Prefeitura da cidade inicia troca de Radares da cidade

A Prefeitura de São José dos Campos iniciou a troca do sistema de fiscalização eletrônica do trânsito o que deixará algumas das principais avenidas da cidade sem radar fixo por cerca de 15 dias. A substituição ocorre porque acabou o prazo do contrato com a empresa que operava há seis anos o sistema. Um novo contrato deve ser assinado na próxima segunda-feira e, após assinatura, a empresa terá prazo de 30 dias (até 20 de julho) para instalar os novos equipamentos de fiscalização.

Das 54 plataformas que abrigavam os sete radares fixos que operavam na cidade, 20 já foram retiradas em avenidas como Cidade Jardim, Andrômeda, George Eastman e Guadalupe (todas na zona sul) e Nelson D’Ávila (centro).

Paulo Guimarães, diretor da Secretaria de Transportes, afirmou que oito avenidas estão temporariamente sem radar. Segundo ele, os motoristas não devem abusara da velocidade porque nesses locais será reforçado a fiscalização com radares móveis.

“O contrato com a empresa que opera os radares móveis e as lombadas eletrônicas ainda está vigente”, afirmou. São José possui dois radares móveis. O novo contrato foi assinado pelo valor de R$ 2,6 milhões e tem previsão inicial de durar dois anos. Entre as mudanças previstas está o aumento do número de pontos fiscalizados e o uso de tecnologias de leitura de placas.

“Com os novos equipamentos será possível estabelecer o tempo médio de viagem do motorista por meio da leitura da placa e quando esse tempo começar a ficar baixo uma viatura de agente de trânsito será enviada ao local”, disse. A tecnologia permitirá que a prefeitura localize ainda carros roubados ou com licenciamento e IPVA atrasados. Segundo o contrato, as plataformas que abrigam os radares fixos passaram de 54 para 74.

Motoristas de São José estranharam a retirada dos radares. “Estava achando que a prefeitura tinha diminuído o suporte da fiscalização”, afirmou o comerciante Silvio Gomes, 54 anos. Dados da prefeitura apontam que, em média, 433 motoristas são flagrados por dia cometendo alguma irregularidade no trânsito da cidade. Entre as principais infrações está o excesso de velocidade.

O Vale

Prefeitura da cidade decide ampliar Radares de Fiscalização

A Prefeitura de São José dos Campos vai ampliar a fiscalização eletrônica do trânsito no município. O sistema terá mais radares e plataformas de fiscalização. O número de vias monitoradas será ampliado.

Os radares fixos passarão de sete para 12, os controladores de avanços de sinal vermelho pularam de 3 para 4 e as lombadas eletrônicas, de 2 para 4. O número de radares móveis continuam sendo os dois de sempre. As plataformas para radares fixos (os postes) serão ampliadas de 53 para 74.

O secretário municipal de Transportes, Anderson Farias Ferreira, disse ontem que o novos sistema terá duas novidades tecnológicas. Os radares fixos terão câmera de vídeo para monitorar on-line as avenidas e ruas. “Vai permitir maior controle das vias fiscalizadas”, disse o secretário.

Todos os equipamentos terão também um sistema denominado de OCR, que permite identificar a placa do veículo. Segundo o secretário, essa novidade será um instrumento importante para identificar veículos furtados. “A polícia informará ao CCO (Centro de Controle Operacional do sistema) a placa de veículos furtados e quando o radar identifica-lo pela placa os operadores imediatamente acionarão os policiais”, disse.

A licitação para a operação do sistema será lançada no sábado, segundo o secretário. Ele relatou que ainda não está fechado o valor, mas a previsão é de cerca de R$ 4,2 milhões por 24 meses. O contrato em vigor com as empresas Fotossensores e Splice, que operam o sistema, termina no final de junho.

Ferreira informou que mais ruas e avenidas da cidade serão monitoradas. Somente com os radares móveis é possível fiscalizar, em média, 33 vias por mês em sistema de rodízio.

Ele citou que estão nos planos da pasta ampliar a fiscalização nas avenidas Tancredo Neves (região leste), Cidade Jardim e Salinas (região sul). Vão ser incluídas no sistema a avenida Rui Barbosa e a Via Norte, na zona norte, e a estrada do Mato Dentro, na região leste. Dados da pasta apontam que, em média, 433 motoristas são flagrados por dia cometendo alguma irregularidade no trânsito da cidade. “A maioria das infrações, 70%, é por excesso de velocidade”, disse.

O Vale

Zona Sul da cidade em falta com Radar Eletrônico

O sistema de fiscalização por radares fixos de São José responsável pela maioria das multas aplicadas aos motoristas ignora a periferia da cidade. É o que mostra levantamento feito por O VALE na última semana nos principais corredores de ligação entre as diferentes regiões.

Um dos exemplos está na zona oeste as avenidas Shishima Hifume e Lineu de Moura, no Urbanova, possuem três radares em um trecho de três quilômetros ou seja, um radar por quilômetro entre a escola Moppe e o centro comercial.

Após esse trecho, o motorista percorre mais quatro quilômetros na avenida Lineu de Moura (que leva até a Univap) sem ter a velocidade monitorada. “É muito arriscado. À noite, os alunos saem da faculdade a mil por hora e só freiam na frente do radar”, afirmou Janice Aparecida da Costa, 22 anos, que trabalha em uma academia na Lineu de Moura.

Do lado oposto, mas integrante do mesmo desenho viário, estão as avenidas Jorge Zarur (marginal do Vidoca) e Mário Covas, que levam para a zona sul da cidade. Ambas não possuem nenhuma base fixa de fiscalização em seus mais de sete quilômetros de extensão até o trevo do Torrão de Ouro.

Para o especialista em trânsito, Sérgio Ejzenbeg, são essas avenidas que deveriam ser fiscalizadas por permitirem o tráfego em uma velocidade maior o que aumenta a gravidade de possíveis acidentes. Na Jorge Zarur e Mário Covas, é permitido o tráfego em até 80 km/h em alguns trechos. Já nas vias do Urbanova, o limite máximo é de 60 km/h. “A fiscalização por radar deve garantir a segurança justamente onde, se o limite de velocidade permitido for ultrapassado, pode gerar acidentes graves”, disse. Segundo ele, quanto mais intensa a fiscalização, melhor. “Evita que o condutor freie apenas onde existe o radar.”

Na região leste da cidade, também há exemplos semelhantes. A Estrada Municipal Glaudston de Oliveira usada como rota alternativa pelos funcionários da Embraer é uma das que não conta com nenhum ponto de fiscalização fixa.

A avenida João Rodolfo Castelli, principal acesso ao Putim pela Rodovia dos Tamoios (SP-99), conta com apenas uma base de fiscalização, apesar de ser considerada arriscada por especialistas por ser simples e de mão dupla, semelhante à própria Tamoios.

O motorista Márcio Petetti, 42 anos, reprova a fiscalização da cidade. “Moro na Vila Nair e peço um radar lá há mais de dois anos. São José tem radar onde não precisa e falta onde tem abuso”, afirmou. A Prefeitura de São José dos Campos informou que os equipamentos estão no local determinado pelos estudos da Engenharia de Tráfego.

O Vale

Nova Lei do Contram esconde radares nas Rodovias

Nova resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) dá brecha para que mais de 90 radares fiquem escondidos nas principais estradas da região nas férias. A regra, publicada na semana passada, derruba a obrigatoriedade dos órgãos de trânsito de instalarem placas que avisam a existência de equipamentos de fiscalização eletrônica. As placas eram exigidas havia cinco anos pelo próprio Contran.

O objetivo de acabar com a exigência, segundo o governo federal, é padronizar o processo de fiscalização. Segundo o Contran, onde não houver sinalização, a máxima permitida nas rodovias é de 110 km/h para carros, 90km/km para ônibus e 80 km/h para caminhões.

A resolução está em vigor desde a última quinta-feira e vale para radares fixos e móveis dentro das cidades e nas estradas em concessão, ou do governo federal, como a Dutra, e do Estado, como a SP-99 (Tamoios). O inspetor Luiz Ernani Guedes, chefe da Polícia Rodoviária Federal em Taubaté, afirmou que a determinação terá impacto prático nas estradas sem sinalização.

“Diferente das estradas do Vale do Paraíba que contam com sinalização, ninguém vai tirar as placas que já existem”, afirmou. Segundo ele, uma mudança maior para os motoristas da região envolve o uso dos radares móveis. “A medida facilita o uso desses radares porque deixa de exigir que se faça um estudo exclusivo sobre o trecho que queremos usar o radar móvel. Podemos usar em toda a extensão levantada para a implantação do radar fixo”, afirmou.

O especialista em trânsito, Carlos Alberto Guimarães, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), afirmou que é favorável à regra. “Cabe ao motorista respeitar a velocidade. Não existe uma placa nas estradas afirmando que lá tem policiamento. No mundo inteiro os radares são discretos”, disse Guimarães.

Diferente do especialista, os motoristas da região são contrários à medida. Caso do comerciante Valdemir Uzan, 53 anos, que trabalha na Tamoios. “O motorista tem que ser avisado quando há radar, porque muitas vezes estamos distraídos ou fazendo uma ultrapassagem que exige um aumento da velocidade.”

Opinião semelhante tem o motorista profissional Sebastião Aparecido da Silva, 54 anos. “Essa é mais uma forma de mostrar que o objetivo maior das multas não é educar o motorista, mas sim arrecadar dinheiro”, disse. A NovaDutra informou que irá manter as placas. A concessionária tem 15 pontos de fiscalização no Vale, sendo que em 11 os equipamentos começaram a funcionar em dezembro.

O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) informou que ainda estuda quais medidas irá adotar. A Prefeitura de Caraguá informou que vai manter a sinalização. Já a Prefeitura de São José informou que não vai mais colocar placas se forem instalados novos aparelhos. A Prefeitura de Jacareí informou que ainda estuda quais medidas irá adotar. Nenhum porta voz da Prefeitura de Taubaté foi encontrado para comentar o assunto.

O Vale

No Vale ganha 11 novos radares fixos

Os equipamentos começarão a ser instalados gradativamente a partir de setembro, mas só devem entrar em operação em 2012, ampliando para 58 o número total de radares fixos na estrada.

Segundo o gestor de Atendimento da NovaDutra, Marcos Brunelli, a colocação de novos radares faz parte da segunda etapa de instalação de pontos de controle de velocidade na rodovia, processo que começou em 2009 com 28 pontos de fiscalização.

Autorizada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), a implantação dos radares visa diminuir o número de acidentes e a gravidade deles na estrada, cujo tráfego de veículos atinge 872 mil viagens por dia.

De acordo com a NovaDutra, um ano após a colocação dos equipamentos, a ocorrência de acidentes nos trechos fiscalizados caiu 14,3%, de 727 para 623. A queda no número de mortes foi ainda mais expressiva –de 17 para 6, no mesmo intervalo de 12 meses, redução de 64,7%.

Veja os locais:

Km 161 – Pista Rio-SP (Jacareí) – velocidade máxima de 110 km/h para veículos leves e 90 km/h para pesados
Km 159,3 – SP-Rio (Jacareí) -110 km/h para autos, utilitários e motos e 90 km/h para caminhões e ônibus
Km 130,5 – SP-Rio (Caçapava) – 110 km/h para veículos leves e 90 km/h para pesados
Km 116,2 – Rio-SP (Taubaté) -110 km/h para veículos leves e 90 km/h para pesados
Km 110,7 – SP-Rio (Taubaté) -100 km/h para veículos leves e 80 km/h para pesados
Km 94,3 – Rio-SP (Pinda) – 110 km/h para veículos leves e 90 km/h para pesados
Km 92,2 – SP-Rio (Pinda) – 110 km/h para veículos leves e 90 km/h para pesados
Km 65,4 – SP-Rio (Guará) – 100 km/h para veículos leves e 80 km/h para pesados
Km 60,3 – Rio-SP (Guará) – 110 km/h para veículos leves e 90 km/h para pesados
Km 53,9 – SP-Rio (Lorena) – 110 km/h leves e 90 km/h pesados
Km 27,6 – Rio-SP (Silveiras) – 80 km/h para veículos leves e para pesados

Fonte: O Vale