Leilão dos Prédios da Ardon, terão lance minimos de R$8,6 Bi

A Prefeitura de São José dos Campos fixou em R$ 8,6 milhões o lance mínimo para a venda à iniciativa privada de duas das quatro torres inacabadas da Argon na orla do Banhado, no centro. O valor representa um custo de R$ 4,3 milhões por prédio, que fica na Vila Mascarenhas. O governo Eduardo Cury (PSDB) comprou os ‘esqueletos’ há 3 anos pelo custo de R$ 1,5 milhão por torre.

O edital para o leilão das torres, que contam com 16 andares e 128 apartamentos cada, será lançado até o final de junho. Vence a construtora que oferecer o maior valor pelos edifícios. Não há definição do que será feito com as outras duas torres.

A construtora que comprar os imóveis deverá finalizar a obra e comercializar os apartamentos por até R$ 160 mil pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, com financiamento da Caixa Econômica Federal. A proposta é que sejam contempladas as famílias com renda entre R$ 1.600 e R$ 3.100 já inscritas na fila da habitação do município. A fila da casa própria em São José conta com 26 mil famílias inscritas.

Todo o valor da venda vai para o cofre público da prefeitura, que não informou ontem o que irá fazer com o dinheiro. Segundo a administração, o valor do lance mínimo foi definido após laudo sobre a estrutura do imóvel. A Secretaria de Planejamento Urbano informou que também foi feita uma avaliação do imóvel que identificou uma valorização da região.

O secretário de Planejamento Urbano, Oswaldo Vieira Júnior, afirmou que os prédios já estão com o projeto aprovado na prefeitura. As torres leiloadas serão as duas que ficam mais próximas distantes do Banhado. “A área de abrangência dos prédios não está inserida em área de proteção ambiental do Banhado, definida pelas leis estadual e municipal, podendo ser utilizada para fins urbanos nos termos da lei de zoneamento”, disse, em nota.

Os prédios da Argon começaram a ser construídos em 1990 e as obras foram paralisadas dois anos depois com a falência da construtora. Os esqueletos inacabados foram por muito tempo ponto para uso de drogas.

A prefeitura comprou as torres em 2009 para incorporar os prédios em programas habitacionais populares, mas descartou a ideia porque as famílias ‘não teriam como arcar com os custos de manutenção’. Pouco tempo depois, as estruturas foram usadas para mudança do traçado da Via Norte.

O Vale

É injetado R$ 26,5 na economia com o novo salário minimo

O reajuste no valor do salário mínimo, que passará de R$ 545 para R$ 622 a partir de 1º janeiro, injetará cerca de R$ 26,5 milhões no benefício dos aposentados e pensionistas de São José dos Campos e Taubaté. De R$ 259 milhões, o montante pago aos 270.937 beneficiários das duas maiores cidades da região irá para R$ 285,5 milhões.

O impacto na economia da região será ainda maior. Setores como o de serviços calculam o salário dos profissionais com base no valor vigente do mínimo. “O piso de muitas categorias supera o mínimo. O salário do segmento de serviços, como o da empregada doméstica, segue o mínimo nacional”, disse o economista Roberto Koga.

Opinião. Os aposentados e pensionistas da região divergem sobre o aumento. Vera Lúcia de Andrade, 61 anos, de São José, considera o aumento uma “ilusão”. “Esse salário é doído. O mais justo seria aumentar pelo menos R$ 100. As pessoas não vivem, mas sim sobrevivem com esse valor. Vivem sem dignidade, com dinheiro contado, mas e se vier uma doença? Não é suficiente”, afirma Vera.

Já a aposentada Dilma de Sousa, 55 anos, considera o valor justo. “As pessoas tem que parar de ser gananciosas. R$ 622 dá para ‘quebrar o galho’. Não se pode é parar de trabalhar. Dá para complementar a renda com artesanato.”

Há 20 anos aposentado, Benedicto Bueno Limeira, 75 anos, afirma que o consumismo das pessoas acaba fazendo com que o reajuste não tenha tanto impacto no bolso dos beneficiários. “A verdade é que quanto mais você recebe, mais você gasta. Esse reajuste de R$ 77 é relativamente bom. O problema é que sempre mudam as regras de aposentadoria e nosso benefício diminui”, disse.

Apesar do novo valor entrar em vigência em janeiro, os beneficiários deverão sentir o impacto no bolso em fevereiro, com o início do pagamento dos benefícios. O reajuste de 14% no salário mínimo vai representar uma despesa extra de R$ 23 bilhões para o governo.

O Ministério do Planejamento enviou ao Congresso Nacional proposta que corrigia o valor do salário mínimo de R$ 545 para R$ 622,73 em novembro.

O orçamento de 2012 foi aprovado pelo Congresso Nacional no dia 22, mas o valor do salário mínimo foi fixado por decreto presidencial. O orçamento traz a previsão de aumento de gastos do governo com o salário mínimo.
Cerca de 47 milhões de trabalhadores utilizam o mínimo como referência para pagamento de salário de forma direta ou indireta, incluindo aposentados e pensionistas.

O Vale