Hospital Municipal realiza multirão para atendimento

A Prefeitura de São José dos Campos realizou nesse sábado (14) 166 consultas com ortopedistas durante o atendimento ampliado no Hospital Municipal (Rua Saigiro Nakamura, 800), na Vila Industrial. Foram oferecidas 250 consultas, mas quase 34% das pessoas que confirmaram a presença durante a chamada telefônica, faltaram ao atendimento, prejudicando a assistência aos outros pacientes.

Além do atendimento ampliado, a Prefeitura vem reorganizando a rede de assistência, com protocolos bem definidos e gerenciados para que se reduza a espera no atendimento com especialistas. Outra etapa do atendimento ampliado com ortopedistas está agendada para o próximo dia 21 no Hospital Municipal. Estão previstas 250 consultas.

Prefeitura Municipal

Novo grupo do Vale defini novo hospital na região

Secretários municipais de saúde da microrregião de São José dos Campos definiram o perfil assistencial do Hospital Regional que o Estado irá construir na cidade. O novo HR prestará atendimentos de alta e média complexidades em ortopedia, neurocirurgia e cirurgias eletivas em geral.

O perfil foi definido em conjunto com a Diretoria Regional de Saúde Estadual, sediada em Taubaté. “O próximo passo agora, para fechar o estudo do novo Hospital Regional, será definir o número de leitos”, disse o secretário municipal de Saúde de São José, Danilo Stanzani.

A expectativa dos secretários é que o HR de São José tenha até 150 leitos. O hospital vai atender à microrregião formada pelas cidades de Jacareí, Santa Branca, Igaratá, Caçapava, Monteiro Lobato, Jambeiro e Paraibuna, além de São José dos Campos.

A microrregião abriga uma população de 975 mil habitantes. São José é a maior cidade, com 636 mil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com Stanzani, o hospital também terá uma unidade de cirurgia ambulatorial. “Os pacientes são atendidos e liberados no mesmo dia”, afirmou.

A diretora regional de Saúde do Estado, Sandra Tutihashi, explicou que o HR será “portas fechadas”, ou seja, não atenderá emergências. “O atendimento de emergências permanecerá sob a responsabilidade dos municípios.” Segundo ela, até o começo de fevereiro será concluído o estudo de demanda da nova unidade hospitalar.

O HR será construído em uma área de 16,5 mil metros quadrados, no Jardim Satélite, região sul da cidade. O terreno está em fase final de avaliação pelos técnicos da Secretaria Estadual de Saúde. Para Stanzani, um equipamento desse porte não custaria menos de R$ 17 milhões.

Para a diretora de Atenção à Saúde de Caçapava, Maria Aparecida de Lima Graciano, o HR vai melhorar a eficiência no atendimento hospitalar, principalmente de alta complexidade.

“Os pequenos e médios municípios não têm condições de prestar assistência em alta complexidade e o HR vai suprir essa lacuna”, afirmou. Na avaliação da diretora, ortopedia de alta complexidade é um dos setores que mais necessita de atenção. “Vai ser um ganho importante para toda a região”, disse.

Para o prefeito de Jacareí, Hamilton Ribeiro Mota (PT), o HR vai reorganizar o atendimento hospitalar na microrregião de São José. “O atendimento hoje, de certa forma, já é compartilhado entre os municípios e o HR deve dar um novo perfil no compartilhamento do atendimento hospitalar”, disse.

De acordo com o secretário de Saúde de São José, a intenção é modificar o sistema de prestação de serviços existente hoje para evitar duplicidade de atendimento na rede pública e conveniada. O plano é que haverá uma distribuição de atendimento por especialidades entre os hospitais públicos e conveniados da microrregião.

O Vale

Crianças internadas ganham festa no hospital

Por diversas razões, eles vieram ao mundo antes da hora prevista, e por isso necessitam de tratamento especial e acompanhamento de médicos e familiares. Após vencer a batalha pela vida, enfrentando meses numa incubadora de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), os bebês prematuros ainda convivem com sequelas do nascimento precoce.

E eles acabam sendo tão especiais para os profissionais da saúde, pela convivência demorada nos hospitais, que ganharam uma festa no Hospital Municipal de São José dos Campos. Cerca de 60 crianças que nasceram prematuras participaram ontem, às 10h, de uma festa de final de ano no hospital. Elas ganharam lembranças de Natal das mãos de Papai Noel, bolo e o carinho dos profissionais.

“O acompanhamento acaba sendo uma especialidade do nosso ambulatório. A equipe tem muito carinho por essas crianças”, disse a médica Lin Hung Hua, diretora de atenção ao paciente. A prematuridade exige cuidados especiais em razão das sequelas causadas pelo trauma de nascer antes da hora e necessitar de uma incubadora.

Elas podem desenvolver problemas de audição e visão que, quanto mais cedo forem detectados, melhor o resultado do tratamento. Em São José, segundo a médica Aline Otsuki de Lima, coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Municipal, cerca de 150 crianças são acompanhadas pelos profissionais da saúde.

Para que o trabalho seja coeso entre as equipes do hospital e das unidades de saúde, uma palestra foi realizada em novembro e outra será feita em fevereiro de 2012. “É preciso ter sintonia no tratamento dos prematuros”, afirmou Aline.

Mas ontem, diagnóstico e remédios ficaram de lado e deram lugar à alegria no hospital. Bexigas espalhadas pelo corredor e médicos residentes vestidos de palhaço alegraram as crianças e seus pais. Ganharam o sorriso de crianças como Ricardo, 3 anos, e Rithielly, de 5 meses, que nasceram prematuras. Após o período de apreensão, os pais puderam comemorar a vitória da vida.

 O Vale

Prefeitura prepara reforma no Hospital de Clínicas Sul

A Prefeitura de São José dos Campos vai investir mais de R$ 2,2 milhões nas obras de reforma e ampliação do Hospital de Clínicas Sul, no Parque Industrial.

Os serviços devem começar em dezembro e tem previsão de conclusão em agosto de 2012 dois meses antes das eleições municipais. A obra tem o objetivo de separar o atendimento infantil do adulto. De acordo com a Secretaria de Saúde, será criada uma recepção para a pediatria. Também será construído um espaço para o serviço de nutrição.

Avaliação. A melhoria atende um antigo pedido dos usuários, que reclamam da estrutura precária do prédio e da falta de espaço para a espera das consultas. O Clínicas Sul realiza hoje uma média de 500 a 600 consultas emergenciais por dia.

De fora da unidade é possível ver estruturas de ferro enferrujadas e uma pintura tão antiga que já está descascada. “Além da melhora na estrutura física, a prefeitura precisa aumentar a quantidade de funcionários aqui. Já vim aqui duas vezes e me mandaram para o Hospital Municipal da Vila porque não tinha especialista aqui”, afirmou o pedreiro Francisco Reginaldo, 34 anos.

Responsável pelo atendimento de emergência da região mais populosa da cidade, o hospital funciona na sede da antiga UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) do Parque Industrial. Em 2004, a UPA foi transformada em hospital e desde então nenhuma obra de melhoria foi feira no local.

Para a dona de casa Lucinéia Pereira, 31 anos, falta a capacitação dos funcionários. “Tem poucas enfermeiras e médicos aqui e estão sempre ocupados e não tem educação com o paciente. Minha tia está internada e ninguém ajuda ela a tomar banho”, disse.

O Hospital de Clínicas Sul também presta serviço de laboratório e de radiologia. A prefeitura não informou se a quantidade de consultas oferecidas será ampliadas. Por nota, disse apenas que a unidade ‘continuará prestando os mesmos procedimentos feitos hoje’.

A obra será feita pela Urbam (Urbanizadora Municipal). A empresa que é alça da prefeitura foi contratada com dispensa de licitação e também é responsável pelas obra do Hospital de Clínicas Norte (leia texto nessa página).

SAIBA MAIS

O que
Prefeitura começa em dezembro a ampliação e reforma do Hospital de Clínicas Sul

Como
Serviços vão custar R$ 2,2 milhões e prevê criar um recepção exclusiva para as crianças

Obra
Serão ampliados 371 metros quadrados. Outros 262 metros quadrados serão reformados

Estrutura
O Hospital de Clínicas Sul conta hoje com 70 leitos para adultos e 15 para pediatria

Serviço
A Urbam fará as obras

O Vale

Hospital Regional em São José dos Campos

O governo do Estado confirmou, no dia 30,que será criado um novo hospital regional no Vale do Paraíba, com sede em São José.
Uma das hipóteses em estudo é a readequação do prédio do Hospital Municipal (zona leste) –principal unidade de atendimento público no município.
Será o segundo hospital regional para atender pacientes das 39 cidades do Vale. O primeiro foi implantado em Taubaté em 2004.
A criação do hospital foi uma das principais promessas de campanha na área de saúde do governador Geraldo Alckmin (PSDB), no ano passado.
Ao regionalizar o atendimento no HM, o Estado livra a prefeitura dos encargos do hospital, estimados em R$ 130 milhões por ano, e os moradores vão dividir a estrutura da unidade com pacientes das demais cidades.

As outras hipóteses também em estudo são a construção de um novo hospital ou o aproveitamento de outros hospitais de São José, como por exemplo, a Santa Casa.
A Secretaria de Estado de Saúde informou que está elaborando um estudo para ser discutido com a prefeitura.
O secretário estadual de Planejamento, Emanuel Fernandes, ex-prefeito de São José, disse que nesta semana terá mais detalhes sobre o projeto.
Ele explica que haverá um hospital do Estado em São José. Como vai ser feito ainda está em discussão.
O Hospital Municipal de São José faz 276 mil atendimentos por ano e conta com 1.750 funcionários, com mais de 400 médicos e 400 leitos sendo 62 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

 Serviços devem ser ampliados

A Prefeitura de São José dos Campos informou ontem que é fundamental para o projeto contemplar a ampliação dos demais serviços de assistência regionais.
De acordo com a Secretaria de Saúde, é necessário ainda que o projeto contemple a ampliação da oferta de recursos para procedimentos de alta complexidade.
Por meio de nota, a pasta informou que São José é “polo de atração” para pacientes de outros municípios, inclusive de outros Estados.
Segundo a prefeitura, o governo do Estado já manifestou interesse pelo Hospital Municipal, mas não existe nada formalizado sobre o assunto.

FONTE:OVALE