Público é pego de surpresa com a Greve das Policiais Federais

Com a entrega simbólica das armas e distintivos, os agentes da Polícia Federal em São José dos Campos deram início ontem à operação tartaruga na cidade. A restrição no atendimento ao público faz parte das ações da greve deflagrada pela categoria anteontem em todo o país.

Durante todo o dia, a delegacia trabalhou somente com 30% do efetivo e somente os casos agendados e de urgência foram atendidos. Os principais serviços afetados foram a emissão de passaportes e de documentos de imigração. A delegacia chegou a ficar fechada por quase duas horas.

“Não estamos deixando de atender a população. Cada caso é avaliado e, conforme a urgência, damos o direcionamento. Nas demais situações a pessoa terá que ter paciência”, disse Alberto Nascimento, representante do sindicato. A situação pegou muita gente de surpresa. Sem saber da paralisação, a aposentada Maria Aparecida Ferreira foi em busca de um visto permanente para o marido, que reside como turista no país. “Sei que é direito deles, mas complica um pouco a vida da gente. Agora não sei quando vou conseguir o documento.”

A preocupação é compartilhada pela dona de casa Waldete França Rabello. De casamento marcado para novembro nos Estados Unidos, ela voltou ao Brasil para buscar as filhas para participar da cerimônia. Com a greve, ela teme não conseguir providenciar a documentação a tempo. “Essa questão de visto tem prazo.”

De acordo com o representante do sindicato, a operação padrão segue por tempo indeterminado na cidade. Na delegacia de Cruzeiro, a operação tartaruga começou no início da tarde de ontem, após uma assembleia realizada entre os funcionários. São Sebastião também trabalha com efetivo reduzido.

E parte dos delegados federais do país aderiu ao movimento e pararam por um dia.  Outra categoria que também ameaça parar são os policiais rodoviários federais, que ontem realizaram protestos em vários Estados.

O Vale

PMs mantem sigilo de como irá invadir o Pinheirinho

O comando da Polícia Militar guarda a sete chaves o plano que será usado na reintegração de posse do Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos. A desocupação é considerada a maior da história do Estado de São Paulo. São 1.577 famílias, segundo o censo da prefeitura.

Uma reintegração feita em 1990 em Diadema é a maior que se tem registro na ocasião, 1.000 famílias foram removidas. O principal motivo apontado para o sigilo em torno da reintegração é o risco de confrontos entre manifestantes e policiais.

A cúpula da PM entende que uma ação discreta reduziria a probabilidade de um enfrentamento e facilitaria a aceitação da comunidade.

“Nossa maior preocupação está na integridade desses moradores. A OAB está cobrando que a reintegração seja feita de forma que os moradores recebam assistência e não haja confrontos”, diz Julio Aparecido da Costa Rocha, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José.

A reintegração é tema de sucessivas reuniões entre a cúpula da PM. O VALE apurou que a corporação estuda todas as possibilidades de reações por parte dos moradores do acampamento, que prometem resistência. Devido ao medo de que informações vazem, só o comandante da PM sabe a data da reintegração. A ordem para a ação será dada na noite da véspera da desocupação.

“O planejamento abrange todas as hipóteses e, por isso, é longo e está em andamento. Ele prevê, inclusive este tipo de ação contra as famílias que resistirem”, diz o major Paulo Henrique Domingues, comandante da PM na região do Pinheirinho.

A polícia também tenta conhecer ao máximo a rotina dos moradores para evitar surpresas na ação. A PM chegou a realizar duas operações no acampamento na semana passada. Na ocasião, 60 homens participaram das operações e além de armas e drogas, foram encontrados 260 pneus, que seriam utilizados na resistência.

Líderes do Pinheirinho classificaram as operações como um preparativo para a reintegração de posse, mas a PM negou qualquer relação.

Devido às ameaças feitas por moradores do Pinheirinho, a PM da região não deve agir sozinha na desocupação.
A tendência é que o CPChoque (Comando de Policiamento de Choque), um esquadrão especializado de São Paulo, reforce o efetivo.

O CPChoque, conhecido como a tropa de elite da PM do Estado de São Paulo, engloba unidades como o Regimento Nove de Julho da Cavalaria e o Gate (Grupo de Ações Tática Especiais). Historicamente, as desocupações costumam ser marcadas por confrontos entre invasores e policiais militares.

No caso da reintegração feita em Diadema, na Vila Socialista, dois sem-teto morreram e 43 foram presos. Quatro vereadores que apoiavam a ocupação também foram detidos. Em maio de 1997, três pessoas morreram durante a reintegração de posse do conjunto habitacional inacabado Itaquera B6, na Fazenda da Juta, na zona leste da capital, onde viviam 430 famílias sem-teto. Além de mortes, os confrontos também resultam em manifestantes presos.

O Vale

Surpresa: Lily irá para Disneylândia

Quem pensa que o sonho de ir a Disney é apenas de latinos e brasileiros, enganou-se Lily irá fazer aniversário e seus pais prepararam uma surpresa pra ela.

Não tem como não se emocionar junto com a garotinha.

 

Confira tudo vendo o vídeo:

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