Pronatec abre 785 vagas para cursos técnicos em São José

[sinopse datas=”true” imprensa=”4″]

O Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) está com 785 vagas abertas para cursos técnicos em São José dos Campos. Entre os dias 20 de julho a 8 de agosto as inscrições serão abertas a todas as pessoas. Os interessados podem se inscrever diretamente no site do Sisutec (www.sisutec.mec.gov.br).

Os cursos são destinados a pessoas a partir de 16 anos de idade, que já concluíram o ensino médio. Os cursos têm duração média de 12 a 18 meses. Pessoas que não têm acesso ao computador ou encontram dificuldades para fazer a inscrição podem procurar as unidades do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), da Prefeitura.

Esses cursos serão ofertados pelas instituições de ensino que aderiram à modalidade Pronatec Ensino Técnico. São elas: Etep (600 vagas), Colégio Tableau (105 vagas), Centro de Capacitação em Beleza e Saúde (80 vagas).

Painéis de alta tecnologia reforçam sinalização de trânsito em São José

[sinopse datas=”true” imprensa=”4″]

A Prefeitura de São José dos Campos instalou painéis eletrônicos de alta tecnologia para auxiliar na sinalização viária da cidade. Conhecidos como Painéis de Mensagens Variáveis (PMV), eles estabelecem uma comunicação direta com o motorista em pontos estratégicos, levando informações sobre as condições de tráfego da via, obras e campanhas educativas.

Os novos painéis já estão em funcionamento nas avenidas Florestan Fernandes (próximo ao Viaduto Kanebo, sentido centro) e na Jorge Zarur (próximo à FAAP, sentido centro). As vias fazem parte do complexo Anel Viário, por onde passam mais de 32 mil veículos diariamente.

Os novos painéis de LED substituem os modelos antigos, que apresentavam tecnologia defasada. A partir de agora o CCO (Centro de Controle Operacional), da Secretaria de Transportes, atualiza as mensagens em tempo real e conta com a qualidade moderna do material, que apresenta melhor luminosidade e alta visibilidade, para que as informações sejam emitidas de forma clara e eficaz para o motorista.

São José dos Campos vai receber a Tocha Olímpica Rio 2016

[sinopse datas=”true” imprensa=”4″]

A Prefeitura de São José dos Campos recebeu a confirmação de que a cidade está na rota do Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016. O Comitê Organizador dos Jogos anunciou em Brasília a lista dos primeiros 82 municípios que integrarão a jornada da chama pelo país.

Ao longo dos próximos dois meses, o Comitê Organizador dos Jogos e os patrocinadores oficiais do Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016, Coca-Cola, Nissan e Bradesco, anunciarão campanhas públicas para selecionar aqueles que terão o privilégio de conduzir a Chama Olímpica.

Centro Clemente Gomes recebe exposição de alunos da Fundhas

[sinopse datas=”true” imprensa=”4″]

Um grupo de adolescentes da Fundação Hélio Augusto de Souza (Fundhas) expõe a partir desta quarta-feira (24) na Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR). A mostra “Pintando o Amanhã” segue até 21 de julho, no Centro Cultural Clemente Gomes (Avenida Olívo Gomes, 100, Santana – Entrada pelo Parque da Cidade), região norte de São José dos Campos. A entrada é gratuita.

As pinturas são referentes as atividades desenvolvidas no primeiro semestre de 2015, com a participação de 30 adolescentes da Unidade Parque Industrial. O foco do trabalho foi o uso da cor e suas relações cromáticas. Os exercícios de pintura tiveram início no suporte de papel de celulose, seguido da pintura em tela com tinta acrílica.

Parque Da Cidade: Origem E Atrações

História

O Parque da Cidade, tombado como Patrimônio Histórico, é um dos mais procurados espaços de lazer de São José. Originalmente, era a fazenda da Tecelagem Parahyba (grafia original), uma fábrica de cobertores que instalou-se na cidade por volta de 1925/1927. A partir de 1996, o espaço foi transformado em parque e, desde então, tornou-se mais um espaço de lazer para São José dos Campos. O nome oficial é Parque Municipal Roberto Burle Marx, em homenagem ao genial paisagista e arquiteto, que, além disso, foi também desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias. Burle Marx foi o autor do projeto paisagístico do parque.

Breve descrição

As obras arquitetônicas lá existentes, assinadas pelo arquiteto Rino Levi (a residência Olivo Gomes, a usina de leite e o Galpão Gaivotas, este último utilizado para grandes feiras e eventos de diversas naturezas) formam um dos mais destacados trabalhos da moderna arquitetura brasileira, que dá ao parque reconhecimento e fama internacionais. O espaço conta ainda com um anfiteatro para apresentações culturais e artísticas, palmeiras imperiais importadas da Europa e diversas outras construções.
Com uma área total de mais de 960.000 m², o parque possui ainda vários outros atrativos como lago, ilha artificial e uma ampla área verde ideal para trilhas e caminhadas, pelas quais circulam animais típicos da região, que fazem o visitante sentir-se em um verdadeiro paraíso. O espaço é muitas vezes usado como local de shows diversos e, além disso, inúmeras pessoas o escolhem como ponto de encontro. Outras atrações são:

  • Acervo: coleção de Arte Sacra, de Artes Visuais, peças do observatório astronômico Galileu Galilei, objetos do Cine ParaTodos, entre outros documentos e fotos. Possui uma biblioteca de livros sobre folclore, documentação em vídeos, fotos e gravações de manifestações populares, festas cívicas, religiosas e outras.
  • Museu do Folclore: localizado numa das antigas casas de hóspedes da família Gomes. A casa foi restaurada e hoje abriga o museu, uma instituição que divulga o folclore da cidade e região, desenvolvendo atividades, encontros e exposições que apoiam e estimulam grupos folclóricos.

Animais

No Parque da Cidade existem várias espécies de animais, desde os que ficam soltos, até os animais de exposição, que ficam em grandes gaiolas espalhadas pelo local. Os animais mais comuns são capivaras, macacos, esquilos, garças e pavões.

Endereço: Avenida Olivo Gomes, 100 – Santana – São José dos Campos – São Paulo.
Cep: 12211-420
Telefones: (12) 3924.7309 / 3924.7302/ 3924.7354 – Fax: 3941-8577
Horários de funcionamento: de 3ª a 6ª feira, das 9 às 12h e das 14 às 17h. Sábados e domingos: das 14h às 17h.

Parque Santos Dumont: Um Presente No Coração Da Cidade

Alberto Santos Dumont

Antes de falar sobre esse belíssimo parque, localizado no centro de São José dos Campos, convém fazer uma breve referência ao homem que lhe emprestou o nome, o mineiro Alberto Santos Dumont, apelidado no Brasil de O Pai da Aviação. Santos Dumont nasceu na cidade de Palmira, no interior de Minas Gerais. Depois da fama internacional do seu mais ilustra filho, a cidade adotou o nome de Santos Dumont, que conserva até hoje. Dumont é considerado por muitos brasileiros como o inventor do balão dirigível, do avião e do ultraleve. No entanto, há uma enorme confusão e uma má resolvida polêmica a respeito da legitimidade desse título. É certo que Dumont projetou, construiu e voou nos primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Não se discute tampouco que ele foi o primeiro a decolar a bordo de um avião impulsionado por um motor movido a gasolina.

Mas, apesar dos brasileiros considerarem Santos Dumont como o responsável pelo primeiro voo num avião, na maior parte do mundo isso não é reconhecido. O mérito da invenção, nesses lugares, é concedido aos dois irmãos norteamericanos Orville e Wilbur Wright. A França é uma exceção, pois nesse país o crédito pela invenção é dado a Clément Ader. Como se vê, há muito que se discutir a respeito desse assunto.

Dumont teve morte trágica. Em 1932, ocorreu a revolução constitucionalista, quando que o Estado de São Paulo se revoltou contra o governo de Getúlio Vargas. Durante o conflito, aviões bombardearam e metralharam o Campo de Marte, em São Paulo. A visão de aviões em combate causou uma angústia profunda em Santos Dumont que, nesse dia, aproveitando-se da ausência de um sobrinho, suicidou-se, aos 59 anos de idade.

Um parque temático

Como o próprio nome sugere, o Santos Dumont é um parque temático, ou seja, que foi criado em torno de um tema central, no caso, a aviação brasileira.

Além de possuir uma exuberante e extensa área verde, pista pavimentada com equipamentos para ginástica, quiosques com churrasqueiras, pista de skate, playground, um pitoresco jardim japonês, belas aves e um lago com criação de peixes, o parque exibe também um protótipo do avião Bandeirante, doado pela EMBRAER, sondas fabricadas pelo INPE, maquetes de foguetes da série Sonda, assim como uma réplica do avião 14 Bis, construído por Santos Dumont, em 1906.

Está em construção uma réplica da Casa Encantada, projetada por Santos Dumont para sua residência, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Existem também duas escolas de educação infantil, tudo dentro de uma magnífica área de mais de 46.000 m2.

O Parque Santos Dumont fica no centro de São José dos Campos, na Rua Prudente Meireles de Moraes, 100 – Vila Adyana – e está aberto de 2ª a Domingo das 7h às 22h. O telefone é (12) 3921.7066. Vá, leve a família, os amigos e muitas crianças. Elas, com certeza, vão adorar.

A História de São José dos Campos – Capítulo IV

Os 3 marcos

Três eventos marcaram o início do processo de industrialização de São José:

  • Instalação do ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica e do CTA – Centro Técnico Aeroespacial (1950).


Instalações administrativas do ITA

  • Inauguração da Rodovia Presidente Dutra (1951).

Trecho da Rodovia Presidente Dutra

  • Instalação do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (1971).


Entrada principal do INPE

Foi na mesma época que aconteceram várias doações de terrenos às margens da Rodovia Presidente Dutra, nos quais foram construídas diversas fábricas, dando início o processo de industrialização do município. A duplicação da Dutra deu novo impulso ao processo.

 

A EMBRAER

Vista geral das instalações da EMBRAER

A EMBRAER – Empresa Brasileira de Aeronáutica – é um conglomerado brasileiro, fabricante de aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares. É a terceira maior produtora mundial de jatos civis  e uma das maiores companhias exportadoras nacionais. A empresa possui diversas unidades no Brasil e no exterior, inclusive duas joint-ventures (1), uma na China, a Harbin Embraer, e outra em Portugal, a OGMA. Para teste de aviões, a EMBRAER possui uma pista de pouso e decolagem na cidade de Gavião Peixoto, cuja extensão de 4.967 metros é considerada a quarta pista asfaltada mais longa do mundo. A criação da EMBRAER, originada em um setor de desenvolvimento de aeronaves do CTA, posicionou São José dos Campos numa nova era de desenvolvimento tecnológico, gerando muitos empregos e mão-de-obra especializada. É atualmente a maior empregadora da cidade. Fundamental para o desenvolvimento da empresa foi a mão-de-obra  especializada formada pelo ITA.

(1) Joint venture ou empreendimento conjunto é uma associação de empresas, que pode ser definitiva ou não, com fins lucrativos, para explorar determinado(s) negócio(s), sem que nenhuma delas perca sua personalidade jurídica. Difere da sociedade comercial (partnership) porque se relaciona a um único projeto cuja associação é dissolvida automaticamente após o seu término. Um modelo típico de joint venture seria a transação entre o proprietário de um terreno de excelente localização e uma empresa de construção civil, interessada em levantar um prédio sobre o local. (Wikipédia)

Refinaria

Em 1980, a inauguração da Refinaria Henrique Lage (REVAP) trouxe mais empregos e tecnologia à cidade. Sua construção foi iniciada em 19 de fevereiro de 1974 e foi planejada para viabilizar as metas do II Plano Nacional de Desenvolvimento. Foi a quarta e última refinaria a entrar em funcionamento no Estado de São Paulo e a última a ser construída no País. A unidade homenageia o engenheiro naval Henrique Lage.

Vista geral da Refinaria Henrique Lage

Também em 1980, a cidade recuperou sua autonomia administrativa, voltando a eleger seus prefeitos. Em 1994 foi inaugurado um novo acesso da cidade de São Paulo à região de São José, a Rodovia Carvalho Pinto. A conjunção desses fatores permitiu que o município se elevasse ao patamar científico-tecnológico em que se encontra atualmente.

 

Hino do Bicentenário de São José

Estribilho (1)

Lá lá lá lá lá lá…
Ei-la envolta na neblina
Debruçada na colina,
Sob o olhar da Mantiqueira
São José, a Hospitaleira
São José, a Bicentenária
Das mãos de Anchieta nascida,
Desta terra legendária
Que alegre vivas unida
No teu trabalho febril
Que o orgulho sejas do Vale
A cidade que mais cresce
Pois o título desvanece (2)
Todo São Paulo e o Brasil.
Estribilho
De operário a estudante,
Teu sangue novo estuante (3)
Flui da escola à oficina
E da tua fé ilumina,
Unes o livro ao esmeril, (4)
Terra do obreiro e do bardo (5)
Que tens Cassiano Ricardo
O Poeta do Brasil!

(1) Estribilho: verso(s) que se repete(m) ao final de cada estrofe ou em intervalos regulares de uma composição (de música ou poesia); O mesmo que “refrão” ou “bordão”.
(2) Desvanece: enche-se de orgulho
(3) Estuante: ardente, fervente.
(4) Esmeril: instrumento de trabalho, feito com uma pedra ferruginosa e dura, coberta com mistura abrasiva, que serve para amolar lâminas, facas, ferramentas e utensílios, movida à manivela ou a motor.
(5) Bardo: poeta heróico e lírico.

 

Os símbolos da cidade

Bandeira

 

A Bandeira de São José dos Campos foi instituída pela Lei 655 de 02 de fevereiro de 1960. Desenho do estudante da Escola João Cursino, João Vitor Guzzo Strauss, vencedor do concurso promovido pela municipalidade.

Cores

Blau de prata; treze listras; figura de uma roda dentada em ouro simbolizando a riqueza sempre ascendente do Município; faixa em prata; sinuosa; representando o Rio Paraíba do Sul; três estrêlas simbolizando os três distritos: São José dos Campos, Eugênio de Melo e São Francisco Xavier; os treze dentes da engrenagem falam do entrosamento entre o Estado e o Município.

Brasão

O Brasão de Armas de São José dos Campos, de autoria de Afonso de Taunay e José Wasth Rodrigues, foi adotado pela lei municipal nº 180, de setembro de 1926. Seu desenho foi restaurado pela lei nº 19, de 26 de agosto de 1948, ratificado pela lei nº 2178/79 e alterado pela lei nº 5.248/98.

Descrição

A) Escudo português, cortado e partido o campo do chefe em dois quartéis e encimado pela coroa mural;

B) Primeiro quartel: em campo de ouro, quatro cabeças de sua cor, de índios guaianases, afrontados e acantonados ladeando o brasão do venerável José de Anchieta, como símbolos da fundação do povoado de São José no século XVI;

C) Segundo quartel: em campo de sinople (verde) um lírio e uma haste cruzados de prata, e uma faixa ondeante, também de prata, simbolizando o Rio Paraíba do Sul, constituindo as “armas do município”;

D) No campo inferior, metade do escudo, de goles (vermelho), uma panóplia bandeirante, arcabuz, espada, machado e bandeira, tudo de sua cor, recordando a entrada dos desbravadores em terras de São José no século XVI;

E) Suportes: dois tenentes do terço miliciano criado para o norte de São Paulo, pelo Morgado de Mateus, então governador da província, e dois ramos de café frutificados, tudo ao natural, como ornamento exterior, sobre os quais se assenta o escudo;

F) Coroa mural: em couro, com cinco torreões, visíveis, tendo a porta principal, aclarada, o brasão do Morgado de Mateus;

G) Listão: em prata, e letras de goles (vermelho) a divisa em Latim “Aura Terraque Generosa” (Generosos São Meus Ares E Minha Terra).

Edições anteriores

A História de São José dos Campos – Capítulo I

A História de São José dos Campos – Capítulo II

A História de São José dos Campos – Capítulo III

A História de São José dos Campos – Capítulo III

Começa a modernidade

Em 1922, na mensagem que enviou ao Congresso do Estado de São Paulo, o presidente Washington Luís destacou como melhorou os transportes no Vale do Paraíba obedecendo à sua célebre prioridade “Governar é Construir Estradas”. Aliás, as primeiras obras rodoviárias do seu governo foram realizadas precisamente no Vale do Paraíba. Dizia a mensagem:

“Já começou também a estabelecer ligações terrestres do litoral norte com o Vale do Paraíba. Já fez o caminho, por cavaleiros, tropas e pedestres entre Ubatuba e São Luís do Paraitinga, de onde se vai a Taubaté, por automóveis em duas horas, sendo que na subida da serra, em 9 quilômetros, encontrou-o todo revestido de lageões, serviço de há mais de 50 anos cuja restauração foi fácil. Fez também a ligação de caminho idêntico entre São Sebastião e Caraguatatuba e vai atacar, nas mesmas condições, o que desta cidade vai a Paraibuna, cidade que já se comunica por automóveis em duas horas com São José dos Campos e Jacareí.”

Nos anos 20 são inauguradas as primeiras indústrias: Laticínios Vigor, a Fábrica de Louças Santo Eugênio, a Cerâmica Paulo Becker, a Tecelagem Parahyba e a Cerâmica Weiss.

Washington Luís Pereira de Sousa, décimo primeiro presidente do Estado de São Paulo (1920 a 1924), décimo terceiro presidente do Brasil (1926 a 1930) e último presidente da República Velha.

Primeiras instalações da Laticínios Vigor

A fábrica de louças Santo Eugênio, após a inauguração

Primeiras instalações da Cerâmica Paulo Becker

Operários da Tecelagem Parahyba reunidos em frente à fábrica, em 1923

Primeiras instalações da Cerâmica Weiis, no bairro de Santana

Guilherme Weiss, fundador da Cerâmica Weiss

A fase sanatorial

No início do século XX, as condições climáticas da região motivaram a procura de São José dos Campos para o tratamento da tuberculose. Mas foi somente em 1935 – ano em que o município foi estabelecido como Estância Climática e, logo após, em Estância Hidromineral, que a cidade começou a receber verbas oficiais para serem empregadas na área de saúde. Os sanatórios foram assim, esforço coletivo de todas as comunhões religiosas, de particulares e estadistas idealistas.

Os principais sanatórios foram:

  • Vicentina Aranha: pertencente à Santa Casa de São Paulo, inaugurado em 1924, pelo presidente de São Paulo. Washington Luís.
  • Vila Samaritana: pertencente à comunidade evangélica.
  • Ezra: pertencente à comunidade judaica.
  • Maria Imaculada e o Antoninho da Rocha Marmo, pertencentes à Igreja Católica.
  • Ruy Dória: criado e pertencente ao médico Dr. Ruy Rodrigues Dória.
  • Adhemar de Barros: criado pelo governador Adhemar Pereira de Barros, dirigido e mantido pela “Liga de Assistência Social”.
  • São José: do doutor Jorge Zarur.

Sanatório Maria Imaculada

Inúmeros pacientes que não conseguiam vagas nos sanatórios, hospedavam-se em pensões da Rua Vilaça, perto do sanatório. Ruy Dória. Além do Dr. Ruy Dória, destacaram-se como médicos sanitaristas: os Drs. Jorge Zarur, Orlando Campos, João Batista de Souza Soares, Ivan de Souza Lopes, Décio Lemes Campos, Amaury Louzada Velozo e Nelson Silveira D´Ávila.

Foto da época, mostrando freiras trabalhando no Sanatório Antoninho da Rocha Marmo

 

Não perca, na próxima edição, a parte final da História de São José dos Campos Capítulo IV

Edições anteriores

A História de São José dos Campos – Capítulo I

A História de São José dos Campos – Capítulo II

A História de São José dos Campos – Capítulo II

No final do século XVIII, José Arouche de Toledo Rondon, no livro Memória das Aldeias de São Paulo, narra a extrema pobreza da Vila de São José. O grande problema era o fato da Estrada Real, que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro, passar fora do povoado. A produção de algodão teve uma rápida evolução, quando São José obteve destaque, tendo a safra atingido o seu nível máximo em 1864.

No dia 22 de abril de 1864, através da Lei Provincial nº 27, a Vila de São José foi elevada à categoria de cidade e a Lei Provincial nº 47, de 4 de abril de 1871, mudou-lhe a denominação para São José dos Campos. Pela Lei Provincial n° 46, de 6 de abril de 1872, foi criada a Comarca de São José dos Campos.

A partir de 1871, São José atravessou duas épocas diferentes:
1 – Desenvolvimento agrícola – com predomínio da cafeicultura.
2 – Criação da estância climática – resultado do seu excelente clima.

Escravos transportando sacas de café em fazenda do século XIX (gravura da época).

 

Ao mesmo tempo, aconteceu o desenvolvimento da cultura cafeeira no Vale do Paraíba, que começou a ter expressão a partir de 1870, com a participação produtiva de São José. Mas foi em 1886, quando já possuía uma estrada de ferro, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, que a produção cafeeira joseense atingiu o seu desenvolvimento máximo, mesmo num momento em que já acontecia a decadência dessa cultura naquela região. A estação ferroviária ficava no cruzamento da Rua Euclides Miragaia com a Avenida João Guilhermino, tendo sido transferida, em 1920, para o seu lugar atual.

Trecho da primeira estrada de ferro em 1887 (foto da época).

 

Na manhã do dia 15 de dezembro de 1909, a cidade em peso foi receber, na antiga estação ferroviária, o candidato à presidência da república Ruy Barbosa, na campanha civilista. O livro “Excursão Eleitoral pelo Estado de São Paulo”, conta que o candidato foi saudado pelo Dr. Francisco Rafael e Araujo e Silva e que a banda “Euterpe Santanense” executou o Hino Nacional. Diz o texto da época:

“Às 5:30 silvou na subida do Lavapés (próximo ao atual Paço Municipal) a máquina comboiando o trem especial que conduzia a São Paulo o Conselheiro Ruy Barbosa. Um frêmito de contentamento e agradável emoção agitou a multidão que prorrompeu em vibrantes e entusiásticos vivas ao eminente brasileiro. Sua Excelência foi coberto de flores por um grande número de meninas trajadas de branco, postadas em alas na plataforma. Durante os cinco minutos de demora do especial na estação desta cidade, a aclamação ao candidato civilista não se interrompeu por um instante sequer, até que o trem partiu, conduzindo o ilustre itinerante, saudado por vivas patrióticos levantados à sua personalidade emérita por milhares de vozes que se agitavam num burburinho indescritível de satisfação e contentamento, vitoriando sempre e mais o preclaro compatrício.”

Ruy Barbosa, candidato civilista à presidência da república em 1909 (foto da época).

 

A primeira ponte sobre o rio Paraíba foi inaugurada em 1910. Era uma estrutura metálica de 80 metros d comprimento, que ligava o centro da cidade e o bairro de Santana à zona Norte e a Minas Gerais. A ponte foi grandemente elogiada com o uma obra “moderna”, durante o I Congresso Paulista de Estradas de Rodagem, realizado em 1917.

Primeira ponte sobre o rio Paraíba (foto de 1912)

 

A inauguração da primeira rodovia, em 1924, deu grande impulso ao desenvolvimento da região. Era a Estrada Rio–São Paulo, construída pelo presidente da província de São Paulo, Dr. Washington Luís. A rodovia ainda existe e tem várias denominações: SP-62, SP-64, SP-66, SP-68 sendo também conhecida como Estrada Velha.

Não perca, na próxima edição, a continuação dos capítulos da História de São José dos Campos Capítulo III

Edição anterior

A História de São José dos Campos – Capítulo I

A História de São José dos Campos – Capítulo I

Era uma vez um rei muito poderoso que morava num castelo de um reino distante. É assim que começam as histórias de fadas e é exatamente assim que começa a nossa narração da história de São José dos Campos. No nosso caso, o rei é Dom Felipe II e o reino distante, Portugal. No dia 10 de setembro de 1611, cento e onze anos depois do descobrimento do Brasil, Felipe assinou a lei que reconhecia a liberdade dos índios, embora admitindo a sua prisão, caso eles promovessem guerras ou praticassem o canibalismo. Uma vez livres, uma grande quantidade de índios, habitantes do Planalto de Piratininga foi para o sertão, no interior da Capitania de São Vicente.

Felipe II de Portugal (e Felipe III da Espanha)

 

Aldeias de São José

Naquele tempo, os padres jesuítas eram proprietários e administravam 11 aldeias em torno da Vila de São Paulo do Piratininga. Entre elas, situada no vale do rio Paraíba do Sul, a leste da Vila de São Paulo, ficava o Aldeamento de São José (no Rio Comprido, a poucos quilômetros do atual centro da cidade de São José dos Campos). Através de acordos feitos com os índios guaianases, os jesuítas conseguiram desenvolver um pouco o aldeamento, mas este apresentava muitas desvantagens devido à sua localização pouco conveniente. Procurando outro local onde pudessem estabelecer o povoado com maiores possibilidades para o comércio e os transportes, em 1643 os padres transferiram-no para o lugar onde, atualmente, é a Praça João Guimarães, no centro da cidade.

 

Gravura de 1624 mostrando a Capitania de São Vicente

 

A partir de 1653, a Aldeia de São José passou a pertencer à Vila de Jacareí, criada naquele ano e desmembrada da Vila de Mogi das Cruzes. A aldeia estava então situada nas fronteiras da Capitania de São Vicente com a Capitania de Itanhaém – que integrava o resto do Vale do Paraíba e ia até Angra dos Reis. O padre jesuíta Manuel de Leão foi o criador e administrador do planejamento urbano da Aldeia de São José.

 

Esvaziamento e progresso

A partir do ano de 1692, todo o Vale do Paraíba sofreu um processo de esvaziamento da população, devido à descoberta de minas de ouro na região das Minas Gerais dos Goitacases. Dezoito anos depois, em 1710, as Capitanias de São Vicente e de Itanhaém passaram a integrar a nova Capitania de São Paulo e Minas do Ouro. Em 1759, os jesuítas foram expulsos do reino de Portugal e das suas colônias pelo Marquês de Pombal. Com isso, alguns brancos agregaram-se aos índios sob a direção de José de Araújo Coimbra, Capitão-Mor da Vila de Jacareí e deram impulso à povoação. A Aldeia de São José progrediu cada dia mais e logo passou a se chamar Vila Nova de São José, em 1767, quando passou à condição de vila.

Índios guaianases do século XVII (gravura da época)

 

O governador-geral da Capitania de São Paulo, D. Luís António de Sousa Botelho Mourão, criou várias vilas para impulsionar a Capitania. Há muitos anos não se criavam vilas ao sul do Rio de Janeiro. Foi assim que, em 27 de Julho de 1767, foi criada a nova vila com o nome de “Vila Nova de São José”, depois Vila de São José do Sul, e, mais tarde, Vila de São José do Paraíba. No mesmo dia, foram eleitos os três primeiros vereadores da nova vila, que eram índios.

O tropeirismo foi uma das ocupações que movimentaram inicialmente a economia da região do Vale do Paraíba.

 

Não perca, na próxima edição, a continuação dos capítulos da História de São José dos Campos Capítulo II