os pais dele. É muito melhor fazer a graduação no ITA e eventualmente fazer um doutorado ou pós doutorado no exterior. Em nossa ida a Boston (EUA), um professor do MIT disse claramente que o ITA seleciona melhor seus alunos que o próprio MIT. O ITA não deve nada para universidades de fora pela qualidade dos seus alunos de graduação.

E como estimular esses alunos a permanecerem no Brasil e atuarem no país?
O ITA forma engenheiros muitos especiais, muito bem preparados. Nosso problema é estimula-los a trabalhar no Inpe, na Embraer, nos institutos, nas empresas. Nós queremos fortalecer esse cluster aeroespacial. Essa é nova missão principal. Os institutos precisavam ter um plano de renovação no quadro de pesquisadores. Isso vale para o ITA, o Inpe e o DCTA. Para sermos atrativos, teremos que mostrar o quão interessante é trabalhar nas instituições, não apenas por salário, mas por motivação.

O Vale