Turismo na cidade é incentivo de um Empresário

São José dos Campos precisa explorar mais seu potencial na área de turismo de negócios. Essa é opinião de empresários do setor. Eles reclamam da falta estrutura para atrair mais turistas e eventos e também de um projeto que se dedique mais ao segmento.

“O turismo pode ser uma economia a mais para a cidade e gerar renda e empregos”, disse Rogério Almeida, presidente do Convention Visitors Bureau de São José, entidade que promove o turismo na cidade. Opinião compartilhada pelo diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes. “Tudo que mexe com o turismo traz dinheiro de fora da cidade. Era um dinheiro que a cidade não contava”, disse Fernandes.

Rogério Almeida reclama que falta iniciativa do poder público. Ele cobra projetos da prefeitura para atrair turistas e eventos. Ele disse que precisa ser feito algo para conseguir manter o turista na cidade, principalmente nos finais de semana, dias de baixa ocupação da rede hoteleira.

Segundo a entidade, de segunda a quinta, a taxa de ocupação é de 80%. No final de semana, cai para 15%. São José tem 7.500 leitos. “Não basta cobrar imposto, tem que ter vontade política”, disse Almeida. O presidente do Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares) de São José, Antonio Ferreira Júnior, também cobra mais participação da prefeitura para atrair e segurar os turistas todos os dias da semana. “São José recebe muitos turistas quem vêm fazer negócios durante a semana mas não têm nenhum esquema para eles continuar na cidade nos finais de semana. Precisa do poder público para organizar”, disse Ferreira Júnior.

Na opinião dos empresários, São José é uma cidade privilegiada pela localização e justamente por isso poderia explorar mais o turismo. “São Paulo já está se esgotando. Não há mais espaço para eventos, tem que aproveitar que aqui tem aeroporto e é perto de São Paulo”, disse Almeida

O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José dos Campos, Felipe Cury, disse que, para atrair mais turistas de negócios, São José deveria investir em hotéis e restaurantes de luxo e melhorar a frequência de voos do aeroporto da cidade. “Quem investir nesse setor tem retorno.”

Para os empresários, a principal necessidade é a criação de uma Secretaria de Turismo. “Já ia resolver bastante ter uma secretaria com recursos próprios”, afirmou Almeida. Ferreira Júnior também pede calendário de turismo organizado. “Os hotéis não sabem qual o próximo evento da cidade. Precisaria ter mais eventos e em todas épocas do ano”.

Outra proposta é a criação de um centro de convenções que consiga comportar uma grande demanda. Uma das justificativas de empresários é que grandes eventos não são realizados por falta de espaço e um lugar adequado. “Para grandes eventos falta um centro de convenções. O Parque Tecnológico quebra o galho”, disse Felipe Cury.

O Vale

Mercado da Moda aquece a cidade com 1.000 empregos

Entre ontem e hoje, o foco dos negócios em São José dos Campos é a moda. Com investimento de R$ 1 milhão neste ano, o Oscar Fashion Days chega à sua 12ªedição com a geração de 1.000 empregos temporários e reflexos em setores como transportes, serviços e na rede hoteleira.

Cerca de 10 mil pessoas são esperadas para assistir aos desfiles que terminam hoje, no Pavilhão de Exposições do Parque Tecnológico. Segundo a organização, os empregos temporários foram gerados nos mais variados setores, como limpeza, segurança, passadeiras, produtores artísticos e de moda, modelos, cozinheiras e profissionais para a construção dos estandes, passarela e toda a estrutura.

Só no backstage, onde ficam modelos e artistas, cerca de 300 pessoas foram contratadas para a organização.
“O evento conta com muita gente de fora. Muitos jornalistas e representantes de calçados de vários Estados”, disse o diretor da Oscar Calçados, José Oscar Constantino.

Segundo o empresário, não é possível calcular o volume de negócios que será gerado pelo Oscar Fashion Days, já que o evento tem caráter de exposição e serve para reforçar a marca dos lojas participantes 24 estão nesta edição.

“O evento é uma propaganda institucional, não é possível calcular quanto aumenta na venda das empresas. Mas com certeza aumenta, a marca fica na cabeça das pessoas”, disse Constantino. Além dos empregos diretos, o evento movimenta a rede hoteleira, restaurantes, transportes e comércio.

Para o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, Felipe Cury, eventos como este são importantes para movimentar o comércio da cidade. “O Oscar Fashion Days é um evento que tem poder de trazer compradores de outras cidades e Estados, além de atrair empresários para a cidade”, disse o dirigente.

Neste ano, o evento tem 10 estandes espalhados para divulgação de marcas. “O evento está muito bom este ano e estamos atingindo nosso intuito que é de divulgar nossos produto”, disse o coordenador técnico da Raiz Latina, empresa de cosméticos, Klaus Silveira, 39 anos.

Já para o desenhista Daniel Z, 43 anos, o evento é uma oportunidade de ganhar um dinheiro a mais. Ele foi contratado por uma empresa de bicicletas para fazer desenhos em camisetas. O OFD acontece em uma estrutura montada no Pavilhão de Exposições do Parque Tecnológico, às margens da via Dutra, altura do distrito Eugênio de Melo, no km 138 no sentido Rio de Janeiro.

O Vale

De olho na Copa, Embraer fica atento com vendas

A Embraer, de São José, desenvolve um plano para ampliar sua participação no mercado da aviação executiva no país que até 2014, por conta da Copa, deve se tornar o segundo maior do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos.

Hoje em terceiro lugar no ranking global do segmento, o Brasil tem atualmente uma frota de 720 jatos executivos voando no país. Destes, 112 são só da Embraer pouco mais de 15%. Só nos últimos dois anos, foram entregues 70 aeronaves do segmento para clientes brasileiros.

Segundo avaliação da fabricante, em dez anos, o mercado brasileiro nesse nicho deve quase que dobrar com mais 550 aeronaves negociadas em uma cifra que pode ultrapassar US$ 8 bilhões. Uma das apostas da fabricante é reforçar sua participação em feiras do setor, como a Labace (Feira Latino-Americana de Aviação Executiva, que acontece até amanhã no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Além disso, a empresa também prepara expansão de sua rede de serviços no Brasil, a fim de melhorar o atendimento ao cliente. Nesta semana, um novo simulador foi inaugurado em São Paulo. Outra frente é o novo centro de serviços para o segmento em Sorocaba.

Em termos globais, a Embraer detém uma fatia de 14% do mercado da aviação executiva em unidades. A meta é ampliar também a sua participação global no segmento, que é altamente competitivo, com empresas consolidadas no setor como Dassault (francesa) e Bombardier (canadense), entre outras fabricantes.

A Embraer prevê que o mercado mundial de aviação executiva no mundo pode movimentar US$ 260 bilhões no período entre 2012 e 2021,se a economia global conseguir crescer em ritmo sustentável. Isso representa a comercialização de 11.275 unidades. Se o cenário for negativo, esses números caem para US$ 205 bilhões e 8.660 unidades.

Para executivos da companhia, a participação de mercado da empresa brasileira vai crescer em ritmo mais acelerado quando começarem a ser entregues os novos jatos Legacy 450 e Legacy 500. A previsão é que as entregas do Legacy 500 comecem no final de 2013 e as do modelo 450 no final de 2014.

A Embraer entrou firme na aviação executiva a partir de 2005, mas a sua presença se fortaleceu após 2008. Essa unidade de negócio será responsável este ano por cerca de 20% da receita global da companhia, com faturamento estimado entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,3 bilhão.

O Vale

Com foco no mercado, Empresas apostam em exportação

Em setembro do ano passado, os sócios Ivan Sant’Anna e Renato Pisani participaram da feira Copa Ícaro, na França, voltada a esportes ligados a voos livres. A intenção da dupla, dona da Adventure Instruments, de São José, era apresentar seus produtos aos aficionados em voo livre, no entanto, a viagem foi o início de uma nova fase da empresa.

Os equipamentos fabricados pela Adventure, responsáveis pela medição de correntes de ar, tempo de voo e informações de voos anteriores, despertaram o interesse de comerciantes europeus e, atualmente, são exportados para 12 países, entre eles, França, Alemanha, Itália, Áustria e Suíça.

A Adventure Instruments ilustra um cenário cada vez mais presente na região: o crescimento do número de empresas que vendem para outros países. O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) não possui dados sobre este crescimento, que foi sentido pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

“Temos visto esse crescimento aos poucos, principalmente de empresas incubadas. Hoje, está mais fácil exportar, até mesmo pelo correio, por Sedex. Elas se beneficiam deste momento mais que as grandes empresas pois os contratos são pequenos, mais curtos”, disse o diretor regional do Ciesp, Almir Fernandes.

A meta da Adventure para este ano é exportar para 50 países. “Não temos concorrentes no país. A exportação é fácil, fazemos tudo pelo correio e nunca tivemos problemas”, disse Pisani. “Exportar nos deu credibilidade no mercado interno”, acrescenta Sant’Anna. Hoje, a exportação representa 10% do total de vendas da empresa.

A Compsis, também de São José, fechou 2011 na 36ª posição no ranking de empresas mais exportadoras de São José. A companhia, que atua na área de tecnologia para sistemas de automação, arrecadação em pedágio e sistemas embarcados, vendeu o equivalente a US$ 1,4 milhão ao exterior no ano passado.

A diretora executiva de tráfego e transporte da Compsis, Rosângela Monteiro, destacou que no segmento de pedágio, carro-chefe da empresa, as exportações chegam a 20% do total de vendas da empresa. “Hoje em dia, o contato é maior”, disse Rosângela. Ainda assim, a executiva salienta que o mercado brasileiro está aquecido e continua sendo seu foco de atuação.

O Vale