Comercio fica aquecido com o 13° salário

O décimo terceiro salário dos 582 mil trabalhadores da RMVale vai injetar R$ 1,2 bilhão na economia da região, de acordo com a projeção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Para a análise, o Dieese baseou-se no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e na Rais (Relação Anual de Informações Sociais), ambos do Ministério do Trabalho.

A pesquisa aponta que São José concentra 44,06% do valor estimado R$ 524 milhões. Ao todo, a cidade tem 207 mil empregados com carteira assinada. De acordo com a ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, a expectativa é que as vendas cresçam 13% no período de novembro a dezembro.

“O décimo terceiro contribui e aquece o comércio. As pessoas pagam suas dívidas, adquirem mais credibilidade e fazem novas compras”, afirmou o presidente da ACI, Felipe Cury. Outros R$ 195 milhões devem ser injetados na economia de Taubaté. A dica da presidente da Acit (Associação Comercial de Taubaté), Sandra Morales, é comprar à vista. “Queremos vender, mas também queremos que o consumidor entre o ano de 2013 com o pé direito. É importante comprar somente o que tiver necessidade”, disse.

O abono vai ajudar muita gente a pagar contas, comprar presentes e viajar. A supervisora de loja, Rosi Rodrigues, 36 anos, de São José, pretende começar o ano sem dívidas. “Vou pagar minhas contas para entrar 2013 livre de dívidas e, com o que sobrar, quero comprar presente para minha filha e sobrinhos. Eles são prioridade”, disse.

Já a atendente Thais dos Santos Moisés, 20 anos, vai usar parte do recurso extra para realizar o sonho de conhecer parte da família que mora em Minas Gerais. “Primeiro vou pagar as contas. E depois vou viajar pra conhecer minha avó, tios e primos que moram longe. Agora, poderei ir.”

O funcionário público, Ronaldo José Fonseca, 46 anos, vai juntar toda a família para descansar na praia. “Quero aproveitar para viajar com a família e relaxar um pouco. Trabalhamos muito durante todo o ano e merecemos um lazer. Mas vou pagar contas também”, disse. O Litoral Norte deve ser destino de muitos no fim do ano. Assim, boa parte do décimo terceiro salário deve aquecer a economia das quatro cidades Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela.

“Esperamos um bom movimento no litoral. Esse dinheiro vai aquecer todo o comércio de praia e shopping, além de restaurantes e hotéis”, afirmou o presidente da Aciu (Associação Comercial de Ubatuba), Ahmad Barakat. Para o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Hebert Claros da Silva, o valor a ser pago aos trabalhadores faz parte da campanha salarial. “O sindicato é sempre alvo de críticas e é nesse momento que se vê a importância das campanhas salariais”, disse.

O Vale

Publicado em: 07/11/2012

Segundo IBGE, economia tem avanço na região

Diante das medi das de estímulo do governo, o PIB (Produto Interno Bruto) esboçou uma reação e cresceu 0,4% no segundo trimestre na comparação livre de influências sazonais com o primeiro trimestre. Nos primeiros seis meses do ano, a economia se expandiu 0,6% ante mesmo período de 2011.

Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em valores, o PIB somou R$ 1,1 trilhão no segundo trimestre. O resultado ficou próximo ao previsto pelo mercado, cujas expectativas apontavam para uma expansão de cerca de 0,5% no segundo trimestre.

No primeiro trimestre do ano, a expansão tinha sido de 0,2% ante o período anterior, número que foi revisado pelo IBGE para 0,1%. A indústria caiu 2,5% de abril a junho ante o primeiro trimestre, já o setor de serviços, o de maior peso, avançou 0,7% na mesma base de comparação. A agropecuária registrou expansão de 4,9% do primeiro para o segundo trimestre.

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias, item mais importante nessa leitura, subiu 0,6% na comparação com o primeiro trimestre. O investimento, por seu turno, caiu 0,7%. O consumo do governo avançou 1,1%. Já as exportações caíram 3,9%, enquanto as importações (que são descontadas do cálculo do PIB, por refletiram uma produção realizada fora do país) cresceram 1,9%.

Já em relação ao segundo trimestre de 2011, o PIB cresceu 0,5%, num ritmo menos intenso em razão da crise externa e do seu contágio na economia do país. Na mesma base de comparação, o primeiro trimestre havia registrado expansão de 0,8%. O resultado reflete a queda de 2,4% da indústria, a expansão de 1,5% dos serviços e da alta de 1,7% da agropecuária. No que tange aos dados da demanda, o consumo das famílias teve alta de 2,4%. Já o investimento caiu 3,7%.

Já no indicador acumulado nos últimos 12 meses (quatro trimestres), os dados mostram um crescimento de 1,2% da economia.

O Vale

Cidade tem alto indice de Exportação em Julho de ano

São José registrou alta de 72,7% nas exportações em julho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011. O cenário em Taubaté foi semelhante. Dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior mostram que no mês passado São José exportou o equivalente a US$ 483,4 milhões, ante US$ 279,8 milhões em julho do ano passado.

No acumulado do ano, a cidade já despachou o equivalente a US$ 3,376 bilhões, crescimento de 3% se comparado com o mesmo período de 2011. O setor aeronáutico é o maior exportador do município, com volume de US$ 2,3 bilhões, seguido pelo segmento automotivo, com exportações de US$ 260 milhões.

Se comparado com junho, as exportações em julho registraram recuo de 23,6%. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José de Mello Corrêa, avalia que o desempenho é resultado do maior volume de entregas feitas pela Embraer no primeiro semestre deste ano. “No ano passado, a Embraer entregou menos aviões, o que refletiu nas exportações de São José, uma vez que a empresa é a maior exportadora da cidade”, disse.

Taubaté também registrou alta de 72% no período comparado. Em julho deste ano, o município despachou produtos no valor de US$ 149,4 milhões ante US$ 86,5 milhões em julho do ano passado. Jacareí registrou alta de 5% no mesmo período. Em julho, o município exportou US$ 21 milhões contra US$ 19,9 milhões no mesmo mês de 2011, segundo os dados.

O Vale

Economia da cidade é estimulado por Prática Esportiva

A prática de esporte em São José dos Campos teve um aumento considerável nos último anos e vem estimulando diversos setores da economia, como lojas de materiais esportivos e firmas especializadas na venda de suplementos alimentares.

Dados da Secretaria de Esportes revelam que a procura pelos eventos esportivos organizados pela prefeitura aumentou 66% entre 2010 e 2011, atraindo 25 mil pessoas. Esse universo de consumo vem sendo explorado por novos negócios.

A prática esportiva estimula vários setores na economia local. Vão desde pontos comerciais, com a venda de artigos esportivos e suplementos alimentares, até profissionais liberais, como médicos e fisioterapeutas. O estudante de administração Rodrigo Santana é um que decidiu investir na área. Ele está montando uma loja de suplementos alimentares.

“Eu percebi que as academias de ginásticas estão cada vez mais cheias. E cada vez mais as pessoas utilizam estes produtos para malhar”, disse Rodrigo. Um possível cliente do Rodrigo será Vítor Campanha. Ele se exercita em academias há seis anos e desde que começou, ele toma suplementos.

“Eu não consigo ganhar massa muscular naturalmente, por isso recorro aos suplementos”, afirmou Vítor. A médica ginecologista Ana Paula Ferreira tem como hobby o ciclismo. Ela começou a praticar o esporte há um ano e meio para se recuperar de um câncer e hoje participa até de competições.

Ela conta que gasta em média R$ 1.000 por mês só para praticar o esporte, com inscrições, manutenção, compra de acessórios e outras despesas. O público aumentou e consequentemente o universo de consumo também.

A Decathlon, uma loja de artigos esportivos de São José, tenta atender a todos os praticantes de esportes. O estabelecimento vende desde materiais para os esportes mais populares futebol, vôlei e basquete como para os menos praticados arco e flecha, rúgbi, e esqui.

O estudante Henrique Lima é consumidor das lojas de material esportivo e gosta dessa ampla variedade. “Gosto muito das opções aqui da loja, mesmo sem praticar todos os esportes, eu compro uma calça ou uma camisa só pelo estilo”. O circuito de rua de São José conta este ano com 14 corridas.

O Vale

Prefeitura recebe comissão de Econômia na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos recebeu nessa quinta-feira (24) uma comitiva de 25 representantes do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação. O encontro teve como objetivo promover a troca de conhecimento e experiências sobre ações realizadas pelos municípios brasileiros no desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação.

De acordo com a presidente do Fórum, Edna Antonelli, ter contato com as ações realizadas por São José dos Campos no que se refere à Ciência e Tecnologia é fundamental para a troca de conhecimentos com os demais municípios no sentido de estabelecer e ampliar o intercâmbio na promoção do tema.

“Essa troca entre os municípios é muito interessante porque o tema ‘Ciência e Tecnologia’ está presente na vida das pessoas e no cotidiano dos municípios, tanto nas áreas de Saúde, Educação, Meio Ambiente, Tecnologia da Informação, entre tantas outras”, afirmou Edna Antonelli.

Para ela, cada município possui sua peculiaridade, uma área de atuação específica no desenvolvimento científico e tecnológico voltado para atender suas demandas e necessidades regionais. “Temos exemplos dessas peculiaridades pelo Brasil afora, como é o caso do projeto Porto Digital em Recife (PE) e em Vitória (ES), que tem a atuação focada na educação infanto-juvenil, utilizando museus para promover a interação entre teoria e prática do conhecimento científico e sua aplicação no cotidiano”, explicou Edna.

O Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação seguirá para os municípios de Campo Grande (MS) e Florianópolis (SC) como parte da agenda de programação da Rota do Conhecimento em 2012.

Prefeitura de São José

É injetado R$ 26,5 na economia com o novo salário minimo

O reajuste no valor do salário mínimo, que passará de R$ 545 para R$ 622 a partir de 1º janeiro, injetará cerca de R$ 26,5 milhões no benefício dos aposentados e pensionistas de São José dos Campos e Taubaté. De R$ 259 milhões, o montante pago aos 270.937 beneficiários das duas maiores cidades da região irá para R$ 285,5 milhões.

O impacto na economia da região será ainda maior. Setores como o de serviços calculam o salário dos profissionais com base no valor vigente do mínimo. “O piso de muitas categorias supera o mínimo. O salário do segmento de serviços, como o da empregada doméstica, segue o mínimo nacional”, disse o economista Roberto Koga.

Opinião. Os aposentados e pensionistas da região divergem sobre o aumento. Vera Lúcia de Andrade, 61 anos, de São José, considera o aumento uma “ilusão”. “Esse salário é doído. O mais justo seria aumentar pelo menos R$ 100. As pessoas não vivem, mas sim sobrevivem com esse valor. Vivem sem dignidade, com dinheiro contado, mas e se vier uma doença? Não é suficiente”, afirma Vera.

Já a aposentada Dilma de Sousa, 55 anos, considera o valor justo. “As pessoas tem que parar de ser gananciosas. R$ 622 dá para ‘quebrar o galho’. Não se pode é parar de trabalhar. Dá para complementar a renda com artesanato.”

Há 20 anos aposentado, Benedicto Bueno Limeira, 75 anos, afirma que o consumismo das pessoas acaba fazendo com que o reajuste não tenha tanto impacto no bolso dos beneficiários. “A verdade é que quanto mais você recebe, mais você gasta. Esse reajuste de R$ 77 é relativamente bom. O problema é que sempre mudam as regras de aposentadoria e nosso benefício diminui”, disse.

Apesar do novo valor entrar em vigência em janeiro, os beneficiários deverão sentir o impacto no bolso em fevereiro, com o início do pagamento dos benefícios. O reajuste de 14% no salário mínimo vai representar uma despesa extra de R$ 23 bilhões para o governo.

O Ministério do Planejamento enviou ao Congresso Nacional proposta que corrigia o valor do salário mínimo de R$ 545 para R$ 622,73 em novembro.

O orçamento de 2012 foi aprovado pelo Congresso Nacional no dia 22, mas o valor do salário mínimo foi fixado por decreto presidencial. O orçamento traz a previsão de aumento de gastos do governo com o salário mínimo.
Cerca de 47 milhões de trabalhadores utilizam o mínimo como referência para pagamento de salário de forma direta ou indireta, incluindo aposentados e pensionistas.

O Vale

Boas ideias rendem dinheiro extra e até promoção no Vale

O modelador Sidnei Ribeiro de Alvarenga, 48 anos, achava demorado demais usar linhas de medida para chegar ao ponto exato a ser perfurado em uma peça da fuselagem do jato da Embraer Phenom 100. Decidiu criar uma plataforma do mesmo tamanho da peça no qual os pontos de perfuração já estavam definidos.

Deu certo e a inovação fez com que a empresa ganhasse 20 minutos em produtividade, um ganho considerável em uma linha de montagem de aviões. Alvarenga, que entrou na Embraer em 1984, foi premiado pela ideia, sua centésima implantada na empresa por meio do programa Boa Ideia, criado em 1988 e que já conta com 37 mil sugestões de empregados adotadas em diversos setores.

“A inovação sustenta nosso plano de negócio. O programa faz com que os empregados se sintam livres para sugerir melhorias e são premiados quando conseguem implantar essa ideia”, disse o gerente de Inovação e Gestão do Conhecimento da Embraer, Sandro Valeri. A estratégia das empresas é estimular o espírito de liderança e identificar falhas dentro de suas unidades.

Além da Embraer, outras empresas da região possuem programas semelhantes. A Volkswagen, com unidade em Taubaté, tem o ‘Geração de Ideias’, que fez com que a empresa economizasse R$ 16,9 milhões por meio de sugestões de empregados desde sua implantação, em 2001. Ao todo, mais de 11 mil projetos foram apresentados.

Em São José, a Johnson & Johnson promove a feira de inovação batizada de Eureka. Todo ano, funcionários montam estandes ao lado da praça de alimentação para que jurados avaliem seus projetos. Em 2011, foram cinco vencedores. Entre eles, dois do engenheiro de qualidade Alex Prado, 33 anos, que, ao lado de colegas de trabalho, desenvolveu uma tecnologia de padronização de agulhas, o que economizou o equivalente a R$ 150 mil por ano à fábrica.

Seu outro projeto fez com que brocas já usadas deixassem de ser jogadas no lixo. Depois de passar por um processo de revitalização, são reaproveitadas na fábrica, o que trouxe uma economia de R$ 500 mil à empresa.

“São projetos que surgem da própria necessidade na fábrica. Não há competição entre os grupos, que muitas vezes se ajudam em prol da empresa”, disse Prado. Segundo a especialista em Recursos Humanos da Universidade de Taubaté, Marilsa Tadeucci, esse tipo de programa, entre outros benefícios, pode melhorar o local de trabalho (leia texto nesta página).

Para o supervisor da Embraer Elixandro de Mattos Landim, 33 anos, o programa Boa Ideia representou sua promoção na empresa.

“Foi a alavanca para minha promoção, pois me trouxe visibilidade na concorrência por outra vaga. Hoje, utilizo o programa como estímulo para o setor que supervisiono”, afirmou Landim, que tem no currículo 27 ideias implantadas.

Na Embraer, as inovações implementadas são publicadas em murais e divulgadas no sistema intranet. O pintor de aviões André Luiz da Silva, 29 anos, autor de mais de 100 inovações, disse que no começo teve que conviver com piadas dos companheiros da linha de produção.

“Me chamavam de professor pardal. Aos poucos, eles foram vendo que as melhorias implantadas ajudavam a todos e hoje muitos me pedem ajuda”, afirma Silva. Alvarenga, outro campeão de ideias implantadas, acredita que permanece na empresa por tantos anos devido à fama do Boa Ideia. “Eu ajudo a empresa e ela me ajuda”, disse.

 O Vale

Cesta básica fica estável na região

O preço da cesta básica na região se manteve estável no último mês, com variação positiva de 0,09%, chegando a R$ 927,43. A cesta mais cara da região é mais uma vez a de Taubaté (R$ 946,21). A mais barata é a de São José (R$ 907,62).

Apesar da ‘gangorra’ no valor de alguns produtos, o preço da cesta no ano nunca variou mais que 1%. Para o consumidor, isso representa a manutenção dos gastos com alimentação.

“Este ano foi atípico. Já tivemos anos que a variação chegava a 5%”, afirmou o economista do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-sociais), da Universidade de Taubaté, Luiz Carlos Laureano, responsável pela pesquisa divulgada ontem. Para ele, uma série de fatores contribuiu para a estabilização do preço.

“Apesar de alguns problemas, no geral, a condição climática durante o ano foi considerada boa pelos produtores. Também tivemos a questão da carne e do leite. Durante o inverno, esses produtos tendem a subir mais, no entanto, pelo embargo da Rússia, sobrou mais para o mercado interno e o preço não subiu muito”, disse.

O consumidor percebeu a estabilidade no preço. Substituindo os produtos que subiam em determinado mês por outros que obtiveram queda, foi possível se prevenir de preços mais ‘salgados’.

Os ‘vilões’ da cesta básica em outubro foram a couve, mandioca e as carnes vermelhas. Por outro lado, produtos básicos da dieta dos brasileiros, como tomate, alho e feijão, registraram redução do preço em outubro.

Mas a estabilidade no preço pode acabar já neste mês, quando a alta no consumo pode fazer com que os valores subam até dezembro. “A tendência é que o valor da cesta básica suba nestes últimos dois meses do ano, possivelmente ultrapassando essa variação de 1%”, disse Laureano.

No ano, a maior variação de preço foi registrada em janeiro, quando o valor da cesta subiu 0,97%.

Valores. Em 2010, o valor médio da cesta da região no final do ano foi de R$ 924,95. Em novembro do ano passado, o preço da cesta subiu 2,51%

Já em 2011, o crescimento no valor da cesta é puxado pelos produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica, que subiram até 3,74%.

A pesquisa do Nupes é feita mensalmente em Caçapava, Campos do Jordão, São José dos Campos e Taubaté. O levantamento leva em conta o preço da cesta básica para uma família padrão com cinco pessoas com poder de compra de cinco salários mínimos vigentes (R$ 545).

Fonte: O Vale

Gastando Mais

Os moradores de São José dos Campos devem gastar mais em 2011.
Essa previsão de aumento levou a cidade a ficar entre as 20 maiores do país em consumo.

Edmar Aranda, corretor de imóveis em shoppings, assistiu nos últimos anos, um aumento de investimentos em São José dos Campos e decidiu abrir sua própria doceria.
Ele identificou que existia uma demanda muito reprimida neste mercado e faltava na verdade investidores. Com a parceria da esposa , comissária de bordo, eles  decidiram empreender.  

Nos últimos quatro meses, 10 novas lojas foram inauguradas no CenterVale Shopping. Elas são resultado de uma mudança no perfil do consumidor.
O o gerente comercial, Fernando Marchesi, explica que um fenômeno muito interessante em São José está fazendo o gasto médio em shopping aumentar.

Um levantamento feito pelo IPC Marketing Editora, aponta que São José dos Campos subiu duas posições no ranking de cidades que mais consomem no Brasil. Passou a ocupar o 20º lugar. Outra cidade da região que aparece na lista das 100 maiores em consumo no país é Taubaté, que está na posição 66 do ranking.

Nesse ano, os moradores joseenses devem gastar no comércio e com serviços quase R$ 12 bilhões.
De acordo com o levantamento, mais de R$ 3 bilhões serão gastos com a manutenção da casa, que inclui prestações, aluguel, condomínio, e contas de água, luz, telefone e internet.
Mais R$ 1 bilhão será gasto em alimentação dentro de casa. Outros R$ 723 milhões em refeições em restaurantes. Para manter um carro na garagem os moradores da cidade vão gastar quase R$ 650 milhões.

Os pesquisadores explicam que o aumento é reflexo da melhora no padrão de vida dos moradores da cidade. Famílias que eram da classe C migraram para a classe B e passaram a gastar mais com a casa, com roupas e com lazer.
A pesquisa mostra ainda que, o maior crescimento foi no número de famílias que passaram a ter uma renda de mais de R$ 2.750.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, José de Mello Corrêa, o salário na indústria e a produtividade melhoraram.
“Os PLRs (Participação nos Lucros e Resultados) que a gente tem aqui são grandes, das indústrias de manufatura. Então, isso subiu bastante a condição de compra das pessoas”.

FONTE:OVALE