Preparativos à seleção de novas empresas está na fase final

Termina em outubro (31) a fase de pré-cadastro de pequenas e médias empresas de base tecnológica que pretendem se instalar no Centro Empresarial II (CE II) do Parque Tecnológico – São José dos Campos. Até agora, 85 empresas da região do Vale do Paraíba, de outros estados e até do exterior, já efetuaram o pré-cadastramento, confirmando interesse em ocupar um dos 50 espaços que deverão estar disponíveis a partir de março de 2014.

A construção do Centro encontra-se em estágio avançado prevendo-se sua entrada em operação ao final do primeiro trimestre de 2014, elevando para 75 o número de pequenas e médias empresas (PMEs) residentes no PqTec.  Muito importante, a obra segue segundo planejamento original em termos de prazo e orçamento. Até o momento, já foram concluídos a estrutura pré-fabricada, as redes subterrâneas e o capeamento do piso, assim como a estrutura metálica de cobertura.

Empresas interessadas em ocupar um espaço no novo centro empresarial podem acessar o formulário e fazer o pré-cadastro. A próxima e última etapa do processo de seleção será a chamada pública, a partir de novembro, quando as empresas interessadas deverão apresentar, entre outros documentos, plano de negócios e projeto para concorrer ao espaço. Resultados deverão ser anunciados até o final de fevereiro de 2014.

A partir do dia 25 de Agosto, começa a funcionar o nono número

No próximo dia 25 de agosto (domingo), os números de celular do interior de São Paulo (DDD 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19) ganham um nono dígito, assim como já aconteceu com os da capital paulista. A medida – que aumenta de 37 milhões para 90 milhões de combinações em cada área – atingirá todo o Brasil até 2016, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Confira abaixo uma entrevista com
Valdomiro Souza, Gerente de Infraestrutura de TI e Operações da Zenvia, uma das maiores empresas de mobilidade no Brasil.

O que muda a partir do dia 25 deste mês?
Basicamente, para acessar os celulares do interior paulista, por voz ou por mensagem, os interessados devem acrescentar o número “9” à esquerda do número existente (Ex: 9 XXXX-XXXX). Há um período determinado de adaptação, no qual as ligações serão completadas com os oito dígitos atuais, após ouvir uma mensagem de orientação quanto à mudança.

Quais os impactos decorrentes dessa alteração, principalmente para quem trabalham com TI?
Os principais impactos estão nas regras de validação dos números. No caso da Zenvia, por exemplo, tivemos que adicionar em uma centena de aplicações estas novas regras de validação, além do trabalho de atualização de bases de dados, favorecendo nossos clientes que não precisarão fazer qualquer atualização nesse sentido. Trata-se de um trabalho delicado, pois todas as regras de negócio existentes não podem ser impactadas de outra forma, apenas na validação necessária com o nono dígito. Além disso, faremos testes de homologação com as operadoras de telecomunicações e internamente para nos certificarmos que as mudanças seguem as regras da Anatel. A partir do primeiro minuto do dia 25, toda a equipe de TI da Zenvia trabalhará, em um pequeno intervalo de tempo, para executar tais alterações e validações, em paralelo aos times das operadoras.

Pode citar alguma dica que facilite a migração?
A melhor forma de executar a migração é seguindo a regra: números de telefone com DDDs de 12 a 19 iniciados por: 6, 8, 9, 70, 71, 72, 73,74, 75,76 e 79 são celulares e recebem o nono dígito. Os números iniciados por: 2, 3, 4, 5, 77 e 78 não são celulares e, portanto, não ganham o nono dígito. De qualquer forma, a Anatel disponibilizou uma cartilha com as melhores práticas para a migração.

O que a Zenvia fez para aumentar a comodidade dos seus clientes?
Iniciamos esse trabalho de adequação em 2012, com a primeira fase de migração para o nono dígito ocorrida com o DDD 11. Um dos grandes desafios é implementar uma solução que permita a automática adequação quando encaminhamos ou recebemos números antigos (com oito dígitos), das regiões que foram atingidas pela mudança. A adequação de software atingiu mais de 300 milhões de registros em nosso banco de dados. O objetivo da Zenvia é desobrigar nossos clientes de dedicar tempo a isso, minimizando, assim, o impacto em seus sistemas atuais.

Você sugere algum aplicativo que atualize a agenda do celular automaticamente?
Existem boas opções gratuitas de Apps nas lojas do Google Play (plataforma Android) e App Store (plataforma iOS/Iphone). Porém os demais smartphones e feature phones exigirão a edição manual de cada contato.

Telefones via rádio serão atingidos com a mudança?
Conforme resolução Anatel n.º 553/2010, os planos de numeração destinados ao Serviço Móvel Especializado (SME/Rádio) não sofrerão alterações, permanecendo com códigos de acesso com oito dígitos.

Empresas querem dinheiro público para cobrir ‘rombo’

O relatório do fluxo de caixa e do balanço econômico das empresas de ônibus que operam o transporte público em São José dos Campos sugere o repasse direto de dinheiro do poder público para cobrir os prejuízos que elas estariam tendo na prestação dos serviços. Nos dados encaminhados pelo secretário de Transportes, Wagner Balieiro, à Câmara de São José, no final de junho, a Expresso Maringá, uma das três empresas concessionárias, afirma que “seria necessário um aporte direto do poder concedente (prefeitura) no valor de cerca de R$ 43,8 milhões (atualizados em dezembro de 2012), à empresa concessionária, para cobrir os desequilíbrios financeiros com as operações”.

A Maringá e a CS Brasil exploram o transporte público na cidade desde 2008 e a Saens Peña, desde 2010. O contrato de concessão dos serviços públicos tem um prazo de 12 anos. A CS Brasil aponta que nos primeiros cinco anos do contrato as perdas acumuladas foram de R$ 50,1 milhões. A Saens Peña diz que seu déficit é de R$ 8,2 milhões em dois anos de concessão. Pelos dados das empresas, a exploração dos serviços de transporte público em São José seria um “mau negócio”, com prejuízos acumulados de cerca de R$ 102 milhões. As empresas alegam que a prefeitura fez novas exigências que não estavam previstas no edital, publicado em 2007, durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Cury, que “afetaram significativamente os resultados projetados para o fluxo de caixa da concessão”.

Entre essas exigências estão o aumento da frota a partir do segundo ano do contrato, aumento da quantidade de viagens e da quilometragem rodada e a exigência de contratação de cobradores para os micros ônibus. Elas também disseram que tiveram prejuízos com a contratação de pesquisadores, mais cartões de passe eletrônico e com a compra de sapatos para os funcionários. A Avetep (Associação Valeparaibana de Transporte Público), não quis comentar o assunto com O VALE. O ex-secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira, contesta as empresas e diz que todas as exigências estavam previstas no edital de licitação. “Se elas estão tendo prejuízo, por que continuam operando em São José”, questionou. O vereador Luiz Mota (DEM), da Comissão de Transportes, também não acredita em prejuízos. “Acho que é um alegação para forçar o aumento da tarifa.”

Segundo Balanço, Vans tem prejuizo de R$ 26 milhões

Relatório elaborado pelas empresas de ônibus de São José dos Campos aponta um prejuízo de pelo menos R$ 26,7 milhões causado pela atuação do transporte alternativo na cidade. O documento, encaminhado à Câmara no início do mês, traz um balanço financeiro das concessionárias. Atualmente, o transporte coletivo de São José é operado pelas empresas CS Brasil, Expresso Maringá do Vale e Viação Saens Peña. O suposto déficit causado pela atuação das vans se refere somente ao lote 3, operado pela Maringá única a mensurar esse impacto. O prejuízo teria sido acumulado entre julho de 2009 e novembro de 2012. As três empresas de ônibus pedem na Justiça o fim do transporte alternativo em São José, alegando que a atuação dos perueiros causa uma concorrência ilegal no sistema. Segundo as concessionárias, os contratos firmados com a prefeitura em 2008 dão a elas o direito à exclusividade na exploração do serviço.

A atuação dos perueiros é regulamentada por uma lei municipal de 1994. Hoje, 80 vans operam linhas. Não existem números oficiais sobre o número de passageiros transportados pelas vans em São José. No relatório enviado à Câmara, a Maringá cita “levantamentos” dando conta de que cada veículo transporta 300 passageiros ao dia. A empresa alega que 27 vans atuam em sua área de concessão, ‘retirando’ 8.100 passageiros dos ônibus. “Conforme estabelecido nos termos do edital de licitação, a Prefeitura de São José dos Campos assumiu explicitamente a obrigação de realocar os alternativos para serviços complementares, não concorrendo com os serviços delegados por meio do contrato de concessão. Tal obrigação não foi cumprida”, diz a Maringá.

Nenhuma das concessionárias se pronunciou sobre o assunto ontem. O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse que a licitação feita pelo governo Eduardo Cury (PSDB) “não definiu qual seria o papel do transporte alternativo a partir dali”. “Os alternativos não foram incluídos nesse processo.” A ação contra os perueiros corre na 1o Vara da Fazenda. A prefeitura tem 60 dias para se manifestar.

A ação movida pelas empresas de ônibus pedindo o fim do transporte alternativo chegou a surpreender a prefeitura?
Isso era algo que poderia acontecer a qualquer momento. Já havia, inclusive, alertado os permissionários sobre isso em algumas reuniões que tivemos.

Por que isso já era esperado?
Na licitação feita em 2008, era fundamental definir qual seria o papel do transporte alternativo a partir dali, mas isso não ocorreu. Na época eu era vereador, e a bancada do PT apresentou uma emenda nesse sentido, mas ela acabou rejeitada. A licitação foi feita, as empresas vencedoras ganharam o direito de explorar o sistema e agora entraram com esse pedido na Justiça.

A prefeitura vai defender a atuação dos perueiros?
A prefeitura vai responder os questionamentos feitos e, depois, cumprir o que for decidido pela Justiça. Ela solicitou uma série de documentos, e a prefeitura tem 60 dias para se manifestar.

As vans vêm perdendo passageiros por conta de medidas determinadas pela prefeitura, como a implantação da bilhetagem eletrônica e, recentemente, a integração das linhas, que beneficiam apenas usuários dos ônibus. A administração tem interesse na permanência do transporte alternativo?
O fato de essas medidas beneficiarem apenas os usuários dos ônibus é reflexo da licitação feita em 2008. No momento em que alguma medida deveria ter sido tomada, isso não aconteceu. Os alternativos não foram colocados nesse processo.

A população corre o risco de ficar desassistida caso a Justiça decida retirar as vans de circulação?
Os usuários não serão prejudicados. Seja qual for a decisão da Justiça, eles terão o seu transporte garantido.

O transporte alternativo foi regulamentado em São José pelo governo PT em 1994. O que representaria para o partido uma eventual extinção do sistema?
O transporte alternativo reconhece todo o trabalho que o PT fez por ele, inclusive regulamentando a atividade.

Parque Tecnologico é disputado por mais de 70 empresas

Interessados devem apresentar plano de negócios com detalhes do projeto a ser desenvolvido; processo de seleção foi lançado em abril. O processo de seleção para ocupação de 50 espaços no Centro empresarial II do Parque Tecnológico de São José dos Campos já tem mais de 70 empresas pré-cadastradas. O processo formal de seleção será realizado por meio de chamada pública e conduzido por especialistas contratados para este fim. O edital será lançado no final de outubro. As empresas cadastradas por meio do site do Parque Tecnológico são de pequeno e médio porte e originárias de várias partes do país e do exterior. A maior parte, contudo, é de São José dos Campos e região.

Empresas interessadas em participar do processo de seleção deverão apresentar seu plano de negócios, com o detalhamento do projeto a ser desenvolvido, seguindo as orientações e o descritivo do edital – a ser lançado em novembro. As instituições classificadas serão aquelas que obtiverem maior pontuação. O processo de seleção foi lançado em abril, durante a Feira de Aeroespaço e Defesa Latino-Americana da América Latina (LAAD 2013, sigla em inglês), com o objetivo de atrair para a cidade pequenas e médias empresas, do país e do exterior, que atuam nos campos de tecnologia avançada e inovação.

Em sua primeira etapa, de abril a outubro deste ano, o Programa de Seleção de Empresas prevê a divulgação e conscientização das comunidades nacional e internacional para o empreendedorismo inovador de base tecnológica e para mostrar a oportunidade oferecida pelo Parque Tecnológico.  O Centro Empresarial II está em construção e o início de suas operações está previsto para o final do primeiro trimestre de 2014. O prédio tem 12 mil metros quadrados, construído em dois pavimentos.  Os espaços empresariais são constituídos por módulos com áreas que vão de 60 até 180 metros quadrados. O local terá oito salas de reunião de uso comum, recepção centralizada e laboratórios de uso compartilhado.  O apoio à criação e o desenvolvimento de novos empreendimentos inovadores e de base tecnológica constitui a principal missão do Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Empresas de Aviação fazem acordo na cidade

A Embraer, de São José dos Campos, e a Boeing anunciaram ontem que vão formar parceria para a promoção e venda do cargueiro militar KC-390, projeto da fabricante brasileira em fase de projeto. O anúncio foi feito no Paris Air Show, salão aeronáutico que acontece no aeroporto de Le Bourget, em Paris. Segundo as companhias, pelo acordo, a Boeing irá liderar as campanhas de vendas do KC-390, oferecendo também suporte e treinamento, nos EUA, no Reino Unido e em mercados selecionados do Oriente Médio. A Embraer irá fabricar a aeronave e colaborar nas vendas, suporte e treinamento, informou a empresa.

“O KC-390 é uma aeronave extremamente capaz e que continua a atrair o interesse de várias nações e a experiência da Boeing no campo do transporte militar é ideal para uma parceria no mercado internacional”, disse em nota Luiz Carlos Aguiar, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, responsável pelo projeto do KC-390. “Este acordo fortalece o nível de cooperação entre ambas as empresas e as indústrias de defesa do Brasil e dos Estados Unidos”, concluiu o executivo. O KC-390, projeto contratado pela FAB (Força Aérea Brasileira), em 2009, é a maior aeronave a ser fabricada no Brasil e estabelece novos padrões em termos de desempenho, carga, capacidade, flexibilidade e custos de ciclo de vida, com emprego multi-missão de transporte militar de médio porte e reabastecimento aéreo com capacidades avançadas.

Segundo a Embraer, as estimativas iniciais do mercado potencial para o KC-390 são de aproximadamente 700 aeronaves, mas esse número poderá aumentar com a inclusão de novos mercados. A aeronave já concluiu a Revisão Crítica de Projeto (CDR) e o desenvolvimento está dentro do cronograma previsto. O primeiro voo deve ocorrer em 2014 e a produção seriada, a partir de 2015. A Embraer divulgou também a confirmação de vendas de 16 E-Jets para várias companhias aéreas.

A venezuelana Conviasa confirmou a compra de mais 7 Embraer 190. A JAL (Japan Airlines) também confirmou a aquisição de mais quatro jatos 170. Já a Air Costa, da Índia, confirmou a compra de dois E-Jets 170 e um 190. A Air Lituânica, da Lituânia, também confirmou a aquisição de um modelo 170 e outro 175, para suas rotas na Europa. A empresa é nova cliente da Embraer. Os anúncios foram feitos no salão aeronáutico de Le Bourget, em Paris, França.

O grupo europeu EADS, que possui entre suas divisões a Airbus, anunciou ontem que vai se instalar no Parque Tecnológico de São José dos Campos, com o objetivo de desenvolver atividades de pesquisa e tecnologia (P&T) em cooperação próxima com entidades brasileiras. A divulgação ocorreu no Paris Air Show, salão aeronáutico que acontece no aeroporto de Le Bourget, em Paris.

Numa primeira etapa, o novo centro vai acolher pesquisadores e técnicos da Cassidian, a divisão de defesa e segurança do Grupo EADS, que estará trabalhando no desenvolvimento e melhoramento de seus projetos de defesa e segurança, incluindo a transferência de tecnologia para o governo brasileiro e para as instituições de ensino, bem como as empresas nacionais. No Parque Tecnológico, o grupo vai ocupar uma área inicial de 140 metros quadrados. Entre os prováveis projetos do novo centro de pesquisas da Cassidian estará o desenvolvimento de uma solução de software para o monitoramento de zonas marítimas, dentro do programa conhecido como Amazônia Azul.

Empresas são atraídas para a cidade

O prefeito de São José dos Campos e os secretários de Desenvolvimento Econômico e de Transportes vão participar, a partir do dia 17, de uma missão internacional para fortalecer a presença da cidade no mercado do setor aeroespacial, para a atração de empresas, serviços e negócios no segmento de alta tecnologia.

A participação do prefeito e dos secretários atende ao convite de empresários do setor que vão participar, entre os dias 17 e 21 de junho, da 50ª Paris Air Show, em Le Bourget, na França, considerada a maior feira do setor aeroespacial no mundo. O prefeito viaja para a França no final de semana de 15 de junho e retorna para a cidade no dia 23.

“Quando se fala em indústria aeroespacial no Brasil, logo se associa a São José dos Campos. E a presença do prefeito em um evento internacional do setor reforça a boa imagem que as empresas do município têm. Representa a confiança do governo nas empresas e traz credibilidade para todos”, afirmou Ana Maria Renó Minucci, da empresa Figwal. A comitiva também visitará fabricantes do sistema de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e cidades da França e Holanda que têm essa modalidade de transporte.

Os preparativos para a viagem serão discutidos nesta quinta-feira (6), quando o prefeito receberá 14 empresários do setor aeroespacial. O encontro é para planejar a atuação da Prefeitura na missão internacional. Em Le Bourget, no primeiro dia (17), o prefeito e os secretários estarão na abertura do Pavilhão Brasil e se reunirão com empresários e representantes da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) e do Ministério da Defesa, além de participar de encontros com o embaixador do Canadá, Lawrence Cannon.

No dia 18, o grupo se reúne com empresários franceses e holandeses do setor aeroespacial e representantes de desenvolvimento econômico de regiões industriais da França em busca de investimentos para São José dos Campos. No dia 20, a comitiva participa do seminário “Invest in Brazil – Aerospace & Defence”.

VLT e inovação
Após participarem do Paris Air Show, o prefeito e os secretários visitarão indústrias fabricantes do sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na França e Holanda. A visita tem o objetivo de avaliar o desempenho dos sistemas em implantação e as possibilidades de investimento em São José dos Campos por parte de indústrias ligadas a esse modelo de transporte. No dia 21, o grupo vai conhecer o sistema de VLT em Haia, na Holanda, e também centros de pesquisa, inovação e tecnologia aberta. O prefeito foi convidado a conhecer as instituições que pretendem se instalar em São José dos Campos. Em março, o município recebeu a liberação de R$ 800 milhões do Governo Federal para a implantação do primeiro trecho de VLT na cidade.

Cidade participa de Feira Mundial da Aviação

Empresas do setor aeroespacial de São José dos Campos se preparam para participar da Paris Air Show, a mais importante feira mundial de aviação, que acontece em junho, no aeroporto de Le Bourget, em Paris. Um grupo de 16 empresas do APL (Arranjo Produtivo Local) Aeronáutico vai expor seus produtos e serviços na feira, que completa neste ano a sua 50ª edição.

O Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), gestor do APL Aeroespacial é quem irá liderar as empresas na exposição. A entidade participa pela quarta vez da feira. Este ano, o Cecompi vai ocupar espaço no estande da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Material de Defesa). “A Paris Air Show é a principal vitrine da aviação mundial e possui ambiente propício para a prospecção, anúncios e fechamento de negócios futuros”, disse Agliberto Chagas, secretário executivo do Cecompi.

Ele avalia que é uma oportunidade para as pequenas empresas do setor se apresentar à indústria aeroespacial mundial. “É importante estar lá e poder iniciar conversações que podem resultar em parcerias e contratos futuros”, afirmou Agliberto. Das 16 empresas que o Cecompi vai capitanear no evento, que será aberto no dia 17 de junho, 8 estão estabelecidas em São José dos Campos e região.

O Cecompi já programou encontros e reuniões com o cluster aeroespacial do Canadá, entre outras atividades. “Quando participamos pela primeira vez, apenas duas empresas do APL eram exportadoras. Hoje, 15 exportam”, disse o secretário do Cecompi. O empresário Francílio Graciano, da Troya Indústria de Máquinas e Engenharia, avalia que o salão de Le Bourget é um local importante para se atualizar com o mercado mundial.

“É possível estabelecer muitos contatos com empresas aeronáuticas do mundo todo. Oportunidade para mostrar a capacidade da empresa”, disse o executivo. A Troya é especializada em estruturas aeronáuticas. “Nós somos especializados em produzir linha de montagem de avião”, disse Graciano. “Trabamos com a Embraer e com seus parceiros”, completou o executivo. Estabelecida no distrito industrial do Chácaras Reunidas, a empresa gera 35 empregos diretos e outros 200 indiretos, segundo Graciano.

Durante a feira, as principais empresas aeronáuticas do mundo, como Boeing, Airbus e Embraer, entre outras, costumam anunciar contratos de vendas. Este ano, por exemplo, a expectativa é que a Embraer faça o lançamento oficial da sua nova geração de jatos para a aviação comercial. A companhia vai modernizar a sua família de E-Jets 170/190,prevista para entrar em operação em 2018.

O Vale

Anjos do Brasil ganham parcerias com empresas da cidade

Nesta terça-feira (7), às 18h30, o Parque Tecnológico de São José dos Campos, o Cecompi e a organização Anjos do Brasil assinam um termo de parceria visando o apoio e a promoção de iniciativas voltadas ao fortalecimento de investimentos-anjo e à disseminação da cultura do empreendedorismo entre as empresas de base tecnológica. Os investidores-anjos são pessoas físicas ligadas à organização Anjos do Brasil, que reúne profissionais, empresários e operadores do mercado financeiro dispostos a investir recursos próprios ou de terceiros em idéias e projetos inovadores, que tenham reais possibilidades tecnológicas e viabilidade econômica.

A parceria com a Anjos do Brasil irá contribuir muito para o desenvolvimento de nossas empresas, pois trata-se de um instituição de reconhecido valor e competência, dedicada ao desenvolvimento do empreendedorismo inovador”, afirmou Horacio Forjaz, diretor geral do Parque Tecnológico.  A presença dos investidores-anjos junto às pequenas e médias empresas de base tecnológica instaladas no Parque Tecnológico poderá agregar conhecimentos e práticas da moderna gestão empresarial e contribuir para a aceleração do crescimento e da estabilidade desses empreendimentos.

Após a cerimônia de assinatura do termo da parceria, será ministrada palestra sobre o programa “InovAtiva Brasil” e um depoimento de um empreendedor beneficiado pela organização Endeavor, de apoio a empreendedores. As apresentações são gratuitas e os interessados em participar devem se inscrever pelo e-mail: [email protected].

O “InovAtiva Brasil” é um programa que visa capacitar pessoal e impulsionar negócios com foco em inovação e é destinado tanto a futuros empreendedores, que têm uma ideia no papel e buscam apoio para realizá-la, quanto a empresas nascentes.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 06/05/2013

Empresas investem na abertura de centro de convivências

Comer, beber e comprar. Empresas de São José dos Campos estão investindo na abertura de espaços de convivência para fidelizar os clientes, atrair novos consumidores e agregar valor ao negócio original. A medida não sai barata. Seis lojas consultadas por O VALE gastaram, em média, cerca de R$ 3,6 milhões para abrir áreas de lazer.

Por outro lado, nenhum dos empresários disse que se arrependeu do investimento. Pelo contrário. Eles estão satisfeitos com o rendimento desses espaços. No sábado da semana passada, o empresário Enso Roberto Guratti, 41 anos, inaugurou o bar temático da loja Motoshopping, instalada na região central de São José Vendendo motos desde 1994, ele e um sócio resolveram abrir um bar conjugado à loja para atender os motociclistas e os apaixonados por velocidade em duas rodas. O espaço tem pneus nas paredes, ícones de motos e uma imensa guitarra vermelha na entrada, no melhor clima rock’n’ roll.

O Moto Café oferece café da manhã, lanche, almoço, jantar e porções e bebidas para o fim de noite. “As pessoas estão adorando o bar. O clima é ótimo, o lugar é agradável e o público entendeu o nosso espírito. É um grande negócio”, disse Guratti, que irá receber mulheres motociclistas com as respectivas mães na garupa no Dia das Mães. “Aqui dá para diversificar o nosso atendimento”, disse.

Na região oeste de São José, três lojas de roupas finas decidiram abrir um espaço conjunto e oferecer café e guloseimas aos clientes em pleno ar livre. Com seu ambiente tranquilo, amplo e confortável, o Maison du Café do Boulevard Depot agrada até quem não é cliente das lojas. Mas, segundo o gerente Rodrigo Bernardino, 27 anos, não demora muito para sê-lo. “O café agrega muito para as lojas”, afirmou.

“É um lugar muito gostoso de passar o tempo. E não tem jeito. A pessoa acaba olhando as vitrines e até comprando alguma coisa”, disse Ligia Cecatto, 46 anos, cliente do café. Desde 2001, o empresário Sérgio Baccho, dono das livrarias Maxsigma, sabe o valor da área de convivência. Apaixonado pelo tradicional café italiano Illy, ele colocou cafeterias oferecendo a bebida nas duas lojas que tem em São José, nos shoppings Colinas e Vale Sul. “Não dá para separar mais os livros do café.”

Quem vai comprar pão no supermercado Villarreal encontra um espaço aberto para o lazer dos clientes. Todas as cinco unidades da empresa na região contam com uma loja da franquia Fran’s Café, que oferece lanches e bebidas aos frequentadores do supermercado.

“Antes ou depois das compras, muitas pessoas marcam encontros no café”, explicou o gerente Saulo Pereira. Ainda em São José, lojas de vinho e grandes empreendimentos estão inovando com seus espaços de convivência. Abrir um espaço de convivência é uma boa sacada das lojas, que ajuda a fidelizar clientes, conquistar outros consumidores e diversificar o negócios, mas precisa obedecer algumas regras básicas.

Essa é a opinião de José Fábio Tau Júnior, gerente regional do Sebrae de São José dos Campos. Para ele, a primeira delas diz respeito ao planejamento. O espaço adicional tem que ser encarado como um novo negócio, exigindo um plano, investimentos e equipe treinada. Outra orientação é formatar a área de convivência de acordo com perfil do cliente da loja original. “Não dá para misturar muito os públicos, sob pena de perder clientes em ambos os negócios”.

Segundo Tau Júnior, obedecidas essas dicas básicas, o investimento nesse tipo de espaço vale a pena. “As áreas de convivência agregam valor ao negócio original. Mas é preciso decidir se a marca será mantida em ambos os espaços e treinar muito bem a equipe de atendimento.” Tendo dobrado o faturamento depois da abertura de um bar e espaço de degustação, a loja de vinhos Belaggio Vini resolveu inovar. Instalada no Esplanada, na região oeste de São José, a casa oferece “delivery de pessoas” para os clientes. “Buscamos e levamos em casa”, disse Tassyani Jardim, a dona do local. “E só cobramos os 10% da conta deles”.

O empreendimento de luxo da Alphaville, que está sendo construído em São José, terá um centro comercial próprio. Serão 54 lotes para comércio e serviços e outros 10 multiuso. “Quanto maior a variedade e opções os empreendimentos oferecem, mais procurados e valorizados eles se tornam”, disse Fábio Valle, diretor comercial e de novos negócios da Alphaville.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013