Atuação na Vant

A Flight Technologies, instalada no Parque Tecnológico, foi selecionada pelo Exército para o desenvolvimento de tecnologia voltada para o Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado). A empresa ficará responsável pelo treinamento dos militares na operação do sistema VT-15,desenvolvido e entregue no ano passado.

Em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), este projeto deu origem à família de produtos da empresa denominada Horus 200. Os veículos podem voar até 10 horas, com um alcance de até 120 km.

A contratação da empresa foi feita por meio do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e os valores do contrato não foram divulgados. O desenvolvimento dos Vants vem ganhando destaque recentemente. A expectativa é que o Exército Brasileiro possa utilizar o aparelho para o controle das fronteiras do País no combate ao tráfico e contrabando de drogas.

Outra utilidade do veículo pode ser a fiscalização de favelas e pontos fechados de florestas brasileiras. A expectativa é que até o fim do ano os aparelhos comecem a entrar em funcionamento no país.

Em 2006, uma versão mais barata da aeronave, de fabricação nacional, foi utilizada pela Marinha em ações no Haiti. Outra preocupação do governo é contar com a tecnologia antes da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016 para dar mais segurança aos eventos.

A empresa já participou de outros projetos do Ministério da Defesa, como o Projeto Vant Acauã, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

A partir de 2007, a Flight Technologies implementou uma estratégia de negócios voltada para o desenvolvimento e a comercialização de produtos destinados aos sistemas dos veículos não tripulados.

O que é?
O Vant tem como objetivo observar, com radares e câmeras, áreas fechadas

Utilidade
Governo pretende utilizar Vant no controle do contrabando e tráfico de drogas na fronteira do Brasil; tecnologia pode ser usada no monitoramento de favelas

Capacidade
Os veículos podem voar até 10 horas, com um alcance de até 120 km

Fonte: O Vale

Alvo de empresas sao galpões industriais

Galpões industriais no Vale do Paraíba começam a atrair empresas que buscam locais para se instalarem.A localização no eixo Rio-São Paulo, a variedade de opções e o preço do metro quadrado são os atrativos para o uso desses galpões.

De acordo com levantamento da Herzog Imóveis Industriais e Comerciais, o Vale representa 21,5% de todo o estoque de galpões do interior do Estado, com 337mil m² de área construída. São José possui a maior fatia desse estoque, com 250 mil m².

A Herzog estima que 41% dos galpões industriais da região estejam vagos.Atualmente, Taubaté, São José e Jacareí possuem seis unidades prontas. Outro em Jacareí e um em Caçapava estão em fase de construção.

Um caso de reaproveitamento de galpão é o prédio da empresa Kodak, de 32 mil m², que passou por uma transformação com a chegada das câmeras digitais. “A empresa que antes trabalhava com filmes passou a não precisar mais de todo aquele espaço”, explica Simone Santos, diretora de Serviços Corporativos da Herzog.

Concorrência. Outra opção encontrada pelas empresas com áreas não aproveitadas é a venda para construtoras. O antigo galpão industrial da Fuji, em Caçapava, foi demolido e dará lugar ao condomínio DVR, um empreendimento da WTorre construtora, de 130 mil m² às margens da rodovia presidente Dutra.

Em São José, a alteração na Lei de Zoneamento de agosto do ano passado proíbe a demolição dos galpões para a construção de condomínios.

Variedade
Vale do Paraíba tem 21,5% de todo o estoque de galpões do interior do Estado; estimativa é que 41% desse montante estaria vago depois do desuso de outras empresas

Oferta
São José dos Campos possui 250.000 m² de área construída, sendo a maior praça de galpões da região; em seguida vem Jacareí, com 47.500m2 e Taubaté, com 40.000m²