São José será sede de centro Tecnologia

O Parque Tecnológico de São José vai criar um centro de desenvolvimento de tecnologias de Informação e Comunicação para encontrar soluções inovadoras. Para tanto, será selecionada uma empresa âncora para atrair outros parceiros para o centro, previsto para ser implantado em 2012.

O Parque Tecnológico conta com quatro centros de desenvolvimento nas áreas de aeronáutica, energia, saúde e recursos hídricos e saneamento ambiental. Eles são liderados, respectivamente, por Embraer, Vale Soluções em Energia, SPDM (Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) e Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Por meio dessas âncoras, o centro atua como um catalizador entre instituições de ensino e pesquisa, empresas, governos e entidades de investimento para criar tecnologia inovadora, além de incentivar a criação de novas empresas de base tecnológica na região.

Segundo José Raimundo Coelho, diretor geral do Parque Tecnológico, era inevitável o empreendimento avançar para estímulo ao desenvolvimento na área de TI.

“Isto é inevitável, uma vez que a área é considerada transversal às demais porque seu foco, os sistemas estruturados de dados, é ao mesmo tempo um meio para o desenvolvimento das demais”, afirmou Coelho, por meio de nota.

O centro de TI irá melhorar a competitividade industrial, revitalizar a economia local e regional e gerar empregos. A escolha da empresa âncora começa hoje, com a publicação do edital do ato convocatório no site do Parque Tecnológico (www.pqtec.org.br). As empresas interessadas deverão enviar as propostas até 22 de dezembro, quando serão recebidas a documentação e a parte técnica.

Assessora jurídica do Parque Tecnológico, Andréa Bevilacqua explicou que uma comissão julgadora irá avaliar as propostas das empresas e escolher, em 24 de janeiro de 2012, aquela com maior viabilidade e capacidade empreendedora.

“A partir daí, começa a ser desenhado o plano de trabalho da empresa, que tomará cerca de 90 dias para sair do papel. A implantação trará benefícios para a região”, disse.

O Vale

Após 1 ano governo federal libera verba para obra de igreja

O Ministério do Turismo liberou nesta semana a primeira parcela do convênio formalizado junto à Prefeitura de São José para restauro da Igreja São Benedito, no centro da cidade. O repasse foi de R$ 571,9 mil.

Orçada em R$ 1,3 milhão, a reforma da Igreja teve início há 13 meses. A obra encontra-se com mais de 90% pronta. No período, os serviços foram executados unicamente com o recursos do governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB).

No convênio, firmado em dezembro de 2008, previa-se que o Ministério do Turismo arcasse com cerca de R$ 1,2 milhão do valor total da obra, enquanto a prefeitura daria uma contrapartida de R$ 139 mil.

Na última sexta-feira, o governo Cury informou que já foram efetuados pagamentos na ordem de R$ 1,190 milhão à empreiteira responsável pelo restauro.

O atraso no repasse dos valores por parte do governo federal, no período, tornou-se motivo de embate entre o governo e a oposição.

Além da Igreja São Benedito, pelo menos outros seis convênios entre a Prefeitura de São José e ministérios do governo federal sofrem com atrasos em repasses.

Enquanto o PSDB alega um calote federal, o PT defende que o governo Cury descumprira prazos, perdendo o direito aos recursos.

No caso da Igreja São Benedito, o primeiro repasse foi efetuado a partir de pressão exercida pelo deputado federal Carlinhos Almeida (PT) e pelo vereador de São José Wagner Balieiro (PT) junto ao Ministério do Turismo.

OUTROS CONVÊNIOS COM PROBLEMAS

Galerias Vila Rossi
Valor: R$ 351 mil
Situação: obra iniciada e custeada pela prefeitura

Galerias Centro
Valor: R$ 224,9 mil
Situação: contrato extinto pelo governo federal

Cachoeira Pedro David
Valor: R$ 378,9 mil
Situação: contrato extinto pelo governo federal

Galerias Campos S. José
Valor: R$ 416 mil
Situação: contrato extinto pelo governo federal

Galerias Vista Verde
Valor: 292,9 mil
Situação: contrato extinto pelo governo federal

Esgoto Chácaras Araújo
Valor: R$ 2,1 milhões
Situação: contrato em fase final de formatação

Fonte: O Vale

Cine Teatro será polo cultural para a iniciativa privada

O Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) de São José dos Campos garante: ainda neste ano a população vai notar mudanças no centro, onde está o principal comércio de rua da cidade, mas que sofre processo de degradação e decadência.

A diretora do instituto, que coordena o plano estratégico de recuperação do centro, denominado Centro Vivo, Cynthia Gonçalo, listou a abertura de empreendimentos comerciais e a recuperação de prédios públicos como primeiras medidas efetivas para a revitalização da área central.

Ela destacou para breve a abertura de uma galeria de lojas na rua 15 de Novembro, em frente à escola Olímpio Catão. No piso superior do imóvel será aberta uma escola técnica noturna, segundo a diretora. Cynthia relatou que até o final do ano ocorre a inauguração do shopping Faro, na rua Sebastião Hummel, imediações do Mercado Municipal.

Também nas proximidades do mercado, segundo Cynthia, um grupo empresarial de Campinas procura imóvel para abrir uma choperia. A diretora lembrou ainda que o supermercado em fase de instalação no prédio da antiga Lojas Americanas, na praça Afonso Pena, está em fase final de implantação.

No setor público, a prefeitura planeja lançar até dezembro editais para recuperação da Galeria Pedro Rachid, na rua Humaitá, ao lado do 1º Distrito Policial, e para a concessão do Cine Teatro Benedito Alves da Silva à iniciativa privada, além da conclusão de pelo menos dois dos três camelódromos previstos para abrigar ambulantes.

São as primeiras ações efetivamente práticas do projeto de revitalização do ‘coração’ da cidade, denominado Plano Estratégico Centro Vivo, elaborado pelo governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB).

Polo

O cine teatro será um novo polo cultural na avenida São José, orla do Banhado. O projeto elaborado pelo Ipplan prevê a concessão do teatro e de um imóvel anexo de 246 metros quadrados por um período de 10 anos.

O plano prevê que o teatro terá uso múltiplo, mas focado em atividades culturais.A nova casa de espetáculos deve abrigar livraria, café e espaço gourmet, com atividades diurnas e noturnas.

“O Ipplan já recebeu cartas de intenção de três grupos empresariais interessados. Dois são de São José com negócios na construção civil, e um de São Paulo, do setor cultural e de lazer”, disse Cynthia. Ela garante que em dezembro será lançado o edital de concessão. “Os técnicos da prefeitura estão concluindo a avaliação do imóvel”, disse.

Cynthia explica que será uma concessão onerosa. Quem vencer terá que recuperar o imóvel. O investimento será amortizado, com desconto no aluguel ao longo do período de concessão.

Já na galeria Pedro Rachid, o projeto de recuperação será bancado pela prefeitura.
O plano prevê concentrar nos dois pavimentos superiores a unidade de especialidades médicas da Secretaria Municipal de Saúde.

O piso térreo vai abrigar um protocolo geral da prefeitura, similar ao Poupatempo.“O diferencial é que o espaço também terá estabelecimentos de alimentação e vai permanecer aberto no período noturno”, disse Cynthia.

O Vale

Censo Verde tem avanço em regiões

O chamado de ‘Censo Verde’, a nova fase do projeto chega às zonas sul e leste (receberem o serviço são Campo dos Alemães, Bosque do Eucaliptos e Vista Verde).

O inventário teve início em agosto do ano passado, começando pelos bairros Jardim Esplanada e Jardim Apolo, ambos localizados na região central.

Verificou-se que cerca de 50% das 1.344 árvores espalhadas pelos limites dos dois bairros estariam condenadas por infestação por pragas, obstrução da passagem nas calçadas e vias ou por atingirem os fios elétricos e, em alguns casos, representando riscos à integridade física das pessoas.

O censo analisa o estado de conservação das árvores e as interferências urbanas que elas podem causar.

Assessor de arborização da Secretaria de Serviços Municipais, Carlos Trunkl explicou que a atual arborização da cidade é remanescente de 1970, o que justifica a importância do censo. Entretanto, o inventário de toda a cidade ainda não tem data para ficar pronto. “Este estudo pode levar até 20 anos”, afirmou o secretário de Meio Ambiente de São José, André Miragaia, ao jornal O Vale.

Depois de mapeadas, as árvores ganham um chip eletrônico, contendo informações como a espécie da árvore e um histórico das manutenções realizadas. A previsão é que os chips eletrônicos instalados nas árvores da região central entrem em operação este ano.

Segundo a Secretaria de Serviços Municipais, desde 2008 é feito um trabalho de adequação das espécies nos espaços públicos, com o plantio de árvores que apresentem um melhor desenvolvimento nas áreas urbanas da cidade. O objetivo da adequação, segundo a pasta, é evitar futuros estragos nas calçadas, imóveis e fios elétricos. Plantios podem ser solicitados por meio do telefone 156.

Fonte: O Vale