No domingo (18), Orquestra Sinfonica atrai público

Cerca de 1.500 pessoas assistiram bem de perto o concerto do Piquenique Sinfônico no Parque Vicentina Aranha no domingo (18). Com o sucesso da apresentação da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) e a Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura (AJFAC) decidiram dar continuidade ao programa.

Sob a regência do maestro Marcello Stasi, a Orquestra Sinfônica apresentou obras de Beethoven e Rossini. O espetáculo atingiu o objetivo que era proporcionar uma aproximação entre a música, a natureza e o público.

O público se surpreendeu ao chegar para a apresentação. Os coordenadores do evento estenderam toalhas no gramado do parque, próximo ao palco, com uma cesta de frutas em cada uma delas. De acordo com os organizadores, foram mais de 50 toalhas e as frutas foram repostas nas cestas durante todo o espetáculo.

Prefeitura Municipal

Prefeitura da cidade aborda morados dando orientação

A Prefeitura de São José dos Campos realizou pelo segundo ano consecutivo uma ação de prevenção às drogas no carnaval. Em duas semanas de atividades, aproximadamente 126 mil pessoas foram abordadas pelo projeto “Beba Água na Balada”, coordenado pela Secretaria de Juventude. Durante 15 dias, os agentes e voluntários do Programa Municipal Antidrogas (Promad) visitaram 73 escolas distribuindo material de prevenção às drogas.

Além de distribuir água, os integrantes do Promad entregaram panfletos com mensagens que alertavam sobre os perigos do uso e abuso de bebidas alcoólicas.

Em parceria com a Primeira Igreja Batista (PIB), 8 mil copos de água foram entregues aos foliões e outros 400 litros foram distribuídos nas ruas e avenidas. O objetivo da ação é prevenir o uso abusivo de álcool incentivando o consumo de água, para reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas.

A próxima ação do Promad será no dia 2 de março durante o 1º Encontro dos Agentes Multiplicadores de Prevenção às Drogas, na Câmara Municipal. Já no dia 7 de março, às 14h, será lançada a Campanha de 2012 do PROMAD, também na Câmara Municipal.

Prefeitura Municipal

Aeroporto bate recorde recebendo pessoas a mais

O Aeroporto de São José recebeu 236.084 passageiros em 2011, quase o triplo do ano anterior, quando 84.176 embarcaram ou desembarcaram no município. O crescimento de 180% foi o maior entre todos os terminais administrados pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) no país. O movimento também superou a sua capacidade, de 90 mil passageiros por ano.

Apesar do crescimento, o futuro do terminal segue sem definição. A atual estrutura é alvo de críticas de lideranças da região, que defendem a ampliação para a atração de novos negócios para o Vale do Paraíba. “A Infraero sabe desse crescimento, mas finge que não sabe. A prioridade dela são outros aeroportos, e o de São José vem depois do último da lista”, disse o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, Felipe Cury.

As companhias aéreas que operam na cidade também manifestaram a necessidade da ampliação do terminal a fim de aumentar os voos. Pela falta de investimentos no terminal, a Azul reduziu no início do mês de quatro para dois os voos em São José.

Em novembro de 2011, a prefeitura apresentou à SAC (Secretaria de Aviação Civil), órgão vinculado à Presidência da República, proposta de municipalizar o aeroporto. A intenção seria acelerar o projeto de ampliação do terminal. A mudança aconteceria depois de 2013, quando termina a atual concessão à Infraero.

Dois meses após a entrega do documento, a prefeitura segue sem resposta. “Ligamos semanalmente à Secretaria de Aviação Civil, mas continuamos sem obter uma resposta, sequer uma sinalização”, disse José de Mello Corrêa, secretário de Desenvolvimento Econômico de São José.

A resposta da SAC virá juntamente com o Plano Geral de Outorgas, que traçará o potencial de crescimento de todos os aeródromos do país o documento deve ser divulgado até o fim de fevereiro. “Essa operação do aeroporto acima de sua capacidade é lamentável. A própria Infraero, que dizia que não havia demanda em São José, vê que é lamentável”, disse Mello.

A Infraero afirma investir no aeroporto de São José e estuda uma medida paliativa para aumentar a capacidade atual do terminal.

A Infraero disse ter investido em 2011 cerca de R$ 7,5 milhões na recuperação da pista e mais R$ 15 milhões na manutenção da estrutura do aeroporto de São José. A empresa estuda a instalação de um MOP (Módulo Operacional de Passageiro), uma espécie de container com custo estimado em R$ 16 milhões, para aumentar a capacidade do local de maneira emergencial.

A atual estrutura do terminal de São José incomoda os usuários do local. “Às vezes, alguns conhecidos que passam pelo aeroporto até brincam o chamando de mini-rodoviária. A falta de estrutura do aeroporto incomoda muito. Faltam atendentes, vagas de estacionamento, sendo que há demanda, os voos saem sempre lotados”, disse o analista de sistemas Rafael Bessa, 26 anos.

O Vale

Cursos voltados para o mercado de trabalho é ampliado

São José dos Campos vai receber neste ano uma unidade própria do Via Rápida Emprego, programa de qualificação profissional criado pelo governo do Estado. A medida fará com que a cidade aumente em cinco vezes o número de alunos formados pelo programa em 2011, 600 pessoas foram qualificadas em São José.

O anúncio da construção da unidade foi feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) na última sexta-feira, durante cerimônia de entrega de 349 apartamentos populares no Parque Interlagos, zona sul da cidade. O investimento para a construção da sede do Via Rápida é estimado entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões.

O terreno a abrigar a unidade será cedido pela prefeitura, que priorizará a região central para aproveitar as linhas do transporte público. “Não adianta fazer unidade longe, onde ninguém consegue chegar. Quem procura esse tipo de curso trabalha durante o dia e quer estudar à noite. Temos que facilitar o caminho dessas pessoas”, disse o prefeito Eduardo Cury (PSDB).

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa, frisou que haverá aumento na oferta dos cursos oferecidos na cidade atualmente são 17. “Vamos ampliar esses cursos de acordo com a demanda. Temos estudos sobre o mapa do emprego que nos dirão o que a cidade precisa”, disse Barbosa.

O local da unidade do Via Rápida e os novos cursos serão anunciados em fevereiro, data do próximo período de inscrição para o programa. As obras para a implantação do local devem durar de seis a oito meses. A implantação da unidade fixa do Via Rápida em São José também deverá atrair profissionais das cidades vizinhas.

Atualmente, os cursos são realizados nas cidades do Vale do Paraíba aproveitando a estrutura de entidades como Etec (Escola Técnica), Fatec (Faculdade de Tecnologia), Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e no Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte).

A ampliação da atuação do Via Rápida no Estado será intensificada em outras regiões. A intenção do governo é aumentar o número de alunos formados de 34 mil para 125 mil até o final de 2012. A inscrição para concorrer às vagas do Via Rápida são feitas pela internet.

O Vale

IBGE revela que região abriga mais de 18 mil favelas

A região tem 18.601 pessoas morando em 17 favelas, palafitas, mocambos ou assentamentos irregulares. O número representa menos de 1% da população do Vale, que é de 2,2 milhões de habitantes.

É o que aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou ontem o estudo ‘Aglomerados Subnormais’, baseado em dados do Censo de 2010. O estudo é falho, na opinião de especialistas, já que considera apenas quatro cidades São José, Jacareí, Caçapava e Tremembé e deixa de fora municípios com problemas crônicos na habitação, como é o caso de Campos do Jordão, onde mais de 9.000 pessoas vivem em 10 áreas de risco.

O Litoral Norte, onde as ocupações irregulares nos morros desafiam a administração pública, também não é citado no levantamento, assim como outros municípios de grande porte da região, como Taubaté. No caso do litoral, por exemplo, a própria Prefeitura de São Sebastião, tem cadastradas 42 áreas de ocupação irregular, com 7.000 moradores.

Para o arquiteto e urbanista, Flavio Mourão, da Unitau, o estudo não corresponde à realidade do Vale. “O número é muito maior”, disse. Para ele, há falha na metodologia. “Ter apenas 18.601 moradores em favelas é muito pouco mesmo. Muitas vezes, o estudo tem um tipo de metodologia para não subir estes índices”, disse.

Metodologia. O IBGE considerou conjunto de no mínimo 51 moradias consideradas carentes, com precariedades, como falta de sistema de esgoto ou falta de energia elétrica. “Nós fizemos o levantamento e depois passamos para as comissões censitárias formadas pelas autoridades dos municípios e técnicos do instituto. Houve uma interação para detectar e investigar estas áreas no país”, disse o pesquisador do IBGE, Maurício Silva.

Em todo o país, foram apontados 6.329 aglomerados subnormais em 323 municípios.  No caso das quatro cidades da região, São José tem 7.310 pessoas vivendo em três favelas –Banhado (centro), Vila Rodhia (zona norte) e Pinheirinho (zona sul).

O município conta com um programa de desfavelização que, segundo a Secretaria de Habitação, já removeu 120 moradores do Banhado. O restante está em processo de transferência por meio de convênio. No caso do Pinheirinho, que teve a reintegração determinada pela Justiça, moradores tentam negociar a regularização da área com o governo.

Já a Prefeitura de Jacareí, cidade que lidera o ranking com 10.143 pessoas em 10 favelas, informou que este ano foram transferidas 366 famílias para moradias por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida. Há ainda, segundo a prefeitura, outras 800 unidades em construção.

A secretária de Cidadania e Assistência Social de Caçapava, Maria de Fátima Lopes, disse que 172 famílias já foram retiradas de favelas. A cidade tem 932 pessoas em duas favelas. Já Tremembé tem 216 moradores nestas condições.

O Vale

Atração atraiu 100 mil pessoas

Cerca de 100 mil pessoas estiveram ontem à tarde no Parque da Cidade, em São José, para assistir ao show da banda Jota Quest, ponto alto da comemoração dos 244 anos da cidade.

Para chegar ao local, o público enfrentou uma maratona. Os acessos à zona norte ficaram parados, com quase 1 quilômetro de congestionamento na chegada à avenida Olivo Gomes.

Na saída, não foi diferente 1,5 quilômetro de trânsito lento na via Norte e 500 metros na rua Rui Barbosa.

Durante o show, que começou às 15h10 e durou quase duas horas, nenhuma ocorrência de furto foi registrada pela Polícia Militar. Porém, foram feitos 21 atendimentos pela Defesa Civil. Foram 19 casos de mal súbito em decorrência do calor e dois casos de embriaguez.

A apresentação do Jota Quest animou quem enfrentou a multidão para ver a banda mineira.

O Vale