Prefeitura começam a usar vans adaptadas na cidade

O transporte público de São José dos Campos passa a contar a partir desta terça-feira (10) com 15 novas vans adaptadas para atender pessoas com deficiência. Cada veículo tem capacidade para três cadeirantes. Os novos carros facilitarão o agendamento e a logística do serviço prestado desde 2000 na cidade.

Cada van tem um sistema de comunicação via rádio e também GPS (Sistema Global de Posicionamento via satélite). A partir desses dados e das informações de cadastro dos usuários, um software irá organizar a demanda pelo sistema, otimizando o atendimento. O programa está em fase de ajustes.

Os veículos são equipados com plataforma elétrica, porém, caso haja alguma falha, a plataforma pode ser usada manualmente. Para operar as vans, os motoristas passaram por treinamento com a empresa que instalou as rampas e com a equipe da Assessoria de Políticas para Pessoas com Deficiência da Prefeitura.

Atualmente as vans realizam cerca de 3 mil atendimentos por mês aos 1.724 usuários cadastrados. O serviço é destinado exclusivamente às pessoas com deficiência motora, mental e/ou múltipla severa, temporária ou permanente, que se encontram impossibilitadas de utilizar o transporte coletivo urbano em atividades diárias ou eventuais.

O atendimento nesses casos é gratuito sendo necessário que a pessoa faça um credenciamento junto a Secretaria de Transportes. Todos os usuários têm direito a um acompanhante. Para se cadastrar o portador de deficiência ou seu responsável deverá comparecer ao Acesso Livre , que fica no Terminal Urbano Central. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3925-2106.

Prefeitura Municipal

Prefeitura realiza limpeza na área do Pinheirinho na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos começou ontem a limpeza do terreno às margens da Estrada do Imperador, no final do antigo acampamento sem-teto Pinheirinho, na região sul, ocupado por usuários de crack. A cracolândia que se instalou ali depois da retirada da ocupação, em 22 de janeiro, chegou a reunir cerca de 40 dependentes químicos.

Eles dormem em barracas improvisadas na faixa de terreno entre a cerca que limita o Pinheirinho e a via pública, numa faixa de dois metros de largura, equivalente ao espaço de uma calçada. Ontem pela manhã, atendendo a reclamações de moradores e comerciantes, funcionários da SSM (Secretaria de Serviços Municipais) começaram a limpar o terreno, numa extensão de cerca de 800 metros.

Para evitar retaliação por parte dos dependentes, os funcionários contam com segurança de agentes da Guarda Civil Municipal. O serviço continua hoje no local ocupado pelos usuários de crack, que resistem a deixar a cracolândia e a aceitar o tratamento oferecido pela SDS (Secretaria de Desenvolvimento Social).

Apesar de duas rondas sociais realizadas naquela região diariamente, por assistentes sociais e educadores, apenas dois dependentes já aceitaram o tratamento oferecido pela SDS. Em nota, a pasta informou que manterá a “tentativa de convencimento dos usuários para aceitarem o tratamento em clínica especializada”.

Apesar da limpeza e da presença da Guarda Civil Municipal, um grupo de 10 usuários de crack continuou a circular pelo Pinheirinho no final da tarde de ontem. Assim que os funcionários da SSM foram embora, às 16h, eles voltaram ao “acampamento” às margens da estrada. Um deles usou até uma vassoura para limpar o terreno.

Moradores do Campo dos Alemães pediram uma atitude mais efetiva da prefeitura para tirar os usuários de crack. Eles disseram que estão com medo. “Não aguento mais a bagunça que eles fazem. Tem gente que fica até pelado. É uma arruaça sem tamanho, principalmente à noite. Não deixamos mais o portão aberto e as crianças não brincam na rua”, disse a dona de casa V.V., 55 anos, que já teve peças de roupa furtadas do quintal.

A comerciante M. C., 34 anos, que já teve um celular roubado por um usuário de crack, também pediu uma solução definitiva para o problema. “Muita gente dá coisas a eles por dó, mas eles vendem para comprar droga. É preciso uma solução definitiva.”

A reclamação dos moradores tem sido acompanhada pela Polícia Civil de São José. Segundo Leon Nascimento Ribeiro, delegado assistente do Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), a polícia vai procurar identificar os traficantes que atuam naquela área.

“O setor de inteligência da (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) está trabalhando nisso”, afirmou. Na opinião do defensor público Jairo Salvador, falta ao município uma política pública eficiente para atender o usuário de drogas e resolver o problema no Pinheirinho. Ele defende clínica pública para evitar rodízio em clínica particular, internação por um ano e acompanhamento familiar dos dependentes.

O Vale

Viaduto fechado para colocar fim a cracolândia

A prefeitura de São José dos Campos decidiu fechar vãos sob viadutos e passarelas do município usados por dependentes químicos para o consumo de crack. O primeiro viaduto é o Raquel Marcondes, que liga o Jardim Paulista ao Centro. Já foi aberta uma licitação e até dia 6 de janeiro, a prefeitura recebe propostas.

O local é alvo de uma ofensiva da prefeitura e da Polícia Militar para coibir o uso de crack. Por isso, os dependentes já buscam outros locais para usar crack. Ontem, O VALE flagrou três homens usando crack embaixo da passarela Berenice dos Santos, que fica a menos de 500 metros do Raquel Marcondes e liga o Jardim Val Paraíso a Vila Bandeirantes, na região central.

“Já temos estudos e nas passarelas e viadutos em que constatarmos que há dependentes usando drogas, pediremos o fechamento”, diz João Francisco Sawaya, secretário de Desenvolvimento Social de São José dos Campos.

O custo da obra no Raquel Marcondes é R$ 57 mil e a abertura dos envelopes será feita também no dia 6 de janeiro. Caso não haja recurso, as obras devem começar em dois meses e o viaduto tem 30 dias para ser fechado após o início dos trabalhos.

A. 32 anos, é usuário de crack há quatro anos. Morador da zona sul, ele trabalhava com a construção civil e chegou a ganhar R$ 4 mil por mês. “Tinha um Polo e, depois, que comecei a usar crack, vendi. O dinheiro do carro eu torrei em um mês. Chegava a usar 50 pedras por dia.”

A conta seu drama pessoal com uma pedra de crack na mão. Após contar a história, ele desce a passarela Berenice dos Santos e se junta a outros dois usuários que o esperavam para usar crack. “Eu aproveito para fumar no intervalo do trabalho. Uso crack há 15 anos e no ano que vem, vou parar. Quero uma vida nova”, diz M, 27 anos.

Para Sawaya, 90% dos moradores de rua são usuários de crack. Quando um morador de rua é flagrado consumindo drogas, a prefeitura oferece um pacote de tratamento. “Temos 70 vagas para moradores de rua em uma clínica no Parque Interlagos. Após o tratamento, a pessoa ainda recebe um curso profissionalizante e uma bolsa-auxílio de R$ 516 por dois anos.”

Mas, segundo o secretário, nem todos aceitam o tratamento, que é voluntário na cidade. “50 pessoas aceitaram ser internadas. Temos vagas e se houver uma demanda maior, aumentamos”, afirmou.

O Vale

Guia para ajudar usuário de ônibus

A Prefeitura de São José dos Campos vai lançar no segundo semestre um guia do transporte público, com o objetivo de facilitar o uso do sistema pelos usuários, que terão nas mãos um mapa com o itinerário das 89 linhas que circulam na cidade.
A criação do guia atende pedido dos usuários que estão confusos com o sistema, principalmente após a implantação, em abril, do bilhete único.

O bilhete único permite que o morador circule no mesmo sentido em vários ônibus pagando uma única passagem desde que em um período de até duas horas.
A integração foi implantada em sua totalidade após a troca das empresas que operam na cidade. Até abril, menos de 40% das linhas eram integradas. Cerca de 240 mil pessoas usam o transporte público todos os dias em São José em 383 ônibus que atendem as 89 linhas em todas as regiões

Felício Ramuth, assessor de Planejamento de Comunicação de São José, disse que o formato e o layout do guia estão sendo definidos pelos técnicos da Secretaria de Transportes com a agência oficial de publicidade. “Queremos facilitar o dia-a-dia de quem usa o transporte sempre e até mesmo dos usuários eventuais do sistema”, afirmou.
Uma segunda reunião da equipe técnica responsável pelo material será realizada na próxima semana.“Fizemos uma prévia do material de uma única região e agora estamos estudando para ver o que deu certo e o que precisa mudar para elaborar o material completo”, disse.
Segundo ele, a expectativa é que o estudo sobre o material seja concluído em três meses.

Moradores aprovaram a decisão da prefeitura, mas pediram que o guia seja o mais simples possível. Algumas pessoas pedem que seja simples e prático, com durabilidade.
O guia do transporte público será distribuído de forma gratuita aos usuários na Rodoviária Velha, onde funciona o espaço para recarregar o cartão eletrônico.
Outros espaços como o Poupatempo e PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) também deverão distribuir exemplares do guia. Ainda não está definido quantas cópias do material serão feitas.

FONTE:OVALE