Obras de melhorias podem ser barradas pelo Ministério

O Ministério Público em São José dos Campos ameaça recorrer à Justiça contra as obras de infraestrutura compensatórias que a prefeitura pretende realizar nos bairros que ficaram de fora das metas de regularização do município. Dos 160 bairros clandestinos, só 27 serão regularizados até o fim do mandato do prefeito Carlinhos Almeida (PT). Nos demais, o governo planeja melhorias como pavimentação e mutirões de pintura de casas em parceria com a iniciativa privada. Cerca de 80 mil pessoas vivem atualmente nos loteamentos irregulares.

O promotor de Habitação, Gustavo Médici, diz que a maioria dos bairros está em áreas de preservação ambiental ou de risco, onde a regularização não é possível. Segundo ele, “em termos jurídicos, é completamente proibido realizar obra em parcelamento irregular”. A media caracterizaria desperdício de dinheiro público. “Fazer ruas, parquinhos, pinturas, não dá. Se for ilegal, eu entro com ação contra o governo”, diz. A dona de casa Cecília Ramos, 67 anos, moradora da Vila Rhodia (zona norte), conta apenas com luz elétrica em casa. Nas estatísticas, ela integra o grupo de 26% dos bairros clandestinos que só contam com rede de energia. Somado aos que têm luz e água, o índice chega a 76,5%.

Somente 3,09% têm água, luz, esgoto, pavimentação e drenagem. Eles devem ser regularizados primeiro. Sem conhecer os números, Cecília espera garantir a posse do imóvel e ficar onde está. “Gosto daqui. Já fui morar no Campo dos Alemães e voltei por causa da violência”, conta ela. Para compensar a revisão da ofensiva, o governo iniciou uma ‘operação belezura’ nos loteamentos. Pintou casas, colocou bloquetes e fez obras de paisagismo e estética no Costinha (zona norte). Promete fazer o mesmo em outros sete bairros. O Ministério Público de São José dos Campos pressiona a prefeitura a decidir rapidamente o destino dos bairros clandestinos, especialmente aqueles em áreas de risco.

Em reunião no começo do mês de agosto, a Promotoria de Habitação cobrou um cronograma de ações da administração para estes loteamentos.  O governo terá até 60 dias para entregar um roteiro com os prazos que seguirá para regularizar os bairros tecnicamente viáveis e retirar as famílias dos lugares inadequados. Segundo o promotor Gustavo Médici, o tempo de acomodação do novo governo está acabando. “Ele herdou a administração com todos os problemas que já tinha. Não posso aguardar muito tempo para que ele se reestruture”, disse. “O prefeito tem o dever de se agendar dentro da prefeitura e dar continuidade à administração, mas eu não posso ficar aguardando indefinidamente”, completou. Médici afirmou que a regularização tem que seguir normas técnicas, e não políticas.

Priorizar os loteamentos conforme o grau de risco e aqueles sem entraves técnicos. “Havendo possibilidade técnica de regularizar, o MP adota o entendimento de que se deve regularizar. Quando tecnicamente não dê para fazer a regularização, eu sou contra ela.” Para o promotor, a demora na decisão de quais bairros serão regularizados não se sustenta mais. “O prefeito está numa situação de risco pessoal. Ele já tem esses dados e, teoricamente, teria que adotar providências urgentes em inúmeros casos. Preciso de prazos e cronogramas”, disse Médici. “Há pouco tempo para adequação. O que preciso é que o prefeito apresente uma pauta factível para justificar o meu aguardo.”

Crise no Transporte Público na cidade é sobre as Vans Alternativas

As empresas de ônibus de São José dos Campos entraram com uma ação na Justiça pedindo o fim do transporte alternativo na cidade. Elas alegam que, com base nos contratos de concessão firmados em 2008, durante o governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB), têm direito à exclusividade na exploração do serviço de transporte coletivo, o que tornaria ilegal a atuação dos perueiros. A ação movida pelas empresas de ônibus corre na 1ª Vara da Fazenda Pública, que negou em caráter liminar o pedido das empresas e deu prazo de 60 dias para que a prefeitura se manifeste sobre o assunto. A assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes informou que a prefeitura já foi notificada da ação, mas não comentaria o assunto ontem com O VALE. O transporte alternativo de São José é regulamentado por uma lei municipal de 1994 e hoje é operado por 80 vans. A Associação do Transporte Alternativo informou ontem que só vai se pronunciar após ter acesso ao teor do pedido.

Segundo a assessoria de imprensa das concessionárias CS Brasil, Expresso Maringá e Saens Peña, a ação das empresas pretende “coibir a atuação de vans que passaram a operar ilegalmente no município após a conclusão dos processos licitatórios que outorgaram as concessões do serviço público”. Em seu despacho, publicado no último dia 1º, o juiz Silvio José Pinheiro dos Santos, disse que “os agentes de transporte que as empresas pretendem tirar de circulação os chamados ‘alternativos’ ou ‘perueiros’ não são os clandestinos, mas aqueles que contam com permissão/autorização para exercício de sua atividade”. O vereador Luiz Mota (DEM), membro da Comissão de Transportes da Câmara, disse que é contrário ao pedido das empresas.“Sou contrário à retirada das vans, pois elas já operavam quando as atuais empresas chegaram na cidade. As empresas deveriam se preocupar em prestar um serviço de melhor qualidade à população”, disse o parlamentar.

O vereador Fernando Petiti (PSDB) estranhou o pedido das empresas e disse que elas “já ganharam diversos benefícios da prefeitura e, agora, querem tirar o transporte que todo mundo sabe que é organizado”. “O pedido das empresas é um fato estranho”, afirmou. A Prefeitura de São José realiza no próximo domingo um plebiscito sobre o futuro da ECO (Estação de Conexão) do Campos de São José, na zona leste da cidade. Segundo a Secretaria de Transportes, os moradores da região vão decidir se o terminal alvo de críticas desde sua construção, durante o governo Eduardo Cury deve ser mantido ou desativado. A votação será feita por meio de cédulas que serão distribuídas em oito pontos da região, entre escolas e igrejas, das 9h às 17h.

Poderão votar pessoas maiores de 16 anos que morem ou sejam donas de imóveis nos bairros Campos de São José, Mariana 1 e 2, Santa Cecilia 1 e 2, Cajuru, Pousada do Vale, Serrote, Jardim Helena e Monterrey. Todos deverão levar documento com foto e comprovante de endereço. As empresas de ônibus de São José, entraram com uma ação Justiça para acabar com a concorrência do transporte alternativo. Elas alegam que as vans passaram a operar ilegalmente na cidade, após o processo de concorrência no setor, realizado em 2008.

Mudanças no Transporte Público tem melhorias na cidade

Valdemir Alves utiliza todos os dias o sistema de transporte público de São José dos Campos. Há cinco anos a rotina é a mesma. Ir para o ponto de ônibus às 6h15, descer na rodoviária meia hora depois e pegar outra condução até chegar ao trabalho. Na última semana, no entanto, o vendedor de 40 anos passou a economizar no tempo de viagem e no preço da passagem. Implantado pela Prefeitura desde o dia 27 de julho, o sistema de bilhete único, que permite a utilização de até quatro ônibus pagando apenas o valor de uma tarifa, vai poupar cerca de R$ 150 por mês à família de Alves. Para sair do Altos da Vila Paiva, zona norte, e chegar até o Satélite, na região sul da cidade, ele desembolsava pouco mais de R$ 300 do salário mensal.

“Não tenho nenhuma ajuda de custo no meu emprego, por isso, já calculei quanto vou conseguir poupar com esse sistema. É importante ter o controle dos gastos, ainda mais por não ter uma renda fixa”, explicou o vendedor antes de embarcar no ônibus e seguir para o trabalho. “Agora, dá para chegar mais cedo. O ônibus entra no corredor aqui na Avenida São José e vai embora”, disse. As faixas exclusivas para o transporte público, que também começaram a funcionar na última semana, são apontadas pela doméstica Maria José Pereira dos Santos, de 35 anos, como uma das principais melhorias realizadas no setor. Deixar o Parque Novo Horizonte, bairro onde mora na zona leste, e ir até o Esplanada do Sol, região oeste do município, leva até 20 minutos a menos, segundo ela.

“Pode parecer pouco, mas para quem depende de ônibus todos os dias, esse tempo faz muita diferença. Principalmente depois de um dia inteiro de trabalho”, garantiu. O bilhete único é outro beneficio ressaltado por ela. “Eu gostei muito e meu patrão também, agora ele gasta menos com a minha passagem”, brincou. Com menos tempo dentro do ônibus e com um período de duas horas para usar o bilhete único, Maria José aproveita para resolver assuntos particulares no centro e, até mesmo, fazer compras antes de voltar para casa. “Dá para passar na padaria, na lotérica, comer um lanche. É uma facilidade que temos.”

Laildes Barbosa de Souza, 25 anos, mora na zona leste e trabalha no centro da cidade. Para ela, a lotação dos ônibus nos horários de maior movimento é um dos principais incômodos no sistema de transporte público. O problema, segundo avaliou, foi minimizado com a volta dos ônibus articulados em algumas linhas do município. “Eles são confortáveis, cabem mais pessoas”.

Ministério Público apura erro nas Vacinações

O Ministério Público de São José instaurou inquérito civil público para apurar suposta insuficiência da Prefeitura de São José e do governo do Estado na aquisição das vacinas contra a Gripe A e na distribuição das doses. O titular da 14ª Promotoria, Marcos Antônio Librelon, encaminhou ofício no último dia 14 ao prefeito Carlinhos Almeida (PT) pedindo que ele informe as ações desenvolvidas no município no combate ao vírus H1N1.

O prazo para resposta é de 20 dias a partir da data do recebimento do ofício. O pedido para a instauração do inquérito foi feito pelo ex-vereador Cristiano Pinto Ferreira (PV), que disputou o Paço no ano passado. Ele está preocupado com o que classificou como surto de H1N1 em São José. Neste ano, 7 pessoas já morreram por causa da gripe A na cidade, mais do que as 6 mortes na pandemia de 2009.

“Não tenho dúvidas de que há ainda mais mortes por causa da doença. No entanto, eles estão sendo notificados como origem desconhecida, por exemplo”, afirmou Cristiano. “Acredito que, a partir do momento em que as pessoas estão morrendo, o governo tem de fazer alguma coisa”, completou. O promotor Marcos Antônio Librelon não foi localizado ontem por O VALE para comentar o assunto. A vacinação contra a Gripe A começou em 15 de abril último. A meta era imunizar ao menos 100 mil pessoas do total de 125 mil que compõem público alvo idosos com 60 anos ou mais, bebês de seis meses e menores de 2 anos, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após parto) e portadores de doenças crônicas.

Em maio, a cidade superou a meta, atingindo 92% do público. No entanto, devido à grande procura por pessoas do grupo que não tinham conseguido se vacinar, a prefeitura pediu ao Estado mais doses. Novas 10 mil vacinas foram enviadas à cidade, mas acabaram em 48 horas. No início deste mês, a Secretaria de Saúde recebeu outras 19 mil doses e, na sequencia, mais 9.000. O medicamento Tamiflu, usado no tratamento da Gripe A, esteve em falta no dia 22 de maio. A secretaria só recebeu o remédio no dia seguinte. Segundo documento do MP, o Estado também tem responsabilidade sobre o grande número de casos na cidade.

A Prefeitura de São José informou, por meio de nota, que já recebeu a notificação do Ministério Público. A resposta ainda será encaminhada e o seu teor será no sentido de esclarecer que a aquisição da vacina de gripe é de responsabilidade do Ministério da Saúde, bem como a definição do público alvo. Já a distribuição das doses é de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde. O governo do Estado informou por meio da assessoria que, além das vacinas enviadas para São José suficientes para vacinar o grupo de risco, a cidade recebeu outras 55 mil doses entre maio e junho. Ainda segundo a Secretaria de Estado da Saúde, os município que solicitaram novas doses foram atendidos. Além disso, 150 mil doses do medicamento Tamiflu foram enviadas a São José.

Lançamento do Livro de Luiz Fernando dos Santos

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Lançamento do livro “O amor vale a pena”, de Luiz Fernando dos Santos

Informações:A biblioteca pública Cassiano Ricardo fará o lançamento do livro  de Luiz Fernando dos Santos ” O amor vale a pena”.

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Mais Informações:

Local: Biblioteca Pública Cassiano Ricardo
Data: 21-06-2013
Horário: 19h30
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 99 – Centro.

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Exposição Pereirões utilizados no filme “Aparecida, o Milagre”

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Exposição Pereirões utilizados no filme “Aparecida, o Milagre”

 Na cidade para públicos exposição Pereirões utilizados no filme ” Aparecida,o Milagre” e confeccionados por Benedito Santos.

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Mais Informações:

Local: E.C.Chico Triste
Data: 18-06-2013
Horário: 8h às 22h
Endereço: Rua Milton Cruz, s/ n° – Jardim São Jorge (Vila Tesouro).

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Cidade Apresenta Cortejo de violeiros

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Cortejo de Violeiros

Abertura com Cortejo de Violeiros e da Cirandeira Ana Carvalho, Pereirões do Grupo Piracema e Pereirões de Benedito Santos. – Homenagem ao Rei e Rainha do Grupo de Moçambique da Vila Tesouro. – Apresentação do Grupo de Moçambique da Vila Tesouro. – Café caipira.

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Mais Informações:

Local: E.C.Chico Triste
Endereço: Rua Milton Cruz, s/ n° – Jardim São Jorge (Vila Tesouro)
Data: 18-06-2013
Horário: 19:00hr(s).

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Ônibus Públicos terão Wi-Fi para moradores na cidade

O transporte público de São José dos Campos ganha nesta quarta-feira (17) o acesso diário e gratuito à internet via Wi-Fi – rede sem fio. São José é a primeira cidade a implantar o sistema de internet gratuita em ônibus urbanos. O sistema começou a operar na sexta-feira (12) em três veículos: no carro 1081 da Saens Peña; no 2295 da CS Brasil e no 3172 da Expresso Maringá. Até o final de abril estará em nove veículos cobrindo diferentes linhas da cidade terão o sistema, que deverá ser implantado em toda a frota da cidade.

Nesta primeira etapa, a cada três veículos trabalharão com diferentes operadoras telefônicas para verificar a qualidade do sinal e o melhor sistema para a cidade.

Para conectar, basta ter um aparelho móvel (notebook, netbook, tablet, celular), pesquisar o sinal no próprio aparelho, e colocar o login e senha que segue o padrão: wifisjc. Os ônibus que possuem o serviço serão identificados para os usuários por meio de adesivos.

Publicado em: 24/04/2013