Perante a lei de Zoneamento, expansão da ETEP vai contra

A ampliação do número de estudantes nas dependências da Etep (Escola Técnica Professor Everaldo Passos), na avenida Rio Branco, no Jardim Esplanada, zona central de São José, estaria ferindo a lei complementar 428/10, de agosto de 2010, assinada pelo então secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira.

A ampliação não deveria ser realizada, já que o trânsito de veículos dos alunos causa transtornos no bairro. De acordo com carta publicada pela Aabe (Associação Amigos do Bairro Esplanada), a atividade desenvolvida na Etep (ensino fundamental, médio, técnico, 3º grau, pré-vestibular e pós- graduação) não é mais permitida no local por causa da lei de zoneamento, que classificou a avenida Rio Branco como sendo CR1, que permite o uso residencial e atividades de serviços com vagas próprias de estacionamento, como por exemplo, consultórios, escritórios e escolas infantis.

Atualmente, a escola conta com 5.000 alunos 4.300 no período noturno. Com a aquisição do IBTA (Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada), anunciada no mês passado, o prédio passará a contar, a partir do ano que vem, com mais 800 alunos.

“Nossa principal reclamação é de que a escola não absorve a demanda de carros que ela causa. As ruas ficam tomadas por veículos, inclusive trazendo transtornos já que temos que por várias vezes chamar agentes de trânsito porque as pessoas têm parado inclusive em frente de garagens”, afirmou Maria Lúcia Fonseca Garcia, presidente da associação. A Etep possui 68 vagas dentro de seu prédio.

Procurado por O VALE, o secretário de Planejamento Urbano, Oswaldo Vieira de Paula Júnior, não se manifestou. De acordo com nota da assessoria de imprensa da Prefeitura, até o momento, a Secretaria não recebeu pedidos de reconsideração da situação.

De acordo com a assessoria de imprensa da Etep (Escola Técnica Professor Everardo Passos), o centro educacional é de 1956 e os seus cursos superiores existe desde 1972, anteriores à lei complementar 428/10, apresentada pela Aabe (Associação Amigos do Bairro Esplanada), de agosto de 2010.

Ainda segundo ela, a lei se refere à expansão espacial do prédio, cuja possibilidade inexiste por falta de espaço. Para sanar o problema do excesso de carro nas ruas, estão sendo estudados locais onde deverão ser construídos estacionamentos para os alunos.

Além disso, a partir do ano que vem, será lançada a campanha Carona Solidária, que visa incentivar os alunos a se juntarem em grupos para ir à escola. Sobre os cursos de pós-graduação, criado após a lei complementar, estes serão ministrados em breve na faculdade Bilac, na região central.

O Vale

Publicado em: 04/10/2012

Ampliação da ETEP gera polêmica no bairro na cidade

Moradores do Jardim Esplanada, na região central de São José dos Campos, reclamam dos problemas de trânsito causados pelo alto volume de carros de estudantes e professores da Etep (Escola Técnica Everardo Passos), localizada na avenida Rio Branco.

A principal preocupação dos moradores da Aabe (Associação Amigos do Bairro Esplanada) é a ampliação das dependências do centro educacional que adquiriu recentemente o IBTA (Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada).

“A Etep era anteriormente uma escola de nível médio. Com alunos de até 18 anos de idade, que não tinham carro. Atualmente, ela possui cursos de nível superior e o seu estacionamento não absorve a demanda que ela criou. O volume de carro é absurdo”, afirmou Maria Lúcia Fonseca Garcia, presidente da associação de moradores.

De acordo com reclamações dos vizinhos da escola, as ruas ficam diariamente tomada por carros. “Temos que chamar diariamente agentes de trânsito para retirar automóveis parados em frente a garagens de casas da região”, disse Maria Lúcia.

Outro tópico presente na carta é a questão da segurança de quem passa pelo bairro durante o período de aulas. “A questão da segurança se tornou precária tanto para os alunos quanto para os moradores, uma vez que criou-se um mercado para meliantes, com farta oferta de aparelhos de som e marcas variadas de carros”, diz o documento.

Ainda segundo a carta, o ônus da demanda por marronzinhos e policiamento constante é repassado à sociedade. “Ao mesmo tempo que a instituição gera lucro aos seus proprietários, ela traz prejuízos à população”, afirmou Maria Lúcia.

O documento da associação questiona ainda a legalidade da expansão, uma vez que de acordo com a lei complementar 428/10, assinada pelo então secretário de Transporte Anderson Farias Ferreira, em agosto de 2010, a atividade desenvolvida pela Etep não seria mais permitida no local. Sendo assim, não haveria possibilidade de ampliação. O grupo Cetec Educacional, responsável pela Etep, adquiriu recentemente a faculdade IBTA. A partir de 2013, os alunos do instituto deverão ser transferidos para o prédio da escola.

O Vale

Depois da compra, Alunos do IBTA querem esclarecimento

Os alunos do IBTA (Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada) realizaram anteontem uma assembleia, que contou com cerca de 110 estudantes, para esclarecer as possíveis mudanças que deverão ocorrer na faculdade após a sua compra pelo Cetec Educacional S.A., grupo administrador da Etep (Escola Técnica Professor Everardo Passos).

“Na reunião, duas representantes da Etep ouviram as nossas reivindicações e tiraram algumas das nossas dúvidas”, afirmou Rogério Pereira, 26 anos, estudante do terceiro semestre do curso de administração. O IBTA, localizado no prédio do Anglo, no Jardim Esplanada, na região oeste de São José, conta com salas de aulas equipadas com ar condicionado e data show. Uma das preocupações é se essa infraestrutura se manterá quando os alunos forem para o prédio da Etep, mudança prevista para acontecer a partir de janeiro.

“Como aqui temos salas bem equipadas, com excelente infraestrutura e poucos alunos, estamos preocupados em como será lá”, afirmou Pereira. Os alunos também questionaram as possíveis mudanças na carga horária dos cursos e a emissão dos diplomas. “Estamos na dúvida se eles sairão no nome do IBTA ou da Etep”, disse Pereira.

Segundo a diretora acadêmica do Cetec Educacional, os alunos não têm com o que se preocupar. “Não mexeremos na carga horária dos cursos e, como alguns deles são iguais aos oferecidos pela Etep, estamos fazendo uma análise curricular para que possamos definir a união das salas. Além disso, a infraestrutura da escola está sendo melhorada para receber os novos alunos que estão vindo do IBTA”, afirmou.

Com relação ao diploma, ainda não há uma definição. “Algumas decisões serão tomadas depois da fase de análise dos currículos acadêmicos, que deve encerrar por volta de outubro”, disse Marta. “De qualquer forma, este ano tudo se mantém igual. As novas mudanças só devem ocorrer a partir de janeiro”. De acordo com informações do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), tudo o que estiver no contrato feito entre os alunos e o instituto deverá ser cumprido.

O Vale

Grupo Etep compra mais uma faculdade na cidade

O grupo Cetec Educacional, com sede em São José dos Campos e responsável pela Etep (Escola Técnica Professor Everardo Passos), anunciou a compra do IBTA (Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada). Com o negócio, que não teve o valor divulgado, a instituição passa a atender a 11 mil alunos em cursos de graduação e pós na região.

Além de São José, onde são três campi, o grupo passa a integrar também mais dois em São Paulo e um em Taubaté. O IBTA fazia parte do grupo Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais). Com a transação, o Cetec amplia seu quadro de professores em 37%, sendo crescimento no número de doutores em 84% e de mestres em 33%. Do IBTA, eram cerca de 1.000 alunos de graduação.

“O IBTA foi a primeira instituição a receber o conceito A do Ministério da Educação para cursos de graduação em tecnologia. Isso foi levado em conta na hora de fecharmos o acordo”, afirmou o presidente do grupo Cetec, Thiago Rodrigues Pêgas. O valor da aquisição não foi revelado por questões contratuais. Segundo Pêgas, foram dois anos de negociação.

Com a compra, o IBTA, que está localizado no prédio do colégio Anglo Cassiano Ricardo, no Jardim Esplanada, zona oeste, a partir do ano que vem deverá se mudar para a Etep, no mesmo bairro, na avenida Barão do Rio Branco. “Os cursos da unidade do IBTA em São José, a partir do ano que vem, farão parte da Etep. Já as pós-graduações da Etep serão parte do IBTA.”

Uma principal vantagem da aquisição é o aumento da quantidade de cursos disponíveis na região. “No começo, nosso objetivo é fazer a integração mantendo os cursos que já existem. Depois criaremos novos”, disse Pêgas.O grupo Cetec Educacional deve fechar 2012 com um crescimento de 33%, sem a aquisição. Agora, com o IBTA, a previsão é que a receita aumente 58% em 2013. Para isso, serão investidos R$ 7,5 milhões em tecnologia educacional.

Segundo Pêgas, os docentes e os alunos podem ficar tranquilos em relação às mudanças. “Não haverá demissões. A experiência e o conhecimento dos professores foram levadas em conta na aquisição.” Para os campi de São Paulo, nada mudará. Já os alunos da Etep contarão também com os professores do instituto. Cada unidade terá autonomia acadêmica, assim como acontece com as outras unidades de ensino do grupo, como a Faculdade Bilac e a Faatesp (Faculdade da Vila Matilde).

A partir de 2013, o valor das parcelas pagas pelos alunos deverá seguir os preços já praticados pelo grupo. Assim, a mensalidade de alguns cursos do IBTA deve diminuir. Os novos valores serão analisados. Alunos do IBTA, durante as mudanças que ocorrerão com a compra da faculdade pelo grupo Cetec, deverão ficar atentos aos seus antigos contratos com o instituto. A recomendação é do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor).

“É importante que a nova instituição cumpra as obrigações previstas no contrato já assinado pelo aluno. Não deverão ser mudadas a carga horária, nem a grade curricular”, afirmou Sérgio Werneck, diretor do Procon de São José. No entanto, Werneck disse ainda que tudo pode ser resolvido em uma conversa com os diretores da unidade.

“Um contrato novo pode trazer outro regimento e presume-se que este traga melhorias. Assim, em caso de alguma mudança em que várias pessoas discordem dela, o ideal é propor uma conversa coma direção. Se não resolver, deve-se procurar o Procon para que possamos analisar se há prejuízo na nova relação”, disse.

O Vale