Escola de ensino Aeroespacial ficará pronto apenas em 2014

O centro de capacitação aeronáutica e de defesa do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) que será instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos vai demandar investimento de R$ 84 milhões e será inaugurado em 2014.

Conforme antecipado ontem por O VALE, a unidade vai oferecer 5.800 vagas por ano, sendo 5.000 em cursos gratuitos voltados para a qualificação e aprendizagem. As demais vagas serão para ensino superior e destinadas por cursos tecnólogos, com mensalidade de R$ 650. No entanto, haverá condições especiais para alunos de baixa renda.

Ontem, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo, o presidente estadual do Senai, Paulo Skaf, assinou parceria com o governo francês para auxiliar na formalização da grade curricular e estrutura da unidade, que terá 21 mil metros de área construída.

O acordo envolveu empresas do setor aeroespacial francês, entre elas a Dassault, que concorre com a sueca Saab e a norte-americana Boeing no fornecimento de caças à Força Aérea Brasileira pelo programa F-X2, e a Thales, líder mundial em tecnologia para o mercado aeroespacial, de defesa e transportes.

As empresas e o governo francês ficarão responsáveis pelo intercâmbio de informações para a realização dos cursos. “A intenção é que nossos técnicos e professores vão à França e os deles venham para cá, e assim formarmos o melhor conteúdo teórico e prático”, disse Skaf.

O embaixador da França no Brasil, Yves Edouard Saint-Geours, creditou a assinatura da parceria de ontem ao acordo firmado entre o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da França Nicolas Sarkozy em 2008.

“A parceria envolvia transferência de tecnologia e recursos humanos. O alvo do governo não são parcerias comerciais, mas algo mais integrado”, disse o embaixador. Skaf salientou que o centro não terá exclusividade dos franceses e revelou interesse de outros países, como os Estados Unidos, em novas parcerias em troca de transferência de tecnologia.

A implantação da unidade do Senai depende da aprovação do conselho administrativo do Parque Tecnológico e da prefeitura para a doação de área, o que, segundo Skaf, deve acontecer nos próximos dois meses. O Senai custeará 100% do prédio, sem financiamento. “Serão R$ 64 milhões para a unidade de aeronáutica e outros R$ 20 milhões para a unidade de defesa, que ficará no mesmo local”, disse o presidente do Senai e da Fiesp.

A Prefeitura de São José não comentou o assunto. Por meio de sua assessoria, informou que aguarda a aprovação do convênio para a instalação da unidade entre Parque Tecnológico, prefeitura e Senai para falar sobre o centro.

O Vale

Devido a atraso Escola Tecnica Federal deve sair só em Agosto

A primeira escola técnica federal de São José só deve começar a funcionar em agosto com mais de dois anos de atraso em relação ao cronograma original e com dois cursos, metade do previsto inicialmente. O governo federal informou que o atraso é consequência da demora na realização do concurso público para contratação dos professores. A seleção teria demorado porque só pôde ser realizada após a homologação da escola pelo MEC (Ministério da Educação).

As negociações envolvendo a instalação de uma escola técnica federal em São José se arrastam desde 2009. A previsão inicial era que a instituição começasse a funcionar em março de 2010. O futuro campus, que irá funcionar nos prédios usados pela Revap (Refinaria Henrique Lage) durante as obras de modernização, na zona leste, contará com os cursos de técnico em mecânica e automação.

Foi adiado a abertura de vagas para os cursos de técnico em geologia e eletrotécnico. Segundo o governo federal, os novos cursos serão oferecidos de forma gradativa. A previsão é que as inscrições para o vestibular sejam abertas no final de abril. Poderão participar estudantes que concluíram ou estão cursando o ensino médio das redes públicas e particular. Inicialmente, está previsto que sejam oferecidas 160 vagas.

Garabed Kenchian, pró-reitor de extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, alça do MEC, disse que foram contratados 20 professores sendo 10 da administração e 10 do corpo docente. “Estamos na fase de licitar os serviços de limpeza e vigilância e para as obras de adaptações como divisões e instalações elétricas”, afirmou.

Na unidade de São José dos Campos, serão investidos cerca de R$ 2 milhões para a implantação da infraestrutura e equipamentos. Um instituto federal também está em construção em Jacareí, mas as obras só devem ser concluídas em agosto de 2013. As negociações para a construção de uma unidade em Aparecida, também estão suspensas.

O Vale

Para a volta do funcionamento, abrigo é desativo na cidade

A Prefeitura de São José decidiu transferir os ex-moradores do Pinheirinho alojadas no ginásio do Caic do Dom Pedro 2º para outros abrigos municipais. O objetivo é liberar o prédio para o retorno escolar de cerca de 900 crianças. As aulas foram retomadas pela rede municipal no último dia 6, mas no Caic serão iniciadas com pelo menos uma semana de atraso.

No local, ainda vivem cerca de 50 famílias sem teto. Muitas delas não pretendem deixar o abrigo em razão da dificuldade para alugar um imóvel com o valor do auxílio-moradia oferecido pela prefeitura (R$ 500 por mês, mais cota única de R$ 500 a título de auxílio-mudança).

“Não adianta pegar o cheque se não temos para onde ir. Estamos procurando um lugar para ficar, mas não encontramos”, disse o desempregado Fabricio Silva de Souza, 25 anos. Junto com sua mulher e dois filhos, ele divide uma das 14 salas de aula do Caic.

Souza deve ser transferido para o ginásio de esportes Ubiratan Pereira Maciel, também no Dom Pedro, até amanhã. No local, vivem outras 32 famílias. Lá, a história de Souza irá se somar a de outras famílias abrigadas que afirmam passar pela mesma dificuldade.

No Jardim Morumbi, a situação se repete. O motorista desempregado Dirceu José da Silva, 48 anos, tenta, sem sucesso, encontrar um emprego e uma casa para morar. “Não tenho fiador e não consigo alugar uma casa. Também estou procurando emprego, mas eles tem preconceito com quem morou no Pinheirinho. O nosso medo é nos mandarem para a rua.”

Ao lado dos colhões de Dirceu, o jovem Bruno Fernando Ganso, 15 anos, enfrenta um outro desafio. Sozinho, ele acabou de passar por uma cirurgia de apendicite e depende dos cuidados de outros sem-teto para se recuperar. Sem poder se inscrever no programa do aluguel social, ele teme ser colocado na rua. A mãe está presa e ele não conhece o pai.

No abrigo, as críticas com relação à falta de infraestrutura continuam. Mães reclamam que não podem fazer a mamadeira de seus bebês e da falta de frutas e refrescos para os pequenos durante as tardes quentes. As crianças não entendem porque as piscina poliesportiva ficam trancadas. Procurada, a prefeitura não comentou os casos.

Ao todo, cerca de 200 famílias sem-teto ainda estão alojadas nos quatro abrigos públicos Caic e os ginásios esportivos do Dom Pedro 1º, Vale do Sol e Morumbi. O líder dos sem-teto, Valdir Martins, o Marrom, disse que a transferência das famílias reflete o despreparo da prefeitura no acolhimento. “É um absurdo transferir de um abrigo para outro. O acolhimento não foi preparado como disseram. Fizeram a desocupação as pressas e sem se preocupar com as pessoas.”

O Vale

Investimento de R$40 milhões em construção de escola

Duas megaescolas de ensino integral serão construídas em São José para atender cerca de 2.000 alunos em bairros da periferia. As obras devem ser iniciadas ainda nesse primeiro trimestre nos bairros Frei Galvão, na zona leste e no Parque Interlagos, zona sul. A estimativa é que as unidades funcionem em 2013.

O investimento previsto pela Prefeitura de São José, na ordem de R$ 40 milhões, é o maior do governo Eduardo Cury na construção de unidades de ensino. Em média o custo de uma escola convencional varia de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões. A implantação das Efeti (Escola de Formação em Tempo Integral) é promessa de campanha do prefeito Eduardo Cury. O tucano prometeu implantar 12 unidades em São José, mas apenas sete foram instaladas.

Segundo o secretário de Educação, Alberto Marques, a proposta original era adaptar prédios já existentes com ambientes pedagógicos e laboratórios, mas nem todas as escolas tinham espaço. “Optamos por projetar duas grandes escolas que não vão deixar nada a desejar para escolas americanas. Elas terão o dobro do porte para que os alunos possam estudar com o melhor que podemos oferecer.”

Segundo Marques, a escolha pelos bairros atende ao crescimentos das duas regiões que receberam conjuntos habitacionais populares. Com o dobro do tamanho 10 mil metros quadrados de construção, os custos também serão maiores. A estimativa é que sejam gastos R$ 2 milhões por mês para a manutenção de cada um dos prédios.

Cada Efeti irá oferecer 15 salas de aula e outros 15 ateliês com atividades específicas em áreas como comunicação, esporte e meio ambiente. Também está prevista a construção de teatros e ginásios cobertos. Para atender a jornada ampliada serão necessários mais 22 professores e seis estagiários.

O Vale

Lombofaixa será instalada em travessia de escolas

A Prefeitura de São José vai investir R$ 300 mil na implantação de travessias elevadas, denominadas lombofaixas, em frente a 21 escolas públicas e particulares.

As obras começaram no último final de semana e serão executadas pela Urbam (Urbanizadora Municipal) no período de férias. A escola Álvaro Gonçalves, no Campo dos Alemães, zona sul, foi a primeira contemplada. O objetivo das travessias, que têm a mesma altura da calçada, é conter a velocidade dos carros e garantir segurança aos pedestres.

Cinco lugares já contam com lombofaixas a rua Rubião Junior, Coronel José Monteiro (Calçadão), José de Alencar (em frente ao Paço), rua Euclides Miragaia (em frente à Casa do Idoso) e praça João Kennedy. “Essa é uma forma de garantir a acessibilidade das pessoas e a diminuição de velocidade dos carros para que o pedestre tenha preferência”, afirmou o secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira.

Segundo ele, as lombofaixas não podem ser implantadas em todas as unidades de ensino porque depende da característica da via. “Vias de circulação muito rápida que contam com semáforos não comportam uma lombofaixa.”

Segundo ele, nos corredores com esse perfil, serão avaliadas outras intervenções. Uma delas pode ser a redução da velocidade permitida, medida já adotada em três corredores Cassiano Ricardo (Aquarius), Jorge Zarur (Vidoca) e Anchieta (Esplanada).

A professora Janice Carvalho, 38 anos, que mora no Campo dos Alemães, aprovou a medida. “Tem muita criança que sai da escola sem olhar a rua direito e tem muito motorista que passa sem respeitar a velocidade. Então, tudo que vem para aumentar a segurança das crianças, é importante.”

Em paralelo à implantação das lombofaixas, a prefeitura criou uma nova sinalização de solo que tem o objetivo de favorecer o pedestre. A sinalização mostra a imagem de uma pessoa atravessando a avenida e aponta a distância restante para a chegada a uma faixa de pedestre, ou seja, de uma travessia segura.

Uma sinalização desse tipo foi pintada nas proximidades da Secretaria de Transportes, no centro da cidade, para identificar a reação dos pedestres. Em setembro, a prefeitura lançou uma campanha de proteção ao pedestre na abertura da Semana Municipal de Trânsito.

A exemplo do que foi feito em São Paulo, a Secretaria de Transportes anunciou na ocasião que iria reforçar a fiscalização nos semáforos para autuar os motoristas que deixassem de dar a preferência nos cruzamentos. A secretaria também anunciou a instalação de gradil nas calçadas com objetivo de obrigar os pedestres a irem até a faixa antes de atravessar a rua. Somente no ano passado, 34 pessoas morreram atropeladas no trânsito de São José, contra 19 em 2009.

ONDE VÃO FICAR AS LOMBOFAIXAS

Centro (1)
Rua Padre Rodolfo

Leste (7)
– Rua José Molina x Julieta D. Claro, na Vila Industrial
– Rua das Enfermeiras x Rua dos Tecelões, Jd. Valparaíba
– Rua Bendito Andrade, no

Galo Branco(4)
– Rua Ayrton Senna da Silva, no Jardim São José
– Rua Uberlândia com rua Araguari, Jardim Ismênia
– R. Angelo Scarpel com Carlos Alberto Silva, P. Nova Esperança
– Rua Aurélio Portilho Castellanos, Jardim Mariana

Norte (3)
– Rua Olivo Gomes, na Vila Alexandrina
– Rua Olivo Gomes, em frente à escola Vera Lúcia Carnevalli, em Santana
– R. Alzira Lebrão, Alto da Ponte

Sul (10)
– Rua Bacabal, Parque Industrial
– Avenida Dom Pedro 1º, no Jardim Imperial
– Rua Waldemar Teixeira, no Parque Interlagos
– Rua Itapoã, no Jardim Satélite
– Rua José Alves dos Santos, Floradas de São José
– Rua Matias Peres, Floradas de São José
– Rua Maria Francisca de Jesus, Floradas de São José
– Rua Tsunessaburo Makiguti, Floradas de São José
– Monte Azul, Chácaras Reunidas
– Rua Albertina Pereira de Lima, no Campo dos Alemães

O Vale

Unidades da escola tecnica federal, serão implantadas no Vale

As obras da Escola Técnica de Jacareí devem começar em 2012, com previsão de início das aulas para 2013. Em São José, as atividades começam no segundo semestre do ano que vem. As duas unidades terão capacidade para atender até 1.200 alunos, que serão selecionados por meio de vestibular para os cursos técnicos, e por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) para os cursos superiores.

Em Jacareí, os cursos técnicos oferecidos serão nas áreas de edificações, manutenção e suporte em informática, meca-trônica e logística. No futuro, o campus também poderá receber cursos de tecnologia e licenciatura. Os cursos de São José ainda não foram definidos. De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto Federal de São Paulo, que administra as unidades, em breve haverá uma audiência pública com a população para identificar as necessidades da região.

A unidade irá funcionar em instalações dentro da Revap (Refinaria Henrique Lage), em são José, após acordo firmado entre o Ministério da Educação e a Petrobras. Por conta das adequações, ainda não estão definidas as divisões do campus. O edital do concurso público para seleção dos professores já foi publicado e as inscrições acontecem de 3 a 11 de novembro. A prova está prevista para 12 de dezembro.

Estrutura. O campus de Jacareí será construído na região do Residencial Fogaça, no Jardim Elza Maria, zona leste da cidade, em uma área total de 5.281,21 metros quadrados, com três blocos diferentes. Na cidade já foi realizado concurso público e os professores aguardam convocação.

“A vinda da escola vai gerar mais oportunidades de qualificação da mão de obra para os nossos jovens”, afirmou o prefeito de Jacareí, Hamilton Ribeiro Mota (PT).

O Instituto Federal de São Paulo oferece educação profissional e tecnológica em diferentes modalidades de ensino. Existem unidades em Caraguatatuba e Campos do Jordão.

POR DENTRO

O QUE
São José e Jacareí irão receber unidades da Escola Técnica Federal, que oferece cursos técnicos e superiores por meio de vestibular e do Sisu. Os campi terão capacidade para atender até 1.200 alunos

OBRAS
Em Jacareí, as obras devem ter início em 2012 e vão custar R$ 13,5 milhões. As aulas começam em 2013. A unidade de São José vai funcionar dentro do prédio da Revap. O edifício terá adequações ao longo do primeiro semestre de 2012

INFORMAÇÕES
Podem ser obtidas por meio do site www. ifsp.edu.br

O Vale

Simulado da ONU

Com a finalidade de vivenciar um ambiente diplomático, um grupo de alunos do 9º ano da rede municipal participa da 4ª edição do Simulado Anglo (Sian), realizado no Colégio Anglo, em São José dos Campos. O evento começou na terça-feira (12) e foi encerrado na sexta-feira (15).

Em 2010, foi a primeira vez que alunos da rede municipal participaram, já que antes o Sian era aberto somente para estudantes do ensino médio. Na ocasião foram convidados quatro alunos de escolas municipais que formaram a delegação francesa.

Nesta edição, 25 estudantes do ensino fundamental da rede pública participam do evento a convite da organização. Para formar a comissão da rede municipal foi realizada uma seleção. A escolha levou em conta os melhores desempenhos em diferentes características como: boa comunicação, criatividade, iniciativa e argumentação.

Durante o simulado os alunos participam de várias atividades, sempre como negociadores e diplomatas. Nos fóruns de discussão são abordadas questões de importância e relevância no contexto mundial, para isso cada estudante representa um país ou um personagem que precisa defender a posição oficial de sua nação.

Para o aluno Felipe de Oliveira, que no simulado foi membro do comitê “Organização dos Estados Americanos Liberdade de Expressão da Imprensa na América Latina”, o que mais chamou a atenção foi nível de conhecimento entre os participantes e a seriedade com que todos encararam o evento.

O professor Vicente Barleta também ficou impressionado com o que viu. E as oportunidades podem ir além. No ano passado, por exemplo, um dos representantes da rede municipal no simulado foi escolhido para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16), realizada no México.

Fonte: O Vale

Agentes Públicos Eleitos vs. Educação Pública

O Sr e Senador Cristovam Buarque apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (Vereador, Prefeito, Deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. As consequências seriam as melhores possíveis. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.

Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque é um engenheiro mecânico, economista, educador, professor universitário e político brasileiro, membro do PDT.

Atualmente é senador pelo Distrito Federal. Já foi Ministro da Educação entre 2003 e 2004, no primeiro mandato do agora ex-presidente Lula. Nas eleições de 2010, foi reeleito para o cargo de senador pelo Distrito Federal, com mandato até 2018.

 

 

 

Para saber mais sobre a lei que está andamento no Congresso acesse: Senado Federal

 

FONTE: Site Senado Federal / Wikipédia