Vicentina Aranha vira discussão na cidade

O Sarau Vicentina recebe nesta quinta-feira (20), às 19h, a consultora de RH Celia Natale Moscardi, que vai conversar com o público sobre o desafio da atuação nos ambientes das diferentes gerações: Baby Boomers, X e Y.

Essa nomenclatura serve para diferenciar perfis e características de três gerações diferentes, cujo comportamento é marcado por influências que cada grupo sofreu em decorrência, principalmente, das modificações políticas e tecnológicas ocorridas entre os anos 60 e os dias atuais. Uma discussão rica que aborda, desde a evolução do mundo nas últimas décadas, até o entendimento e peculiaridades das três gerações para um convívio sadio no ambiente familiar e de trabalho.

O Sarau Vicentina ocorre mensalmente no Parque Vicentina Aranha, com apoio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), e promove a reflexão sobre temas atuais e em diversos segmentos: literário, psicológico, filosófico e histórico.

A entrada é franca.

Para Especialistas, Vereadores não cumprem dever

Entre 2010 e 2011, os vereadores de São José batizaram 154 ruas e praças. No período, eles também criaram 42 datas comemorativas, como o Dia do Garçom e o Dia da Prevenção contra o Câncer de Próstata. Tal exercício de criatividade para nomes e datas representa 51,6% de todas as leis criadas pelos parlamentares nos dois anos.

Dos 379 projetos de lei apresentados pelos vereadores, no período, que vieram a ser aprovados em plenário, 259 (68,3% do total) são matérias com efeito decorativo. Entenda-se por proposituras de pouco efeito aquelas que se referem a denominações de ruas, criação de datas comemorativas, concessão de medalhas ao mérito, entre outros.

Nos projetos restantes, encontram-se desde aqueles que determinam a distribuição de fraldas descartáveis a pessoas com deficiência até os que proibem o fumo em pontos de ônibus e o despejo de óleo de cozinha na pia nobres no objetivo, como defendem os vereadores, mas inócuos para o cumprimento da lei.

Considerando-se o custo da Câmara nos dois anos, de R$ 73,2 milhões referente aos Orçamentos de 2010 e 2011, cada uma das 379 leis, de autoria dos vereadores, aprovadas custou mais de R$ 193 mil ao contribuinte.  Como critério de produtividade, os números são rebatidos pelos vereadores (leia ao lado). Contudo, eles próprios admitem que o último mandato do grupo de 21 parlamentares deixou a desejar. Neste ano, 20 dos vereadores são candidatos à reeleição.

“Temos hoje na Câmara despachantes de luxo. Não temos discussão”, afirma a vereadora Amélia Naomi (PT). “A sociedade precisa cobrar, exigir”, completa. “Há muito tempo as Câmaras são subservientes ao Executivo. Elas deixaram de fiscalizar e fazer cumprir a lei”, avalia o sociólogo político Alacir Arruda.

O Vale

Problemas no Aeroporto descatam o uso pela Anac

Diferente das previsões de empresários e da prefeitura, o especialista da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Sylvio José Coelho de Souza, acredita que o Aeroporto de São José nunca será um importante terminal de cargas e passageiros. A avaliação joga um ‘balde de água fria’ na força-tarefa do governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) de tentar municipalizar o terminal para aumentar sua capacidade operacional.

“A pista de São José foi feita para atender a necessidade da indústria aeronáutica até por ter sido construída em área militar. Ao longo do tempo, nenhuma pessoa do cenário político se opôs ou refletiu sobre a necessidade de oferecer outro atendimento”, disse Souza. “Hoje, não enxergo perspectiva de mudança. São José perdeu o bonde de uma eventual mudança há pelo menos 15 anos”, afirmou.

Souza ministrou uma palestra sobre o tema na última semana na unidade da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) de São José. O evento foi assistido por 50 pessoas. Segundo ele, o principal entrave sofrido hoje para mudar o perfil do Aeroporto de São José é que cidades vizinhas estão com projetos similares porém mais adiantados.

“Existem alternativas na região muito à frente, a exemplo de Caçapava e Taubaté, que realmente estão investindo na ideia. Será preciso quatro anos para São José chegar no ponto que esses municípios estão agora”, afirmou.

Apesar de ter uma das melhores pistas do país, o Aeroporto de São José não conta com estacionamento para a pernoite das aeronaves e tem uma estrutura precária para receber os passageiros. O terminal também não atende à necessidade das empresas da região já que entrega ou envia menos de 1% da carga circulante. A maioria vai parar nos terminais de Guarulhos e de Viracopos, em Campinas.

Apesar do cenário, a perspectiva do especialista da Anac é criticada por empresários como Almir Fernandes, diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado). “O aeroporto de São José precisa ser municipalizado. Assim que isso ocorrer, já existem projetos para aumentar sua capacidade”, afirmou.

O projeto que ele se refere é o da prefeitura, que aposta na municipalização do terminal. A ideia da administração é construir um aeroporto no lado oposto ao atual, com saída pela Rodovia dos Tamoios. O terminal é operado pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).

O prefeito Eduardo Cury e o deputado federal Carlinhos Almeida (PT) se reuniram na última semana com representantes da SAC (Secretaria de Aviação Civil), órgão vinculado à Presidência da República, para discutir a muni-cipalização. A secretaria pediu um ano para analisar o caso.

“Entendemos que esse é um tempo demasiadamente longo, mas paciência. Nós dependemos deles”, afirmou Cury a O VALE. “Pedimos que pelo menos emergencialmente a SAC dê uma olhada no terminal de passageiros para deixa-lo em condições de uso. Eles prometeram entrar em contato com Infraero para agilizar esse processo”, afirmou. Hoje, o Aeroporto de São José é operado por apenas duas empresas, a Azul e a Trip, que oferecem voos diários para destinos curtos.

O Vale

Prefeitura abre processo seletivo para especialistas

A Prefeitura de São José dos Campos iniciou nesta segunda-feira (19) mais uma etapa do processo seletivo de especialistas para as funções de orientador de escola (pedagógico e educacional), assistente de direção e diretor de escola em 2012. A oportunidade é destinada a professores efetivos da rede municipal de ensino.

O processo foi divulgado internamente para todos os profissionais que trabalham nas unidades escolares municipais. Os interessados tiveram que se inscrever e apresentar o currículo, comprovante de tempo de serviço no magistério municipal, proposta para o cargo pleiteado e comprovante de habilitação.

Após a análise da documentação, foi feita uma pré-seleção, e os candidatos tiveram de passar por atividades presenciais na sede da Secretaria de Educação. O próximo passo são as entrevistas individuais.

A rede municipal avançou na organização do processo de escolha dos especialistas. “Ganhamos mais credibilidade e qualidade na busca de profissionais que tenham perfil adequado à função para que atuem em nossas escolas”, disse a orientadora de componente curricular de história Beatriz Alice da Fonseca Alves, que é integrante da comissão organizadora.

Prefeitura Municipal