Prefeitura da inicio a remoção de Camelôs das Ruas

Os ambulantes do centro que serão transferidos para o camelódromo da praça João Mendes (Sapo) receberam ontem os boxes onde passarão a trabalhar até o final deste mês em São José dos Campos. Para o local, chamado pelo governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) de Centro de Comércio Popular, serão transferidos ambulantes do entorno da praça do Sapo e um grupo que trabalha na Afonso Pena.

O camelódromo tem 42 boxes e foi construído em uma área pública ao lado da praça. A Secretaria de Defesa do Cidadão, responsável pelo programa de remoção dos ambulantes das ruas do centro, informou em nota que os camelôs terão pelo menos uma semana para preparar o novo ponto comercial, mas que, se for necessário mais tempo para adaptação do espaço, o mesmo será concedido, pois ainda não foi marcada a data para mudança definitiva do grupo.

Ontem, durante a vistoria, os ambulantes reclamaram que o camelódromo ainda não estava pronto. O grupo pontuou também que o local não possui rede de água e nem banheiros. Outra queixa é que falta ventilação e iluminação natural no corredor central.

“A prefeitura quer que a gente mude para o novo local de qualquer jeito”, reclamou o ambulante Joelson Vieira. Para ele, não seria necessário “tanta pressa para a transferência do pessoal”. “O correto é terminar primeiro o novo espaço para depois entrega-lo.”

Para os informais, a falta de rede de água é um dos principais problemas. “Vamos ter que usar uma torneira imunda que existe na praça e que serve de local para banho de mendigos”, disse um ambulante. Para Rosane Aparecida de Oliveira Benino, outra preocupação do grupo é com o sistema de águas pluviais.

“O sistema de escoamento não é suficiente e a última chuva forte inundou tudo”, disse. Apesar das queixas, os camelôs receberam oficialmente os boxes do Setor de Fiscalização. Rosane também reclamou da falta de identificação do visual do camelódromo.

A Secretaria de Defesa do Cidadão informou que estão sendo preparados os materiais de identificação e de divulgação dos Centros de Comércio Popular. Segundo a pasta, estão em fase de instalação a iluminação e um ponto de água para atender aos ambulantes que trabalham com alimentação.

A secretaria garante que o local será clareado, com a troca de telhas das laterais dos boxes por telhas transparentes e que, para melhorar a ventilação, estão sendo instalados ventiladores no local. Já com relação a banheiros, os ambulantes, por enquanto, terão que utilizar o existente na praça do Sapo. Hoje serão entregues os 90 boxes do camelódromo da Rodoviária Velha, para onde irão os informais da Igreja Matriz. A mudança faz parte do projeto Centro Vivo, de revitalização da região central da cidade.

O Vale

PMSJC esclarece projeto do Camelódromo aos ambulantes

Camelôs da praça João Mendes, conhecida como “Praça do Sapo” no centro de São José dos Campos, se reuniu hoje com a secretária de Defesa do Cidadão, Marina de Fátima de Oliveira, para conhecer detalhes do camelódromo projetado para o local.

No encontro, agendado para as 13h30, os cerca de 33 ambulantes que ocupam a praça vão conhecer o projeto dos boxes elaborado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), de São José.

Os pontos deverão ser cobertos e ter espaço para que os informais possam guardar seus produtos.

Ela não detalhou o projeto, mas admitiu que mostrará novidades para os camelôs da praça João Mendes.

A missão da secretária, além de aprovar o projeto junto aos ambulantes, é convence-los a se mudarem para o novo endereço.

Ainda há bastante resistência. Há cerca de 15 dias, um grupo promoveu protesto contra a remoção.

Para a direção da ADI (Associação de Economia Informal), a proposta dos camelódromos já foi aprovada pelo conjunto dos informais.

A proposta da prefeitura é que a transferência dos camelôs ocorra até o final do ano.

No entanto, eles pedem que isso seja feito em janeiro, para não atrapalhar as vendas de final de ano.

 

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Fonte: O Vale

Remoção de 312 família da Vila Nova Esperança – Banhado

O governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) iniciou ontem (17/10) uma ofensiva para remover todas as 312 famílias que ainda vivem na Vila Nova Esperança, no Banhado, em São José.

A administração tucana teme perder a verba de compensação da Petrobras para a criação do Parque do Banhado. A medida depende da saída dos moradores.

O prazo para obtenção da verba acabou em julho, mas a prefeitura tenta a prorrogação do prazo até 2012.

Além disso, as casas ao lado da linha férrea precisam ser removidas para a construção da Via Expressa Banhado, que vai ligar as zonas norte e oeste e cujo edital deve ser lançado este mês .

Ontem, a prefeitura iniciou recadastramento das famílias para saber se já estão inscritas no programa habitacional municipal. Desde o início do plano, só 87 famílias deixaram o local, das 399 cadastradas inicialmente.

Segundo os moradores, técnicos da Defesa Civil, com a Polícia Militar, percorreram o bairro orientando as famílias a se inscreverem no programa habitacional.

A prefeitura negou pressão na remoção, afirmando que os agentes estiveram no local apenas para fazer laudos sobre condições de moradia. Mas, por nota, admitiu que a Secretaria de Habitação trabalha em um cronograma de remoção do grupo.

Há mais de três anos, a prefeitura tenta, sem sucesso, remover as famílias que vivem no local para garantir a verba de compensação pela ampliação da Revap (Refinaria Henrique Lage), de R$ 10,2 milhões, para a criação do parque.

Além das 87 famílias que já saíram, outras 90 que já teriam aderido ao programa devem ser removidas até dezembro.

Por nota, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado informou que aguarda um plano municipal no qual estejam listadas as ações já realizadas para a criação do parque e o cronograma de ações futuras. O envio do plano é fundamental para conceder ou não o adiamento do prazo.

No caso de descumprimento do prazo, os recursos serão redirecionados à regularização fundiária da Serra do Mar.

Fonte: O Vale

Centro Vivo: Camelódromos são aprovados

Após mais de três anos de negociações, ambulantes e Prefeitura de São José chegaram ontem (28/9) a um acordo para a remoção das barracas dos comerciantes informais das ruas e praças do centro.

Das 11 reivindicações apresentadas pelos camelôs ao governo de Eduardo Cury (PSDB), apenas 2 ficaram pendentes.

O consenso foi alcançado na reunião promovida pela secretária de Defesa do Cidadão, Marina de Fátima de Oliveira, com representantes dos 243 ambulantes da região central.

A prefeitura planeja criar três camelódromos para abrigar os informais. Um na Rodoviária Velha, outro na travessa João Dias (próxima ao Banhado) e o último na praça João Mendes (Sapo).

Segundo Antonio Batista Gonçalves, o ‘Tonico Pipoqueiro’, presidente da Adei (Associação de Economia Informal), que representa os informais, o acordo com a prefeitura já está selado.

Uma das pendências é com relação à data de remoção das barracas. Os ambulantes querem que a transferência para os camelódromos seja feita em janeiro de 2012 para não prejudicar as vendas de final de ano.

Outra pendência é em relação ao camelódromo planejado para a travessa João Dias. A prefeitura enfrenta atualmente resistência de moradores do local que temem prejuízos com a futura ocupação da travessa.

Entre as reivindicações acolhidas pela prefeitura estão a padronização dos boxes, cobertura dos espaços, profissionalização dos ambulantes, que passarão a ser MEI (Micro Empreendedor Individual) e a possibilidade de os informais que trabalham com alimentação mudar de ramo.

Os ambulantes deverão pagar uma taxa mensal pelo uso do solo, que irá variar de R$ 100 a R$ 150, conforme o local. Também haverá sorteio das vagas nos camelódromos.

A Urbam (Urbanizadora Municipal) inicia hoje a reforma e adequação da Rodoviária Velha, que será um dos came-lódromos do centro.

No local serão construídos 90 boxes cobertos. O projeto prevê também construção de novos banheiros, berçários, revisão hidráulica e elétrica e pintura geral. A parte externa da rodoviária voltada para a Igreja Matriz será aterrada e nivelada ao piso da rua e coberta para abrigar boxes.

Fonte: O Vale